{"id":300046,"date":"2023-02-24T07:02:39","date_gmt":"2023-02-24T10:02:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=300046"},"modified":"2023-02-24T06:57:11","modified_gmt":"2023-02-24T09:57:11","slug":"lider-mostra-lula-e-quem-indica-o-rumo-onde-o-povo-nao-iria-so","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/lider-mostra-lula-e-quem-indica-o-rumo-onde-o-povo-nao-iria-so\/","title":{"rendered":"L\u00edder, mostra Lula, \u00e9 quem indica o rumo onde o povo n\u00e3o iria s\u00f3"},"content":{"rendered":"<p>O day after do Rei Momo deveria ser a ocasi\u00e3o ideal para que nos ajoelh\u00e1ssemos no milho e nos pus\u00e9ssemos em posi\u00e7\u00e3o de reflex\u00e3o. Acabou o Carnaval do fim do mundo, aquele em que colocamos para fora uma s\u00e9rie de ressentimentos, m\u00e1goas, \u00f3dios, derrotas, perplexidades e at\u00e9 desejos incontidos de vingan\u00e7a. Passou. Agora, antes do desfile das campe\u00e3s, talvez fosse o momento de extremistas de l\u00e1 e de c\u00e1 se sentarem \u00e0 mesma mesa para um in\u00edcio mais propositivo, menos radical e, quem sabe, emocional e essencialmente destinado a buscar solu\u00e7\u00f5es unificadas, controladas e definitivas para os numerosos problemas do Brasil. Do jeito que estamos, dificilmente conseguiremos chegar \u00e0 pr\u00f3xima folia com o necess\u00e1rio fortalecimento social, o que, lamentavelmente, nos manter\u00e1 na sofr\u00edvel condi\u00e7\u00e3o de habitantes de um pa\u00eds sem destino.<\/p>\n<p>Depois do tsunami capitaneado pelo tenentismo personalizado por um cl\u00e3 insosso, inodoro e incolor, tirar o pa\u00eds do buraco negro n\u00e3o ser\u00e1 tarefa f\u00e1cil para Luiz In\u00e1cio. Tamb\u00e9m n\u00e3o seria para os militares que, supostamente, tenham aderido \u00e0 fracassada tese golpista. Em s\u00edntese, fosse quem fosse o eleito em 2022, a perenidade da democracia passaria obrigatoriamente pela repavimenta\u00e7\u00e3o dos caminhos percorridos at\u00e9 o momento. N\u00e3o falemos demagogicamente em resolver os problemas da desigualdade. Como a seca no Nordeste, este tema \u00e9 por demais desinteressante para a burguesia e para a maioria dos pol\u00edticos. No entanto, esquecer dos malef\u00edcios causados pela divis\u00e3o humana \u00e9, como diz na g\u00edria popular, caix\u00e3o e vela preta.<\/p>\n<p>Enquanto a sociedade brasileira estiver partid\u00e1ria e ideologicamente fragmentada, nosso futuro ser\u00e1 preocupantemente infeliz. Em pleno s\u00e9culo XXI, n\u00e3o h\u00e1 mais raz\u00e3o para \u00f3dios ideol\u00f3gicos, de cren\u00e7as, ra\u00e7a ou op\u00e7\u00e3o sexual. Sem utopias, o lado \u00e0 esquerda precisa esquecer o oportunismo e evitar discursos contra esse ou aquele segmento apenas para marcar posi\u00e7\u00e3o. Do outro lado, a descoberta tende a ser mais simples. Apesar de representada maci\u00e7amente pela elite, a direita n\u00e3o tem a primazia da \u00e9tica, da moral, muito menos dos bons costumes. S\u00e3o t\u00e3o fal\u00edveis como os jogadores tidos como pernas de pau na cara do gol. Chutam para fora com a mesma tranquilidade de uma on\u00e7a no cio.<\/p>\n<p>Ou seja, n\u00e3o pensam duas vezes quando desejam impor seus valores. Como os elitizados jamais conseguir\u00e3o dominar o mundo sozinhos, suas energias bem que poderiam ser direcionadas para o bem de todos. O mesmo ocorre com a classe pol\u00edtica, cujos representantes, logo ap\u00f3s a garantia de pelo menos quatro anos de emprego com remunera\u00e7\u00e3o europeia, fogem das responsabilidades acertadas com o povo durante a elei\u00e7\u00e3o. Sob o argumento de que mentem para sobreviver, desrespeitam um bem (a promessa) que um dia a vida cobra. E normalmente a promiss\u00f3ria chega acrescida de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Aproveitemos a oportunidade que nos \u00e9 dada. \u00c9 chegada a hora de o cidad\u00e3o ordeiro, patriota e, acima de tudo, preocupado com a consolida\u00e7\u00e3o da democracia, dar a volta por cima e, como se estivesse disputando uma peleja esportiva, gritar para a torcida: <em>Me uni a voc\u00eas e si dei bem, si consagrei<\/em>. \u00c9 imprescind\u00edvel n\u00e3o esquecermos que o Brasil \u00e9 de todos, inclusive dos extremos. Todavia, a necessidade de respeito m\u00fatuo \u00e9 indispens\u00e1vel para que consigamos nos reposicionar perante ao mundo e a n\u00f3s mesmos. Temos de raciocinar como pluralistas at\u00e9 nas a\u00e7\u00f5es irracionais, sob pena de nossas cinzas permanecerem como prova\u00e7\u00f5es amargas de nossas frustra\u00e7\u00f5es. Pensemos mais em solu\u00e7\u00f5es. Se o governo anterior fracassou, n\u00e3o podemos desejar o mesmo para o atual.<\/p>\n<p>Afinal, o insucesso de um l\u00edder deve servir de ensejo para um recome\u00e7o com mais intelig\u00eancia. Usemos a m\u00e1xima de enumerar pelo menos dois de nossos defeitos antes de criticar os dos outros. A melhor maneira de prever o futuro \u00e9 cri\u00e1-lo. Como, \u00e0s vezes, constru\u00edmos sonhos em cima de pessoas sem merecimento algum, que tal nos satisfazermos com o que temos at\u00e9 que chegue o pr\u00f3ximo carnaval eleitoral? Gostando ou n\u00e3o, um l\u00edder \u00e9 a pessoa que seguiremos para onde n\u00e3o ir\u00edamos sozinhos. Portanto, caminhemos sem medo at\u00e9 2026. Conforme o mestre Mia Couto, quem viveu pregado a um s\u00f3 ch\u00e3o n\u00e3o sabe sonhar com outros lugares. Ent\u00e3o, para quem n\u00e3o sabe para onde vai, qualquer caminho serve.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O day after do Rei Momo deveria ser a ocasi\u00e3o ideal para que nos ajoelh\u00e1ssemos no milho e nos pus\u00e9ssemos em posi\u00e7\u00e3o de reflex\u00e3o. Acabou o Carnaval do fim do mundo, aquele em que colocamos para fora uma s\u00e9rie de ressentimentos, m\u00e1goas, \u00f3dios, derrotas, perplexidades e at\u00e9 desejos incontidos de vingan\u00e7a. Passou. 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