{"id":308405,"date":"2023-07-07T00:00:22","date_gmt":"2023-07-07T03:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=308405"},"modified":"2023-07-07T05:19:26","modified_gmt":"2023-07-07T08:19:26","slug":"alerta-de-desmatamento-registra-queda-de-33","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/alerta-de-desmatamento-registra-queda-de-33\/","title":{"rendered":"Alerta de desmatamento registra queda de 33%"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s cinco anos consecutivos de alta, a \u00e1rea sob alerta de desmatamento na Amaz\u00f4nia teve queda de 33% no primeiro semestre de 2023, segundo dados divulgados pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o considerados preliminares e foram coletados pelo Sistema de Detec\u00e7\u00e3o de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora altera\u00e7\u00f5es na cobertura florestal.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio executivo do minist\u00e9rio, Jos\u00e9 Paulo Capobianco, a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 importante por reverter a tend\u00eancia de alta que era contabilizada no segundo semestre de 2022, quando houve aumento de 54% na \u00e1rea sob alerta de desmatamento na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Considerado um dos meses de maior risco de desmatamento por estar no per\u00edodo seco, junho deste ano teve uma queda de 41% na \u00e1rea sob alerta, se comparado a igual m\u00eas do ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;Esse n\u00famero \u00e9 importante porque estamos em uma \u00e9poca com uma incid\u00eancia de nuvens menor na Amaz\u00f4nia. Isso quer dizer que os dados t\u00eam um grau de assertividade muito maior do que per\u00edodos mais chuvosos. \u00c9 um n\u00famero com maior confian\u00e7a de que o sat\u00e9lite conseguiu ver o desmatamento. E \u00e9 muito importante tamb\u00e9m porque representa uma queda expressiva em um m\u00eas em que ocorre aumento do desmatamento ao longo da s\u00e9rie hist\u00f3rica.&#8221;<\/p>\n<p>Apesar disso, a queda ainda n\u00e3o garante que haver\u00e1 diminui\u00e7\u00e3o no balan\u00e7o anual das \u00e1reas sob alerta de desmatamento. Esse levantamento \u00e9 contabilizado entre 1\u00ba de agosto de um ano e 31 de julho do ano seguinte, o que faz com que os seis \u00faltimos meses do governo anterior ainda sejam levados em conta nos dados que ser\u00e3o divulgados de forma definitiva em novembro deste ano.<\/p>\n<p>&#8220;Esse n\u00famero significa dizer que o esfor\u00e7o de reverter a curva de crescimento foi atingido. N\u00f3s revertemos. O desmatamento n\u00e3o est\u00e1 em alta. Se vamos conseguir uma redu\u00e7\u00e3o neste semestre que compense a heran\u00e7a do semestre anterior e do governo anterior, n\u00e3o sabemos, porque vai depender do resultado de julho&#8221;, disse o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>O balan\u00e7o apresentado tamb\u00e9m mostra que Mato Grosso superou o Par\u00e1 como estado com maior \u00e1rea sob alerta de desmatamento, com 34% do total contabilizado. O estado contrariou a tend\u00eancia regional e teve aumento de 7,1% na \u00e1rea sob alerta de desmatamento no primeiro semestre de 2023.<\/p>\n<p>&#8220;O Mato Grosso ser\u00e1 objeto de a\u00e7\u00f5es muito importantes e parcerias&#8221;, prometeu o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>Capobianco avaliou que a queda no desmatamento est\u00e1 ocorrendo nos estados da Amaz\u00f4nia como um todo, e n\u00e3o apenas em algumas regi\u00f5es. No Amazonas, a redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea sob alerta chegou a 55,2% no primeiro semestre deste ano, o que foi resultado de uma a\u00e7\u00e3o concentrada do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), especialmente na parte sul do estado.<\/p>\n<p>Em Rond\u00f4nia, a diminui\u00e7\u00e3o proporcional do desmatamento foi de 55,8%. E no Par\u00e1, de 32,6%.<\/p>\n<p>O levantamento apresentado mostrou que 50% dos registros se concentram em 20 munic\u00edpios considerados altamente cr\u00edticos para o desmatamento. Entre eles, sete est\u00e3o em Mato Grosso, seis no Par\u00e1, seis no Amazonas e um em Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>Alerta em alta no Cerrado<\/strong><br \/>\nDiferentemente da Amaz\u00f4nia, o Cerrado teve aumento de 21% na \u00e1rea sob alerta de desmatamento no primeiro semestre de 2023, segundo o Deter\/Inpe. Apesar dessa alta acumulada no primeiro semestre, o m\u00eas de junho teve queda de 14%, o que pode indicar o in\u00edcio de um decl\u00ednio ap\u00f3s um m\u00eas de maio que registrou alta de mais de 80% no alerta de desmatamento na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O Cerrado j\u00e1 tinha entrado como um alerta importante, e agora esses dados mostram que a a\u00e7\u00e3o no bioma se tornou t\u00e3o urgente e importante quanto na Amaz\u00f4nia, e \u00e9 algo que est\u00e1 sendo desenvolvido com muita intensidade&#8221;, destacou Capobianco.