{"id":308979,"date":"2023-07-16T00:06:14","date_gmt":"2023-07-16T03:06:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=308979"},"modified":"2023-07-16T05:50:01","modified_gmt":"2023-07-16T08:50:01","slug":"escolas-vao-levar-lendas-e-encantarias-ao-sambodromo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/escolas-vao-levar-lendas-e-encantarias-ao-sambodromo\/","title":{"rendered":"Escolas ter\u00e3o enredo com lendas e encantarias"},"content":{"rendered":"<p>A Imperatriz Leopoldinense est\u00e1 confiante no bicampeonato. Para conquistar novamente o t\u00edtulo aposta no enredo baseado no livreto O testamento da cigana Esmeralda, do poeta pernambucano de cordel Leandro Gomes de Barros.<\/p>\n<p>Apaixonado pela produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica da cultura brasileira, o carnavalesco Leandro Vieira disse que a escolha surgiu de uma pesquisa que fez quando estava debru\u00e7ado no ano passado na literatura de cordel para falar de Lampi\u00e3o no enredo O Aperreio do Cabra Que o Excomungado Tratou com M\u00e1-queren\u00e7a e o Sant\u00edssimo N\u00e3o Deu Guarida, campe\u00e3o de 2023.<\/p>\n<p>Agora, para 2024, o tema \u00e9 Com a sorte virada pra lua, segundo o testamento da cigana Esmeralda. Leandro Gomes de Barros \u00e9 autor de cord\u00e9is que inspiraram o escritor, fil\u00f3sofo e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna a escrever o Auto da Compadecida.<\/p>\n<p>No meio da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria do Leandro Gomes de Barros, chamado pelo carnavalesco de \u201cum paraibano incr\u00edvel\u201d, encontrou o livreto Testamento da Cigana Esmeralda, que \u00e9 ficcional e, para ele, traz um olhar do autor para a m\u00edstica do universo cigano e, a partir disso, expressa a forma como v\u00ea a cultura popular.<\/p>\n<p>\u201cA ideia de adivinha\u00e7\u00f5es, da leitura das m\u00e3os, da sina de uma pessoa guardada na palma da m\u00e3o, a influ\u00eancia dos astros e do zod\u00edaco, ou seja, \u00e9 cultura popular brasileira na veia, e tudo que tem cultura popular na veia, me encanta. Achei que esse era um mote muito bom para a produ\u00e7\u00e3o de uma nova apresenta\u00e7\u00e3o, sobretudo para mim, que desde da sa\u00edda da Mangueira [em 2022] para a Imperatriz tenho investido nessa ideia de carnaval ficcional. O carnaval mais voltado para o del\u00edrio\u201d, disse o carnavalesco.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Leandro Vieira, a comunidade da escola recebeu o enredo de 2024 ainda sob o impacto do anterior e do campeonato. \u201cEsse enredo, que de alguma forma \u00e9 uma continuidade da Imperatriz Leopoldinense no campo do del\u00edrio, \u00e9 recebido com muito calor, porque cria-se uma expectativa de que a Imperatriz pode se dar bem com isso. A comunidade avalia muito bem essas possibilidades de se dar bem, de se mostrar poderosa, pujante e viva\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>Leandro Vieira, que gosta de manter em sigilo a divis\u00e3o dos setores, \u201cpara preservar determinadas coisas para o dia [do desfile]\u201d, revelou que o enredo \u00e9 livremente inspirado no Testamento da Cigana Esmeralda, e um dos momentos do desfile estar\u00e1 dedicado a ideia de decifrar o mundo de sonhos, que, para ele, \u00e9 uma das p\u00e1ginas mais interessantes da obra do Leandro Gomes de Barros.