{"id":300612,"date":"2023-03-06T10:15:03","date_gmt":"2023-03-06T13:15:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=300612"},"modified":"2023-03-06T10:15:03","modified_gmt":"2023-03-06T13:15:03","slug":"calor-vai-afetar-a-producao-de-feijao-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/calor-vai-afetar-a-producao-de-feijao-no-brasil\/","title":{"rendered":"Calor vai afetar a produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>At\u00e9 2050, o Brasil precisa aumentar em 44% a produ\u00e7\u00e3o nacional de feij\u00e3o para atender a demanda do mercado. Isso significa 1 milh\u00e3o e meio de toneladas a mais por ano. \u00c9 o que mostra pesquisa desenvolvida pela Embrapa e pela Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Mas, para dificultar essa tarefa, os produtores ter\u00e3o de enfrentar uma eleva\u00e7\u00e3o na temperatura de at\u00e9 2,8\u00baC nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas, prevista pelo Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Centro-Oeste e os estados de Minas Gerais e da Bahia podem ser as \u00e1reas mais afetadas, e podem inclusive ter que alterar o calend\u00e1rio para plantio.<\/p>\n<p>Segundo Alexandre Bryan, pesquisador da Embrapa, a concentra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico prejudica, especialmente, a fase reprodutiva da lavoura, impedindo a forma\u00e7\u00e3o de vagens e gr\u00e3os de feij\u00e3o. Por isso, a tend\u00eancia \u00e9 cair a produtividade nos pr\u00f3ximos anos. Mas os produtores podem se adaptar \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es plantio com a escolha de gr\u00e3os mais resistentes. &#8220;O feij\u00e3o tipo preto apresenta uma toler\u00e2ncia maior a situa\u00e7\u00f5es adversas. Ent\u00e3o, quer dizer, a gente sabe que o preto sobressai em algumas condi\u00e7\u00f5es.. Ent\u00e3o, tem diferen\u00e7a entre os tipos de feij\u00e3o. A quest\u00e3o toda \u00e9 que o mercado \u00e9 restrito. Feij\u00e3o preto, basicamente, \u00e9 consumido no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro e o resto do brasil \u00e9 o carioca e esse \u00e9 um problema.<\/p>\n<p>Alexandre Bryan destaca tamb\u00e9m que a queda de produtividade e aumento de demanda \u00e9 um assunto que deve passar por pol\u00edticas p\u00fablicas, tanto em rela\u00e7\u00e3o ao investimento em pesquisa para a gera\u00e7\u00e3o de plantas mais adaptadas, quanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agricultura familiar.<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, \u00e9 interessante ter uma pol\u00edtica p\u00fablica para a agricultura familiar, na qual ela possa produzir feij\u00e3o em conjunto com outras culturas, ou em rota\u00e7\u00e3o com outras culturas, tendo tamb\u00e9m floresta no meio, tendo um planejamento que tenha diversidade. Porque se voc\u00ea tem diversidade tem maior, tem tamb\u00e9m maior sustentabilidade. A gente sabe que diversidade diminui, \u00e9 uma forma minimizar o impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.&#8221;<\/p>\n<p>Dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica, mostram que, hoje, a produ\u00e7\u00e3o anual de feij\u00e3o no pa\u00eds \u00e9 de 12 BILH\u00d5ES de reais por ano, chegando a 2 milh\u00f5es e oitocentas mil toneladas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 2050, o Brasil precisa aumentar em 44% a produ\u00e7\u00e3o nacional de feij\u00e3o para atender a demanda do mercado. Isso significa 1 milh\u00e3o e meio de toneladas a mais por ano. \u00c9 o que mostra pesquisa desenvolvida pela Embrapa e pela Universidade de S\u00e3o Paulo. 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