{"id":311056,"date":"2023-08-15T00:00:53","date_gmt":"2023-08-15T03:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=311056"},"modified":"2023-08-15T09:13:40","modified_gmt":"2023-08-15T12:13:40","slug":"parcelamento-sem-juros-prejudica-consumidor-diz-haddad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/parcelamento-sem-juros-prejudica-consumidor-diz-haddad\/","title":{"rendered":"Parcelamento sem juros prejudica consumidor, diz Haddad"},"content":{"rendered":"<p>A solu\u00e7\u00e3o para o rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito n\u00e3o pode prejudicar o consumidor nem o com\u00e9rcio, disse nesta segunda-feira (14) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em entrevista a jornalistas, ele n\u00e3o adiantou qual seria a proposta preferida do governo para resolver o alto endividamento na modalidade, mas disse que o consumidor n\u00e3o pode ser prejudicado por medidas como o fim do parcelamento sem juros.<\/p>\n<p>\u201cO parcelado sem juros responde hoje por mais de 70% das compras feitas no com\u00e9rcio. Temos que ter muito cuidado para n\u00e3o afetar as compras do com\u00e9rcio e n\u00e3o gerar um outro problema para resolver o primeiro\u201d, afirmou Haddad no in\u00edcio da noite.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s herdamos uma taxa de juros absurda do rotativo e vamos ter que equacionar [essa quest\u00e3o], mas [a solu\u00e7\u00e3o] n\u00e3o passa por prejudicar o consumidor que est\u00e1 pagando as contas em dia.\u201d<\/p>\n<p>Sugerido pelos bancos para reduzir as taxas de juros do rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, o fim das compras parceladas sem juros op\u00f5e as institui\u00e7\u00f5es financeiras e o com\u00e9rcio. Haddad, no entanto, disse que os bancos precisam apresentar dados que justifiquem a necessidade de restringir o parcelamento, o que ainda n\u00e3o foi feito.<\/p>\n<p>Segundo o ministro, a previs\u00e3o \u00e9 que um grupo de trabalho formado por representantes do Minist\u00e9rio da Fazenda, do Banco Central, da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), da C\u00e2mara dos Deputados e do Senado encontre uma solu\u00e7\u00e3o em at\u00e9 90 dias.<\/p>\n<p>De acordo com o Banco Central, a taxa m\u00e9dia de juros do cr\u00e9dito rotativo fechou junho em 437,3% ao ano. Haddad reiterou que n\u00e3o h\u00e1 uma proposta oficial dos bancos em rela\u00e7\u00e3o ao rotativo e refor\u00e7ou que a solu\u00e7\u00e3o vir\u00e1 do grupo de trabalho. \u201cNosso foco \u00e9 o rotativo, n\u00e3o pode continuar como estar. Estamos levando ao Congresso Nacional, sobretudo \u00e0 C\u00e2mara, um compromisso feito pelo setor privado, pelos bancos p\u00fablicos e privados, de que isso tem que ter um prazo para terminar\u201d, declarou.<\/p>\n<p><strong>C\u00e2mara dos Deputados<\/strong><br \/>\nO ministro da Fazenda tamb\u00e9m disse ter ligado para o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Arthur Lira, para desfazer o mal-estar provocado por uma frase sobre a concentra\u00e7\u00e3o de poderes entre os deputados. Em entrevista ao podcast do jornalista Reinaldo Azevedo, gravada na sexta-feira (11) e que foi ao ar nesta segunda, Haddad disse que a C\u00e2mara \u201cest\u00e1 com um poder muito grande\u201d e que n\u00e3o poderia us\u00e1-lo para \u201chumilhar\u201d o Senado e o Poder Executivo.<\/p>\n<p>\u201cAs declara\u00e7\u00f5es foram tomadas como uma cr\u00edtica \u00e0 atual legislatura. Na verdade, estava fazendo uma reflex\u00e3o sobre o fim do chamado presidencialismo de coaliz\u00e3o. N\u00f3s t\u00ednhamos, nos dois primeiros governos [do presidente] Lula, um presidencialismo de coaliz\u00e3o que n\u00e3o foi substitu\u00eddo por uma rela\u00e7\u00e3o institucional mais est\u00e1vel. Defendi, na entrevista, que essa rela\u00e7\u00e3o fosse mais harm\u00f4nica e que pudesse produzir os melhores resultados\u201d, disse o ministro.<\/p>\n<p>Dizendo ter sido aconselhado por Arthur Lira a esclarecer as declara\u00e7\u00f5es, Haddad negou que as cr\u00edticas tenham tido car\u00e1ter pessoal. \u201cFiz quest\u00e3o de me comunicar com ele [Lira]. Foi excelente! Ele falou: &#8216;Haddad, talvez caiba um esclarecimento porque as pessoas est\u00e3o achando que foi uma cr\u00edtica pessoal e, \u00e0 luz de toda rela\u00e7\u00e3o estabelecida entre n\u00f3s, eu gostaria que voc\u00ea esclarecesse. E estou aqui para reiterar o que estou dizendo desde sempre&#8221;, contou.<\/p>\n<p>&#8220;Longe de mim criticar a atual legislatura. As pessoas est\u00e3o achando que foi uma cr\u00edtica pessoal e, \u00e0 luz de toda a rela\u00e7\u00e3o estabelecida entre n\u00f3s, eu gostaria de esclarecer isso\u201d, acrescentou o ministro. Haddad lembrou que, ao longo do primeiro semestre, trabalhou em conjunto com os deputados para aprovar, na C\u00e2mara, o novo arcabou\u00e7o fiscal, a reforma tribut\u00e1ria e o projeto do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a declara\u00e7\u00e3o, uma reuni\u00e3o de l\u00edderes com o relator do arcabou\u00e7o fiscal na C\u00e2mara, deputado Claudio Cajado (PP-BA), foi cancelada. O encontro estava previsto para esta noite.<\/p>\n<p><strong>Offshores<\/strong><br \/>\nO ministro afirmou que o governo deve enviar ao Congresso um projeto de lei para taxar as offshores (empresas mantidas para guardar recursos no exterior) se a Medida Provis\u00f3ria 1.171 perder a validade no fim deste m\u00eas. \u201cSe acontecer como foi com o Carf [que teve uma medida provis\u00f3ria convertida em projeto], podemos enviar um novo projeto de lei junto com a pe\u00e7a or\u00e7ament\u00e1ria\u201d, declarou.<\/p>\n<p>A proposta, que visa a mudar as regras de tributa\u00e7\u00e3o dos investimentos de brasileiros no exterior, foi incorporada \u00e0 medida provis\u00f3ria que reajustou o sal\u00e1rio m\u00ednimo para R$ 1.320 e atualizou a tabela do Imposto de Renda. O governo quer usar os recursos para zerar do d\u00e9ficit prim\u00e1rio em 2024.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A solu\u00e7\u00e3o para o rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito n\u00e3o pode prejudicar o consumidor nem o com\u00e9rcio, disse nesta segunda-feira (14) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. 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