<\/p>\n<p>\u201cSe voc\u00ea sonhar com isso \u00e9 porque vai acontecer isso, se sonhar com aquilo \u00e9 porque vai acontecer determinada situa\u00e7\u00e3o, [sonhar] com um sult\u00e3o \u00e9 um sonho que traz mal press\u00e1gio, se sonhar com cisne \u00e9 candura, com a rosa encarnada vai encontrar um amor. Acho essa uma passagem t\u00e3o bonita, sobretudo, para o universo do meu trabalho e tamb\u00e9m da escola que eu represento, que \u00e9 o sub\u00farbio\u201d, disse.<\/p>\n<p>A quiromancia, a leitura da m\u00e3o, totalmente identificada com a cultura cigana, tamb\u00e9m estar\u00e1 no desfile, como ainda a influ\u00eancia dos astros. Todo esse universo m\u00edstico, todo esse conjunto de saberes ancestrais e super populares, est\u00e3o envolvidos no desenvolvimento do enredo\u201d, completou.<\/p>\n<p>A Imperatriz continua este ano pela segunda vez consecutiva com a disputa de samba enredo aberta a todos os compositores interessados, mesmo que sejam de outras escolas ou ainda filiados a entidades musicais. O esquema de tira d\u00favidas, adotado pelas escolas para esclarecer aspectos do enredo com o carnavalesco, ocorreu em junho. As entregas das composi\u00e7\u00f5es na quadra ser\u00e3o em agosto e a sele\u00e7\u00e3o come\u00e7a em setembro.<\/p>\n<p>A equipe de carnaval est\u00e1 no meio do processo de desmonte das alegorias do ano passado e Leandro est\u00e1 desenhando os figurinos. \u201cA nossa expectativa \u00e9 come\u00e7ar o processo de ferragens [para a montagem dos carros aleg\u00f3ricos] na segunda quinzena de julho\u201d, informou.<\/p>\n<p><strong>Unidos da Tijuca<\/strong><br \/>\nQuem gosta de f\u00e1bulas, mist\u00e9rios e lendas populares, certamente vai se envolver com o desfile da Unidos da Tijuca no pr\u00f3ximo carnaval. A azul pav\u00e3o e amarelo-ouro da zona norte do Rio de Janeiro conta com o enredo O Conto de Fados para encantar a Sapuca\u00ed e garantir o t\u00edtulo, que n\u00e3o conquista desde 2014.<\/p>\n<p>O tema prop\u00f5e uma viagem a Portugal para mostrar diversos aspectos da hist\u00f3ria do pa\u00eds. Come\u00e7a que o nome do pa\u00eds, seguindo a mitologia grega, era Ofiussa, a Terra de Serpentes. \u201cA gente vai contar a hist\u00f3ria de Portugal, antes mesmo de [o nome] Portugal existir, mas baseada na tradu\u00e7\u00e3o literal de Fado, que al\u00e9m de ser um g\u00eanero musical lusitano, significa destino. Ent\u00e3o, vamos contar o destino de Portugal atrav\u00e9s de sua mitologia, das suas lendas e hist\u00f3rias que ainda n\u00e3o foram contadas. N\u00e3o \u00e9 o Portugal que as pessoas possam imaginar com o que j\u00e1 foi falado e mostrado. \u00c9 mais baseado nas lendas\u201d, explicou o carnavalesco Alexandre Louzada.<\/p>\n<p>Conforme a lenda, segundo Louzada, uma rainha que era metade mulher, metade serpente, morava em Ofiussa, pen\u00ednsula mitol\u00f3gica que Ulisses queria desbravar antes de voltar da Odisseia. Ainda na lenda, a rainha se apaixonou pelo her\u00f3i grego e ergueu uma cidade em homenagem a ele, que inicialmente se chamou Olissippo, depois Olisipo. Com o passar do tempo em uma corruptela da palavra se tornou Lisboa, atualmente a capital de Portugal.<\/p>\n<p>\u201cNa lenda, as sete colinas que circundam a cidade de Lisboa foram formadas pela ira dela desse amor que sentiu pelo guerreiro e n\u00e3o foi correspondida, porque ele abandona ela e vai embora\u201d, disse o carnavalesco, acrescentando que tudo isso \u00e9 contado no enredo por meio da mitologia.