{"id":315862,"date":"2023-11-01T04:43:31","date_gmt":"2023-11-01T07:43:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=315862"},"modified":"2023-11-01T06:58:34","modified_gmt":"2023-11-01T09:58:34","slug":"gal-nome-e-a-gal-interprete-refletem-tudo-em-filme","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/gal-nome-e-a-gal-interprete-refletem-tudo-em-filme\/","title":{"rendered":"Gal, nome, e a Gal, int\u00e9rprete, refletem tudo em filme"},"content":{"rendered":"<p>Entre as estreias de \u201cO Nome Dela \u00e9 Gal\u201d e \u201cMeu Nome \u00e9 Gal\u201d h\u00e1 uma dist\u00e2ncia de seis anos e uma cineasta. O nome dela \u00e9 Dandara Ferreira, que dirigiu o document\u00e1rio (2017) em quatro epis\u00f3dios e, logo em seguida, engatou num projeto de prosseguir contando a hist\u00f3ria de Gal Costa, desta vez em forma de um longa de fic\u00e7\u00e3o. De acordo com o plano, a vida de Maria da Gra\u00e7a Penna Burgos Costa, nascida em Salvador em 26 de setembro de 1945, seria narrada, com a participa\u00e7\u00e3o da cantora, em pelo menos tr\u00eas partes.<\/p>\n<p>O filme que estreou em 12 de outubro est\u00e1 delimitado por dois marcos importantes na carreira de Gal: da sa\u00edda de Salvador em 1965 \u00e0 estreia do show \u201cFa-Tal \u2013 Gal a Todo Vapor\u201d. Parece curto demais, para uma carreira mais de quase seis d\u00e9cadas, mas \u00e9 justo o per\u00edodo em que se arma a Tropic\u00e1lia, da qual ela seria a voz mais distintiva. Para Dandara Ferreira, que recebeu a reportagem da revista Focus Brasil na semana de estreia do filme, essa era uma maneira abordar esse per\u00edodo formativo e totalmente decisivo na carreira art\u00edstica de Gal Costa, ao mesmo tempo que tra\u00e7ar uma linha narrativa que desse conta dos dilemas e das crises de uma jovem mulher.<\/p>\n<p>\u201cO filme \u00e9 justamente isso, sobre essa menina t\u00edmida que acaba entrando num dos movimentos culturais, est\u00e9ticos, pol\u00edticos mais importantes daquele per\u00edodo, que \u00e9 a Tropic\u00e1lia; sobre como que ela enfrentou, como que ela lidou com isso, com a ditadura, com a moralidade\u201d, afirma Dandara. A diretora, que tamb\u00e9m faz um pequeno papel no filme, como ningu\u00e9m menos que Maria Bet\u00e2nia, conversou com a reportagem da revista Focus sobre o filme que fez, em duas semanas, mais de 100 mil espectadores.<\/p>\n<p>Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.<\/p>\n<p><strong>Assisti o filme no cinema aqui e fiquei impressionada com a quantidade de jovens na plateia \u2013 e que aplaudiram o filme quando acabou\u2026<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9, isso que \u00e9 bom, essa molecada se conectando com Gal. Na verdade, desde que Gal gravou \u201cRecanto\u201d percebo que tem uma juventude se conectando com a m\u00fasica de Gal. E ela ficava muito feliz com isso. Eu lembro que, na \u00e9poca que ela fez o \u201cRecanto\u201d com o Caetano, um disco novo, que marcava um retorno dela aos palcos, ela ia fazer um show no Circo Voador, por sugest\u00e3o do Moreno. Ela ficou meio na d\u00favida, achando que os jovens n\u00e3o iriam ao show dela. Depois, ela comentou como ficou impressionada de ter restabelecido uma conex\u00e3o com a juventude\u2026 A juventude se conecta com Gal.<\/p>\n<p><strong>Eu diria que pelo menos uma explica\u00e7\u00e3o quase \u00f3bvia e outra nem tanto. A m\u00fasica pop (e a\u00ed nisso eu incluo a m\u00fasica popular brasileira) vive um pouco de \u201ceterno retorno\u201d: a cada 20 ou 30 anos, algu\u00e9m redescobre uma tend\u00eancia incr\u00edvel de 20 ou 30 anos atr\u00e1s. A outra \u00e9 que a Gal que virou \u201ca maior cantora do Brasil\u201d tinha mesmo uma pot\u00eancia juvenil no canto dela. A escolha de Sophie Charlotte para protagonista, uma jovem atriz global, obedeceu a algum c\u00e1lculo no sentido de atrair essa audi\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o teve, Bia. Foi coincid\u00eancia total. Esse projeto tem seis anos e foi de l\u00e1 para c\u00e1, foi que Sophie Charlotte, que j\u00e1 se destacava como uma atriz promissora, ficou ainda mais popular. E