{"id":311299,"date":"2023-08-18T00:01:50","date_gmt":"2023-08-18T03:01:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=311299"},"modified":"2023-08-18T08:01:51","modified_gmt":"2023-08-18T11:01:51","slug":"onu-julga-prisoes-de-brasileiros-feitas-por-fotos-policiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/onu-julga-prisoes-de-brasileiros-feitas-por-fotos-policiais\/","title":{"rendered":"ONU julga pris\u00f5es de brasileiros feitas por fotos policiais"},"content":{"rendered":"<p>O Comit\u00ea de Direitos Humanos da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), em Genebra, julga nesta sexta-feira (18) pris\u00f5es injustas feitas por reconhecimento atrav\u00e9s de \u00e1lbuns de fotografias das delegacias policiais. Dois casos que ser\u00e3o apreciados s\u00e3o do m\u00fasico Luiz Justino, 24 anos, e do guardador de carros Laudei de Oliveira, de 41 anos, que ficou preso por um ano equivocadamente. Os dois foram detidos e identificados na delegacia por fotografia. N\u00e3o havia outras provas.<\/p>\n<p>No dia 18 de mar\u00e7o de 2022, o advogado Raphael Costa, hoje coordenador legislativo do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, nomeado pelo ministro da Justi\u00e7a, Fl\u00e1vio Dino, apresentou den\u00fancia ao escrit\u00f3rio do Alto Comissariado da ONU. O caso foi aceito no dia 10 de agosto do ano passado e teve in\u00edcio o processo de an\u00e1lise de requerimentos.<\/p>\n<p>Costa confirmou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil o julgamento e disse que \u201cprender uma pessoa inocente \u00e9 uma das maiores viola\u00e7\u00f5es que o Estado pode cometer contra um cidad\u00e3o. Temos de garantir o respeito \u00e0 dignidade e \u00e0 liberdade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A den\u00fancia cita determina\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) e do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro que pro\u00edbe a pris\u00e3o de algu\u00e9m apenas por ter sido identificado por uma v\u00edtima na delegacia atrav\u00e9s de foto, sem que se tenha outras provas do crime.<\/p>\n<p>Uma decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) de janeiro de 2022 orienta que o reconhecimento de pessoa &#8211; presencialmente ou por fotografia &#8211; feito na fase do inqu\u00e9rito policial, apenas pode ser usado para identificar o r\u00e9u quando observadas outras formalidades previstas no C\u00f3digo de Processo Penal e quando confirmado por outras provas na fase judicial.<\/p>\n<p><strong>Pris\u00f5es injustas<\/strong><br \/>\nLevantamento da Defensoria P\u00fablica do Rio de Janeiro &#8211; junto com o Col\u00e9gio Nacional de Defensores P\u00fablicos Gerais &#8211; apontou que foram realizadas ao menos 90 pris\u00f5es injustas baseadas no m\u00e9todo, de 2012 a 2020, 73 delas no Rio de Janeiro. O estudo tamb\u00e9m mostrou que 81% dos registros que contavam com informa\u00e7\u00f5es sobre a ra\u00e7a dos acusados indicavam que eles eram negros.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, o presidente da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos e Assist\u00eancia Judici\u00e1ria da Ordem dos Advogados do Brasil, se\u00e7\u00e3o Rio de Janeiro, \u00c1lvaro Quint\u00e3o, comemorou a vit\u00f3ria obtida no \u00e2mbito da justi\u00e7a estadual e afirmou que a recomenda\u00e7\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a d\u00e1 imediatamente \u00e0 advocacia uma arma para provocar os magistrados a anular decis\u00f5es que resultaram em pris\u00f5es, principalmente preventivas, com base apenas em reconhecimento por fotografia.<\/p>\n<p>\u201cEspero que os magistrados cumpram a determina\u00e7\u00e3o da corte. Ela torna mais dif\u00edcil prender sem que se observe o devido processo legal, buscando outros tipos de instru\u00e7\u00e3o do processo al\u00e9m do reconhecimento fotogr\u00e1fico\u201d, finalizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Comit\u00ea de Direitos Humanos da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), em Genebra, julga nesta sexta-feira (18) pris\u00f5es injustas feitas por reconhecimento atrav\u00e9s de \u00e1lbuns de fotografias das delegacias policiais. 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