{"id":303539,"date":"2023-04-24T09:06:14","date_gmt":"2023-04-24T12:06:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=303539"},"modified":"2023-04-24T09:50:26","modified_gmt":"2023-04-24T12:50:26","slug":"jogo-das-financas-fake-coloca-em-marcha-golpe-contra-lula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/jogo-das-financas-fake-coloca-em-marcha-golpe-contra-lula\/","title":{"rendered":"Jogo das finan\u00e7as faz andar golpe contra Lula"},"content":{"rendered":"<p>Desde o golpe financista no Brasil, com roupas de \u201credemocratiza\u00e7\u00e3o\u201d, como se houvesse um passado democr\u00e1tico a ser recuperado no Pa\u00eds, que a sociedade brasileira vem sendo v\u00edtima de monstruoso processo de desinforma\u00e7\u00e3o. Se at\u00e9 a d\u00e9cada de 1990 a influ\u00eancia dos sistemas virtuais era desprez\u00edvel, hoje, ou seja, a partir da primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI, s\u00e3o fundamentais. Todos os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o cederam espa\u00e7o para as redes virtuais. E estes sistemas s\u00e3o controlados por outros sistemas, fazendo com que haja um processo onde a intelig\u00eancia humana \u00e9 substitu\u00edda pela rea\u00e7\u00e3o emotiva, n\u00e3o racional. Poucos \u201cthink tanks\u201d controlam multid\u00f5es.<\/p>\n<p>Por detr\u00e1s deste sistema est\u00e3o as finan\u00e7as internacionais. A Primeira Grande Guerra ou Guerra Civil Europeia tirou do poder o sistema financeiro, fundamentalmente sob a condu\u00e7\u00e3o da aristocracia inglesa, e nele colocou a industrializa\u00e7\u00e3o estadunidense.<\/p>\n<p>Desde a derrota de Napole\u00e3o Bonaparte, as finan\u00e7as brit\u00e2nicas dirigiram o mundo. Foi mais de um s\u00e9culo, de outubro de 1805, a Batalha de Trafalgar que deu a superioridade brit\u00e2nica nos mares, at\u00e9 abril de 1917, quando os Estados Unidos da Am\u00e9rica entraram na I Grande Guerra e a decidiram em favor do seu poder industrial.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, durante o per\u00edodo entre as I e II Grandes Guerras houve muito mais do que o florescimento de ideologias e mudan\u00e7as nos comportamentos das sociedades ocidentais, al\u00e9m da primeira experi\u00eancia do socialismo marxista no mundo. Houve o desenvolvimento de um pensamento e uma tecnologia que mudariam o curso da hist\u00f3ria, ainda em execu\u00e7\u00e3o: a teoria de sistemas gerais e a teoria matem\u00e1tica da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Curiosamente n\u00e3o foram os vencedores das guerras, mas a derrotada finan\u00e7a, ent\u00e3o inglesa, quem melhor se apropriou destas inova\u00e7\u00f5es e constru\u00edram a ideologia neoliberal para encetar um novo controle, que em 1914 se estendia por cerca de 26 000 000 km\u00b2 de territ\u00f3rio e 400 milh\u00f5es de pessoas sob o Imp\u00e9rio onde \u201co Sol nunca se p\u00f5e\u201d.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o pano de fundo para entender o Ocidente do s\u00e9culo XXI e as transforma\u00e7\u00f5es no poder nacional brasileiro e no mundo, bem diverso daquele em 1946. A religi\u00e3o como elemento cultural jamais saiu de cena, mas o catolicismo e as denomina\u00e7\u00f5es protestantes tradicionais perdem lugar para os pentecostais e, mais precisamente, para os neopentecostais, criados nos EUA, em 1960, a princ\u00edpio entendidos como evang\u00e9licos carism\u00e1ticos e ap\u00f3s pela Teologia da Prosperidade, que abrigou o financismo ap\u00e1trida.