foi ainda mais recente, por causa desses \u00faltimos trabalhos dela, essa novela \u201cTodas as Flores\u201d. A Gal sempre disse que ela era uma pessoa intuitiva, mas acho que foi tamb\u00e9m uma intui\u00e7\u00e3o minha. Na hora que fomos montar o projeto, eu pensei na Sophie, me veio a Sophie, n\u00e3o sei por qu\u00ea. Se voc\u00ea olha para a Sophie, n\u00e3o \u00e9 a apar\u00eancia f\u00edsica que remete ela \u00e0 Gal, ou pelo menos, n\u00e3o \u00e9 a primeira coisa que chama a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas me veio a Sophie na cabe\u00e7a, eu acho que veio tamb\u00e9m por causa de um filme que ela fez chamado \u201cSerra Pelada\u201d, era um papel dela que n\u00e3o era t\u00e3o grande, ela n\u00e3o era a protagonista, mas a personagem dela tinha uma express\u00e3o corporal e uma sensualidade que a Gal tamb\u00e9m tinha, principalmente nesse recorte de tempo do filme. Acho que isso ficou na minha cabe\u00e7a. Eu n\u00e3o sabia nem que Sophie sabia cantar. E a\u00ed quando eu liguei para a Gal e falei que estava pensando na Sophie, a Gal falou \u201cpuxa, excelente escolha\u201d. E ela falou mais duas coisas: a primeira era que Sophie tem uma do\u00e7ura no olhar que ela tinha tamb\u00e9m na mesma idade. E tamb\u00e9m mencionou falou que a Sophie tinha um timbre muito pr\u00f3ximo ao dela. Foi a\u00ed que perguntei: \u201cmas como \u00e9 que voc\u00ea sabe?\u201d Gal me contou que tinha visto ela cantando \u201cSua Estupidez\u201d com Roberto Carlos. Quando eu vi esse v\u00eddeo, num especial de final de ano, foi que rolou uma conex\u00e3o mesmo. Liguei para ela: \u201cSophie, eu dirigi um document\u00e1rio da Gal, agora estou com esse projeto de fic\u00e7\u00e3o\u201d. Ela na hora virou e perguntou: \u201cQue dia a gente come\u00e7a?\u201d Foi assim.<\/p>\n<p><strong>E essa escolha que voc\u00ea me relata como uma sucess\u00e3o de acasos mais provou sair uma escolha acertada?<\/strong><\/p>\n<p>Muito. \u00c9 curioso, porque, no come\u00e7o, logo que foi anunciado o filme, as pessoas apontavam mil coisas: ela n\u00e3o \u00e9 baiana ou n\u00e3o parece fisicamente com a Gal. E eu estou vendo que agora as pessoas se impressionaram bastante. Pode ser que, no primeiro olhar, Sophie n\u00e3o se pare\u00e7a com Gal, mas Sophie trouxe, at\u00e9 por ser t\u00e3o boa atriz, uma coisa de corpo\u2026 Porque quando a gente fala de Gal, a gente fala muito da voz. Gal \u00e9 a voz, mas Gal \u00e9 corpo tamb\u00e9m. Gal sempre se comunicou atrav\u00e9s do corpo. Inclusive nesse recorte que a gente est\u00e1 falando, no final dos anos 1960 para os 1970, ela se tornou a voz pol\u00edtica, n\u00e3o s\u00f3 por causa das m\u00fasicas, mas tamb\u00e9m pela comunica\u00e7\u00e3o est\u00e9tica do seu corpo em cena. E Sophie trouxe isso. Teve um dia que a gente estava filmando uma cena, aquela festa no apartamento dela j\u00e1 ali naquele per\u00edodo do \u201cFa-tal\u201d, ou seja, em 1971, que Sophie come\u00e7ou a fazer umas movimenta\u00e7\u00f5es que me deixaram emocionada no set de filmagem. Precisa dizer que sou uma pessoa muito conectada com Gal, conhe\u00e7o bastante, sou f\u00e3 mesmo. E falei: \u201cgente, que impressionante como que ela trouxe na sutileza esse corpo de Gal\u201d. E nesse sentido, no filme tem esse tempo de ela virar a Gal. O filme \u00e9 justamente isso, sobre essa menina t\u00edmida que acaba entrando num dos movimentos culturais, est\u00e9ticos, pol\u00edticos mais importantes daquele per\u00edodo, que \u00e9 a Tropic\u00e1lia; obre como que ela enfrentou, como que ela lidou com isso, com a ditadura, com a moralidade. Tamb\u00e9m \u00e9 a hist\u00f3ria de uma g\u00eanese, a transforma\u00e7\u00e3o da Maria da Gra\u00e7a em Gracinha e da\u00ed para a Gal Costa. Quando ela chega, ela ainda \u00e9 essa menina t\u00edmida, jo\u00e3ogilbertiana, que a\u00ed se transforma em tropicalista. \u00c9 uma transforma\u00e7\u00e3o muito grande, que exige bastante dela e que ela vai correspondendo. Logo quando a gente come\u00e7ou o projeto, eu j\u00e1 tinha toda a pesquisa ainda do meu document\u00e1rio, que serviu de base para o projeto