{"id":309204,"date":"2023-07-20T06:30:18","date_gmt":"2023-07-20T09:30:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=309204"},"modified":"2023-07-20T07:45:41","modified_gmt":"2023-07-20T10:45:41","slug":"fogo-em-serrado-usa-terceiros-para-mais-ataques-de-xenofobia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/fogo-em-serrado-usa-terceiros-para-mais-ataques-de-xenofobia\/","title":{"rendered":"Fogo em &#8216;Serrado&#8217; usa terceiros para mais ataques de xenofobia"},"content":{"rendered":"<p>Toda caminhada come\u00e7a com o primeiro passo, sem pressa, porque quem se avexa, pode trope\u00e7ar nas pr\u00f3prias pernas. Em meados do primeiro semestre do ano 1970 dC, Cl\u00e1udio Coletti, ent\u00e3o diretor da sucursal Bras\u00edlia da <em>Folha de S.Paulo<\/em>, convidou-me para um per\u00edodo de 90 dias de experi\u00eancia. No dia seguinte passei a trabalhar ao lado de uma elite jornal\u00edstica que me serviu de escola ao longo de 22 anos.<\/p>\n<p>Comecei assim minha trilha. Nesse tempo, era comum o uso de duas, tr\u00eas folhas de papel carbono entre as laudas inseridas na m\u00e1quina de escrever. As c\u00f3pias destinavam-se a outros jornais, uma maneira, se bem me recordo, de engordar os parcos sal\u00e1rios. No meu caso, duas folhas: uma para o <em>Correio<\/em>, de onde n\u00e3o desliguei-me de imediato, e outra para o <em>Correio do Povo,<\/em> de Porto Alegre, indicado que fui por um colega da pr\u00f3pria <em>Folha<\/em>.<\/p>\n<p>Foram muitas pedras pela frente, ora contornadas, ora escaladas, ora obrigado a recuar e buscar um atalho. Tamb\u00e9m havia outros dissabores. Por seguir uma linha progressista, fui abatido por um m\u00edssil disparado de um Mirage III a mando do ministro da Aeron\u00e1utica, Araripe Macedo. A &#8216;revolu\u00e7\u00e3o&#8217; dita, era realmente, dura. Entendi quando Coletti contou-me que, por ordem expressa dos militares de plant\u00e3o, eu deixaria de escrever para a <em>Folha<\/em>. Mas foi-me feita, e cumprida, a promessa de que seria uma aus\u00eancia tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed passei a vagar por reda\u00e7\u00f5es por curtos espa\u00e7os de tempo. Fui marcado por dois fatos ben\u00e9ficos nesse epis\u00f3dio: 1) aprendi a manter a cabe\u00e7a erguida e que liberdade de express\u00e3o se pratica sem sair das quatro linhas da \u00e9tica jornal\u00edstica; 2) fui reconhecido, no primeiro governo Lula, como v\u00edtima do regime militar. Deu-se, assim, a minha anistia pol\u00edtica, com um contracheque mensal vital\u00edcio.<\/p>\n<p>Em 1999, anos ap\u00f3s regressar \u00e0 <em>Folha<\/em> e prestes a ver tatuada em minha teste a frase &#8216;<em>Patrim\u00f4nio FSP<\/em>&#8216;, vislumbrei meu futuro no campo virtual. Pedi demiss\u00e3o e, vision\u00e1rio, criei <strong>Notibras<\/strong>, primeiro portal de not\u00edcias aberto na Internet produzido a partir de Bras\u00edlia. Tive renomados colaboradores, e outros nem tanto. Entre os de brilho, o pr\u00f3prio Cl\u00e1udio Coletti, M\u00f4nica Valdwogel, Leonardo Motta Neto, Jos\u00e9 Escarlate, L\u00e9lio Raphanelli, C\u00e9sar Tralli. J\u00e1 os ingratos, talvez at\u00e9 mesmo mesquinhos, os invejosos Max de Quental e&#8230; Etelmino Pedrosa.<\/p>\n<p>Etelmino, para quem cansei de escrever a pedido dele textos por ele assinados, deixou o grupo &#8216;metendo o pau no gato&#8217; para todos os lados. E at\u00e9 hoje, s\u00f3rdido, lan\u00e7a suas nefastas garras contra este rep\u00f3rter. Incompetente, inconsequente, incapaz de distinguir entre serrado e Cerrado, o antigo rep\u00f3rter-fotogr\u00e1fico com tr\u00eas Pr\u00eamios Esso, agora vulgo Mino, abusa de vulgaridades; ensandecido, <em>requenta<\/em> mat\u00e9rias e usa <strong>Notibras<\/strong> quando pretende atingir seus desafetos. Resta saber do retratista, a mando de quem e por qu\u00ea? Estaria por tr\u00e1s dele a leoa que pariu as feras que em sua cova tentaram trucidar Daniel? Seria, por acaso, algu\u00e9m que, da antiga cidade encrustada nas plan\u00edcies de Castilla-La Mancha, tem apenas o nome? Poder-se-ia supor, tamb\u00e9m, o amigo PGR que tenta virar casaca para manter o emprego, ou a sonhadora senadora que de goiaba, entende apenas dos vermes do fruto. Enfim, tudo o que merece ser varrido por um escov\u00e3o.<\/p>\n<p>A \u00e9tica jornal\u00edstica \u00e9 escudada pelo respeito \u00e0 fonte. Jornalista s\u00e9rio, membro do outrora quarto poder, tem, como qualquer cidad\u00e3o, suas pr\u00f3prias opini\u00f5es. Diverge, mas respeita opini\u00e3o contr\u00e1ria. Escreve o que obt\u00e9m de fontes confi\u00e1veis; do Minist\u00e9rio P\u00fablico, que denuncia; do Judici\u00e1rio, que d\u00e1 a \u00faltima palavra, e da pol\u00edcia, que deve prender mais e arrebentar menos.<\/p>\n<p>O poder emana do povo. E <strong>Notibras<\/strong> \u00e9 parte dos tantos porta-vozes da sociedade. E aqui, senhor secret\u00e1rio (por favor, sem xenofobia), baiano, no fundo, \u00e9 gente do bem. Tanto, que veio da Boa Terra a expressiva vota\u00e7\u00e3o que alijou Bolsonaro e sua casta de um projeto totalit\u00e1rio. Portanto, Etelmino, vulgo Mino, fica desautorizado a citar <strong>Notibras<\/strong> em suas manobras s\u00f3rdidas. A continuar confundindo alhos com bugalhos quando fala de fogo no Cerrado, far\u00e1 com que seja serrado e jogado na fogueira das vaidosas ilus\u00f5es. E ser\u00e1 rebatizado como Pedro, o Judas. Est\u00e1 escrito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Toda caminhada come\u00e7a com o primeiro passo, sem pressa, porque quem se avexa, pode trope\u00e7ar nas pr\u00f3prias pernas. Em meados do primeiro semestre do ano 1970 dC, Cl\u00e1udio Coletti, ent\u00e3o diretor da sucursal Bras\u00edlia da Folha de S.Paulo, convidou-me para um per\u00edodo de 90 dias de experi\u00eancia. 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