{"id":315109,"date":"2023-10-21T05:34:19","date_gmt":"2023-10-21T08:34:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=315109"},"modified":"2023-10-21T05:37:50","modified_gmt":"2023-10-21T08:37:50","slug":"judeus-cristaos-e-muculmanos-vivem-uma-guerra-santa-sem-fim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/judeus-cristaos-e-muculmanos-vivem-uma-guerra-santa-sem-fim\/","title":{"rendered":"Judeus, crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos vivem uma guerra santa sem fim"},"content":{"rendered":"<p>O conflito entre israelenses e palestinos j\u00e1 dura 75 anos, mas o Hamas conseguiu desferir o maior ataque militar a Israel d\u00e9cadas, desencadeando uma rea\u00e7\u00e3o brutal que pode ampliar a carnificina em plena Terra Santa, ber\u00e7o das tr\u00eas grandes religi\u00f5es monote\u00edstas: o juda\u00edsmo, o islamismo e o cristianismo<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a de dias melhores na Terra Santa. O que era ruim ganhou propor\u00e7\u00f5es apocal\u00edpticas para os palestinos, depois que o Hamas decidiu aproveitar um feriado nacional em Israel para promover morte e destrui\u00e7\u00e3o. H\u00e1 15 dias o grupo lan\u00e7ou o maior ataque a Israel, com uma viol\u00eancia sem precedentes na maior ofensiva armada da organiza\u00e7\u00e3o nos territ\u00f3rios palestinos.<\/p>\n<p>O Hamas controla a Faixa de Gaza desde 2007. A \u00faltima vez que Israel sofreu um ataque assim foi em 1973, na Guerra do Yom Kippur, o maior fracasso militar desde que o Estado foi criado.<\/p>\n<p>Rompendo o cerco imposto pelo governo israelense h\u00e1 16 anos, militantes do Hamas soltaram 2.500 foguetes contra territ\u00f3rio israelense, ao mesmo tempo que promoviam uma invas\u00e3o por terra, com centenas de combatentes abrindo fogo contra civis e soldados. O resultado foi sanguin\u00e1rio, com 250 mortos e 1.590 mil feridos. Autoridades do governo israelense declararam estado de guerra e emerg\u00eancia nacional, com a convoca\u00e7\u00e3o de reservistas.<\/p>\n<p>Enfurecido, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu instou os palestinos a sa\u00edrem de Gaza e prometeu \u201creduzir os esconderijos do Hamas a ru\u00ednas\u201d. Tem cumprido com fervor a promessa de um contra-ataque contra civis e inocentes que j\u00e1 provocou pelo menos 3 mil mortos, sendo 1.500 palestinos. Ainda h\u00e1 6.200 feridos em Gaza. N\u00e3o sequer sequer qualquer tipo de constru\u00e7\u00e3o de corredores humanit\u00e1rios para entrada de m\u00e9dicos e equipes de ajuda para socorrer em Gaza.<\/p>\n<p>Apenas na quarta-feira, com os ataques a\u00e9reos israelenses ininterruptos morreram pelo menos 151 palestinos em Gaza. O ministro israelense anunciou que n\u00e3o haver\u00e1 eletricidade, combust\u00edvel ou ajuda humanit\u00e1ria em Gaza at\u00e9 que o Hamas libere todos os ref\u00e9ns.<\/p>\n<p>A f\u00faria do governo de direita foi t\u00e3o desproposital que at\u00e9 bombas com f\u00f3sforo branco foram lan\u00e7adas contra Gaza \u2014 este armamento \u00e9 proibido, porque o produto incendeia em contato com o oxig\u00eanio e queima tudo. A bomba de f\u00f3sforo branco \u00e9 uma arma de guerra proibida pelo direito internacional. Mas isso n\u00e3o parece ser levado em considera\u00e7\u00e3o pelo governo de Netanyahu.<\/p>\n<p>A Human Rights Watch denunciou crimes de guerra dos dois lados. Os ataques direcionados a civis por parte dos combatentes palestinos s\u00e3o viola\u00e7\u00f5es do direito internacional, mas tamb\u00e9m a \u201cpuni\u00e7\u00e3o coletiva\u201d \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de Gaza por for\u00e7as israelenses \u00e9 imperdo\u00e1vel. \u00c9 evidente que Israel \u00e9 um Estado que tem o direito de se defender de ataques, mas mesmo nessas circunst\u00e2ncias \u00e9 obrigado a respeitar o direito internacional dos direitos humanos. As mortes de civis, incluindo crian\u00e7as, causadas em Gaza pelos bombardeios israelenses n\u00e3o s\u00e3o justificadas.