agora. E eu sempre mostrava para a equipe umas imagens da Gal. \u00c9 muito surpreendente l\u00e1 no come\u00e7o mesmo, quando ela come\u00e7ou ali nos programas de televis\u00e3o, nos primeiros festivais\u2026 Voc\u00ea v\u00ea que Gal est\u00e1 cantando com ombro totalmente curvado. Ela n\u00e3o toca no microfone, parecendo ter medo do microfone. A\u00ed j\u00e1 no \u201cDivino Maravilhoso\u201d, voc\u00ea j\u00e1 v\u00ea a transforma\u00e7\u00e3o. E no \u201cFa-tal\u201d, ent\u00e3o ela j\u00e1 est\u00e1 com muita intimidade. Esse microfone, ela roda com ele, ela anda com ele, est\u00e1 \u00edntima do seu instrumento e ela j\u00e1 mostra uma presen\u00e7a de palco que \u00e9 muito chocante. E a Sophie foi trazendo essa transforma\u00e7\u00e3o no corpo e na voz tamb\u00e9m. A voz, no come\u00e7o, \u00e9 um pouquinho mais doce, depois come\u00e7a essa fase mais tropicalista, tem o gritar\u2026 O grito da Gal era muito para a ditadura militar, uma resposta a ela.<\/p>\n<p><strong>Por que voc\u00ea definiu exatamente esse recorte para o primeiro epis\u00f3dio?<\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Ent\u00e3o, Bia, porque normalmente a cinebiografia sempre tenta contar a vida inteira do personagem, do artista. E voc\u00ea acaba nunca se aprofundando muito, porque \u00e9 muito dif\u00edcil voc\u00ea em uma hora e meia, duas horas, voc\u00ea contar a hist\u00f3ria de uma vida inteira, todas essas viv\u00eancias. Ent\u00e3o, desde o come\u00e7o, desde o princ\u00edpio, a gente sempre partiu de que deveria pensar no recorte. Para mim, eu especificamente sou muito f\u00e3 da Tropic\u00e1lia. Fora a Semana de 22, a Tropic\u00e1lia foi\u2026 \u00c9 um movimento cultural, est\u00e9tico, art\u00edstico, pol\u00edtico, entre os mais importantes para a cultura brasileira. Ent\u00e3o, n\u00e3o tinha como a gente n\u00e3o contar essa hist\u00f3ria sem passar pela Tropic\u00e1lia, at\u00e9 porque Gal se tornou uma personagem importante da Tropic\u00e1lia. Foi uma das principais vozes femininas, pelo menos foi a voz feminina da Tropic\u00e1lia, foi Gal. E a gente tamb\u00e9m, esse roteiro, esse filme-projeto tamb\u00e9m demorou muito por causa do roteiro, porque era muito dif\u00edcil a gente contar essa hist\u00f3ria, porque Gal, diferente, por exemplo, de Elis, cuja hist\u00f3ria tem muitos marcos externos. Gal \u00e9 muito uma transforma\u00e7\u00e3o interna e isso \u00e9 muito dif\u00edcil voc\u00ea colocar em cinema, \u00e9 muito dif\u00edcil. Esse roteiro ia para l\u00e1, ia para c\u00e1, ia para l\u00e1, ia para c\u00e1, e a gente n\u00e3o conseguia ter esse roteiro. Na ideia inicial, o filme come\u00e7ava na Bahia, tinha esse ano 60, 70 ali, essa ida para o Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, e terminava no Gal Tropical, ali na fase dela de sucesso j\u00e1 nos anos 1980. S\u00f3 que a gente viu que n\u00e3o estava encaixando, n\u00e3o estava, o filme j\u00e1 terminava ali, essa hist\u00f3ria que a gente queria contar, justamente disso, dessa g\u00eanese, dessa origem, n\u00e3o s\u00f3 dessa artista, mas acho que teve uma transforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pessoal da Gal ali, que \u00e9 justamente nesse recorte, nesse per\u00edodo. O que vem depois j\u00e1 \u00e9 A Gal Costa, mas a gente queria contar como \u00e9 que surgiu, de onde vem essa transforma\u00e7\u00e3o dela ali, que \u00e9 a do recorte desse filme. E a\u00ed foi muito louco, porque a primeira vez que Gal foi na Paris Filmes (a produtora) para ouvir sobre o projeto\u2026 Quer dizer, eu j\u00e1 conversava bastante com ela, a liga\u00e7\u00e3o do projeto era muito minha e dela, a gente trocava mensagens\u2026 Mas ela foi logo no come\u00e7o, na Paris, para poder ouvir, para poder conhecer as outras pessoas que estavam envolvidas no projeto. E tinha esse peda\u00e7o dos anos 80 ainda. A\u00ed tivemos uma pandemia, uma demora para a feitura do roteiro, e em 2021, a gente retomou o projeto. Fomos na casa dela, a gente ainda estava em pandemia, para apresentar o novo recorte, para apresentar o novo projeto, porque nunca mais t\u00ednhamos falado muito mais sobre