{"id":315658,"date":"2023-10-29T07:30:21","date_gmt":"2023-10-29T10:30:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=315658"},"modified":"2023-10-29T07:33:18","modified_gmt":"2023-10-29T10:33:18","slug":"esquerda-precisa-se-unir-para-desafio-de-voltar-ao-combate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/esquerda-precisa-se-unir-para-desafio-de-voltar-ao-combate\/","title":{"rendered":"Esquerda precisa se unir para desafio de voltar ao combate"},"content":{"rendered":"<p><em>&#8220;O socialismo comprometido com a democracia burguesa ainda \u00e9 uma forma de reprodu\u00e7\u00e3o do sistema capitalista de poder&#8221; \u2013 Florestan Fernandes.<\/em><\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 revista Casa de las Americas (Cuba), no in\u00edcio de 1990, Darcy Ribeiro fala-nos do desalento que naqueles idos se aplacava sobre os movimentos populares e socialistas: a esquerda latino-americana desanimada, a esquerda mundial acovardada. Naquela altura, no Brasil, sob o p\u00e1lio da Nova Rep\u00fablica, viv\u00edamos a experi\u00eancia dos governos neoliberais, vencidos os sonhos libert\u00e1rios da luta contra a ditadura. Conquist\u00e1ramos a democracia burguesa, numa guerra que conheceu o ferro e o fogo, deixando cicatrizes irremov\u00edveis, mas est\u00e1vamos ainda mais distantes da reforma social, raz\u00e3o de tudo.<\/p>\n<p>As consabidas dificuldades de compreender o processo hist\u00f3rico paralisam o movimento social e seus pretensos condutores se quedam, at\u00f4nitos, sem saber o que fazer. Os c\u00e9us sem nuvem e sem estrelas n\u00e3o sugerem caminhos. Por n\u00e3o haver entendido o significado da &#8220;revolu\u00e7\u00e3o brasileira&#8221;, n\u00e3o tivemos condi\u00e7\u00f5es de sustentar o governo Jango; por n\u00e3o havermos compreendido a natureza do golpe de 1964, ficamos impossibilitados de travar o combate que as condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas indicavam. Ap\u00f3s 21 anos de ditadura, os militares preestabelecem as condi\u00e7\u00f5es de descida da rampa do Planalto, e o regime da caserna, deca\u00eddo, se projeta no regime da redemocratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O des\u00e2nimo que afligia a gera\u00e7\u00e3o dos anos 90 alcan\u00e7ava o observador privilegiado, que se descobre, ele tamb\u00e9m, desamparado da esperan\u00e7a ut\u00f3pica, um projeto de ser, aquele valor que separa o guerreiro do homem med\u00edocre e opera como fonte de vida hist\u00f3rica: &#8220;Sendo como sou um homem de esquerda, me d\u00f3i este sentimento desesperan\u00e7ado que encontro aonde vou&#8221;. Inclusive entre os jovens, que n\u00e3o s\u00e3o mais os que o antrop\u00f3logo conheceu nas barricas parisienses de maio de 68.<\/p>\n<p>Darcy n\u00e3o cogita do pano de fundo hist\u00f3rico da tristeza e da apatia da alma ocidental na \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo: o desmoronamento da mais bela utopia humanista que o homem j\u00e1 concebera, despeda\u00e7ada nos escombros daquilo que se convencionou denominar de &#8220;socialismo real&#8221;. O mundo dos sonhos cedia espa\u00e7o \u00e0 desesperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Despida de desafios, sem alternativas por construir, e plena de d\u00favidas e de interroga\u00e7\u00f5es, a pol\u00edtica fracassara. Era o momento azado de balan\u00e7os pol\u00edticos e existenciais sobre os 74 anos da revolu\u00e7\u00e3o russa, posta na soleira da hist\u00f3ria. Encerrava-se, em dezembro de 1991, com um suic\u00eddio burocr\u00e1tico, uma longa e dolorosa saga de lutas por transforma\u00e7\u00e3o social. Encerravam-se as expectativas ensejadas pela vit\u00f3ria sobre o fascismo na Segunda Guerra Mundial, mas a sociedade solid\u00e1ria e a paz continuavam distantes.