<\/p>\n<p>A ONG tamb\u00e9m destaca as d\u00e9cadas de repress\u00e3o sistem\u00e1tica do Estado de Israel ao povo palestino que vive na cidade de Gaza, sobretudo a partir de 2007, quando o Hamas tomou o controle da regi\u00e3o. A regi\u00e3o est\u00e1 sitiada desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>A cidade \u00e9 considerada a maior pris\u00e3o a c\u00e9u aberto do mundo, com pelo menos 2,1 milh\u00f5es de pessoas confinadas e sem ter direito a sair da regi\u00e3o ou qualquer tipo de autonomia. Gaza \u00e9 uma col\u00f4nia vigiada e sob forte vigil\u00e2ncia, debaixo do tac\u00e3o do governo israelense, agora sob o comando de uma coaliz\u00e3o da direita com a extrema-direita.<\/p>\n<p>O mais triste \u00e9 saber que os ataques do Hamas v\u00e3o colocar a crise humanit\u00e1ria que o povo palestino vive em segundo plano, tendo em vista que a possibilidade de um acordo de paz entre palestinos e israelenses parece agora mais longe de uma resolu\u00e7\u00e3o do que quando o Estado de Israel foi criado, h\u00e1 75 anos. E ocorrem quando os Acordos de Oslo, patrocinados pela Casa Branca, completam 30 anos.<\/p>\n<p>Hoje, ningu\u00e9m no Oriente M\u00e9dio acredita que a paz \u00e9 poss\u00edvel. \u201cH\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o esmagadora de que a lideran\u00e7a palestina cometeu um grande erro h\u00e1 cerca de 30 anos\u201d, disse o veterano pesquisador palestino Khalil Shikaki. \u201cA cren\u00e7a de que a solu\u00e7\u00e3o de dois Estados j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel tamb\u00e9m \u00e9 esmagadora e isso deixa as pessoas muito mais deprimidas\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a em Gaza ou na Cisjord\u00e2nia. A realidade dos palestinos \u00e9 uma ocupa\u00e7\u00e3o militar opressora que j\u00e1 dura mais de uma d\u00e9cada. Quando os Acordos de Oslo foram assinados, em 1993, havia pouco mais de 110 mil colonos judeus vivendo na Cisjord\u00e2nia, incluindo Jerusal\u00e9m Oriental. Hoje, o n\u00famero \u00e9 superior a 700 mil.<\/p>\n<p>Houve um tempo, na \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo 20, que se acreditava que com os Acordos de Oslo, os l\u00edderes da Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP) \u2013 reconhecida na \u00e9poca por Israel como representante leg\u00edtima do povo palestino \u2013 regressaram do ex\u00edlio no exterior. A OLP havia renunciado ao terrorismo e reconheceu o direito do Estado de Israel de existir.<\/p>\n<p>Ainda assim, cerca de 60% da Cisjord\u00e2nia permaneceu sob total controle israelense, embora houvesse entre os palestinos quem acreditava que seria poss\u00edvel ao povo expandir seu dom\u00ednio ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Mas o progresso foi interrompido. O colapso das negocia\u00e7\u00f5es de paz, em 2000, foi seguido pela f\u00faria palestina quando o l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o israelense, Ariel Sharon, visitou o local sagrado mais sens\u00edvel de Jerusal\u00e9m \u2014 o complexo da Mesquita de al-Aqsa, conhecido pelos judeus como Monte do Templo \u2014 buscando promover a soberania israelense naquele local.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia mortal da segunda Intifada palestina abalou o processo de paz e fortaleceu a extrema-direita de Israel. Ao mesmo tempo, extremistas ganharam apelo quando o Hamas passou a controlar a Faixa de Gaza a partir de 2007. Embora as negocia\u00e7\u00f5es tenham sido posteriormente mediadas pelos EUA, nada avan\u00e7ou. A \u00faltima rodada fracassou em 2014.