{"id":306658,"date":"2023-06-10T08:30:39","date_gmt":"2023-06-10T11:30:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=306658"},"modified":"2023-06-10T08:30:39","modified_gmt":"2023-06-10T11:30:39","slug":"chance-de-el-nino-forte-e-de-56-diz-agencia-americana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/chance-de-el-nino-forte-e-de-56-diz-agencia-americana\/","title":{"rendered":"Chance de El Ni\u00f1o forte \u00e9 de 56%, diz ag\u00eancia americana"},"content":{"rendered":"<p>O El Ni\u00f1o j\u00e1 \u00e9 uma realidade e as chances de se tornar um evento forte no seu pico s\u00e3o de 56%. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma probabilidade de 84% de ser pelo menos um evento moderado. As estimativas s\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica (NOOA), ag\u00eancia cient\u00edfica vinculada ao governo dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Os dados, divulgados nessa quinta-feira (8), foram reunidos em um artigo assinado pela cientista Emily Becker. &#8220;Quando o El Ni\u00f1o \u00e9 mais forte, gerando uma temperatura da superf\u00edcie do mar muito mais quente que a m\u00e9dia, ele tem uma maior influ\u00eancia na mudan\u00e7a da circula\u00e7\u00e3o global, tornando os padr\u00f5es de impacto mais prov\u00e1veis&#8221;, disse ela.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno El Ni\u00f1o \u00e9 caracterizado pelo enfraquecimento dos ventos al\u00edsios (que sopram de leste para oeste) e pelo aquecimento anormal das \u00e1guas superficiais da por\u00e7\u00e3o leste da regi\u00e3o equatorial do Oceano Pac\u00edfico. As mudan\u00e7as na intera\u00e7\u00e3o entre a superf\u00edcie oce\u00e2nica e a baixa atmosfera t\u00eam consequ\u00eancias no tempo e no clima em diferentes partes do planeta. Isso porque a din\u00e2mica das massas de ar adota novos padr\u00f5es de transporte de umidade, afetando a temperatura e a distribui\u00e7\u00e3o das chuvas.<\/p>\n<p><strong>Circula\u00e7\u00e3o de Hadley<\/strong><br \/>\n&#8220;O ar quente que sobe perto da Linha do Equador se move em dire\u00e7\u00e3o aos polos no alto da atmosfera, descendo novamente perto de 30\u00baN e 30\u00baS, em um padr\u00e3o de invers\u00e3o chamado circula\u00e7\u00e3o de Hadley. A circula\u00e7\u00e3o de Hadley est\u00e1 conectada com as correntes de vento nas latitudes m\u00e9dias e altas, que direcionam as tempestades ao redor do mundo e separam as massas de ar frio e quente&#8221;, explica Emily Becker.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia dos Estados Unidos destaca que os estudos sobre o El Ni\u00f1o s\u00e3o importantes porque permitem que o mundo se antecipe \u00e0s mudan\u00e7as e impactos. No Brasil, o fen\u00f4meno provoca estiagem em partes das regi\u00f5es Norte e Nordeste, e mais tempestades no litoral do Sudeste e do Sul. Nos Estados Unidos, um inverno com chuvas mais intensas \u00e9 esperado no sul do pa\u00eds, enquanto o norte deve anotar temperaturas mais quentes.<\/p>\n<p>O El Ni\u00f1o &#8211; que ocorre em intervalos de tempo que variam entre tr\u00eas e sete anos &#8211; persiste em m\u00e9dia de seis a 15 meses. As duas edi\u00e7\u00f5es mais intensas, desde que a ci\u00eancia passou a compreender o fen\u00f4meno, ocorreram em 1982-1983 e em 1997-1998.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o fim de um El Ni\u00f1o, um novo epis\u00f3dio s\u00f3 voltar\u00e1 a ser registrado depois que ocorre uma La Ni\u00f1a. Trata-se tamb\u00e9m de mudan\u00e7as anormais na intera\u00e7\u00e3o entre a superf\u00edcie oce\u00e2nica e a baixa atmosfera, por\u00e9m em sentido inverso: h\u00e1 um resfriamento das \u00e1guas superficiais da por\u00e7\u00e3o leste da regi\u00e3o equatorial do Oceano Pac\u00edfico.<\/p>\n<p><strong>Mais calor<\/strong><br \/>\nNo m\u00eas passado, a Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (OMN) j\u00e1 havia indicado que o El Ni\u00f1o teria in\u00edcio at\u00e9 o fim de setembro. De acordo com a Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica, os crit\u00e9rios usados para identificar as condi\u00e7\u00f5es do fen\u00f4meno est\u00e3o preenchidos. Desde o m\u00eas passado, a temperatura da superf\u00edcie do Oceano Pac\u00edfico na linha equatorial tem se mantido mais quente que a m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, com base em um modelo clim\u00e1tico, as previs\u00f5es indicam que a temperatura nos pr\u00f3ximos meses permanecer\u00e1 acima do limite que caracteriza o El Ni\u00f1o. Por fim, os cientistas da Administra\u00e7\u00e3o Nacional observaram padr\u00f5es na circula\u00e7\u00e3o do ar t\u00edpicos do fen\u00f4meno, com fortes ventos de superf\u00edcie que ajudam a manter a \u00e1gua quente acumulada no oeste do Oceano Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>Para a ag\u00eancia dos Estados Unidos, as chances de um El Ni\u00f1o fraco s\u00e3o de 12%. Existe ainda uma possibilidade de que o fen\u00f4meno n\u00e3o evolua e recue. &#8220;A natureza sempre reserva surpresas. Embora as condi\u00e7\u00f5es do El Ni\u00f1o tenham se desenvolvido, ainda h\u00e1 uma pequena chance (4-7%) de que as coisas desapare\u00e7am. Achamos que isso \u00e9 improv\u00e1vel, mas n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel&#8221;, registra o artigo assinado por Emily Becker.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O El Ni\u00f1o j\u00e1 \u00e9 uma realidade e as chances de se tornar um evento forte no seu pico s\u00e3o de 56%. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma probabilidade de 84% de ser pelo menos um evento moderado. As estimativas s\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica (NOOA), ag\u00eancia cient\u00edfica vinculada ao governo dos Estados Unidos. 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