{"id":309603,"date":"2023-07-25T08:52:09","date_gmt":"2023-07-25T11:52:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=309603"},"modified":"2023-07-25T08:52:09","modified_gmt":"2023-07-25T11:52:09","slug":"logica-de-neil-armstrong-sobre-mister-gorsky","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/logica-de-neil-armstrong-sobre-mister-gorsky\/","title":{"rendered":"L\u00f3gica de Neil Armstrong sobre mister Gorsky"},"content":{"rendered":"<p>Costumo perder o timing, mas jamais perco a oportunidade. Neste m\u00eas de julho, mais precisamente no dia 20, o mundo comemorou 54 anos da caminhada do engenheiro espacial Neil Armstrong e de outros astronautas no solo lunar. Ainda inacredit\u00e1vel para alguns, &#8220;visitar&#8221; a lua foi realmente &#8220;um gigantesco salto para a humanidade&#8221;. Determinadas hist\u00f3rias e acontecimentos a gente custa a acreditar como real. L\u00ea, rel\u00ea, ouve, ouve novamente, se emociona todas as vezes e s\u00f3 consegue entend\u00ea-las na ess\u00eancia 30, 40, 50 anos depois. Uma delas foi o t\u00edtulo mundial do Flamengo, em 1981. O tricampeonato do Brasil, em 1970, tamb\u00e9m foi marcante, como foram as mortes de John Kennedy, em 1963; a de Martin Luther King, em 1968; a de John Lennon, em 1980; a de Ayrton Senna, em 1994; e a do Rei Pel\u00e9, em 2023.<\/p>\n<p>Nada, por\u00e9m, marcou mais minha gera\u00e7\u00e3o do que a chegada do homem \u00e0 lua, em 1969. Afinal, o primeiro 69 a gente nunca esquece. T\u00e3o importante como o trocadilho do trocadilho, o ano de 69 tamb\u00e9m ficou marcado como o per\u00edodo mais produtivo de Gilberto Gil e Caetano Veloso como compositores. Rec\u00e9m-chegados ao ex\u00edlio em Londres, os doces b\u00e1rbaros emplacaram um sucesso atr\u00e1s do outro, entre eles Vitrines, Aquele Abra\u00e7o, C\u00e9rebro Eletr\u00f4nico, Futur\u00edvel, Baby, N\u00e3o Identificado, Irene, Atr\u00e1s do Trio El\u00e9trico, Marinheiro S\u00f3 e Lost In The Paradise. Como diziam os cr\u00edticos da \u00e9poca, em termos culturais, 69 foi uma arraso, apesar de toda a imbecilidade da censura vigente. J\u00e1 meio lun\u00e1tico pela profus\u00e3o de fatos, para mim 1969 come\u00e7ou de fato no dia 20 de julho, quando Neil Armstrong, comandante do m\u00f3dulo lunar Apolo 11, se converteu no primeiro ser humano a pisar na Lua.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o tinha televis\u00e3o em casa, mas lembro-me bem de suas primeiras palavras ao pisar no nosso sat\u00e9lite. &#8220;Este \u00e9 um pequeno passo para o ser humano, mas um salto gigantesco para a humanidade&#8221;. Estas palavras foram transmitidas para a Terra e ouvidas por centenas de milhares de pessoas. Anos mais tarde, soube que, justamente antes de voltar \u00e0 nave m\u00e3e, Armstrong fez um coment\u00e1rio enigm\u00e1tico e que por d\u00e9cadas ficou esquecido: &#8220;Boa sorte, sr. Gorsky.&#8221; Muita gente na Nasa imaginou um coment\u00e1rio sobre algum astronauta sovi\u00e9tico. Algum tempo de pesquisa e, ap\u00f3s checagens em todos os arquivos poss\u00edveis, verificaram que n\u00e3o havia nenhum Gorsky no programa espacial russo ou americano.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s dos anos, muita gente perguntou ao astronauta sobre o significado daquela frase sobre Gorsky, e ele sempre respondia com um sorriso maroto. Distante algumas boas milhas da Lua e da possibilidade de ouvir uma resposta on line, eu mesmo ficava enlouquecido todas as vezes em que entrava a vinheta da TV Globo anunciando uma not\u00edcia de \u00faltima hora. Na minha ainda pouco substanciada consci\u00eancia, acreditava que o tipo de revela\u00e7\u00e3o prometida por Neil Armstrong mereceria um plant\u00e3o global, inclusive interrompendo a programa\u00e7\u00e3o j\u00e1 antibolsonarista que previa a viuvez de Valdemar Costa Neto. Ficava ligado de dia, de noite e durante as madrugadas. Nada da sarnenta musiquinha da fam\u00edlia Marinho.<\/p>\n<p>Para meu \u00f3dio, a \u00faltima vez em que ouvi a tal musiquinha foi para ser informado sobre a fuga do mito para a terra do astronauta de m\u00e1rmore Donald Trump. Tive de esperar at\u00e9 5 de julho de 1995. Depois de mais uma brilhante confer\u00eancia, Neil Armstrong se encontrava na Ba\u00eda de Tampa, respondendo perguntas, quando, certamente estimulado por um rep\u00f3rter cearense, um jornalista norte-americano lembrou-lhe sobre a frase que ele havia pronunciado 26 anos atr\u00e1s. Desta vez, finalmente Armstrong aceitou responder. O sr. Gorsky havia morrido e agora Armstrong sentia que podia esclarecer a d\u00favida. Em 1938, sendo ainda crian\u00e7a em uma pequena cidade do Meio Oeste americano, Neil estava jogando baseball com um amigo no p\u00e1tio de sua casa.<\/p>\n<p>Num daqueles lances bizarros, a bola voou longe e foi parar no jardim ao lado, perto de uma janela da casa vizinha. Seus vizinhos eram justamente o senhor e a senhora Gorsky. Quando Neil agachou-se para pegar a bola, escutou que a senhora Gorsky gritava para o senhor Gorsky: &#8220;O que? Sexo anal? Voc\u00ea quer sexo anal? Sabe quando voc\u00ea vai ter acesso ao meu &#8216;Tonho&#8217;? S\u00f3 no dia em que o homem caminhar na lua!&#8221; Por isso, o astronauta Armstrong mandou o recado direto da Lua: &#8220;Boa sorte, sr. Gorsky.&#8221; Curioso de ber\u00e7o, fiquei de cabelos brancos de tanta pesquisa, mas ainda n\u00e3o consegui apurar se mestre Gorsky conseguiu o t\u00e3o desejado &#8220;Anos Dourados&#8221;. Armstrong morreu em agosto de 2012 certo de que o &#8216;Tonho&#8221; n\u00e3o resistiu ao toque na lua. Eu tenho a mesma impress\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Costumo perder o timing, mas jamais perco a oportunidade. Neste m\u00eas de julho, mais precisamente no dia 20, o mundo comemorou 54 anos da caminhada do engenheiro espacial Neil Armstrong e de outros astronautas no solo lunar. Ainda inacredit\u00e1vel para alguns, &#8220;visitar&#8221; a lua foi realmente &#8220;um gigantesco salto para a humanidade&#8221;. 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