o projeto. Ela s\u00f3 sabia algumas coisas porque a gente ficava se falando, mas n\u00e3o pela produtora, n\u00e3o numa rela\u00e7\u00e3o formalizada. E a\u00ed ela chegou no cantinho para mim e falou: \u201cque bom que tirou os anos 80, eu n\u00e3o estava feliz com isso\u201d. Acho que ela entendeu que realmente, n\u00e3o que n\u00e3o fosse bom os anos 80, mas acho que Gal tinha uma consci\u00eancia que realmente esse filme teria que terminar ali no Fatal, porque \u00e9 ali, a gente est\u00e1 falando disso, desse come\u00e7o dessa artista, dessa mulher, dessa transforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ali de uma menina, ela fala isso, que no Divino Maravilhoso ela entra menina e sai uma mulher, ela se define nesse momento. Ou seja, j\u00e1 era uma hist\u00f3ria suficientemente densa essa transforma\u00e7\u00e3o dessa menina e mulher, dessa menina t\u00edmida que encara a Tropic\u00e1lia. E quando o Gil e o Caetano s\u00e3o exilados, ela segura com toda a firmeza, fica com essa voz pol\u00edtica, essa voz de resist\u00eancia ali no \u201cFa-tal\u201d.<\/p>\n<p><strong>Isso \u00e9 not\u00e1vel, porque realmente o disco \u201cFa-tal\u201d \u00e9 um ponto de inflex\u00e3o na MPB: um \u00e1lbum conceitual duplo e ao vivo; com repert\u00f3rio completamente destrambelhado no melhor sentido, porque quase que cabe tudo em termos de hist\u00f3ria da m\u00fasica popular brasileira. Nesse sentido, tem uma coisa bem importante que o filme recoloca, que \u00e9 ela Gal Costa, quem segura a Tropic\u00e1lia enquanto Caetano e Gil est\u00e3o exilados.<\/strong><\/p>\n<p>Isso. Exatamente.<\/p>\n<p><strong>Agora, eu senti um pouco de falta de ver mais como a turma que ficou, ou seja, Tom Z\u00e9, Macal\u00e9, mais Torquato Neto e Wally Salom\u00e3o foram decisivos para essa Gal quase p\u00f3s-tropicalista. At\u00e9 porque \u00e9 uma turma que ficou mais no bastidor, nem todo mundo conhece\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Exatamente. S\u00e3o eles que botam Gal para frente, todos os amigos, em cada encontro\u2026 \u00c9 isso que voc\u00ea est\u00e1 falando: esse filme, embora tenha uma explos\u00e3o desses personagens importantes, ic\u00f4nicos, \u00e0s vezes pode ser confundido com uma hist\u00f3ria documental desse per\u00edodo, mas para mim, para o filme, eles est\u00e3o l\u00e1 porque, nessa \u00e9poca, Gal conviveu com essas pessoas. S\u00f3 que o filme ficou o tempo inteiro muito Gal \u2013 e a gente sempre pensou muito nisso. \u00c9 uma c\u00e2mera que est\u00e1 muito pr\u00f3xima da Gal. Mas todos os encontros, todas essas rela\u00e7\u00f5es foram muito importantes para levantar a Gal, para essa transforma\u00e7\u00e3o da Gal. N\u00e3o s\u00f3 o que estava acontecendo externamente no pa\u00eds, mas cada amigo\u2026 Voc\u00ea v\u00ea que ela tem sempre um encontro pontual. \u00c9 com o Gil, \u00e9 com o Caetano, \u00e9 com a Beth\u00e2nia. E cada um desses foram muito importantes para levantar a Gal.<\/p>\n<p>S\u00f3 um par\u00eantese aqui, antes que eu esque\u00e7a e isso eu ainda n\u00e3o falei em nenhum lugar. Voc\u00ea falou da import\u00e2ncia do \u201cFa-tal\u201d. O Fatal tamb\u00e9m para mim, tive uma rela\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima, afetiva e tem v\u00e1rias homenagens ali para meu pai (Juca Ferreira). Aquela cena do filme em que o Wally fala para a Gal dos militares foi muito baseada numa hist\u00f3ria que meu pai me contou e que eu n\u00e3o sabia. S\u00f3 soube na \u00e9poca que comecei a fazer esse projeto e a\u00ed meu pai me contou. Essas hist\u00f3rias ali da ditadura, meu pai n\u00e3o gosta muito de falar, ent\u00e3o n\u00e3o sei muita coisa. Mas a\u00ed ele me contou que \u00e0 \u00e9poca do \u201cFa-tal\u201d, ele morava no Rio e estava na luta armada. E meu pai era muito f\u00e3 da Gal. Quando ele viu que ia ter o show, ele queria ir de qualquer jeito, mesmo com todos os amigos alertando que seria perigoso, porque provavelmente os militares iam baixar l\u00e1, porque era um lugar visado, de esquerda. E meu pai resolveu se arriscar e foi com um amigo. Foi e dan\u00e7ou loucamente a noite inteira. E \u00e0s tantas, acho que o Wally acaba reconhecendo meu pai, mas n\u00e3o quis falar muito com ele, para n\u00e3o se arriscar nem botar meu pai em risco. E meu pai morrendo de medo de sair dali e ser preso, mas ele resolveu ir mesmo , porque ele era muito f\u00e3 da Gal.