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos meses foram os mais sangrentos na Cisjord\u00e2nia em anos, com ataques militares israelenses regulares, uma s\u00e9rie de tiroteios por militantes palestinos e viol\u00eancia crescente por parte de colonos extremistas. Algumas regi\u00f5es da Cisjord\u00e2nia \u2013 particularmente nas \u00e1reas de conflito de Nablus e Jenin \u2013 sa\u00edram do controle da Autoridade Nacional Palestina. Militantes do Hamas e da Jihad Isl\u00e2mica, ainda empenhados na luta armada contra Israel, passaram a influenciar a cria\u00e7\u00e3o de grupos novos e mais pulverizados.<\/p>\n<p>O \u00e1pice da tens\u00e3o estaria relacionado \u00e0 mesquita de Al-Aqsa, na \u00e1rea da cidade considerada sagrada por mu\u00e7ulmanos, judeus e crist\u00e3os. Em uma grava\u00e7\u00e3o de \u00e1udio divulgada no momento do ataque, Muhammad al-Deif, comandante da ala militar do Hamas, a Brigada al-Qassam, disse que a viol\u00eancia foi uma retalia\u00e7\u00e3o ao que chamou de \u201cataques di\u00e1rios \u00e0 mesquita Al-Aqsa\u201d que \u201cousaram insultar nosso profeta dentro dos p\u00e1tios da mesquita\u201d.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, nacionalistas judeus j\u00e1 haviam aumentado as visitas ao complexo onde alguns sonham em construir um novo templo judaico, o que vem gerando cr\u00edticas e rea\u00e7\u00f5es dos palestinos. Em 2000, por conta da visita de Sharon houve a segunda Intifada, uma onda de revolta de palestinos que resultou na morte de 4 mil pessoas entre judeus e mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p>Em abril, a pol\u00edcia israelense invadiu a mesquita usando granadas de efeito moral e balas de borracha, ap\u00f3s uma disputa sobre atividades religiosas no local. Em julho, o ministro de Seguran\u00e7a Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, visitou o local, no que foi considerado uma provoca\u00e7\u00e3o pelos palestinos. Em outras ocasi\u00f5es, judeus inclusive chegaram a se disfar\u00e7ar de mu\u00e7ulmanos para orarem ali.<\/p>\n<p>Al\u00e9m deste fato, os ataques de 15 dias atr\u00e1s tamb\u00e9m aconteceram em um momento de escalada de viol\u00eancia na Cisjord\u00e2nia, regi\u00e3o entre Israel e a Jord\u00e2nia, reivindicada pelos palestinos, mas que tem a presen\u00e7a de for\u00e7as israelenses desde 1967.<\/p>\n<p>Cerca de 3 milh\u00f5es de palestinos vivem na regi\u00e3o da Cisjord\u00e2nia (sem incluir os que moram em Jerusal\u00e9m Oriental), onde tamb\u00e9m est\u00e1 localizada Ramallah, a capital administrativa da Autoridade Nacional Palestina. Nos \u00faltimos anos, tem havido uma prolifera\u00e7\u00e3o de assentamentos judaicos ali. Embora sejam considerados ilegais pela ONU, tais assentamentos s\u00e3o diretamente estimulados pelo governo israelense. \u00c9 este o caldo de ressentimentos que explica a tens\u00e3o que n\u00e3o se dissipa.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es em Gaza pioram e tornam-se terr\u00edveis \u00e0 medida em que Israel mant\u00e9m a retalia\u00e7\u00e3o ao Hamas. A Casa Branca manda Antony Blinken a Tel Aviv.<\/p>\n<p>Com mais de 300 mil pessoas desabrigadas, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas alerta que a situa\u00e7\u00e3o em Gaza caminha para se tornar o maior \u201cdesastre humanit\u00e1rio\u201d no Oriente M\u00e9dio em d\u00e9cadas. Na semana seguinte ao ataque dop Hamas, enquanto as tropas israelenses se movimentavam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 fronteira para uma poss\u00edvel invas\u00e3o terrestre, Antony Blinken se reuniu com autoridades israelenses.