{"id":299458,"date":"2023-02-12T19:22:37","date_gmt":"2023-02-12T22:22:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=299458"},"modified":"2023-02-13T00:33:14","modified_gmt":"2023-02-13T03:33:14","slug":"brasileiros-superprotegidos-podem-morrer-mais-cedo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasileiros-superprotegidos-podem-morrer-mais-cedo\/","title":{"rendered":"Brasileiros superprotegidos podem morrer mais cedo"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisadores no Brasil revelaram que filhos de pais protetores \u2013 pais em particular \u2013 t\u00eam um risco maior de morrer antes dos 80 anos. As descobertas vieram de dados coletados de 941 participantes do Estudo Longitudinal Ingl\u00eas do Envelhecimento (ELSA). As autoridades analisaram informa\u00e7\u00f5es de 445 mulheres e 496 homens nascidos entre 1950 e 1960 e que morreram entre 2007 e 2018.<\/p>\n<p>Apesar dos sujeitos do estudo pertencerem \u00e0 gera\u00e7\u00e3o \u201cBaby Boomer\u201d, os pesquisadores acreditam que os dados tamb\u00e9m podem se aplicar \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais jovens.<\/p>\n<p>\u201cNesse caso, fatores culturais e sociais podem ter tido um efeito mais significativo do que agora. Ter pais separados era visto de forma diferente no passado e podia ser particularmente dif\u00edcil para os filhos do sexo masculino. N\u00e3o podemos saber como isso funcionaria agora, dada a sociedade que temos, mas foi muito pesado para homens nascidos nas d\u00e9cadas de 1950 e 1960, mostra o estudo\u201d, afirmou Tiago da Silva Alexandre , professor de gerontologia da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos.<\/p>\n<p>Os pesquisadores descobriram que, em geral, as crian\u00e7as que recebem mais liberdade e autonomia t\u00eam uma chance maior de viver mais. O estudo revelou que homens que tiveram um pai superprotetor e menos autonomia durante o crescimento t\u00eam um risco 12% maior de morrer antes dos 80 anos. risco.<\/p>\n<p>\u201cO mais interessante do nosso estudo \u00e9 que conseguimos mostrar em n\u00fameros o que h\u00e1 muitos anos se discute sobre parentalidade\u201d, disse Alexandre.<\/p>\n<p>\u201cAs rela\u00e7\u00f5es de carinho e amor com o pai e a m\u00e3e durante a inf\u00e2ncia repercutem para o resto da vida. Em particular, nossas descobertas mostram como eles afetam a longevidade\u201d.<\/p>\n<p>Surpreendentemente, o estudo tamb\u00e9m descobriu que homens que viveram apenas com um dos pais durante a inf\u00e2ncia tinham 179% de risco de morrer antes dos 80 anos. Eles tamb\u00e9m descobriram que, para mulheres que receberam muito cuidado de suas m\u00e3es quando crian\u00e7as, a chance de morrer antes a idade de 80 anos diminuiu 14%. A correla\u00e7\u00e3o \u00e9 que aqueles que foram bem cuidados por suas m\u00e3es exibir\u00e3o n\u00edveis mais baixos de estresse mais tarde na vida e ter\u00e3o menor risco de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cAs crian\u00e7as precisam de cuidado e apoio dos pais, mas n\u00e3o de intrus\u00e3o, que tira a autonomia da crian\u00e7a\u201d, disse Aline Fernanda de Souza Canelada, coautora do estudo.<\/p>\n<p>\u201cPesquisas em psicologia mostram que esse tipo de relacionamento tamb\u00e9m \u00e9 fraco, porque a crian\u00e7a tem medo dos pais e leva a v\u00e1rios problemas, incluindo h\u00e1bitos pouco saud\u00e1veis, com alguns estudos mostrando um risco aumentado de abuso de \u00e1lcool e drogas, bem como problemas mentais dificuldades de sa\u00fade, como estresse, que se correlacionam intimamente com a redu\u00e7\u00e3o da longevidade\u201d.<\/p>\n<p>Os pesquisadores envolvidos no estudo s\u00e3o oriundos da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), no Brasil, e da University College London (UCL), no Reino Unido. Suas descobertas foram publicadas na revista <em>Scientific Reports<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores no Brasil revelaram que filhos de pais protetores \u2013 pais em particular \u2013 t\u00eam um risco maior de morrer antes dos 80 anos. As descobertas vieram de dados coletados de 941 participantes do Estudo Longitudinal Ingl\u00eas do Envelhecimento (ELSA). 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