<\/p>\n<p><strong>E que tem das suas reminisc\u00eancias de conviver, mesmo que mais o adiante, de Salvador e dos tropicalistas?<\/strong><\/p>\n<p>Meu pai aparece de novo quando tem aquele cartaz na rua de \u201cProcura-se\u201d. Bom, eu apare\u00e7o, porque eu fa\u00e7o a Beth\u00e2nia e tamb\u00e9m tem uma cena na praia, correndo. E, para quem assistiu o document\u00e1rio [\u201cO Nome dela \u00e9 Gal\u201d] tem muita imagem que est\u00e1 ali que est\u00e1 tamb\u00e9m l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o, j\u00e1 que voc\u00ea mencionou o document\u00e1rio, \u00e9 vis\u00edvel que o filme parte de muita pesquisa, voc\u00ea tinha muito material do qual partir. E, no momento de ficcionalizar, quais foram as suas refer\u00eancias? Voc\u00ea viu algum\u2026 Tem algum filme que voc\u00ea falou, puta, era isso que eu queria fazer?<\/strong><\/p>\n<p>Boa, boa pergunta. Foram v\u00e1rias etapas, para ser bem sincera. Primeiro, logo quando a gente come\u00e7ou o projeto, muito da pesquisa veio do meu document\u00e1rio. Eu tenho muita coisa catalogada, foram dois anos fazendo isso. Mas, ao mesmo tempo, a gente precisava de ter um pouco mais sobre a Gal, sobre as quest\u00f5es internas da Gal, que ali n\u00e3o tinha. E era muito dif\u00edcil conseguir isso, porque a Gal sempre foi muito reservada. A Mayra, roteirista, que est\u00e1 desde o come\u00e7o do projeto, ela foi a \u00fanica pessoa que teve alguns encontros com a Gal para poder escrever para o filme. Ainda nem come\u00e7ando o roteiro, mas para a pesquisa mesmo. Acho que ela chegou a ter uns tr\u00eas encontros com a Gal e a\u00ed depois a Gal come\u00e7ou a se fechar. Porque a Gal era assim. A Mayra come\u00e7ou a abrir conversas com pessoas pr\u00f3ximas da Gal para ajudar a contar essa hist\u00f3ria, para poder a gente se alimentar mais do interno da Gal. Ent\u00e3o teve essa primeira etapa, que foi bem importante.<\/p>\n<p>Foram muitos anos de constru\u00e7\u00e3o desse roteiro, muita gente participando, ia, vinha, muita troca, muitas vezes a gente olhava e dizia: isso funciona, isso n\u00e3o funciona. Claro que \u00e9 em cima da vida da Gal, mas tamb\u00e9m \u00e9 fic\u00e7\u00e3o, tem algumas coisas que a gente precisa adaptar para poder voc\u00ea ter narrativa, para voc\u00ea ter filme, para voc\u00ea ter dramaturgia.<\/p>\n<p>Teve uma outra etapa muito importante de pesquisa que veio da arte. O Thales Junqueira e a Juliana Lobo, que s\u00e3o diretores de arte, eles trouxeram uma pesquisa que foi impressionante, n\u00e3o s\u00f3 para eles, para a quest\u00e3o da feitura da arte do filme, mas que foi muito importante para a etapa final do filme, para quando a gente estava ali arrematando o roteiro. Eles trouxeram muita coisa de cinema, muitas refer\u00eancias de filmes, desde o Beth\u00e2nia Bem de Perto, mas tamb\u00e9m dos filmes do Godard \u00e0 \u00e9poca\u2026 Procuramos dialogar bastante com aquela est\u00e9tica, a cor do filme, muito veio dali\u2026 A gente trocava muito filme, muitas ideias. E a outra fase que \u00e9 importante tamb\u00e9m, que tem que falar, foi o que os atores tamb\u00e9m trouxeram. A gente ficou morando um m\u00eas numa casa, onde a gente ensaiava tamb\u00e9m. Eu n\u00e3o ficava o tempo inteiro, porque eu tamb\u00e9m estava como diretora, mas tamb\u00e9m participei como atriz, fazendo a Beth\u00e2nia. A gente nunca ficou numa sala de ensaio passando texto, era tudo muito vivo, muito org\u00e2nico, nossa viv\u00eancia, nossa troca ali, que a Amanda Gabriel, a preparadora de elenco, foi muito importante nisso. A gente queria trazer esse lugar de grupo que a Tropic\u00e1lia tinha, ent\u00e3o foi at\u00e9 uma ideia da Sophie de a gente viver nessa casa por esse tempo. No intervalo, quando a gente n\u00e3o estava ensaiando, eles iam atr\u00e1s, cada um do seu personagem, traziam livro, traziam filme, e que foi muito importante, n\u00e3o s\u00f3 para cada um, para a constru\u00e7\u00e3o do seu pr\u00f3prio personagem, mas as trocas foram muito importantes para alimentar os outros personagens, tanto que muitas falas ali foram mudadas no pr\u00f3prio set de filmagem, porque os atores trouxeram coisa dos seus personagens, porque estava todo mundo muito inserido, ent\u00e3o foi tudo isso, foi uma mistura em v\u00e1rias etapas de v\u00e1rias pessoas para a gente chegar nesse lugar.