<\/p>\n<p><strong>Direita diferente<\/strong><br \/>\nAinda hoje, as pessoas mais idosas associam a direita ao conservadorismo, \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de tradi\u00e7\u00f5es. N\u00e3o mais. A direita atual \u00e9 consequ\u00eancia da globaliza\u00e7\u00e3o, da homogeneidade mundial. Ela propugna por sua especificidade. Nos anos 1990, quando se discutiam o neoliberalismo, a globaliza\u00e7\u00e3o no Brasil, os membros do corpo permanente da Escola Superior de Guerra (ESG), formados em outras \u00e9pocas, tendo vivido o nacionalismo de governantes, \u00e0 esquerda e \u00e0 direita, inclusive durante o per\u00edodo dos militares (1964-1985), e tendo o \u201ccomunismo\u201d perdido sua na\u00e7\u00e3o m\u00e3e e exemplo, conclu\u00edram que uma direita, de cunho mais marcantemente fascista, ressurgiria com novas caracter\u00edsticas para se opor \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o. E esta direita encontraria nas comunica\u00e7\u00f5es virtuais seu modo de express\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m a quest\u00e3o da soberania n\u00e3o mais estaria subordinada \u00e0 Quest\u00e3o Nacional, que desde Vargas vinha dando estrutura centralizada ao pa\u00eds que tentava ser federalizado. Parte das inconsist\u00eancias pol\u00edticas brasileiras est\u00e1 na exig\u00eancia da centraliza\u00e7\u00e3o administrativa enfrentando a legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3-federativa.<\/p>\n<p>Os militares, sempre associados a governos autorit\u00e1rios, n\u00e3o eram mais, no tempo neoliberal, globalizante, neopentecostal, de forma\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica e te\u00f3rica \u201ctenentistas\u201d, como do \u00faltimo ciclo militar. Eles se formaram no neoliberalismo e n\u00e3o tiveram participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica expressiva, at\u00e9 muito ao contr\u00e1rio, desde 1990 at\u00e9 2019.<\/p>\n<p>Esta direita militar que, impropriamente a designaremos bolsonariana, tem dificuldade e falta de informa\u00e7\u00f5es para entender o mundo atual, o poder financeiro e neoliberal, com suas diferen\u00e7as, o poder nacional da Federa\u00e7\u00e3o Russa, em nada semelhante ao sistema sovi\u00e9tico, talvez mais perto do czarismo, e o poder laico e comercial dos chineses, buscando espa\u00e7os para as trocas, como a fazem desde a Idade M\u00e9dia europeia. Para n\u00e3o tratar da emerg\u00eancia africana, onde h\u00e1 um vazio na cultura, na sociopol\u00edtica e na econ\u00f4mica em rela\u00e7\u00e3o aos poderes atuais.<\/p>\n<p>Leiamos o que escreve um coletivo de autores chineses, na edi\u00e7\u00e3o bil\u00edngue, da FGV, RJ, 2019: \u201cPalavras-chave para conhecer a China A Governan\u00e7a da China\u201d: \u201ca democracia intrapartid\u00e1ria \u00e9 determinada pelo car\u00e1ter, objetivo e conceito de mundo\u201d. Como se comporta o estado-maior das for\u00e7as armadas? Qual seu conceito de mundo? Quais objetivos de curto e longo prazo da institui\u00e7\u00e3o e que meios pretendem utilizar para alcan\u00e7\u00e1-los? Qual, finalmente, o car\u00e1ter das for\u00e7as armadas?