{"id":301957,"date":"2023-03-30T10:55:12","date_gmt":"2023-03-30T13:55:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=301957"},"modified":"2023-03-30T11:27:10","modified_gmt":"2023-03-30T14:27:10","slug":"bc-aumenta-projecao-da-economia-de-1-para-12","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/bc-aumenta-projecao-da-economia-de-1-para-12\/","title":{"rendered":"BC aumenta proje\u00e7\u00e3o da economia de 1% para 1,2%"},"content":{"rendered":"<p>O Banco Central (BC) elevou a proje\u00e7\u00e3o para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expans\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) passou de 1% para 1,2%. A proje\u00e7\u00e3o consta do Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, publica\u00e7\u00e3o trimestral do BC, divulgado nesta quinta (30).<\/p>\n<p>\u201cA revis\u00e3o moderada reflete, especialmente, surpresas positivas em alguns componentes do setor de servi\u00e7os no quarto trimestre de 2022 \u2212 deixando carregamento estat\u00edstico do setor para 2023 ligeiramente maior do que o anteriormente esperado \u2212, melhora nos progn\u00f3sticos para a ind\u00fastria extrativa e os primeiros indicadores do primeiro bimestre de 2023\u201d, explicou o BC, que tamb\u00e9m espera \u201ccontribui\u00e7\u00e3o relevante\u201d do setor agropecu\u00e1rio no crescimento do ano.<\/p>\n<p>Em 2022, a economia brasileira cresceu 2,9%, ap\u00f3s alta de 5% em 2021 e recuo de 3,3% em 2020. O setor de servi\u00e7os foi o que mais contribuiu para o crescimento do PIB no ano passado. Segundo o BC, os segmentos do setor foram severamente afetados pela pandemia de covid-19, inicialmente, mas desde ent\u00e3o apresentam trajet\u00f3rias firmes de crescimento. Para 2023, a proje\u00e7\u00e3o para o setor de servi\u00e7os teve ligeira alta, de 0,9% para 1%.<\/p>\n<p>Na ind\u00fastria, a proje\u00e7\u00e3o passou de estabilidade para alta de 0,3%, com piora na estimativa para a constru\u00e7\u00e3o e melhora para as demais atividades. No caso da ind\u00fastria extrativa, o BC estima alta de 2,3% no segmento, ante proje\u00e7\u00e3o de 1,5% no relat\u00f3rio anterior, diante de \u201cprogn\u00f3sticos favor\u00e1veis para a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 trajet\u00f3ria trimestral esperada, preveem-se varia\u00e7\u00f5es modestas ao longo do ano para ind\u00fastria, servi\u00e7os e consumo dom\u00e9stico. A agropecu\u00e1ria, contudo, deve apresentar din\u00e2mica distinta, com crescimento expressivo no primeiro trimestre, decorrente principalmente da expectativa de elevado aumento da produ\u00e7\u00e3o de soja. Este comportamento esperado para a agropecu\u00e1ria dever\u00e1 contribuir para a alta do PIB no primeiro trimestre e para desacelera\u00e7\u00e3o no trimestre seguinte\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o de crescimento da agropecu\u00e1ria foi mantida em 7%, ap\u00f3s recuo de 1,7% em 2022, repercutindo progn\u00f3sticos favor\u00e1veis para culturas, com elevada participa\u00e7\u00e3o no setor, como caf\u00e9, milho e soja.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos componentes dom\u00e9sticos da demanda, houve revis\u00f5es de magnitude moderada nas proje\u00e7\u00f5es: alta no consumo das fam\u00edlias, de 1,2% para 1,5%, e redu\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo (investimentos) das empresas, de 0,3% para zero e para o consumo do governo, de 1,1% para 0,7%. As exporta\u00e7\u00f5es e as importa\u00e7\u00f5es de bens e servi\u00e7os, em 2023, devem variar, na ordem, 2,4% e queda de 0,5%, ante proje\u00e7\u00f5es respectivas de 2,8% e 0,7% no Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>\u201cO aumento da proje\u00e7\u00e3o do consumo privado tamb\u00e9m deriva de progn\u00f3stico ligeiramente mais favor\u00e1vel para a renda dispon\u00edvel das fam\u00edlias, decorrente da evolu\u00e7\u00e3o do rendimento m\u00e9dio do trabalho no segundo semestre de 2022, melhor que a esperada, e da nova alta do valor do sal\u00e1rio-m\u00ednimo, que afeta rendimentos do trabalho e benef\u00edcios assistenciais e previdenci\u00e1rios\u201d, diz o BC.<\/p>\n<p><strong>Aperto monet\u00e1rio<\/strong><br \/>\nSegundo o documento, a proje\u00e7\u00e3o continua refletindo um cen\u00e1rio prospectivo de desacelera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica neste ano, em compara\u00e7\u00e3o ao observado nos dois anos anteriores. \u201cTal desacelera\u00e7\u00e3o \u00e9 influenciada pela diminui\u00e7\u00e3o do ritmo de crescimento global e pelos impactos cumulativos da pol\u00edtica monet\u00e1ria dom\u00e9stica [alta da taxa b\u00e1sica de juros]\u201d, explicou o BC.