{"id":312935,"date":"2023-09-14T17:20:47","date_gmt":"2023-09-14T20:20:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=312935"},"modified":"2023-09-14T17:43:10","modified_gmt":"2023-09-14T20:43:10","slug":"investigado-por-atos-golpistas-general-nega-negligencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/investigado-por-atos-golpistas-general-nega-negligencia\/","title":{"rendered":"Investigado por atos golpistas, general nega neglig\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Em depoimento \u00e0 CPMI dos Atos Golpistas, o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes negou qualquer tipo de neglig\u00eancia ou in\u00e9rcia dos militares no desmonte do acampamento montado em frente ao quartel general (QG) do Ex\u00e9rcito, em Bras\u00edlia. Segundo ele, o trabalho foi feito de maneira sin\u00e9rgica com pedidos de aumento de policiamento e de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o general era o comandante do Comando Militar do Planalto, portanto, o respons\u00e1vel pelo quartel. O general \u00e9 um dos investigados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Militar no inqu\u00e9rito que apura neglig\u00eancia ou omiss\u00e3o nas invas\u00f5es de 8 de janeiro.<\/p>\n<p>O militar relembrou os quase 70 dias de dura\u00e7\u00e3o do acampamento. Segundo ele, no auge das manifesta\u00e7\u00f5es, o local chegou a receber 100 mil pessoas, no dia 15 de novembro de 2022.<\/p>\n<p>Menezes acrescentou que a retirada das pessoas foi feita aos poucos. Na avalia\u00e7\u00e3o do general, o acampamento era uma manifesta\u00e7\u00e3o pac\u00edfica, e n\u00e3o havia raz\u00e3o para o Ex\u00e9rcito declar\u00e1-lo ilegal.<\/p>\n<p>\u201cO acampamento, na manifesta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o era considerado ilegal. Nenhum dos \u00f3rg\u00e3os competentes o declarou ilegal. N\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos condi\u00e7\u00e3o, compet\u00eancia para declar\u00e1-lo ilegal. N\u00f3s n\u00e3o poder\u00edamos atuar sem uma ordem, sob pena de cometermos abuso de autoridade. Era uma opera\u00e7\u00e3o muito complexa\u201d, disse.<\/p>\n<p>Durante o depoimento, o general foi confrontado com diversos v\u00eddeos de acampados que, na \u00e9poca, relataram receber apoio dos militares, como montagem das tendas e barracas, e foi questionado sobre impedimento da entrada da Pol\u00edcia Militar do Distrito Federal ao local no dia 8 de janeiro, quando golpistas atacaram e depredaram as sedes dos Tr\u00eas Poderes.<\/p>\n<p>Ele negou veementemente. E acrescentou que o perfil dos acampados mudou do dia 6 para o dia 7, v\u00e9spera dos atos golpistas.<\/p>\n<p>&#8220;O acampamento estava vazio. As pessoas que estavam no dia 6 eram pessoas com situa\u00e7\u00e3o muito vulner\u00e1vel, eram pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua. Pessoas que tinham vindo de outro estado e n\u00e3o tinham dinheiro para retornar aos seus estados. Essa era a situa\u00e7\u00e3o do acampamento no dia 6. No dia 7, houve um fluxo muito grande de \u00f4nibus para Bras\u00edlia. Essas pessoas chegaram no dia 7. As pessoas que estavam no dia 7 n\u00e3o eram as pessoas que estavam durante novembro e dezembro no acampamento.&#8221;<\/p>\n<p>No dia dos atos antidemocr\u00e1ticos, o ex-comandante disse que, por volta de meio-dia, o Gabinete de Seguran\u00e7a Institucional acionou o Comando Militar do Planalto. A partir da\u00ed, enviou as tropas de prontid\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois da destrui\u00e7\u00e3o, por volta das 21h, o foco foi no sentido de dissuadir o retorno dos manifestantes ao acampamento e no cumprimento da determina\u00e7\u00e3o judicial de retirar todos os acampados em 24 horas, o que por quest\u00f5es de seguran\u00e7a foi feito no dia seguinte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em depoimento \u00e0 CPMI dos Atos Golpistas, o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes negou qualquer tipo de neglig\u00eancia ou in\u00e9rcia dos militares no desmonte do acampamento montado em frente ao quartel general (QG) do Ex\u00e9rcito, em Bras\u00edlia. 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