<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es que est\u00e3o surgindo, as que poder\u00e3o surgir na Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito, e as inconfid\u00eancias que chegarem \u00e0 imprensa nos levam a imaginar que o golpe nem mesmo tinha clara a conquista do poder. Mais parecia a birra de uma crian\u00e7a mimada. Sem qualquer no\u00e7\u00e3o das suas possibilidades.<\/p>\n<p><strong>O poder hoje<\/strong><br \/>\nA unipolaridade de 1991 se esvaiu. N\u00e3o precisou inimigos, antagonismos, oposi\u00e7\u00e3o; a pr\u00f3pria arrog\u00e2ncia euro-estadunidense deu cabo dela. As finan\u00e7as buscaram se ressarcir das despesas para esta conquista do poder. Desde o custo sempre pouco elevado no Brasil, para sucess\u00e3o do presidente Geisel, at\u00e9 a onerosa destrui\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas Sovi\u00e9ticas (URSS).<\/p>\n<p>Foram constitu\u00eddas oito \u201ccrises\u201d para transferir recursos p\u00fablicos e privados, em moedas e bens facilmente realiz\u00e1veis, para o sistema financeiro: em 1990, do Jap\u00e3o; em 1992, da Europa, do sistema financeiro p\u00fablico; em 1994, do M\u00e9xico; em 1997, dos ricos pa\u00edses do sudeste asi\u00e1tico; em 1998, da R\u00fassia, em 1999, do Brasil de Fernando Henrique Cardoso; em 2000, dos EUA, a crise da internet; e em 2001, da Argentina.<\/p>\n<p>No entanto as finan\u00e7as, em sua insaci\u00e1vel gula, emitiram bilh\u00f5es de d\u00f3lares estadunidenses sem lastros, para trazer dinheiro de incautos especuladores e mesmo ing\u00eanuos investidores pelo mundo. Disto resultou a insolv\u00eancia e uma disputa interna entre capitais il\u00edcitos e tradicionais dentro do sistema financeiro, que culminou na crise em 2008-2010, pelo mundo ocidental, com vari\u00e1veis n\u00edveis de insolv\u00eancia.<\/p>\n<p>E as finan\u00e7as n\u00e3o aprendem. A arrog\u00e2ncia dos ingleses no s\u00e9culo XIX persiste nos capitais ap\u00e1tridas do s\u00e9culo XXI.<br \/>\nHoje, de acordo com os analistas, existem de muitas centenas de trilh\u00f5es a alguns quatrilh\u00f5es de d\u00f3lares em pap\u00e9is sem lastro amea\u00e7ando a economia mundial. Mas esta impag\u00e1vel d\u00edvida \u00e9 tamb\u00e9m motivo de chantagem e de 16 guerras (Afeganist\u00e3o, Azerbaij\u00e3o, Iraque, B\u00f3snia, Kosovo, L\u00edbano, Israel (Gaza), L\u00edbia, S\u00edria, Tun\u00edsia, Eti\u00f3pia, Turquia, Ucr\u00e2nia) que, por todo per\u00edodo de dom\u00ednio financeiro, eclodiram no planeta.<\/p>\n<p>No Brasil, o poder \u00e9 o financeiro e a domina\u00e7\u00e3o \u00e9 a estadunidense. Mas os golpistas militares e civis n\u00e3o percebem que Bolsonaro n\u00e3o atendeu nem mesmo \u00e0 direita estadunidense, o que dir\u00e1 \u00e0s finan\u00e7as ap\u00e1tridas, para receberem respaldo externo ao tramado golpe.<\/p>\n<p>Por outro lado, a unipolaridade est\u00e1 sendo destru\u00edda pela multipolaridade que teve no presidente Lula um forte aliado nos oito anos de seus primeiros governos. O pa\u00eds l\u00edder desta multipolaridade \u00e9 a Rep\u00fablica Popular da China, para onde Lula fez a emblem\u00e1tica visita de muitos e importantes acordos para ambos pa\u00edses. A dimens\u00e3o desta multipolaridade pode ser avaliada pelos 145 pa\u00edses da Nova Rota da Seda ou Iniciativa Cintur\u00e3o e Rota (BRI), sendo 44 da \u00c1frica, 42 da \u00c1sia, 29 da Europa, 20 da Am\u00e9rica Latina e Caribe e 10 da Oceania. Lembremos que a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) possui atualmente 193 pa\u00edses-membros.