<\/p>\n<p>A taxa continua no maior n\u00edvel desde janeiro de 2017, quando tamb\u00e9m estava em 13,75% ao ano. Na reuni\u00e3o deste m\u00eas, foi a quinta vez seguida em que o BC n\u00e3o mexeu na taxa, que permanece nesse n\u00edvel desde agosto do ano passado. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que come\u00e7ou em meio \u00e0 alta dos pre\u00e7os de alimentos, de energia e de combust\u00edveis.<\/p>\n<p>A Selic \u00e9 o principal instrumento usado pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o porque a taxa causa reflexos nos pre\u00e7os, j\u00e1 que juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a, evitando a demanda aquecida.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito<\/strong><br \/>\nDe acordo com o Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, uma desacelera\u00e7\u00e3o na concess\u00e3o dom\u00e9stica de cr\u00e9dito maior do que seria compat\u00edvel com o atual est\u00e1gio do ciclo de pol\u00edtica monet\u00e1ria \u00e9 um risco negativo para a atividade econ\u00f4mica. Segundo o BC, em estat\u00edsticas divulgadas ontem (29), a manuten\u00e7\u00e3o dos juros em alta, resultado do aperto monet\u00e1rio, e a pr\u00f3pria desacelera\u00e7\u00e3o da economia a partir do segundo semestre do ano passado, contribu\u00edram para a desacelera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito banc\u00e1rio. S\u00f3 m\u00eas passado, as concess\u00f5es de cr\u00e9dito ca\u00edram 10,5% para as pessoas f\u00edsicas e 8,1% para empresas.<\/p>\n<p>\u201cOs dados dispon\u00edveis at\u00e9 o momento sugerem que o processo de desacelera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito \u00e0s empresas, que ocorre sob influ\u00eancia dos impactos cumulativos da pol\u00edtica monet\u00e1ria, foi afetado em magnitude limitada por eventos espec\u00edficos relacionados a empresas de grande porte\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtica Fiscal<\/strong><br \/>\nAdicionalmente, o BC cita a \u201cincerteza em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 trajet\u00f3ria da pol\u00edtica fiscal\u201d. Nesta quinta-feira, o Minist\u00e9rio da Fazenda apresenta o novo arcabou\u00e7o, que substituir\u00e1 o teto de gastos, aprovado em 2016. \u201cA proposta de um novo arcabou\u00e7o fiscal deve trazer maior clareza sobre a sustentabilidade da d\u00edvida p\u00fablica, com repercuss\u00f5es sobre expectativas de infla\u00e7\u00e3o, pr\u00eamios de risco e, indiretamente, sobre a atividade econ\u00f4mica\u201d, destacou o documento.<\/p>\n<p>Em ata do Copom, divulgada essa semana, o BC refor\u00e7ou que \u201cum arcabou\u00e7o fiscal s\u00f3lido e cr\u00edvel\u201d pode ajudar no processo de desinfla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nSegundo o BC, a infla\u00e7\u00e3o, calculada pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), deve encerrar 2023 em 5,8%, no cen\u00e1rio com taxa b\u00e1sica de juros em 12,75% ao ano e c\u00e2mbio em R$ 5,25. No relat\u00f3rio anterior, em dezembro, a proje\u00e7\u00e3o era 5%.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m projeta que a infla\u00e7\u00e3o deve ser de 3,6% em 2024 e de 3,2% em 2025. Nessa trajet\u00f3ria, a taxa Selic chega ao final de 2024 e 2025 em 10% e 9% ao ano, respectivamente.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio destaca que a chance de a infla\u00e7\u00e3o oficial superar o teto da meta em 2023 subiu de 57% no relat\u00f3rio de dezembro para 83% agora em mar\u00e7o.<\/p>\n<p>A meta para 2023, definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), \u00e9 de 3,25% de infla\u00e7\u00e3o, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,75% e o superior 4,75%. Para 2024 e 2025, o CMN estabeleceu meta de 3% para o IPCA, nos dois anos, tamb\u00e9m com 1,5 ponto percentual de toler\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses continuou recuando desde o relat\u00f3rio anterior. Contudo, a infla\u00e7\u00e3o ao consumidor aumentou 0,42 ponto percentual no trimestre encerrado em fevereiro, seguindo \u201cacima do intervalo compat\u00edvel com o cumprimento da meta para a infla\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Por isso, o Copom n\u00e3o descarta a possibilidade de subir a Selic novamente, caso o processo de desinfla\u00e7\u00e3o n\u00e3o transcorra como esperado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Banco Central (BC) elevou a proje\u00e7\u00e3o para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expans\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) passou de 1% para 1,2%. A proje\u00e7\u00e3o consta do Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, publica\u00e7\u00e3o trimestral do BC, divulgado nesta quinta (30). 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