<\/p>\n<p>Mais adiante no tempo, com os movimentos de migra\u00e7\u00e3o de celtas e vikings come\u00e7aram a surgir v\u00e1rios povoados e, de acordo com o carnavalesco, o territ\u00f3rio passou a ser cheio de magia. O enredo vai mostrar as influ\u00eancias do dom\u00ednio romano e na sequ\u00eancia dos mouros na cultura, nas artes, na ci\u00eancia e na arquitetura local.<\/p>\n<p>Uma das influ\u00eancias da \u00e9poca, os azulejos s\u00e3o at\u00e9 hoje uma das caracter\u00edsticas do pa\u00eds. Conhecido anteriormente por Condado Portucalense, ap\u00f3s a reconquista crist\u00e3 da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, passou a ter a denomina\u00e7\u00e3o de Reino de Portugal.<\/p>\n<p>Fazia tempo que o enredo j\u00e1 estava na cabe\u00e7a do carnavalesco por achar que a hist\u00f3ria era bem o estilo da Tijuca, caso um dia fosse respons\u00e1vel pelo carnaval da escola. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma vis\u00e3o rom\u00e2ntica de Portugal. Na verdade \u00e9 uma grande hist\u00f3ria que se est\u00e1 contando atrav\u00e9s das lendas e dos mitos. Para tudo em Portugal existe uma hist\u00f3ria, at\u00e9 mesmo os doces portugueses. Pouca gente sabe que os doces eram chamados de conventuais porque nasceram dentro dos conventos. As freiras utilizavam a clara de ovo para engomar o h\u00e1bito e com as gemas passaram a produzir doces\u201d, explicou.<\/p>\n<p>As revela\u00e7\u00f5es n\u00e3o param. Segundo Louzada, a flor que simboliza Portugal \u00e9 a alfazema, mas depois o cravo vermelho passou a ser emblem\u00e1tico com a revolu\u00e7\u00e3o do dia 25 de abril de 1974. Os grandes escritores como Jos\u00e9 Saramago e Fernando Pessoa e a cantora Am\u00e1lia Rodrigues tamb\u00e9m ser\u00e3o lembrados. \u201cTodas aquelas pessoas que mostraram a alma portuguesa para o mundo\u201d.<\/p>\n<p>Para demonstrar a devo\u00e7\u00e3o dos portugueses, a liga\u00e7\u00e3o do pa\u00eds com o catolicismo ser\u00e1 representada pelos santos como Nossa Senhora de F\u00e1tima, que arrasta milh\u00f5es de peregrinos do mundo inteiro para a sua bas\u00edlica, onde teria ocorrido a sua apari\u00e7\u00e3o. \u201cImplicitamente ela representa o amor de m\u00e3e e a gente pede a prote\u00e7\u00e3o dela \u00e0 Tijuca que est\u00e1 homenageando a terra onde apareceu\u201d, relatou, acrescentando que galo de Barcelos, um dos s\u00edmbolos do pa\u00eds, tamb\u00e9m tem origem cat\u00f3lica, por ser baseado em um milagre que teria ocorrido para provar a inoc\u00eancia de um peregrino apontado de um crime.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 na parte das grandes navega\u00e7\u00f5es que a Tijuca ter\u00e1 um momento cr\u00edtico, quando s\u00e3o exaltadas e questionadas por poemas de Cam\u00f5es, apontando que elas trariam a degrada\u00e7\u00e3o de uma terra e a escravid\u00e3o de um povo, toda a dor que isso causaria por gan\u00e2ncia. \u201cA gente quando aborda as grandes navega\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 enaltecendo simplesmente Portugal. \u00c9 mostrando os dois lados da moeda. Essa hist\u00f3ria precisa ser reescrita e reinventada, por toda a devasta\u00e7\u00e3o que uma invas\u00e3o proporciona \u00e0 