<\/p>\n<p><strong>Um m\u00e9todo bem tropicalista, por assim dizer, n\u00e3o \u00e9? Juntar todo mundo, fazer uma coisa de quase provocar uma crise para chegar em uma cria\u00e7\u00e3o coletiva\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Sim. E que foi muito importante, porque a gente v\u00ea isso na tela, todo mundo se entrosou muito. As rela\u00e7\u00f5es eram fortes, e que \u00e9 bom para a cena, foi muito importante.<\/p>\n<p><strong>As cenas coletivas ali das festas parecem festas mesmo, onde as pessoas estavam de fato se divertindo\u2026<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9, porque era aquilo que a gente estava vivendo. Praticamente, a gente s\u00f3 levou para o set de filmagem, porque na casa era isso, era festa \u00e0 noite, era ensaio de manh\u00e3 e \u00e0 tarde, era leitura\u2026 A\u00ed uma pessoa vai para a piscina para ler um livro, outro ia ver um filme, ent\u00e3o aquilo ali j\u00e1 estava muito natural.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tem chamado a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que o filme \u00e9 sobre o processo interno da Gal, mas tamb\u00e9m me parece que tem uma leitura sobre o que era ser mulher nesse per\u00edodo, o que era ser mulher em um movimento art\u00edstico. Nesse sentido, se sobressaem alguns temas e personagens: a m\u00e3e e a Ded\u00e9, por exemplo, ambas vividas por atrizes impressionantes.<\/strong><\/p>\n<p>A Chica \u00e9 uma grande atriz do teatro baiano. Ela nunca fez muito cinema. Eu fiz aula de teatro com ela e com o Rodrigo, que faz o Caetano, por isso que eu convidei eles para o filme. A Chica \u00e9 uma excelente atriz e professora do Teatro Vila Velha. E a Camila M\u00e1rdila, a Ded\u00e9\u2026 \u00c9 ela quem faz tudo acontecer. Ela est\u00e1 no bastidor, mas \u00e9 gra\u00e7as a ela que tudo acontece e, ao mesmo tempo, ela apoia a amiga, incentiva\u2026 Quanto tem um monte de homem ali, querendo decidir a vida da Gal, e ela n\u00e3o deixa eles decidirem, ela vai l\u00e1 e dize: \u201cvamos ouvir a Gal\u201d. E foi isso mesmo, ela foi uma pessoa muito importante. Todos os amigos falavam sobre a import\u00e2ncia da Ded\u00e9 para tudo aquilo acontecer, essa for\u00e7a que foi a Ded\u00e9. Ent\u00e3o, a gente quis trazer isso para o filme tamb\u00e9m. Sem falar que Camila \u00e9 uma atriz que\u2026 \u00c9 impressionante a Camila, gente. \u00c9 impressionante. Ela \u00e9 muito boa. Ela \u00e9 muito boa. N\u00e3o \u00e9 pouco, n\u00e3o. E a Camila traz isso, dessa for\u00e7a incr\u00edvel da Ded\u00e9 e das outras contribui\u00e7\u00f5es. Por exemplo, o Caetano e Gil, ali no come\u00e7o dos festivais, eles, esteticamente, eram mais caretas, se vestiam com terninho, cal\u00e7a social\u2026 E Ded\u00e9 foi importante nesse lugar tamb\u00e9m junto com a Regina Boni. No filme, a Regina, que fez o figurino, tamb\u00e9m aparece essa tentativa de transformar esteticamente eles, porque eles eram muito modernos na m\u00fasica, mas, no vestimenta, eles eram caretas.<\/p>\n<p><strong>Tive a impress\u00e3o que o filme sublinha esse olhar feminino sobre a Tropic\u00e1lia. De novo, essa foi uma decis\u00e3o consciente do roteiro, de contar uma hist\u00f3ria com a qual as mulheres possam se identificar?