<\/p>\n<p>Diante de uma humanidade perplexa, jazia, sem luta, sem resist\u00eancia, o campo sovi\u00e9tico que anunciara ao mundo a alvorada: promessa de conten\u00e7\u00e3o do imperialismo e esperan\u00e7a de constru\u00e7\u00e3o de uma nova ordem mundial, livre do colonialismo e do imperialismo. Sua queda representava a derrota de todos os revolucion\u00e1rios do mundo naquele s\u00e9culo, e anunciava a vit\u00f3ria final e definitiva do capitalismo.<\/p>\n<p>A esquerda, em todo o mundo, despreparada para a orfandade inesperada, se quedava sem esp\u00f3lio, e caminhava claudicante \u00e0 procura de um ponto de apoio, fosse de recuo, fosse a imagina\u00e7\u00e3o de um novo sonho (sem o que \u00e9 imposs\u00edvel lutar), fosse a expectativa de recupera\u00e7\u00e3o de seus valores amea\u00e7ados. A URSS, a Roma dos comunistas e socialistas, optara pepela autoimola\u00e7\u00e3o e seu fracasso abria o cen\u00e1rio para a onipot\u00eancia estadunidense. O fim da hist\u00f3ria era o decreto que se abatia sobre as grandes massas trabalhadoras, condenadas a uma di\u00e1spora ideol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Findava-se a era das utopias.<\/p>\n<p>A debacle sovi\u00e9tica (e com ela o fim de uma ortodoxia doutrin\u00e1rio-ideol\u00f3gica) havia enterrado o projeto do &#8220;socialismo real&#8221; (o \u00fanico que se pensava poss\u00edvel) e punha em quest\u00e3o a for\u00e7a libert\u00e1ria do marxismo-leninismo, nada obstante ainda estivesse presente a dedica\u00e7\u00e3o dos comunistas e socialistas na luta por um mundo que antes parecia caminhar para uma sociedade, sen\u00e3o igualit\u00e1ria, certamente menos in\u00edqua em compara\u00e7\u00e3o \u00e0quela que herd\u00e1vamos. J\u00e1 seria uma vit\u00f3ria havermos chegado ao final do s\u00e9culo XX vendo \u00e0 dist\u00e2ncia a amea\u00e7a do armagedon nuclear, e os comunistas se identificavam, em todo o mundo, na defesa da paz. Nem tudo era perda, por certo, mas a derrota do modelo burocr\u00e1tico abalara, em todo o mundo, o projeto socialista, demolindo uma a uma suas pra\u00e7as, a come\u00e7ar pela batalha ideol\u00f3gica, trazendo \u00e0 cena a crise dos partidos.<\/p>\n<p>Os partidos comunistas e socialistas pagariam o pre\u00e7o da autodissolu\u00e7\u00e3o, e o ponto de incis\u00e3o foram os grandes partidos comunistas da It\u00e1lia e da Fran\u00e7a. Cada um, segundo sua natureza e sua hist\u00f3ria, em processo que percorreu o mundo, conheceu a partir dali sua decad\u00eancia. E dela n\u00e3o se viu livre a Am\u00e9rica Latina. Ficara o que Darcy identificava como &#8220;a falta de ter em que acreditar, at\u00e9 entre gente jovem&#8221;.<\/p>\n<p>O fim das organiza\u00e7\u00f5es implicou o recesso da luta ideol\u00f3gica, deixando com a direita o monop\u00f3lio da fala. A dificuldade de compreender o processo hist\u00f3rico determinou tanto o recesso do trabalho organizativo quanto o dever da educa\u00e7\u00e3o das massas, atra\u00eddas por apelos de integra\u00e7\u00e3o no sistema, induzida pelo capitalismo monopolista que avan\u00e7ava mesmo na periferia subdesenvolvida.<\/p>\n<p>Darcy, que foi poupado de conhecer a hist\u00f3ria do presente (seu ponto de observa\u00e7\u00e3o era a Fran\u00e7a mirando para o ent\u00e3o terceiro mundo) via parcelas ponder\u00e1veis de nossas esquerdas, deprimidas por algo como uma crise existencial coletiva, darem um passo atr\u00e1s &#8220;avassaladas frente a uma direita agressiva, soberba e at\u00e9 insolente&#8221;.<\/p>\n<p>No nosso s\u00e9culo, por for\u00e7a de inumer\u00e1veis fatores, a revolu\u00e7\u00e3o social se transmuda em reformismo, e, em muitos casos, a &#8220;direita agressiva&#8221; amea\u00e7a a civiliza\u00e7\u00e3o, impondo \u00e0 esquerda &#8212; voltamos ao Brasil&#8211; o compromisso de defender a ordem, depois da trai\u00e7\u00e3o dos liberais, da ren\u00fancia pol\u00edtica da social-democracia paulista e do tr\u00e2nsito da direita dita civilizada para uma extrema-direita de \u00edndole fascista.