{"id":301197,"date":"2023-03-16T00:29:36","date_gmt":"2023-03-16T03:29:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=301197"},"modified":"2023-03-16T10:31:37","modified_gmt":"2023-03-16T13:31:37","slug":"em-dois-meses-fogo-na-terra-yanomami-cai-62","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/em-dois-meses-fogo-na-terra-yanomami-cai-62\/","title":{"rendered":"Em dois meses, fogo na Terra Yanomami cai 62%"},"content":{"rendered":"<p>Os registros de queimadas na Terra Ind\u00edgena Yanomami, em Roraima, apresentaram queda de 62% no acumulado dos meses de janeiro e fevereiro deste ano em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Os dados s\u00e3o do Monitor do Fogo, que contabiliza os efeitos das queimadas sobre o territ\u00f3rio nacional a partir de imagens de sat\u00e9lite, e foram divulgados pelo MapBiomas, em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam). Nos dois primeiros meses de 2022, o total de focos de inc\u00eandio detectados na reserva foi 557 hectares. J\u00e1 no primeiro bimestre deste ano, as queimadas atingiram 211 hectares do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea queimada est\u00e1 ligada \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de retomada da presen\u00e7a do Estado no territ\u00f3rio, ap\u00f3s a repercuss\u00e3o internacional da crise humanit\u00e1ria vivida pelos yanomami. \u00c9 o que afirma Ane Alencar, diretora de Ci\u00eancia no Ipam e coordenadora do MapBiomas Fogo.<\/p>\n<p>&#8220;Segundo o Monitor do Fogo, apesar de Roraima ter sido o [estado] que mais queimou na Amaz\u00f4nia no per\u00edodo deste ano, houve uma redu\u00e7\u00e3o que foi ainda maior na Terra Ind\u00edgena Yanomami. \u00c9 poss\u00edvel avaliar essa mudan\u00e7a como uma consequ\u00eancia do reaparecimento do Estado na regi\u00e3o e de uma governan\u00e7a que foi reinaugurada para o cumprimento da lei\u201d, aponta a especialista.<\/p>\n<p>Afetados pela presen\u00e7a do garimpo ilegal em suas terras, os yanomami convivem com destrui\u00e7\u00e3o ambiental, contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua dos rios, propaga\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, como mal\u00e1ria e pneumonia, al\u00e9m de viol\u00eancia. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 hist\u00f3rica, mas se agravou ao longo dos \u00faltimos quatro anos.<\/p>\n<p>Desde janeiro deste ano, ap\u00f3s um decreto de emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica ter sido editado pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, uma opera\u00e7\u00e3o interministerial come\u00e7ou a ser feita na regi\u00e3o, para desmantelar o garimpo ilegal, expulsar os invasores e refor\u00e7ar o atendimento de sa\u00fade aos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Dados divulgados essa semana pelo Monitor do Fogo tamb\u00e9m mostram que a Amaz\u00f4nia foi o bioma mais atingido por fogo no Brasil nos dois primeiros meses do ano. Os estados de Roraima, Mato Grosso e Par\u00e1 lideram a extens\u00e3o de \u00e1reas atingidas. Em Roraima, foram 259 mil hectares em 2023, que representam 48% de toda a \u00e1rea queimada no Brasil. Apesar disso, o estado que abriga a maior terra ind\u00edgena teve menos fogo esse ano do que nos dois primeiros meses do ano passado, quando foram queimados 470 mil hectares.<\/p>\n<p>No total, a \u00e1rea queimada em todo o bioma Amaz\u00f4nia, no primeiro bimestre de 2023, equivale a quatro vezes a \u00e1rea de Bel\u00e9m, capital do Par\u00e1, e representa 90% de todos os focos de fogo registrados no pa\u00eds. O Brasil teve 536 mil hectares queimados nos dois meses, uma \u00e1rea 28% menor do que a registrada no mesmo per\u00edodo em 2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os registros de queimadas na Terra Ind\u00edgena Yanomami, em Roraima, apresentaram queda de 62% no acumulado dos meses de janeiro e fevereiro deste ano em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. 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