<\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Sim. Foi pensado nisso. Olha, desde o document\u00e1rio, sempre senti um inc\u00f4modo, porque quando a gente fala da Tropic\u00e1lia, \u00e9 muito dif\u00edcil de voc\u00ea ter a voz feminina. \u00c9 sempre Gil e Caetano falando sobre o movimento, isso j\u00e1 \u00e9 uma coisa que eu tenho falado h\u00e1 muito tempo. Eu n\u00e3o acho nada de quase de Gal falando sobre a Tropic\u00e1lia. Ela fica, claro, ela foi importante ali nessa voz que eu falei, n\u00e9? Na est\u00e9tica do corpo, n\u00e3o sei o qu\u00ea, mas a gente tem muito pouco ela, at\u00e9 porque Gil e Caetano s\u00e3o mais o discurso. Ent\u00e3o, quando a gente pensou no projeto, a gente falava muito disso tamb\u00e9m, dessa homenagem tamb\u00e9m, de trazer esses personagens que normalmente as pessoas n\u00e3o t\u00eam esse mesmo olhar, porque acabam ficando t\u00e3o dito, t\u00e3o expl\u00edcito a participa\u00e7\u00e3o, mas que foram importantes, de a gente trazer um destaque para isso, n\u00e3o s\u00f3 para Gal, porque Gal foi esse lugar de uma refer\u00eancia para diversas mulheres, diversas gera\u00e7\u00f5es. Ainda hoje eu sou de uma gera\u00e7\u00e3o muito mais nova do que Gal, mas eu tenho ela como uma refer\u00eancia, eu tenho essa conex\u00e3o com Gal, dessa ruptura, de tudo que ela simbolizou para n\u00f3s mulheres e principalmente nesse per\u00edodo. Voc\u00ea mesma falou qu\u00e3o dif\u00edcil que era ser mulher cantora nessa \u00e9poca, ainda mais que era ser cantora, mulher, era uma coisa que era subestimada, que o filme tamb\u00e9m fala desse lugar tamb\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil voc\u00ea chegar ali no palco e cantar em 1968 \u201c\u00e9 preciso estar atento e forte, n\u00e3o temos medo de temer a morte.\u201d E a gente queria trazer tamb\u00e9m a Ded\u00e9, que sempre ficou uma personagem de bastidor, mas ela foi essencial para tudo isso acontecer. Ent\u00e3o isso foi pensado para trazer essas figuras femininas para o primeiro plano.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 impressionante que, com a morte da Gal e depois da Rita Lee, como essas mulheres foram as grandes criadoras e refer\u00eancia de tudo, desde as letras, comportamento, jeito de se vestir at\u00e9 comportamento sexual, de como fazer uma presen\u00e7a corporal libert\u00e1ria, um monte de coisas que foram fundamentais para a sua gera\u00e7\u00e3o, que \u00e9 mais nova que a minha, mas tamb\u00e9m para a minha e seguem sendo importantes. A como\u00e7\u00e3o na morte das duas foi muito semelhante nesse sentido. E acho que o filme recoloca tamb\u00e9m o lugar dessas mulheres, cantoras, int\u00e9rpretes, como criadoras.<\/strong><\/p>\n<p>Sim, muito! Sim, Gal n\u00e3o \u00e9 compositora, mas ela tem uma quest\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, atrav\u00e9s da interpreta\u00e7\u00e3o que ela leva para o palco tamb\u00e9m. Isso tamb\u00e9m precisa ser dito. \u00c9 muito \u00fanico, cada interpreta\u00e7\u00e3o da Gal. Ent\u00e3o isso tem esse lugar tamb\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o ali. Interpreta\u00e7\u00e3o, repert\u00f3rio, porque no Fatal \u00e9 onde ela fala que o repert\u00f3rio \u00e9 outro.<\/p>\n<p><strong>Perda n meio do caminho<\/strong> &#8211; A cineasta Dandara Ferreira teve um azar enorme. Enquanto desenvolvia e filmava \u201cMeu Nome \u00e9 Gal\u201d, feito em parceria com L\u00f4 Politti, ela perdeu a amiga e personagem Gal Costa, que acompanhava, mesmo que de longe, a feitura do filme. A morte de Gal, em 9 de novembro de 2022, interrompeu a contribui\u00e7\u00e3o que a cantora poderia dar \u00e0 sequ\u00eancia que estava na cabe\u00e7a de Dandara como possibilidades de mais dois longas ou mesmo uma s\u00e9rie. E, no entanto, o filme teve uma esp\u00e9cie de sorte amarga de acabar estreando em outubro de 2023, ou seja, no mesmo ano em que a m\u00fasica brasileira tamb\u00e9m perdeu Rita Lee.<\/p>\n<p>A como\u00e7\u00e3o por essas duas desapari\u00e7\u00f5es abruptas s\u00e3o parcialmente respons\u00e1veis pela enorme expectativa criada em torno de \u201cMeu Nome \u00e9 Gal\u201d. A escolha de uma atriz jovem, que faz sucesso na televis\u00e3o, para protagonizar a trajet\u00f3ria de Gracinha a Gal, pode ser elencado como outro fator externo que ajudou a criar o buzz. Um terceiro? A perman\u00eancia da Tropic\u00e1lia como uma esp\u00e9cie de mito fundador de uma cultura jovem, contestat\u00f3ria, rebelde e moderna.