<\/p>\n<p>A conting\u00eancia imp\u00f4s \u00e0 esquerda brasileira \u2013 j\u00e1 sem aquela influ\u00eancia exercida pelos quadros comunistas no passado remoto \u2013 o dever presente de defender a institucionalidade democr\u00e1tica, ante as amea\u00e7as do projeto protofascista que, derrotado nas urnas em 2022, permanece ativo, construindo essa contradi\u00e7\u00e3o por resolver: o conformismo da esquerda, seu espanto e s apatia (que tanto incomodavam Darcy), e o inconformismo de uma &#8220;direita agressiva, soberba e at\u00e9 insolente&#8221;, presente e majorit\u00e1ria na governan\u00e7a do mundo.<\/p>\n<p>O quadro de hoje, portanto, parece mais grave do que aquele que o autor de O povo brasileiro analisa. Ele pode ser reduzido ao avan\u00e7o da direita em todo o mundo e em todos os campos da vida social, pois se expressa tanto do ponto de vista ideol\u00f3gico quanto no campo militar e tecnol\u00f3gico, alimenta conflitos, fomenta guerras e realinhamentos geopol\u00edticos-estrat\u00e9gicos, na prepara\u00e7\u00e3o do conflito com a Eur\u00e1sia, na disputa inevit\u00e1vel pela hegemonia do mundo, opondo principalmente EUA e China, ao fim e ao cabo um conflito intercapitalista, o que, todavia, n\u00e3o pode esconder o papel progressista desempenhado presentemente pela Rep\u00fablica fundada por Mao Zedong.<\/p>\n<p>Os EUA de hoje, uma presa agressiva da d\u00edade Trump-Biden, oscilam entre a direita do Partido Democrata e a ultradireita do Partido Republicano, representa\u00e7\u00f5es da polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-social do maior arsenal at\u00f4mico do mundo. \u00c9 desse Estado belicoso, express\u00e3o maior do grande capital na crise aguda em que se que encontra o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, que a humanidade v\u00ea crescer a hegemonia econ\u00f4mico-militar sobre o mundo, na busca da unipolaridade.<\/p>\n<p>Tanto quanto seu arsenal b\u00e9lico funcionam os mecanismos de manipula\u00e7\u00e3o de &#8220;cora\u00e7\u00f5es e mentes&#8221;: os marines s\u00e3o precedidos pela batalha ideol\u00f3gica e o controle das fontes de informa\u00e7\u00e3o. A grande imprensa brasileira, servidora da vis\u00e3o de mundo do Departamento de Estado, \u00e9 exemplo paradigm\u00e1tico de nossa depend\u00eancia, que \u00e9 a depend\u00eancia ideol\u00f3gica do chamado &#8220;Ocidente&#8221;, que nada nos pode oferecer, sen\u00e3o consolidar nosso papel &#8220;de proletariado externo das pot\u00eancias c\u00eantricas&#8221;, como observou Darcy.<\/p>\n<p>Variados foram os t\u00edtulos da irrealizada revolu\u00e7\u00e3o brasileira: nacional libertadora (quando a &#8220;quest\u00e3o nacional&#8221; se sobrepunha \u00e0 &#8220;quest\u00e3o social&#8221;), democr\u00e1tico burguesa, antifeudal e anti-imperialista etc. Pensou-se at\u00e9, nos idos dos anos 1960, em revolu\u00e7\u00e3o socialista por dentro do regime, sonho esmagado pelos militares em 1964. Intentamos marchas sert\u00e3o adentro e, por n\u00e3o conhecer o processo hist\u00f3rico, que n\u00e3o concilia com transplantes revolucion\u00e1rios, chegamos mesmo a uma tentativa de putsch, o erro crasso de 1935, para em seguida renunciarmos \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria e abra\u00e7armos a luta nacionalista. Optamos, por fim, pela composi\u00e7\u00e3o com a institucionalidade, pelo que a estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria foi substitu\u00edda pela t\u00e1tica da composi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mediante a hip\u00f3tese de conquista de governos de centro-esquerda para fazer por dentro do Estado burgu\u00eas, e no capitalismo, a reforma social poss\u00edvel.