terra\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Recep\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA forma como foi recebido na escola, leva Louzada, que estava na Beija-Flor, a ter muita expectativa para o carnaval. \u201cEu quero sinceramente devolver a alegria \u00e0 comunidade do Borel [morro onde originalmente havia a sede da escola], resgatar a minha satisfa\u00e7\u00e3o como carnavalesco com aquilo que posso fazer e com o apoio que estou tendo aqui. N\u00e3o me foi cobrado o campeonato, mas l\u00f3gico que isso n\u00e3o sai da minha cabe\u00e7a. Estou com carnaval para isso. S\u00f3 espero acontecer\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Quanto ao samba, Louzada prefere esperar a fase de apresenta\u00e7\u00f5es dos concorrentes na quadra, que come\u00e7a em 3 de agosto, para avaliar. \u201cIsso acontece em v\u00e1rias escolas e a Tijuca n\u00e3o \u00e9 diferente, os sambas se modificam muito quando v\u00e3o para a quadra, mas grandes parcerias est\u00e3o na Tijuca e espero que o samba vencedor v\u00e1 se mostrando aos poucos na prefer\u00eancia da comunidade\u201d.<\/p>\n<p><strong>Viradouro<\/strong><br \/>\nEm 2024, a Unidos do Viradouro vai levar para o Samb\u00f3dromo o enredo Arroboboi, Dangb\u00e9. \u201cUm facho sinuoso desliza sobre o ch\u00e3o, chacoalha as folhas, estremece a terra e borbulha as \u00e1guas. \u00c9 Dangb\u00e9, o vodum da prote\u00e7\u00e3o, do equil\u00edbrio e do movimento. Nele, nada principia nem finda, tudo avan\u00e7a, tudo retorna. \u00c9 o constante rodopio do universo, o c\u00edrculo fechado, sentido materializado pela imagem da cobra engolindo a pr\u00f3pria cauda\u201d, destaca o texto.<\/p>\n<p>Em outro trecho informa que \u201cA manuten\u00e7\u00e3o das cren\u00e7as dos povos da regi\u00e3o da Costa da Mina vive na perseveran\u00e7a das sacerdotisas voduns, mulheres escolhidas e iniciadas em ritos de louvor \u00e0 serpente sagrada, cujas trajet\u00f3rias m\u00edsticas se entrela\u00e7am em combates \u00e9picos, camuflagens t\u00e1ticas e resili\u00eancia vital\u201d.<\/p>\n<p>O carnavalesco Tarc\u00edsio Zanon, autor do enredo, disse que a ideia surgiu enquanto fazia ainda as pesquisas para Rosa Maria Egipc\u00edaca, o tema do carnaval de 2023. Contou que durante o processo do ano passado, conheceu o escritor mineiro Moacir Maia, que lan\u00e7ou um livro sobre as sacerdotisas voduns. \u201cA partir da\u00ed comecei a pesquisar mais sobre o vodum e Dangb\u00e9, essa divindade of\u00eddica, a figura da serpente que foi divinizada no reino de Uid\u00e1 e que at\u00e9 hoje tem um templo em devo\u00e7\u00e3o a ela. Durante a pesquisa fui descobrindo mais coisas de como essa divindade e esse culto chegaram ao Brasil\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 o primeiro enredo que fa\u00e7o completamente afro. Boa parte dele passa-se em \u00c1frica, na regi\u00e3o onde era o Reino de Daom\u00e9. Tem toda uma veia m\u00edstica, religiosa, de um culto pouco difundido. Todos esses mist\u00e9rios eu gosto muito de trazer \u00e0 tona para o grande p\u00fablico. Tem essa veia m\u00edstica que eu gosto e a Viradouro se identifica muito\u201d, disse.