<\/p>\n<p>No caso do Cerrado, 81% do desmatamento est\u00e1 concentrado nos estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e da Bahia, conhecidos como regi\u00e3o Matopiba. Entre eles, o maior peso est\u00e1 na Bahia, que concentra 28% das \u00e1reas sob alerta no bioma.<\/p>\n<p><strong>Fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nNa apresenta\u00e7\u00e3o dos dados, o Ibama complementou que o n\u00famero de autos de infra\u00e7\u00e3o neste semestre subiu 166% na Amaz\u00f4nia, com a aplica\u00e7\u00e3o de R$ 2,3 bilh\u00f5es em multas, em 3.341 autos de infra\u00e7\u00e3o. J\u00e1 no Cerrado, foram 417 autos de infra\u00e7\u00e3o, com R$ 113,8 milh\u00f5es em multas.<\/p>\n<p>O Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), por sua vez, aplicou 1.141 autos de infra\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia no primeiro semestre, o que representa um aumento de 348% sobre a m\u00e9dia dos primeiros semestres dos quatro anos anteriores, com R$ 125 milh\u00f5es em multas. J\u00e1 no Cerrado, foram 56 autos de infra\u00e7\u00e3o e R$ 13,4 milh\u00f5es em multas, n\u00fameros muito menores devido \u00e0 menor presen\u00e7a de unidades de conserva\u00e7\u00e3o no bioma.<\/p>\n<p>Juntos, os dois \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o apreenderam mais de 6 mil cabe\u00e7as de gado em \u00e1rea de desmatamento ilegal na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>Decis\u00e3o pol\u00edtica<\/strong><br \/>\nAo abrir a apresenta\u00e7\u00e3o, a ministra Marina Silva destacou que os resultados positivos obtidos na Amaz\u00f4nia s\u00e3o fruto de recursos intang\u00edveis e tang\u00edveis, sendo esses \u00faltimos as equipes, or\u00e7amento e capacidade de implementa\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es pol\u00edticas tomadas.<\/p>\n<p>&#8220;Tem os recursos intang\u00edveis, que \u00e9 a decis\u00e3o de o presidente Lula assumir na campanha, ap\u00f3s a campanha e como uma pol\u00edtica de governo a continuidade da ideia de que a pol\u00edtica ambiental brasileira ser\u00e1 uma politica transversal&#8221;, disse. &#8220;A decis\u00e3o pol\u00edtica de fazer um enfrentamento da quest\u00e3o da mudan\u00e7a do clima e do combate ao desmatamento, para alcan\u00e7ar desmatamento zero at\u00e9 2030. Isso \u00e9 intang\u00edvel, mas altamente potente.&#8221;<\/p>\n<p>A ministra disse que os decretos assinados por Lula j\u00e1 no primeiro dia de governo come\u00e7aram a recuperar as atribui\u00e7\u00f5es e compet\u00eancias dos \u00f3rg\u00e3os de controle ambiental, revertendo o apag\u00e3o institucional que se estabelecia no setor.<\/p>\n<p>&#8220;Isso d\u00e1 autonomia para que pud\u00e9ssemos ter uma equipe que sabe o que fazer, como fazer e quando fazer. Ter essa equipe t\u00e9cnica \u00e9 algo que faz a diferen\u00e7a para que a gente possa fazer o enfrentamento de quest\u00f5es t\u00e3o relevantes.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s cinco anos consecutivos de alta, a \u00e1rea sob alerta de desmatamento na Amaz\u00f4nia teve queda de 33% no primeiro semestre de 2023, segundo dados divulgados pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima. Os n\u00fameros s\u00e3o considerados preliminares e foram coletados pelo Sistema de Detec\u00e7\u00e3o de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":308406,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-308405","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/308405","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=308405"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/308405\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":308407,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/308405\/revisions\/308407"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/308406"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=308405"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=308405"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=308405"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}