{"id":312848,"date":"2023-09-13T00:00:38","date_gmt":"2023-09-13T03:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=312848"},"modified":"2023-09-13T04:40:13","modified_gmt":"2023-09-13T07:40:13","slug":"amazonia-reune-22-das-mortes-de-defensores-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/amazonia-reune-22-das-mortes-de-defensores-da-terra\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia re\u00fane 22% das mortes de defensores da terra"},"content":{"rendered":"<p>Mais de um em cada cinco assassinatos de defensores da terra e do meio ambiente no mundo , registrados em 2022, ocorreram na Amaz\u00f4nia. No total, 177 pessoas perderam a vida em todo o planeta, sendo 39 (22%) na maior floresta tropical. \u00c9 o que mostra levantamento da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Global Witness, que h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada denuncia amea\u00e7as e mortes daqueles que se dedicam \u00e0 defesa do meio ambiente e da terra, entre eles ind\u00edgenas, guardas-florestais, autoridades e jornalistas.<\/p>\n<p>Pela primeira vez, a institui\u00e7\u00e3o contabilizou os ataques a defensores atuantes no bioma. A consultora s\u00eanior da Global Witness, Gabriella Bianchini, destaca que os n\u00fameros revelam a Amaz\u00f4nia como um dos lugares mais perigosos do mundo para os ativistas, com viol\u00eancia, tortura e amea\u00e7as compartilhadas pelas comunidades de toda a regi\u00e3o. A Amaz\u00f4nia tem quase 6,9 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados e abrange oito pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Segundo ela, ao atuarem contra a press\u00e3o agropecu\u00e1ria, desmatamento e garimpo ilegal, os defensores passam a ser intimidados e atacados.<\/p>\n<p>\u201cEsse n\u00famero assustador \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia do Estado: a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas focadas na prote\u00e7\u00e3o de defensores e defensoras, na preserva\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios tradicionais e na preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, e na demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios tradicionais, bem como a aus\u00eancia de responsabiliza\u00e7\u00e3o de empresas e outros agentes envolvidos em viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos de defensores e defensoras\u201d, disse a consultora \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>Um dos casos emblem\u00e1ticos dessa viol\u00eancia foi o do indigenista brasileiro Bruno Pereira e o jornalista brit\u00e2nico Dom Phillips, mortos no dia 5 de junho de 2022, v\u00edtimas de uma emboscada, enquanto viajavam de barco pela regi\u00e3o do Vale do Javari, no Amazonas.<\/p>\n<p><strong>Ind\u00edgenas<\/strong><br \/>\nOs ind\u00edgenas est\u00e3o entre os mais amea\u00e7ados. Mais de 36% dos ativistas assassinados no mundo, em 2022, eram de origem ind\u00edgena, o equivalente a 39 pessoas. Em seguida, est\u00e3o pequenos agricultores (22%) e afrodescendentes (7%). Somente na Amaz\u00f4nia, foram identificadas as mortes de 11 ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201cTodos os anos, defensores desse bioma de valor inestim\u00e1vel pagam com a pr\u00f3pria vida pela prote\u00e7\u00e3o de suas casas, meios de subsist\u00eancia e da sa\u00fade do nosso planeta\u201d, acrescenta a consultora.<\/p>\n<p>A entidade aponta o esfor\u00e7o em ampliar a prote\u00e7\u00e3o dos defensores na Am\u00e9rica Latina, regi\u00e3o com maior n\u00famero de assassinatos, por meio do Acordo Regional de Escaz\u00fa (firmado em abril de 2022), por\u00e9m a maioria dos pa\u00edses amaz\u00f4nicos ainda n\u00e3o aderiu.<\/p>\n<p><strong>Brasil<\/strong><br \/>\nO Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds mais letal para ativistas ambientais. Junto com Col\u00f4mbia e M\u00e9xico, respondem por mais de 70% dos casos em todo o mundo, equivalente a 125 mortes.<\/p>\n<p>No Brasil, foram 34 assassinatos no ano passado, contra 26, em 2021. Desde 2012, in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, 376 defensores perderam a vida em territ\u00f3rio brasileiro. A Col\u00f4mbia lidera o ranking mundial, com 60 assassinatos, quase o dobro de mortes registradas no pa\u00eds em 2021.<\/p>\n<p>Para a Global Witness, a situa\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 preocupante e foi agravada pela pol\u00edtica do governo passado. \u201cDefensores da terra no Brasil enfrentaram a hostilidade implac\u00e1vel do governo de Jair Bolsonaro, cujas pol\u00edticas escancararam a Amaz\u00f4nia \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o, desmontaram \u00f3rg\u00e3os ambientais e alimentaram invas\u00f5es ilegais de terras ind\u00edgenas\u201d, ressalta Gabriella Bianchini.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao governo atual, as entidades esperam pela reestrutura\u00e7\u00e3o \u201cde ag\u00eancias reguladoras e com a cria\u00e7\u00e3o de novos minist\u00e9rios que poder\u00e3o auxiliar na prote\u00e7\u00e3o daqueles que defendem o meio ambiente, como o Minist\u00e9rio dos Povos Ind\u00edgenas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nA Global Witness traz uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es para um ambiente seguro aos defensores da terra e do meio ambiente, como cumprimento ou formula\u00e7\u00e3o de leis que protegem os direitos dos ativistas. Tamb\u00e9m consta nas recomenda\u00e7\u00f5es a investiga\u00e7\u00e3o e responsabiliza\u00e7\u00e3o de empresas e governos pelos ataques e danos aos ativistas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de um em cada cinco assassinatos de defensores da terra e do meio ambiente no mundo , registrados em 2022, ocorreram na Amaz\u00f4nia. 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