<\/p>\n<p>Zanon destacou ainda que o enredo tem um protagonismo feminino uma vez que a energia perpassa por corpos femininos e chega ao Brasil por meio de Ludovina Pessoa, que veio ao Brasil com a miss\u00e3o de perpetuar os cultos voduns no pa\u00eds. O texto que apresenta o enredo diz que Ludovina \u201ctornou-se o pilar de terreiros consagrados aos voduns, entre eles o Seja Hund\u00e9, na cidade de Cachoeira, no Rec\u00f4ncavo baiano, e o Terreiro de Bogum, erguido no cora\u00e7\u00e3o de Salvador\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 hoje existem as sacerdotisas voduns que protegem e s\u00e3o protegidas pela energia de Dangb\u00e9\u201d, disse Zanon.<\/p>\n<p>Para o carnavalesco, uma das motiva\u00e7\u00f5es de desenvolver este enredo \u00e9 desmistificar o tema. \u201cUma vez que a gente tem uma demoniza\u00e7\u00e3o das religi\u00f5es afro, e principalmente o vodum, que foi t\u00e3o mal divulgado ao longo do tempo, e as pessoas t\u00eam uma ideia de que o vodum \u00e9 dos bonequinhos espetados, na verdade n\u00e3o \u00e9 nada disso. Na verdade, a palavra vodum significa na l\u00edngua origin\u00e1ria \u2018vovodum, tudo de bom para voc\u00ea\u2019, ent\u00e3o, \u00e9 um conjunto de magias utilizado para fazer o bem \u00e0s pessoas, para a cura, para adivinha\u00e7\u00f5es, de proje\u00e7\u00f5es de futuro e um culto de respeito \u00e0 natureza. A ideia de trazer este enredo, tamb\u00e9m \u00e9 de desmistificar e dialogar sobre o racismo religioso que ainda existe t\u00e3o forte ainda no Brasil e trazer um culto t\u00e3o pouco difundido no Brasil\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O carnavalesco lembrou que a comunidade estava ansiosa por ter um enredo afro na sequ\u00eancia da Rosa Maria Egipc\u00edaca que foi muito elogiado pela maneira como se desenvolveu na avenida. \u201cJ\u00e1 era um desejo da comunidade de ter um enredo afro, e mais que isso, a Viradouro tem tido enredos que trazem informa\u00e7\u00f5es, conceitos e hist\u00f3rias novos. Isso tem levado a comunidade a gostar desse tipo de enredo e estudar mais. Tenho sentido que est\u00e3o bem felizes com essa tem\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>Ele citou a mensagem de um componente da escola com o lan\u00e7amento do enredo. \u201cTarc\u00edsio me fazendo ler mais do que na \u00e9poca que eu estudava. Achei isso \u00f3timo. Essa \u00e9 nossa miss\u00e3o tamb\u00e9m, de trazer leitura, conhecimento, cultura\u201d.<\/p>\n<p><strong>Samba<\/strong><br \/>\nDe acordo com Zanon, os compositores que est\u00e3o criando os sambas para participarem da sele\u00e7\u00e3o entenderam bem a mensagem do enredo. \u201c\u00c9 um enredo que nasce de uma forma intuitiva, mas que fala de uma divindade que \u00e9 divinizada a partir de uma vit\u00f3ria na guerra. Todo tempo a gente tem esse esp\u00edrito aguerrido da serpente sagrada, como o esp\u00edrito dessas mulheres para proteger o culto delas. A gente sente que vir\u00e1 um samba forte, m\u00edstico, com essa for\u00e7a africana\u201d, disse, acrescentando que 80% do projeto do carnaval 2024 est\u00e3o prontos no papel, as alegorias de 2023 j\u00e1 foram desmontadas e come\u00e7ou a montagem das ferragens das alegorias para o pr\u00f3ximo desfile.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Imperatriz Leopoldinense est\u00e1 confiante no bicampeonato. Para conquistar novamente o t\u00edtulo aposta no enredo baseado no livreto O testamento da cigana Esmeralda, do poeta pernambucano de cordel Leandro Gomes de Barros. 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