{"id":302902,"date":"2023-04-12T07:15:25","date_gmt":"2023-04-12T10:15:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=302902"},"modified":"2023-04-12T09:39:48","modified_gmt":"2023-04-12T12:39:48","slug":"china-consolida-fim-do-castigo-dos-poderosos-ao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/china-consolida-fim-do-castigo-dos-poderosos-ao-brasil\/","title":{"rendered":"China consolida fim do castigo dos poderosos ao Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s quatro anos em que o verbo golpear foi conjugado em todos os tempos e formas, o Brasil finalmente voltou \u00e0 terra firme. E voltou para ficar. Como bem disse o escritor mo\u00e7ambicano Mia Couto, quando j\u00e1 n\u00e3o havia outra tinta no mundo, o poeta usou do seu pr\u00f3prio sangue&#8230;Num passado recent\u00edssimo, por pouco o sangue n\u00e3o jorrou na Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes. Foi um per\u00edodo em que o b\u00eabado era conduzido por um cego. Mais uma vez recorro a Mia para sintetizar nossa atualidade: &#8220;Na desordem do sangue, a aventura de sermos n\u00f3s restitui-nos ao ser que fazemos de conta que somos&#8221;. Pelo menos somos livres, n\u00e3o somos enganados com a frieza dos maldosos e podemos afirmar que os solavancos na estrada est\u00e3o por um fio, talvez por mais 100 dias.<\/p>\n<p>Para alguns, ainda n\u00e3o vivemos no melhor dos mundos. Pode ser. No entanto, fomos salvos na und\u00e9cima hora por algu\u00e9m t\u00e3o esperto como o mar. Perdoem-me o exagero, mas ele (o libertador) n\u00e3o topou a briga, preferindo abra\u00e7ar o rochedo. E n\u00f3s, pobres mortais, talvez tenhamos simbolicamente descoberto o anjo depois de uma rela\u00e7\u00e3o tempestuosa com o dem\u00f4nio. Simbolismos \u00e0 parte, o fato \u00e9 que estamos vivendo em 100 dias o que n\u00e3o conseguimos sonhar em quase 1,5 mil noites. Iniciado por Joe Biden, a China consolida o fim do castigo imposto pelos verdadeiramente mais poderosos ao Brasil. A esperan\u00e7a brotou e, a partir dela, renasceram a alegria, a paz, a liberdade e, principalmente, a defer\u00eancia e o apre\u00e7o internacional. Hoje restou a certeza de que o poder do povo \u00e9 bem maior do que as pessoas que est\u00e3o no poder.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o tenha sido respeitado nesses quatro anos, respeito opini\u00f5es contr\u00e1rias. Mestre dos mestres, Deus n\u00e3o agrada a todos. Luiz In\u00e1cio tamb\u00e9m n\u00e3o. Todavia, se ele quer mudar as coisas \u00e9 bom que esteja preparado para desagradar alguns. Pelo menos est\u00e1 tentando. E sem mentiras. Dita por Lula, a verdade \u00e9 que o Brasil n\u00e3o aguenta mais tanto \u00f3dio e uma polariza\u00e7\u00e3o arcaica, consequentemente sem futuro. Amado ou n\u00e3o, Luiz In\u00e1cio recolocou o pa\u00eds na mesma mesa das pot\u00eancias econ\u00f4micas do planeta. Em Pequim ele se re\u00fane com o presidente da China, Xi Jinping, com quem assinar\u00e1 cerca de 20 acordos bilaterais. Apesar de o fantasma expurgado do Planalto nunca ter percebido, os chineses s\u00e3o nossos maiores parceiros comerciais. Por isso, a import\u00e2ncia da chegada de Lula \u00e0quele pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>Como <strong>Notibras<\/strong> publicou ontem (11) de manh\u00e3, estamos de volta \u00e0 mesa dos ricos. A pr\u00f3xima parada ser\u00e1 no Jap\u00e3o, entre os dias 19 e 21 de maio, na cidade de Hiroshima. Para informar \u00e0s vi\u00favas do mito, semana passada o primeiro-ministro japon\u00eas, Fumio Kushida, telefonou para Lula formalizando o convite para o Brasil participar da C\u00fapula do G7 \u2013 grupo das sete economias mais industrializadas do mundo. Isso a <em>Globo<\/em> n\u00e3o mostra, mas, desde 2009, \u00e9 a primeira vez que o pa\u00eds \u00e9 convidado para o evento. Enquanto isso, Jair Messias se transformou literalmente em uma espinha (na verdade tr\u00eas) na garganta de Valdemar Costa Neto, o l\u00edder partid\u00e1rio que n\u00e3o d\u00e1 ponto sem n\u00f3. Desde que as despesas sejam pagas com dinheiro p\u00fablico, \u00e9 claro.<\/p>\n<p>A \u00faltima de suas perip\u00e9cias futur\u00edsticas foi aumentar o sal\u00e1rio da pastora Michelle Bolsonaro. Ela trabalha no Partido das L\u00e1grimas (PL) desde mar\u00e7o, onde ganha R$ 39,2 mil mensais. A partir deste m\u00eas, ela passar\u00e1 a receber R$ 41,6 mil, o mesmo que o bispo Jair Messias. Esses sal\u00e1rios s\u00e3o pagos com recursos do Fundo Partid\u00e1rio, isto \u00e9, com dinheiro do povo. Neles n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddos os valores do Ex\u00e9rcito e os da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Somados, devem ultrapassar os vencimentos de qualquer eleitor que insiste em se manter emburrecido. \u00c9 tudo por dinheiro. Se mal pergunto, o que o bispo e a pastora fazem pelo Brasil para merecerem din dins t\u00e3o expressivos? N\u00e3o sei, mas sei que nunca fizeram nada. Ali\u00e1s, nada ainda \u00e9 muito.<\/p>\n<p>Luiz In\u00e1cio est\u00e1 na China, devolvendo o Brasil ao lugar de onde nunca deveria ter sa\u00eddo. Saiu por causa da desastrosa atua\u00e7\u00e3o do mito do fim do mundo, hoje todo enrolado com a Justi\u00e7a por conta das joias de R$ 16,5 milh\u00f5es que imaginou suas. O futuro da p\u00e1tria amada n\u00e3o \u00e9 mais utopia. Quanto ao do Messias, ele est\u00e1 logo ali, mas precisamente nas m\u00e3os de Xand\u00e3o, o juiz que n\u00e3o se vendeu e que n\u00e3o teve medo de fakes. Pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o elas que determinar\u00e3o os pr\u00f3ximos passos da vida pol\u00edtica do Jair. Imagino o que acontecer\u00e1 ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o da prov\u00e1vel inelegibilidade. Ser\u00e1 que Valdemar continuar\u00e1 sustentando pesos mortos? E como se comportar\u00e3o os bolsonaristas que amea\u00e7aram detonar o pa\u00eds? Essa resposta \u00e9 mais f\u00e1cil: est\u00e3o se borrando de medo de uma quase certa condena\u00e7\u00e3o. Alguns choram na pris\u00e3o, se dizem arrependidos e j\u00e1 come\u00e7am a achar que h\u00e1 vida fora do bolsonarismo.<\/p>\n<p><strong>*Mathuzal\u00e9m J\u00fanior \u00e9 jornalista profissional desde 1978<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s quatro anos em que o verbo golpear foi conjugado em todos os tempos e formas, o Brasil finalmente voltou \u00e0 terra firme. E voltou para ficar. 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