{"id":313284,"date":"2023-09-22T08:35:43","date_gmt":"2023-09-22T11:35:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=313284"},"modified":"2023-09-22T09:28:07","modified_gmt":"2023-09-22T12:28:07","slug":"area-usada-pelo-garimpo-ilegal-aumenta-em-35-mil-hectares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/area-usada-pelo-garimpo-ilegal-aumenta-em-35-mil-hectares\/","title":{"rendered":"\u00c1rea usada pelo garimpo ilegal aumenta em 35 mil hectares"},"content":{"rendered":"<p>A \u00e1rea ocupada pelo garimpo ilegal no Brasil cresceu 35 mil hectares em 2022 na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (22) pelo MapBiomas. O levantamento mostrou que esse crescimento ocorreu principalmente na Amaz\u00f4nia, que em 2022 concentrava a quase totalidade (92%) da \u00e1rea garimpada no Brasil. Quase metade (40,7%) da \u00e1rea garimpada nesse bioma foi aberta nos \u00faltimos cinco anos. O principal interesse dos garimpeiros \u00e9 pelo ouro, com 85,4% dos 263 mil hectares garimpados para a extra\u00e7\u00e3o desse min\u00e9rio.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m revelou a concentra\u00e7\u00e3o do garimpo em \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o e restritas \u00e0 atividade, como nos Parques Nacionais do Jamanxin, do Rio Novo e da Amaz\u00f4nia, no Par\u00e1; na Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Juami Jupur\u00e1, no Amazonas, e na Terra Ind\u00edgena Yanomami (TI Yanomami), em Roraima. Segundo o MapBiomas, as tr\u00eas primeiras \u00e1reas s\u00e3o garimpadas h\u00e1 mais de 20 anos, mas as imagens de sat\u00e9lite revelam crescimento nos \u00faltimos 10 anos. J\u00e1 a \u00e1rea garimpada na Esec Juami Jupur\u00e1 tem menos de cinco anos e a TI Yanomami, teve aumento nos \u00faltimos 10 anos.<\/p>\n<p>\u201cO tamanho desses garimpos sobressai nos mapas, sendo facilmente identific\u00e1vel at\u00e9 por leigos. Surpreende que ano ap\u00f3s ano ainda subsistam. Sua exist\u00eancia e seu crescimento s\u00e3o evid\u00eancias de apoio econ\u00f4mico e pol\u00edtico \u00e0 atividade, sem os quais n\u00e3o sobreviveriam, uma vez que est\u00e3o em \u00e1reas onde o garimpo \u00e9 proibido\u201d, disse o coordenador t\u00e9cnico do mapeamento de minera\u00e7\u00e3o do MapBiomas, C\u00e9sar Diniz.<\/p>\n<p>Segundo o MapBiomas, o crescimento do garimpo em \u00e1reas protegidas em 2022 foi de 190% maior do que h\u00e1 cinco anos, com aumento de 50 mil hectares. Nesse ano, mais de 25 mil hectares em Terras Ind\u00edgenas e de 78 mil hectares em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o estavam ocupados pela atividade. Em 2018, eram 9,5 mil e 44,7 mil hectares. Em 2022, 39% da \u00e1rea garimpada no Brasil estava dentro de Terras Ind\u00edgenas ou de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas Terras Ind\u00edgenas, 15,7 mil hectares foram ocupados pelos garimpeiros em 2022, o que representa um aumento de 265%. O mapeamento mostra que 62,3% da \u00e1rea garimpada em Terras Ind\u00edgenas foi aberta nos \u00faltimos cinco anos. As Terras Ind\u00edgenas mais invadidas pelo garimpo s\u00e3o a Kayap\u00f3 (13,7 mil hectares), Munduruku (5,5 mil hectares), Yanomami (3,3 mil hectares), Tenharim do Igarap\u00e9 Preto (1 mil hectares) e Sai-Cinza (377 hectares).<\/p>\n<p>Nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, 43% da \u00e1rea explorada foi aberta nos \u00faltimos cinco anos. Segundo o MapBiomas, as mais invadidas s\u00e3o a APA do Tapaj\u00f3s (51,6 mil hectares), a Flona do Aman\u00e1 (7,9 mil hectares), Esec Juami Jupur\u00e1 (2,6 mil hectares), Flona do Crepori (2,3 mil hectares) e Parna do Rio Novo (2,3 mil hectares).<\/p>\n<p>\u201cUma das consequ\u00eancias do garimpo \u00e9 o assoreamento dos rios e a contamina\u00e7\u00e3o de suas \u00e1guas. As imagens de sat\u00e9lite mostram que as bacias mais afetadas pela atividade garimpeira s\u00e3o Tapaj\u00f3s, Teles Pires, Jamanxim, Xingu e Amazonas. Essas cinco bacias representam 66% da \u00e1rea garimpada do pa\u00eds, sendo Tapaj\u00f3s 20% (54,8 mil hectares) e Teles Pires 18% (48,1 mil hectares)\u201d, refor\u00e7a o documento do MapBiomas.<\/p>\n<p><strong>Minera\u00e7\u00e3o industrial<\/strong><br \/>\nDe acordo com os dados do mapeamento, n\u00e3o houve crescimento na \u00e1rea ocupada pela minera\u00e7\u00e3o industrial, que em 2022 ocupava os mesmos cerca de 180 mil hectares registrados em 2021. No ano passado, essa \u00e1rea correspondia a 40% do total explorado pela atividade no Brasil (443 mil hectares).<\/p>\n<p>Os estados com maior \u00e1rea ocupada pela atividade industrial com 76% da \u00e1rea (339 mil hectares) s\u00e3o Par\u00e1, Mato Grosso e Minas Gerais. O munic\u00edpio com maior \u00e1rea minerada no Brasil \u00e9 Itaituba, no Par\u00e1, com 71 mil hectares, 16% da \u00e1rea minerada do pa\u00eds. Em seguida v\u00eam Jacareacanga (PA) e Peixoto de Azevedo (MT), com 20 mil e 13 mil hectares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00e1rea ocupada pelo garimpo ilegal no Brasil cresceu 35 mil hectares em 2022 na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (22) pelo MapBiomas. O levantamento mostrou que esse crescimento ocorreu principalmente na Amaz\u00f4nia, que em 2022 concentrava a quase totalidade (92%) da \u00e1rea garimpada no Brasil. 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