{"id":305777,"date":"2023-05-28T09:30:52","date_gmt":"2023-05-28T12:30:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=305777"},"modified":"2023-05-28T09:30:52","modified_gmt":"2023-05-28T12:30:52","slug":"escolas-usam-rede-social-e-produtos-locais-para-alimentacao-saudavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/escolas-usam-rede-social-e-produtos-locais-para-alimentacao-saudavel\/","title":{"rendered":"Escolas usam rede social e produtos locais para alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p>Popularmente chamada de \u201cp\u00e3o da Amaz\u00f4nia\u201d, a mandioca \u00e9 usada na regi\u00e3o para fabrica\u00e7\u00e3o de p\u00e9 de moleque, salgados e bolos. \u00c9 a substituta recorrente da farinha de trigo. A tapioca, iguaria popular no pa\u00eds, \u00e9 feita com a f\u00e9cula de mandioca. Com o tucupi, caldo da raiz da mandioca, s\u00e3o feitos pratos t\u00edpicos da cultura local, como o tacac\u00e1.<\/p>\n<p>Na Escola Estadual Professor Ben\u00edcio Le\u00e3o, em Manaus, 431 alunos do 5\u00ba ano do ensino fundamental puderam conhecer alimentos derivados da mandioca, como a farinha amarela e de tapioca consumidas com a\u00e7a\u00ed, e que fazem parte da merenda escolar<\/p>\n<p>\u201cEles puderam ver tudo isso e degustar tamb\u00e9m. Tinha aluno que dizia que a m\u00e3e fazia aquele bolo, mas ele n\u00e3o sabia que era com mandioca\u201d, explicou a nutricionista Dheysse de Lima, coordenadora da atividade.<\/p>\n<p>O projeto est\u00e1 entre as atividades com melhor desempenho da 4\u00aa Jornada de Educa\u00e7\u00e3o Alimentar e Nutricional do Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar, do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). A jornada re\u00fane iniciativas que contribuem para a promo\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a alimentar e nutricional dos estudantes e foram apresentadas nesta semana em Bras\u00edlia durante o 2\u00ba Congresso Internacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar .<\/p>\n<p>A mandioca, conhecida em algumas regi\u00f5es do pa\u00eds por aipim e macaxeira, \u00e9 um tub\u00e9rculo rico em amidos. \u00c9 cultivada pelas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia h\u00e1 mais de 9 mil anos.<\/p>\n<p>Na atividade \u201cA cultura da mandioca: protagonismo estudantil em projetos interdisciplinares\u201d, organizada pela professora Zilda Andrade Ribeiro, a pedagoga Raimunda Nonata Br\u00edgida e gestora Luciele Oliveira da Silva, os estudantes da escola de Manaus aprenderam que a maior parte da mandioca consumida no pa\u00eds vem da agricultura familiar. A diretriz da educa\u00e7\u00e3o alimentar e nutricional preconiza a cultura alimentar da regi\u00e3o, os frutos regionais e os agricultores familiares.<\/p>\n<p>\u201cEles [estudantes] pegaram uma sala de aula e fizeram um ambiente de visita\u00e7\u00e3o. Traziam outras turmas e faziam a apresenta\u00e7\u00e3o. Assim sucessivamente, at\u00e9 totalizar todas as turmas da escola\u201d, contou Dheysse de Lima.afirmou que, a partir dessa experi\u00eancia, os alunos passaram a dar prefer\u00eancia aos produtos locais.<\/p>\n<p><strong>Redes sociais<\/strong><br \/>\nNo munic\u00edpio ga\u00facho de Xangri-l\u00e1, a experi\u00eancia foi divulgar alimentos saud\u00e1veis por meio de uma ferramenta que envolve os jovens: as redes sociais. Os alunos do 6\u00ba e o 7\u00ba ano do ensino fundamental da Escola Municipal de Ensino Fundamental Nayde Emerim Pereira foram desafiados a fazer uma propaganda de alimentos saud\u00e1veis, como banana, abacate, ovo, feij\u00e3o e ate \u00e1gua, t\u00e3o interessantes como as veiculadas na TV e na internet.<\/p>\n<p>&#8220;Vamos usar a m\u00eddia para tentar chamar a aten\u00e7\u00e3o deles com v\u00e1rios recursos, como a gente v\u00ea hoje na televis\u00e3o, na internet, com personagens, toda a quest\u00e3o de passar sensa\u00e7\u00e3o de felicidade, para os alimentos que, \u00e0s vezes, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o saud\u00e1veis. A ideia era mostrar os malef\u00edcios dos alimentos ultraprocessados, que os estudantes costumam comer fora da escola, mostrando o quanto \u00e9 investido naqueles alimentos ruins para que eles pare\u00e7am bons&#8221;, explica a nutricionista do munic\u00edpio, Juliana Favero.<\/p>\n<p>Ela ressalta que a maioria dos alimentos escolhidos para o projeto j\u00e1 faz parte do card\u00e1pio da escola, mas os estudantes n\u00e3o entendiam os motivos de integrarem a merenda em detrimento de outros, como os ultraprocessados.<\/p>\n<p>\u201cIsso a gente faz geralmente no card\u00e1pio. S\u00f3 que os alunos n\u00e3o tinham consci\u00eancia de por que esses alimentos fazem parte do card\u00e1pio. Aqueles alimentos est\u00e3o ali justamente por isso, porque precisam fornecer alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e propiciar crescimento e desenvolvimento para eles\u201d, disse a nutricionista.<\/p>\n<p>Os cartazes feitos pelos jovens foram divulgados pela prefeitura nas m\u00eddias sociais do governo municipal. E a experi\u00eancia, que envolveu 420 alunos, foi inclu\u00edda no livro da jornada com base no tema \u201cEscolhas saud\u00e1veis para al\u00e9m da escola: o que aprendemos com o Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE)?\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Juliana Favero, os alunos gostaram de ver a ideia deles sendo divulgada e perceberam as vantagens da alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada e saud\u00e1vel. \u201cA gente notou essa percep\u00e7\u00e3o melhor de aceita\u00e7\u00e3o do card\u00e1pio e o envolvimento da escola\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Popularmente chamada de \u201cp\u00e3o da Amaz\u00f4nia\u201d, a mandioca \u00e9 usada na regi\u00e3o para fabrica\u00e7\u00e3o de p\u00e9 de moleque, salgados e bolos. \u00c9 a substituta recorrente da farinha de trigo. A tapioca, iguaria popular no pa\u00eds, \u00e9 feita com a f\u00e9cula de mandioca. 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