{"id":308618,"date":"2023-07-12T09:17:03","date_gmt":"2023-07-12T12:17:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=308618"},"modified":"2023-07-12T09:17:03","modified_gmt":"2023-07-12T12:17:03","slug":"deflacao-aumenta-pressao-por-queda-de-juros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/deflacao-aumenta-pressao-por-queda-de-juros\/","title":{"rendered":"Defla\u00e7\u00e3o aumenta press\u00e3o por queda de juros"},"content":{"rendered":"<p>A queda no \u00edndice oficial de infla\u00e7\u00e3o em junho, anunciada nesta ter\u00e7a-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), \u00e9 vista como um elemento de press\u00e3o para o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central (BC) iniciar um ciclo de cortes da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, a partir de agosto. A opini\u00e3o \u00e9 de economistas ouvidos pela <em>Ag\u00eancia Brasil.<\/em><\/p>\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em -0,08% no m\u00eas passado. Foi o menor \u00edndice para um m\u00eas de junho desde 2017. Os grupos alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas e transportes foram os que mais ajudaram a puxar os pre\u00e7os para baixo no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>\u201cA infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 em uma trajet\u00f3ria decrescente desde fevereiro, e o acumulado em 12 meses est\u00e1 em 3,16%, bem no centro da meta de infla\u00e7\u00e3o. Como a taxa Selic \u00e9 para se atingir esta meta, a cobran\u00e7a pela redu\u00e7\u00e3o deve ganhar for\u00e7a\u201d, diz o professor Jorge Claudio Cavalcante, do Departamento de An\u00e1lise Econ\u00f4mica da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).<\/p>\n<p>O economista Fabio Bentes, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), considera o resultado do IPCA uma \u201cgrata surpresa\u201d. \u201cEsperava at\u00e9 uma estabilidade, uma ligeira queda, e veio um recuo um pouco mais forte que o esperado\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Para Andr\u00e9 Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre\/FGV), h\u00e1 tr\u00eas fatores principais que fazem press\u00e3o sobre a autoridade monet\u00e1ria. Um deles \u00e9 o \u00edndice de difus\u00e3o, que mede o percentual de produtos e servi\u00e7os que registraram aumento de pre\u00e7os. Esse \u00edndice tem apresentado queda. \u201cEm junho caiu para 50%. Esse n\u00famero dois ou tr\u00eas meses atr\u00e1s estava em torno de 60%, ent\u00e3o, isso mostra que menos produtos e servi\u00e7os subiram de pre\u00e7o, isso \u00e9 um bom indicativo\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Outro fator, segundo Braz, \u00e9 o chamado n\u00facleo da infla\u00e7\u00e3o. \u201cO n\u00facleo tem a tarefa de medir a verdadeira tend\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o e, apesar de estar muito distante da meta, est\u00e1 mostrando desacelera\u00e7\u00f5es, isso tamb\u00e9m antecipa que a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 realmente em um processo de redu\u00e7\u00e3o\u201d, analisa.<\/p>\n<p>O economista destaca ainda o comportamento dos pre\u00e7os dos alimentos. \u201cIsso \u00e9 bom porque mostra que, onde a popula\u00e7\u00e3o mais carente sente mais a infla\u00e7\u00e3o, o IPCA tamb\u00e9m est\u00e1 perdendo f\u00f4lego. Esse processo de desinfla\u00e7\u00e3o que come\u00e7a nos alimentos favorece a condi\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria pol\u00edtica monet\u00e1ria [controle dos juros]. Eu diria que a gente tem os elementos para um primeiro corte na taxa b\u00e1sica de juros na reuni\u00e3o [do Copom] de agosto\u201d, aponta Braz.<\/p>\n<p>O economista e professor do Ibmec Gilberto Braga acredita em um consenso por redu\u00e7\u00e3o dos juros, mas aponta um sinal de alerta que pode diminuir o tamanho do corte.<\/p>\n<p>\u201cHouve um aumento no pre\u00e7o dos servi\u00e7os, que \u00e9 um setor extremamente relevante dentro da composi\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o. \u00c9 o \u00fanico ponto negativo que se pode verificar nesse IPCA de junho. Isso afasta a possibilidade, no meu ver, de uma redu\u00e7\u00e3o maior que 0,25 ponto percentual\u201d, avalia.<\/p>\n<p><strong>Bolso do consumidor<\/strong><br \/>\nApesar de o grupo alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas ter sido o de maior impacto no recuo dos pre\u00e7os em junho, o professor Jorge Claudio Cavalcante, da Uerj, explica que n\u00e3o necessariamente a popula\u00e7\u00e3o possa j\u00e1 ter sentido esse al\u00edvio no bolso. \u201cDevemos esperar uma queda mais pronunciada at\u00e9 que as pessoas comecem a sentir um al\u00edvio\u201d, prev\u00ea.