{"id":31691,"date":"2014-12-20T08:30:19","date_gmt":"2014-12-20T11:30:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=31691"},"modified":"2014-12-20T08:35:17","modified_gmt":"2014-12-20T11:35:17","slug":"e-campeao-gabriel-medina-conquista-o-historico-titulo-mundial-no-surfe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/e-campeao-gabriel-medina-conquista-o-historico-titulo-mundial-no-surfe\/","title":{"rendered":"\u00c9 campe\u00e3o! Medina conquista o hist\u00f3rico t\u00edtulo mundial no surfe"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 38 anos de surfe profissional, o Brasil conheceu nesta sexta-feira o seu primeiro campe\u00e3o mundial da elite do esporte, o WCT. Coube ao jovem Gabriel Medina, de apenas 20 anos, a gl\u00f3ria de eternizar-se na hist\u00f3ria, na cultuada praia de Pipeline, no Hava\u00ed. Para assegurar a conquista do caneco mesmo sem estar na \u00e1gua, o paulista de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, que havia se classificado \u00e0s quartas de final com uma vit\u00f3ria emocionante, contou com a ajuda preciosa do argentino naturalizado brasileiro Alejo Muniz, que derrotou Mick Fanning por 6,53 a 2,44 na terceira bateria da quinta fase e foi \u00e0s quartas de final, acabando com as chances de o australiano dono de tr\u00eas t\u00edtulos mundiais ultrapassar os 60.000 pontos j\u00e1 garantidos do l\u00edder, Medina, na classifica\u00e7\u00e3o do Circuito Mundial de Surfe. Terminar \u00e0 frente de Mick ou chegar na final era tudo que Medina precisava para conquistar o hist\u00f3rico caneco na meca do surfe. Vale lembrar que Alejo j\u00e1 tinha dado uma grande ajuda ao despachar o mito americano Kelly Slater na terceira fase.<\/p>\n<blockquote><p>&#8211; \u00c9 fant\u00e1stico. Eu n\u00e3o sei exatamente o que dizer. Eu quero agradecer Alejo por me ajudar. Eu amo essa torcida. Eu quero muito celebrar com todas essas pessoas, com meu pai e minha m\u00e3e. Eu sonhava com isso e agora virou realidade &#8211; afirmou Gabriel, que abandonou a bateria dele de quartas de final contra o compatriota Filipe Toledo para comemorar o t\u00edtulo, mas depois voltou para a \u00e1gua quando faltavam pouco mais de dez minutos para o fim e, mesmo assim, o novo campe\u00e3o acabou levando a melhor por 4,30 a 3,27.<\/p><\/blockquote>\n<p>Mesmo depois de comemorar bastante, se emocionar e passar para a semifinal, na qual superou o australiano Josh Kerr, Gabriel ainda teve foco e f\u00f4lego para disputar uma final de alt\u00edssimo n\u00edvel, em que ele acabou sendo batido. Foi uma decis\u00e3o \u00e9pica e decidida nos \u00faltimos segundos. O novo campe\u00e3o mundo ainda tirou uma nota 10 &#8211; o \u00fanico da etapa -, em tubo perfeito de backside, na final contra o australiano Julian Wilson. Por\u00e9m, ele acabou levando a virada na \u00faltima onda do oponente e perdeu por 19,63 a 19,20 na decis\u00e3o da valorizada e derradeira etapa. Seria a quarta vit\u00f3ria de Gabriel em 11 etapas da temporada 2014, Gabriel, levou o trof\u00e9u na Gold Coast (AUS), nas Ilhas Fiji e em Teahupoo, no Taiti. Com o vice em Pipe, Gabriel fechou o WCT no topo com 62.800 pontos, contra 55.350 do vice-campe\u00e3o, Fanning.<\/p>\n<blockquote><p>Ningu\u00e9m foi mais competente e magistral do que Gabriel nesta temporada. Ele assombrou gigantes e lendas do esporte, ganhou toneladas de experi\u00eancia, lidou com press\u00e3o, superou limites e venceu tr\u00eas importantes etapas (Gold Coast, Fiji e Teahupoo). Ainda aos 20 anos, aquele garoto travesso que apenas queria se divertir em Maresias, no litoral paulista, provou que pode sim ser considerado um fen\u00f4meno. Passou pelos \u00faltimos obst\u00e1culos no Hava\u00ed e escreveu o seu nome na hist\u00f3ria com o t\u00edtulo in\u00e9dito, igualando o recorde de Kelly Slater, que conquistou o primeiro de seus 11 canecos com a mesma idade do brasileiro.<\/p><\/blockquote>\n<p>A bateria que poderia dar o t\u00edtulo mundial a Gabriel Medina come\u00e7ou com o mar mexido e poucas ondas de alta qualidade. N\u00famero 29 do ranking mundial, Alejo Muniz se posicionou ao lado do vice-l\u00edder, Mick Fanning, para tentar dar o bote na hora certa e dropar uma boa onda. O tricampe\u00e3o mundial saiu na frente com uma pequena nota 1,43 e o catarinense respondeu com um 1,03. Depois, nos outros primeiros 15 minutos de bateria, ambos n\u00e3o conseguiram encontrar boas ondas para aumentar os seus somat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Na segunda metade de bateria, o marasmo do mar continuava atrapalhando os dois competidores. De um lado, Alejo lutava por ele, j\u00e1 que precisa de um grande resultado para continuar no WCT em 2015, e pela na\u00e7\u00e3o brasileira, que ele escolheu para defender. A vontade do argentino criado em Bombinhas (SC) prevaleceu e ele conseguiu surfar uma boa direita para Backdoor para tirar nota 5,50, somar 6,53 pontos e deixar Mick precisando de um 5,27 para virar a bateria e impedir que Medina fosse campe\u00e3o mundial mesmo fora da \u00e1gua. Os minutos foram passando e nada de onda aparecer. \u00d3timo para Alejo, \u00f3timo para Medina, \u00f3timo para o Brasil! Acabou o tabu: um brasileiro \u00e9 campe\u00e3o mundial de surfe na elite do esporte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 38 anos de surfe profissional, o Brasil conheceu nesta sexta-feira o seu primeiro campe\u00e3o mundial da elite do esporte, o WCT. 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