{"id":307735,"date":"2023-06-27T07:43:22","date_gmt":"2023-06-27T10:43:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=307735"},"modified":"2023-06-27T08:47:29","modified_gmt":"2023-06-27T11:47:29","slug":"menos-de-1-das-empresas-brasileiras-vendem-ao-exterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/menos-de-1-das-empresas-brasileiras-vendem-ao-exterior\/","title":{"rendered":"Menos de 1% das empresas brasileiras vendem ao exterior"},"content":{"rendered":"<p>Setor que cresce, mas precisa superar disparidades, tanto entre regi\u00f5es como entre competidores grandes e pequenos. Esse \u00e9 o perfil das 24.931 firmas brasileiras que exportam, que representavam apenas 0,88% das empresas ativas no pa\u00eds em 2020.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 do estudo Perfil das Firmas Exportadoras Brasileiras, lan\u00e7ado nesta segunda-feira (26) pelo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC). O panorama revela a concentra\u00e7\u00e3o das empresas exportadoras. Apesar de poucas, elas respondem por 15% dos empregos formais no pa\u00eds, com 5,2 milh\u00f5es de trabalhadores.<\/p>\n<p>Por ser baseado em dados da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais), que t\u00eam dois anos de defasagem, o estudo abrange a situa\u00e7\u00e3o das empresas exportadoras at\u00e9 2020. Com a Rais de 2023, que divulgar\u00e1 os dados de 2021, o MDIC pretende lan\u00e7ar uma nova edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As principais diferen\u00e7as decorrem das disparidades regionais. As companhias exportadoras continuam concentradas no Sul e no Sudeste do Brasil. Em 2020, 42,8% das empresas brasileiras que vendiam ao exterior estavam no estado de S\u00e3o Paulo. Em segundo lugar, vem o Rio Grande do Sul, com 11,1%.<\/p>\n<p>Ao comparar a rela\u00e7\u00e3o entre o n\u00famero de empresas e a fatia do estado nas exporta\u00e7\u00f5es, a disparidade cresce. O estado de S\u00e3o Paulo concentra 20% das vendas externas, e o Rio Grande do Sul det\u00e9m 6,7%. Em contrapartida, o Mato Grosso do Sul, cujas exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o principalmente agropecu\u00e1rias, tem apenas 0,7% das empresas exportadoras, contra 2,8% do valor exportado.<\/p>\n<p>No caso dos estados agr\u00edcolas, uma das explica\u00e7\u00f5es consiste no fato de que o estudo se baseou no Cadastro Nacional da Pessoa Jur\u00eddica (CNPJ) de trading companies, empresas que compram dos fazendeiros e processam as exporta\u00e7\u00f5es. No caso da ind\u00fastria extrativa mineral, pesa a forte concentra\u00e7\u00e3o no mercado de petroleiras e mineradoras, que t\u00eam grande peso na balan\u00e7a comercial.<\/p>\n<p>\u201cEsse estudo \u00e9 importante porque permite desenhar pol\u00edticas p\u00fablicas para ampliar o n\u00famero de empresas exportadoras e internalizar os benef\u00edcios das regi\u00f5es exportadoras\u201d, explica a secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres. \u201cExportar faz diferen\u00e7a para os empregados das empresas. Quem exporta paga melhor e contrata mais trabalhadores com ensino superior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais empresas\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p><strong>Barreiras<\/strong><br \/>\nA expans\u00e3o do setor exportador, no entanto, enfrenta barreiras. Al\u00e9m das desigualdades regionais, o tamanho da empresa \u00e9 um fator chave para que um neg\u00f3cio venda para o exterior. Segundo o estudo, 84,5% das empresas n\u00e3o-exportadoras t\u00eam at\u00e9 nove empregados. Entre as companhias que vendem para o exterior, 26,5% tem de 50 a 249 trabalhadores; e 30,8%, de 10 a 49 trabalhadores.<\/p>\n<p>Segundo Tatiana Prazeres, apesar da concentra\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria extrativa (exportadores de petr\u00f3leo e de min\u00e9rios), o favorecimento a neg\u00f3cios de maior porte ocorre em todos os setores econ\u00f4micos pesquisados. \u201cAs micro e pequenas empresas t\u00eam mais dificuldade em obter informa\u00e7\u00f5es sobre os mercados externos e, muitas vezes, em superar a burocracia. Isso gera custos\u201d, analisa a secret\u00e1ria.<\/p>\n<p>O setor de atua\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m interfere na capacidade de exporta\u00e7\u00e3o. Na m\u00e9dia geral das empresas, apenas 1% tem chance de vender para o exterior nos dez primeiros anos de atua\u00e7\u00e3o. A probabilidade sobe para 4% na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o e para 7,9% na ind\u00fastria extrativa.<\/p>\n<p>O entrave, constatou o estudo, ocorre principalmente na entrada de novas exportadoras. Caso uma empresa consiga vender para o exterior, a chance de exportar no ano seguinte est\u00e1 em torno de 65%. \u201cA barreira de acesso [a novas empresas] \u00e9 elevada, mas, uma vez que supera essa barreira, \u00e9 mais comum que uma companhia exporte no ano seguinte\u201d, destaca a secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior.<\/p>\n<p><strong>Mercados<\/strong><br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o ao destino das mercadorias, o estudo constatou que, apesar da predomin\u00e2ncia total das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para China e Estados Unidos, o Mercosul e a Am\u00e9rica Latina continuam sendo os destinos mais importantes. Em 2020, segundo os dados mais recentes, 61% das exportadoras brasileiras venderam seus produtos a pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Segundo o MDIC, dois fatores contribuem para esse resultado: a proximidade dos pa\u00edses e o baixo volume de barreiras tarif\u00e1rias, principalmente entre os pa\u00edses do Mercosul. No entanto, ao observar o crescimento entre 2018 e 2020, os mercados de maior tamanho lideram, com alta de 24% no n\u00famero de exportadoras para a China, 21% para os Estados Unidos e 16% para a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Para a secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior, o interesse pelos maiores mercados consumidores justifica a import\u00e2ncia da pol\u00edtica externa em fechar acordos comerciais. \u201cO dado confirma import\u00e2ncia de o Brasil fechar acordos comerciais. Se quisermos ampliar empresas exportadoras, concluir acordos comerciais e reduzir barreiras que nossos produtos enfrentam nos mercados externos, precisamos negociar\u201d, diz.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Tatiana Prazeres, o estudo \u00e9 importante para tra\u00e7ar diagn\u00f3sticos e fazer o governo estimular o aumento do n\u00famero de empresas exportadoras, principalmente no interior do pa\u00eds. \u201cAs empresas que exportam s\u00e3o mais inovadoras, geram mais empregos e pagam sal\u00e1rios melhores. Essa \u00e9 a import\u00e2ncia de promover o com\u00e9rcio exterior Brasil adentro para internalizar benef\u00edcios\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setor que cresce, mas precisa superar disparidades, tanto entre regi\u00f5es como entre competidores grandes e pequenos. Esse \u00e9 o perfil das 24.931 firmas brasileiras que exportam, que representavam apenas 0,88% das empresas ativas no pa\u00eds em 2020. 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