<\/p>\n<p>O sucesso pol\u00edtico da campanha de 1989 disse \u00e0s esquerdas brasileiras, e disse principalmente ao PT, a organiza\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica, que j\u00e1 era poss\u00edvel a conquista do governo mediante o processo eleitoral. Dessa avalia\u00e7\u00e3o derivaria nossa pol\u00edtica coletiva desde aquele ent\u00e3o: a necessidade de compor com o establishment. Sua execu\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, exigiu a ren\u00fancia a qualquer proposta socialista e imp\u00f4s a op\u00e7\u00e3o social-democrata de governo, que tanto combat\u00earamos. Ao fim e ao cabo, a op\u00e7\u00e3o t\u00e1tica de conquista do governo \u2013 limites aos sonhos e apego \u00e0s composi\u00e7\u00f5es \u2013 imp\u00f4s s\u00e9rias limita\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas.<\/p>\n<p>A esquerda, para vencer as elei\u00e7\u00f5es, haveria de caminhar ao centro e, para governar, compor com a direita. Os melhores programas partid\u00e1rios ou de governo teriam de passar pela destilaria da realpolitik. Assim, o PT deixou de falar em socialismo, a esquerda deixou de denunciar a sociedade de classes, a organiza\u00e7\u00e3o popular foi relegada \u00e0s tra\u00e7as, a forma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica das massas populares e sindicais esquecida. E sobre a revolu\u00e7\u00e3o abateu-se sil\u00eancio sepulcral. O socialismo, no projeto de um partido prolet\u00e1rio revolucion\u00e1rio, foi remetido \u00e0s calendas gregas, dizia-me h\u00e1 pouco, sem qualquer eiva de cr\u00edtica, um amigo dirigente comunista.<\/p>\n<p>Hoje, no governo, trabalhamos com afinco e sinceridade para tornar a sociedade de classes suport\u00e1vel pelas grandes massas.<\/p>\n<p>Como observa Florestan Fernandes, escrevendo sobre esse tempo &#8220;a revolu\u00e7\u00e3o socialista perdeu a sua poesia e o advento do comunismo passou a ser negligenciado&#8221; (Contra o socialismo legalista), esquecidas nossas lideran\u00e7as de que a alternativa socialista n\u00e3o cai do c\u00e9u, n\u00e3o banha as flores como o orvalho, nem rega a terra como a chuva. O socialismo, ensina o mestre de todos n\u00f3s, que acabo de citar, \u00e9 o fruto do confronto direto de for\u00e7as irremediavelmente antag\u00f4nicas, o tour de force do embate com a vida concreta no mundo real: o trabalho como mercadoria, a explora\u00e7\u00e3o da mais-valia como fundamento do lucro, a acelera\u00e7\u00e3o da acumula\u00e7\u00e3o capitalista premiando o rentismo e a especula\u00e7\u00e3o, enfim a luta de classes, subsumida, hoje, pela integra\u00e7\u00e3o na institucionalidade burguesa como aspira\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u00c9 o Brasil da industrializa\u00e7\u00e3o da segunda metade do s\u00e9culo passado, o capitalismo monopolista que se segue ao fim da Segunda Guerra Mundial, a vit\u00f3ria dos EUA na contenda da Guerra Fria e, seu corol\u00e1rio, a associa\u00e7\u00e3o das burguesias nacionais com o imperialismo. E que chega \u00e0 atualidade reproduzindo o in\u00edcio da hist\u00f3ria: somos pa\u00eds pobre nos sub\u00farbios do capitalismo dependente.<\/p>\n<p>Este, o quadro de hoje, quando precisamos salvar, com base no apoio popular, negligenciado, o governo do presidente Lula, minado pela coabita\u00e7\u00e3o com o Centr\u00e3o e a direita, fragilizado em face de sua minoria em um Congresso reacion\u00e1rio e chantagista, minado em suas bases pela resist\u00eancia da caserna, pelo agroneg\u00f3cio predador, irm\u00e3o g\u00eameo dos grileiros e garimpeiros que destroem o meio ambiente e o habitat dos povos origin\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>*Ministro da Ci\u00eancia e Tecnologia no primeiro governo Lula<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O socialismo comprometido com a democracia burguesa ainda \u00e9 uma forma de reprodu\u00e7\u00e3o do sistema capitalista de poder&#8221; \u2013 Florestan Fernandes. 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