<\/p>\n<p>As finan\u00e7as t\u00eam apelado para suas m\u00e1scaras e fantasias: as quest\u00f5es clim\u00e1ticas, as energias ditas limpas, as quest\u00f5es ind\u00edgenas, dos negros, das florestas como se fossem ing\u00eanuas espectadoras das cat\u00e1strofes que sempre produziram.<br \/>\nAntes de polu\u00edrem a Europa com o carv\u00e3o, as finan\u00e7as devastaram as florestas, antes de condenarem os combust\u00edveis f\u00f3sseis, constru\u00edram toda uma industrializa\u00e7\u00e3o com o petr\u00f3leo, por que inventar agora uma cat\u00e1strofe, quando qualquer movimento tect\u00f4nico provoca mudan\u00e7as no Planeta Terra que nenhuma a\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica chegaria perto?<\/p>\n<p>Porque o petr\u00f3leo saiu da domina\u00e7\u00e3o euro-estadunidense, porque a multipolaridade est\u00e1 avan\u00e7ando no com\u00e9rcio com as moedas nacionais dos envolvidos, porque a t\u00e3o celebrada tecnologia do primeiro mundo foi superada pela R\u00fassia, pela China e outros pa\u00edses asi\u00e1ticos da BRI. E porque a \u00c1frica est\u00e1 se libertando das coloniza\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas dos Europeus.<\/p>\n<p>O professor beninense Honorat Aguessy (\u201cVis\u00f5es e Percep\u00e7\u00f5es Tradicionais\u201d, em \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o \u00e0 Cultura Africana\u201d, INALD, Luanda, 1980) escreveu: \u201ca defini\u00e7\u00e3o do proprium africanum deve ter em conta os diferentes aspectos da cultura, motivados por essas tr\u00eas vari\u00e1veis: f\u00edsicas, socioecon\u00f4micas e hist\u00f3ricas\u201d. \u201cO homem negro atribui um sentido ao universo total, \u00e0s suas dimens\u00f5es segmentares, aos fen\u00f4menos que nele acontecem. Humanizando, ou melhor, hominizando a natureza, sistema de inten\u00e7\u00f5es e de signos, afirma assim a a\u00e7\u00e3o do seu poder\u201d. E a \u00c1frica, como vimos, \u00e9 o continente onde mais pa\u00edses optaram pela Iniciativa Cintur\u00e3o e Rota, pelo aprofundamento de suas ra\u00edzes para crescer.<\/p>\n<p>Nei Lopes e Luiz Antonio Simas, brilhantes intelectuais brasileiros, em \u201cFilosofias Africanas\u201d (Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, RJ, 2021, 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o), analisando a exist\u00eancia de um \u201cCriador\u201d, demonstram que o pensamento tradicional africano se afasta de sua exist\u00eancia, \u201ca dist\u00e2ncia do criador pressup\u00f5e a centralidade da criatura e da comunidade em que ela se insere\u201d. Forte passo no caminho da independ\u00eancia, da autonomia \u00e0s press\u00f5es coloniais.<\/p>\n<p>Este novo mundo impulsionar\u00e1 necessariamente o Brasil a exercer sua Soberania, a dispensar a submiss\u00e3o \u00e0s finan\u00e7as e \u00e0s ideologias europeias. Um novo golpe ser\u00e1 sempre entendido como retrocesso, e, assim, n\u00e3o haver\u00e1 conservadorismo que o acolha.<\/p>\n<p><strong>*Administrador, ex-membro do Corpo Permanente da Escola Superior de Guerra, preside a Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros da Petrobr\u00e1s<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o golpe financista no Brasil, com roupas de \u201credemocratiza\u00e7\u00e3o\u201d, como se houvesse um passado democr\u00e1tico a ser recuperado no Pa\u00eds, que a sociedade brasileira vem sendo v\u00edtima de monstruoso processo de desinforma\u00e7\u00e3o. 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