<\/p>\n<p>Destacando que o IPCA de junho apontou uma queda de 8,96% no pre\u00e7o do \u00f3leo de soja, o economista Ricardo Caldas, professor da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), aponta que o consumidor ganha poder de compra. \u201c\u00c9 uma queda bastante substancial e, certamente, vai refletir no poder de compra porque o consumidor que economiza com \u00f3leo de soja vai gastar esse dinheiro que sobra em outras coisas.\u201d<\/p>\n<p>&#8220;A percep\u00e7\u00e3o geral, quando voc\u00ea compara numa perspectiva de mais longo prazo, \u00e9 de que os alimentos ainda est\u00e3o caros, o que, de fato, se comprova porque eles foram os vil\u00f5es da infla\u00e7\u00e3o desde a pandemia. Quem faz compra de maneira frequente percebe que alguns itens ficaram mais baratos. Mas aquelas pessoas que n\u00e3o v\u00e3o com habitualidade aos mercados e que t\u00eam mem\u00f3ria de pre\u00e7os ainda t\u00eam uma no\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 tudo muito caro&#8221;, aponta Gilberto Braga.<\/p>\n<p><strong>Copom<\/strong><br \/>\nO professor Marco Ant\u00f4nio Rocha, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas), relativiza a press\u00e3o que a infla\u00e7\u00e3o negativa de junho pode fazer no Copom.<\/p>\n<p>&#8220;A defla\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito concentrada em itens do IPCA que respondem pouco \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria [taxa de juros]. Alimentos t\u00eam pre\u00e7o formado em mercado, e transportes s\u00e3o pre\u00e7os administrados, ent\u00e3o, no fundo, a pol\u00edtica monet\u00e1ria teve pouca rela\u00e7\u00e3o com essa defla\u00e7\u00e3o\u201d, avalia.<\/p>\n<p>O Copom faz reuni\u00f5es a cada 45 dias, em que decide a taxa b\u00e1sica de juros. Atualmente, a Selic est\u00e1 em 13,75%, sob a justificativa de que \u00e9 preciso combater a infla\u00e7\u00e3o. Ao fim da reuni\u00e3o mais recente, 21 de junho, o Copom emitiu um comunicado para explicar a decis\u00e3o: \u201cO comit\u00ea avalia que a conjuntura demanda paci\u00eancia e serenidade na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria e relembra que os passos futuros da pol\u00edtica monet\u00e1ria depender\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica inflacion\u00e1ria, em especial dos componentes mais sens\u00edveis \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria e \u00e0 atividade econ\u00f4mica, das expectativas de infla\u00e7\u00e3o, em particular as de maior prazo, de suas proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o, do hiato do produto e do balan\u00e7o de riscos\u201d, ressalta a nota.<\/p>\n<p>O juro alto \u00e9 uma forma de controlar a infla\u00e7\u00e3o, pois desestimula o consumo e deixa o cr\u00e9dito mais caro. Por\u00e9m, \u00e9 mais recessivo, afetando o crescimento da economia e a gera\u00e7\u00e3o de empregos. Por isso, governo, empres\u00e1rios e centrais sindicais t\u00eam pressionado pela queda da Selic.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Copom ser\u00e1 nos dias 1\u00ba e 2 de agosto. Ricardo Caldas, da UnB, lembra que, al\u00e9m do cen\u00e1rio de defla\u00e7\u00e3o recente, uma mudan\u00e7a na forma\u00e7\u00e3o do comit\u00ea aumenta a press\u00e3o pela queda da Selic. O Senado aprovou, no come\u00e7o do m\u00eas, os nomes de dois novos diretores indicados pelo governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. \u201cA diretoria agora j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais formada apenas por indica\u00e7\u00f5es do governo passado. Com isso, a tese da redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros tamb\u00e9m ganha for\u00e7a dentro do Banco Central\u201d, explica.<\/p>\n<p>O economista Fabio Bentes, da CNC, ressalta o pa\u00eds registra a a menor infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses, desde setembro de 2020, no auge da pandemia. &#8220;Portanto, isso abre espa\u00e7o para alguma inflex\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria do pa\u00eds\u201d, diz. Para ele, o fato de os pre\u00e7os dos alimentos estarem com uma tend\u00eancia de queda faz com que uma mudan\u00e7a de postura do Banco Central n\u00e3o se limite a apenas um corte na taxa Selic, mas sim v\u00e1rias redu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201c[A tend\u00eancia de queda no pre\u00e7o dos alimentos] \u00e9 \u00f3tima porque tende a fazer com que a infla\u00e7\u00e3o ao longo deste ano continue a migrar para o centro da meta, isso deve fazer com que o BC comece a implementar uma sequ\u00eancia de corte nos juros. Claro que o BC n\u00e3o olha para infla\u00e7\u00e3o