<\/p>\n<p>Nada disso, no entanto, aguentaria de p\u00e9 por si s\u00f3, caso o filme fosse desalinhavado. E n\u00e3o \u00e9. Para come\u00e7o de conversa, \u201cMeu Nome \u00e9 Gal\u201d escolheu o caminho mais \u00e1rduo de representar um peda\u00e7o da hist\u00f3ria, a partir de um roteiro escrito sem um lastro maior de uma biografia ou autobiografia. Escolha arriscada, dado que a Tropic\u00e1lia vem sendo documentada em v\u00e1rios formatos \u2014 e, ainda por cima, tem muitos de seus principais protagonistas vivos e em atividade.<\/p>\n<p>Dandara, no entanto, j\u00e1 tinha ido pelo caminho do document\u00e1rio quando fez \u201cO Nome Dela \u00e9 Gal\u201d em 2017, s\u00e9rie de quatro epis\u00f3dios para uma plataforma de streaming, de onde saiu boa parte da pesquisa que embasa a narrativa. Outro movimento que se revela acertado \u00e9 o fato de ter circunscrito a hist\u00f3ria de Gal a um espa\u00e7o de tempo curto: da chegada a S\u00e3o Paulo em 1967 \u00e0 montagem do show \u201cGal a Todo Vapor\u201d em 1971. S\u00e3o apenas quatro anos, mas que quatro anos\u2026<\/p>\n<p>\u00c9 nesse intervalo que se monta o movimento tropicalista tal como ficou c\u00e9lebre. S\u00e3o esses os anos dos festivais de televis\u00e3o que catapultam (ou enterram) as carreiras de muitos artistas da m\u00fasica de ent\u00e3o e que a cultura brasileira tem um pico de criatividade imaginativa pouco compar\u00e1vel a outros per\u00edodos. Ao mesmo tempo, no meio desse caminho havia uma ditadura militar radicalizando sua atua\u00e7\u00e3o repressiva.<\/p>\n<p>Nesse sentido, \u201cMeu Nome \u00e9 Gal\u201d se constr\u00f3i tamb\u00e9m como um filme de coming of age \u2014 \u00e9 a hist\u00f3ria de uma menina que vira mulher num tempo conturbado, de uma p\u00f3s-adolescente talentosa que se torna a voz, o grito, o sussurro e o gemido da tropicalismo e do que vir\u00e1 depois. E \u00e9 um filme feito por mulheres que especula, por meio das transforma\u00e7\u00f5es do corpo, das guinadas na carreira e pela profundidade das escolhas musicais de Gal, como ser\u00e1 que era ser uma mulher naquele tempo e naqueles lugares que, hoje sabemos, foram t\u00e3o decisivos.<\/p>\n<p>Sim, est\u00e3o l\u00e1 Caetano Veloso e Gilberto Gil, com seus perfis bem demarcados \u2014 a lideran\u00e7a po\u00e9tica perform\u00e1tica de Caetano, a musicalidade transbordante de Gil. Mas est\u00e1 tamb\u00e9m a turma que acolhe Gal quando Caetano e Chico s\u00e3o presos e, depois, partem para o ex\u00edlio em Londres: Jards Macal\u00e9, Wally Salom\u00e3o, Tom Z\u00e9 e Torquato Neto. E ainda que Caetano e Gil \u201corganizem o movimento, orientem o Carnaval\u201d e estejam na posi\u00e7\u00e3o de destaque de compositores e letristas, o filme procura sublinhar tamb\u00e9m o protagonismo da \u201cdona da voz\u201d \u2014 e, se havia alguma d\u00favida de que Sophie Charlotte era adequada ao papel ela se dissipa exatamente quando ela interpreta \u201cDivino Maravilhoso\u201d.<\/p>\n<p>Ainda que n\u00e3o confronte outras hist\u00f3rias \u201coficiais\u201d da Tropic\u00e1lia e que n\u00e3o pare\u00e7a essa ter sido a inten\u00e7\u00e3o de Dandara, acaba por tamb\u00e9m come\u00e7ar a construir uma narrativa alternativa e feminina, quebrando (ou arranhando) a perspectiva exclusivamente masculina da hist\u00f3ria do movimento.<\/p>\n<p>Centrada na jornada existencial de Gal, os personagens de destaque ser\u00e3o outros al\u00e9m dos \u00f3bvios. H\u00e1 Ded\u00e9 Gadelha, mulher de Caetano naquele per\u00edodo e m\u00e3e de Moreno, em interpreta\u00e7\u00e3o magistral de Camila M\u00e1rdila. Tamb\u00e9m surgem as apari\u00e7\u00f5es-rel\u00e2mpago de Maria Beth\u00e2nia, vivida pela pr\u00f3pria diretora Dandara Ferreira, a m\u00e3e de Gal \u2014 a incr\u00edvel Chica Carelli \u2014 e o empres\u00e1rio Guilherme Ara\u00fajo, interpretado por Luiz Lo Bianco. O filme \u00e9 essencial para compreender esse per\u00edodo da hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as estreias de \u201cO Nome Dela \u00e9 Gal\u201d e \u201cMeu Nome \u00e9 Gal\u201d h\u00e1 uma dist\u00e2ncia de seis anos e uma cineasta. 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