<\/p>\n<p>Nada menos que 2,1 milh\u00f5es de residentes em Gaza enfrentam a escassez cr\u00edtica de alimentos, \u00e1gua e combust\u00edvel, enquanto as tropas israelenses anunciam uma uma poss\u00edvel invas\u00e3o terrestre. O New York Times descreve que \u201cIsrael est\u00e1 espancando Gaza com uma ferocidade n\u00e3o vista em conflitos passados e cortou suprimentos vitais para o territ\u00f3rio\u201d.<\/p>\n<p>Os militares de Israel dizem que est\u00e3o atingindo lugares usados pelo Hamas, que controla Gaza, incluindo mesquitas, casas e muitas localidades habitadas por civis. Palestinos dizem que os ataques a\u00e9reos est\u00e3o causando danos indiscriminados a civis e locais civis, e observadores independentes confirmaram que hospitais, escolas e ambul\u00e2ncias foram destru\u00eddas. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 de p\u00e2nico.<\/p>\n<p>A \u00fanica usina de Gaza parou de gerar eletricidade por falta de combust\u00edvel. Foram desligados todos os aparelhos, de geladeiras at\u00e9 as luzes. Grande parte da regi\u00e3o n\u00e3o tem \u00e1gua corrente. Os hospitais est\u00e3o sobrecarregados com pacientes feridos e ficando sem suprimentos vitais. O combust\u00edvel para geradores e ve\u00edculos est\u00e1 diminuindo rapidamente. Alimentos e \u00e1gua j\u00e1 s\u00e3o bens escassos. N\u00e3o est\u00e1 claro quando a ajuda humanit\u00e1ria ser\u00e1 permitida.<\/p>\n<p>\u201cEstamos enfrentando um enorme desastre\u201d, disse Adnan Abu Hasna, funcion\u00e1rio da ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas que ajuda os refugiados palestinos. Ele permanece em Gaza e descreveu as condi\u00e7\u00f5es como \u201cabsolutamente horr\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p>Com os Estados Unidos intensificando seus embarques de armas para Israel, o secret\u00e1rio Blinken se juntou ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em uma base militar em Tel Aviv. O encontro mandou uma mensagem clara para refor\u00e7ar o apoio a Israel \u201cenquanto a Am\u00e9rica existir\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu venho diante de voc\u00ea n\u00e3o apenas como secret\u00e1rio de Estado dos EUA, mas tamb\u00e9m como judeu\u201d, disse Blinken,. \u201cEu entendo em um n\u00edvel pessoal os ecos angustiantes que os massacres do Hamas carregam para os judeus israelenses em todos os lugares\u201d. E afirmou: \u201cEste \u00e9 um momento para clareza moral.\u201d Os \u00e1rabes, unidos, reagiram. Gaza n\u00e3o \u00e9 campo de concentra\u00e7\u00e3o. O pavio foi aceso e o barril de p\u00f3lvora explodiu. Como dissipar a fuma\u00e7a, \u00e9 uma inc\u00f3gnita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conflito entre israelenses e palestinos j\u00e1 dura 75 anos, mas o Hamas conseguiu desferir o maior ataque militar a Israel d\u00e9cadas, desencadeando uma rea\u00e7\u00e3o brutal que pode ampliar a carnificina em plena Terra Santa, ber\u00e7o das tr\u00eas grandes religi\u00f5es monote\u00edstas: o juda\u00edsmo, o islamismo e o cristianismo N\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a de dias melhores na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":315110,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[95],"class_list":["post-315109","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo","tag-capa"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/315109","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=315109"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/315109\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":315113,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/315109\/revisions\/315113"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/315110"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=315109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=315109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=315109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}