de junho, n\u00e3o olha mais para a infla\u00e7\u00e3o de 2023, olha para infla\u00e7\u00e3o de 2024. E a expectativa o IPCA de 2024 j\u00e1 est\u00e1 dentro do intervalo da meta de infla\u00e7\u00e3o\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>A meta para a infla\u00e7\u00e3o deste ano \u00e9 de 3,25%, com varia\u00e7\u00e3o de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. J\u00e1 para 2024 e 2025, o alvo do governo \u00e9 um IPCA em 3%, com o mesmo intervalo de varia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3ximos meses<\/strong><br \/>\nApesar de enxergarem espa\u00e7o para o Copom cortar a taxa de juros, os economistas n\u00e3o acreditam, necessariamente, que haja outros resultados abaixo de zero ao longo de 2023. \u201cN\u00e3o acho que devemos ver novas defla\u00e7\u00f5es, a t\u00edtulo de exemplo, sem a redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o dos autom\u00f3veis novos, o IPCA teria uma alta na faixa de 0,05%\u201d, estima Cavalcante, da Uerj.<\/p>\n<p>\u201cO processo de desacelera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os a gente j\u00e1 v\u00ea desde janeiro. Isso deve continuar nos pr\u00f3ximos meses. Essa queda deve continuar n\u00e3o necessariamente gerando defla\u00e7\u00e3o, mas tudo indica que vamos ter um \u00edndice de pre\u00e7o em 2023 menor que o de 2022 [5,79%], e o mercado j\u00e1 est\u00e1 apostando para 2023 numa infla\u00e7\u00e3o abaixo, ou seja, dentro da meta\u201d, explica Caldas, da UnB.<\/p>\n<p>O economista Andr\u00e9 Braz, do Ibre\/FGV, estima que a gasolina deve ficar mais cara em julho, por causa da volta de tributos federais. Mas sem efeitos t\u00e3o negativos para a infla\u00e7\u00e3o geral.<\/p>\n<p>\u201cA gente est\u00e1 vendo uma descompress\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o mais generalizada, principalmente entre os alimentos. A alimenta\u00e7\u00e3o mais barata beneficia as fam\u00edlias, principalmente as mais pobres, que comprometem mais da renda para a compra de alimentos. Isso mostra que o processo inflacion\u00e1rio vai ser menos cruel com as fam\u00edlias que t\u00eam menos de defesa\u201d, diz.<\/p>\n<p>Gilberto Braga, do Ibmec, ressalta que o comportamento de pre\u00e7os controlados, como plano de sa\u00fade e tarifas de transportes p\u00fablico, luz e \u00e1gua, ainda manter\u00e3o um comportamento de continuidade na infla\u00e7\u00e3o. \u201cA gente tem anivers\u00e1rios de v\u00e1rios contratos importantes, reajuste de tarifas de transporte p\u00fablico em algumas capitais, e, quando voc\u00ea olha a infla\u00e7\u00e3o em 12 meses, voc\u00ea puxa a mem\u00f3ria para esse reajuste. Essa \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais voc\u00ea n\u00e3o derruba a infla\u00e7\u00e3o de maneira absurdamente abrupta de uma hora para outra\u201d, explica.<\/p>\n<p>O professor Marco Ant\u00f4nio Rocha, da Unicamp, tamb\u00e9m acredita que o IPCA vai terminar o ano dentro do teto da meta do BC. Mas ressalta que o Brasil est\u00e1 exposto tamb\u00e9m a riscos que n\u00e3o dependem da pol\u00edtica monet\u00e1ria brasileira. \u201cPode haver outras press\u00f5es que v\u00e3o surgindo pelo meio do caminho, por exemplo, as quest\u00f5es clim\u00e1ticas tornam muito incerta a situa\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o dos alimentos. Tem turbul\u00eancias internacionais na zona de conflito na Ucr\u00e2nia, que podem afetar o mercado internacional, e tem ainda todo o comportamento da economia norte-americana, que parece que est\u00e1 ganhando f\u00f4lego\u201d, enumera.<\/p>\n<p>O comportamento controlado do IPCA e um esperado corte na Selic s\u00e3o, de acordo com Fabio Bentes, da CNC, um propulsor para o crescimento da economia. \u201cA gente n\u00e3o tem grandes press\u00f5es de pre\u00e7o no horizonte que permitam um excesso de cautela por parte da autoridade monet\u00e1ria. Devemos fechar o ano com uma taxa Selic em torno de 12%, que \u00e9 muito alta ainda, mas a tend\u00eancia \u00e9 o in\u00edcio de um processo de flexibiliza\u00e7\u00e3o e, l\u00e1 no final de 2024, quem sabe, uma Selic perto de 9%. Estaremos diante, possivelmente, de um novo ciclo de expans\u00e3o econ\u00f4mica.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A queda no \u00edndice oficial de infla\u00e7\u00e3o em junho, anunciada nesta ter\u00e7a-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), \u00e9 vista como um elemento de press\u00e3o para o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central (BC) iniciar um ciclo de cortes da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, a partir de agosto. 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