{"id":304525,"date":"2023-05-09T08:21:39","date_gmt":"2023-05-09T11:21:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=304525"},"modified":"2023-05-09T08:21:01","modified_gmt":"2023-05-09T11:21:01","slug":"robalo-do-paranoa-vira-manjubinha-do-brejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/robalo-do-paranoa-vira-manjubinha-do-brejo\/","title":{"rendered":"Robalo do Parano\u00e1 vira manjubinha do brejo"},"content":{"rendered":"<p>Mesmo \u00e0 beira do abismo, Jair Messias n\u00e3o quer sair da m\u00eddia. Por isso, insiste em continuar brincando com o pa\u00eds. A brincadeira da vez \u00e9 a do peixe gra\u00fado que n\u00e3o cai na rede. Como foi ele quem come\u00e7ou, achei por bem incluir no play o \u201cgato\u201d Xand\u00e3o, cuja l\u00edngua afiada est\u00e1 doidinha para sapecar o rabo do robalo do Lago Parano\u00e1. Brincar \u00e9 t\u00e3o complexo que ajuda a crian\u00e7a a desenvolver suas emo\u00e7\u00f5es. Fa\u00e7a da brincadeira um h\u00e1bito. Desde, \u00e9 claro, que haja igualdade na forma de brincar. Z\u00e9 Capet\u00e3o nunca pensou assim. Era tudo para ele. Passou 28 anos no Congresso Nacional brincando de xingar a m\u00e3e dos pares, posando de mach\u00e3o e de mis\u00f3gino contra mulheres indefesas, principalmente as que ele considerava mais feias.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m adorava brincar de homof\u00f3bico quando o oponente era mais fr\u00e1gil e de apelidar pejorativamente quem ousasse cruzar seu caminho com propostas progressistas. Fez isso com o ent\u00e3o governador do Maranh\u00e3o, o \u201cgordinho\u201d Fl\u00e1vio Dino, hoje ministro da Justi\u00e7a. Messias apelidou a si mesmo de mito, mas se esqueceu de que, na filosofia, o termo tamb\u00e9m significa mentira, pegadinha e absurdo, tudo que ele foi \u2013 e \u00e9 \u2013 ao extremo. Ali\u00e1s, a alcunha \u00e9 plenamente justific\u00e1vel e pra l\u00e1 de merecida, na medida em que mito, duende, bruxas, saci-perer\u00eas, lobisomens e mulas sem cabe\u00e7a s\u00e3o, assim como ele, parte do nosso folclore.<\/p>\n<p>Eles s\u00f3 habitam a mente de brincalh\u00f5es do tipo Jo\u00e3o Bobo ou de burgueses acostumados a arrotar lagosta, mas que, via de regra, se empanturram de farofa com torresmo nas feiras do Guar\u00e1, em Bras\u00edlia, ou de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, no Rio de Janeiro. Nada contra as iguarias. Question\u00e1vel \u00e9 somente o fato de elas serem escondidas do card\u00e1pio di\u00e1rio desses segmentos da popula\u00e7\u00e3o. Voltando \u00e0s brincadeiras do Z\u00e9 Capet\u00e3o, uma das \u00faltimas, j\u00e1 como quase ex-presidente, surpreendeu os machos alfa, aqueles que s\u00f3 brincavam de trenzinho se fossem o \u00faltimo vag\u00e3o. A locomotiva era destinada aos que j\u00e1 tinham o carburador furado. Trata-se do bizarro entretenimento de passar o anel, a joia ou o bracelete.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a Deus, sempre me incluiam fora disso. Todos sabiam que anel e caneco t\u00eam a mesma conota\u00e7\u00e3o e, portanto, melhor deix\u00e1-los intoc\u00e1veis. Alguns at\u00e9 topavam. Como no caso das joias das ar\u00e1bias, o problema foi o flagrante. Ningu\u00e9m assumiu que queria ficar com o anel do outro. Coisas de quem tira da reta ao primeiro sinal de que o sheik mandou vadiar. Confesso que esse neg\u00f3cio de passar o anel nunca foi minha distra\u00e7\u00e3o preferida. Gostava mesmo era de futebol, papai e mam\u00e3e, pique esconde, pipa e garraf\u00e3o. Tinha uma tal de queimada que, conforme a parceria, tamb\u00e9m apetecia. Era o fogo descendo e a madeira subindo. Vez por outra, dona Palmirinha (que Deus a tenha) aparecia para apagar o inc\u00eandio.<\/p>\n<p>Embora continue na rede, isto \u00e9, na m\u00eddia, o fato \u00e9 que o peixe gra\u00fado caiu no \u00f3leo quente. Hoje, o robalo do Lago Parano\u00e1 est\u00e1 mais para manjubinha do brejo ou baiacu do espelho d\u2019\u00e1gua do Pal\u00e1cio do Planalto. Como prova de quem n\u00e3o sabe brincar, depois de doses cavalares (coitados dos animais) de morfina paraguaia, Messias j\u00e1 antecipou que vai culpar o coronel Bidu (o mo\u00e7o da v\u00edrgula na testa) e seus carregadores de mala pela falsifica\u00e7\u00e3o dos cart\u00f5es de vacina. Ou seja, tudo dentro do script tra\u00e7ado desde o primeiro dia de mandato: se der certo, eu sou o cara; se der errado, voc\u00eas \u00e9 que v\u00e3o para o cadafalso. Foi assim com Moro, Regina Duarte, Mandetta, Pazuello, Ricardo Salles, Weintraub e uma s\u00e9rie de outros deslumbrados, entre eles os blogueiros sonhadores.<\/p>\n<p>O \u00fanico que brincou s\u00e9rio com Jair foi Xand\u00e3o. Depois de tostar o rabo do peixe, o xerif\u00e3o do tipo felino descabelado promete dar cabo de todos os ratos que infestavam o Planalto, incluindo os que, em decorr\u00eancia de surtos psic\u00f3ticos for\u00e7ados, acabaram com ejacula\u00e7\u00e3o precoce, algo parecido com imbrochabilidade. Com o mastro da Justi\u00e7a envergado sobre o processo da fraude no cart\u00e3o de vacina, Xand\u00e3o tamb\u00e9m mant\u00e9m a clava forte, enrijecida e sedenta em cima das fakes relativas \u00e0 fraude nas urnas eletr\u00f4nicas. Pr\u00e1tico em seus votos, provavelmente o ministro mais amado do STF na atualidade definir\u00e1 o futuro pol\u00edtico de Jair Messias seguindo a pr\u00f3pria sugest\u00e3o do acusado. Como o ex-presidente assumiu em depoimento que compartilhou, sem querer, um v\u00eddeo questionando o sistema eleitoral, Xand\u00e3o far\u00e1 o mesmo: sem querer, vai torn\u00e1-lo ineleg\u00edvel por pelo menos oito anos. Quer brincar com meu brinco? Ent\u00e3o, prepare a argola.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo \u00e0 beira do abismo, Jair Messias n\u00e3o quer sair da m\u00eddia. Por isso, insiste em continuar brincando com o pa\u00eds. A brincadeira da vez \u00e9 a do peixe gra\u00fado que n\u00e3o cai na rede. 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