{"id":317042,"date":"2023-11-16T05:11:20","date_gmt":"2023-11-16T08:11:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=317042"},"modified":"2023-11-16T05:11:20","modified_gmt":"2023-11-16T08:11:20","slug":"brasil-apoia-onu-aprova-pausa-em-gaza-mas-israel-rejeita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-apoia-onu-aprova-pausa-em-gaza-mas-israel-rejeita\/","title":{"rendered":"Brasil apoia, ONU aprova pausa em Gaza mas Israel rejeita"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Rela\u00e7\u00f5es Exteriores informou, nesta quarta-feira (15), que o governo brasileiro recebeu \u201ccom satisfa\u00e7\u00e3o\u201d a not\u00edcia da aprova\u00e7\u00e3o, pelo Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), da primeira resolu\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 atual crise humanit\u00e1ria na Faixa de Gaza, resultante do conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas. O texto foi apoiado pelo Brasil, que at\u00e9 dezembro ocupa um assento para membros n\u00e3o permanentes no \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA resolu\u00e7\u00e3o, com foco na prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as, proposta por Malta e apoiada pelo Brasil e pelos demais membros n\u00e3o permanentes, foi aprovada com 12 votos a favor. Estados Unidos, Reino Unido e R\u00fassia optaram pela absten\u00e7\u00e3o\u201d, diz a pasta, em comunicado, explicando que o texto aprovado exige que as partes cumpram suas obriga\u00e7\u00f5es em mat\u00e9ria de direito internacional e do direito internacional humanit\u00e1rio, em especial no que se refere a civis e crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Segundo o Itamaraty, a resolu\u00e7\u00e3o pede a implementa\u00e7\u00e3o de \u201cpausas e corredores humanit\u00e1rios urgentes e prolongados em toda a Faixa de Gaza por um n\u00famero suficiente de dias\u201d, para que ajuda humanit\u00e1ria de emerg\u00eancia possa ser prestada \u00e0 popula\u00e7\u00e3o civil por ag\u00eancias especializadas da ONU, pela Cruz Vermelha Internacional e por outras ag\u00eancias humanit\u00e1rias imparciais.<\/p>\n<p>O texto pede tamb\u00e9m a \u201cliberta\u00e7\u00e3o imediata e incondicional de todos os ref\u00e9ns\u201d mantidos pelo Hamas e por outros grupos, rejeita o deslocamento for\u00e7ado de popula\u00e7\u00f5es civis e demanda a normaliza\u00e7\u00e3o do fluxo de bens e servi\u00e7os essenciais para Gaza, com prioridade para \u00e1gua, eletricidade, combust\u00edveis, alimentos e suprimentos m\u00e9dicos.<\/p>\n<p><strong>Israel diz n\u00e3o<\/strong><br \/>\nA euforia cantada pelo Itamaraty, por\u00e9m, durou pouco. Horas depois, o Estado judeu recusou a ordem da ONU. Para o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores de Israel, n\u00e3o h\u00e1 lugar para as medidas propostas enquanto os ref\u00e9ns estiverem sendo mantidos pelo Hamas.<\/p>\n<p>O embaixador israelense na ONU, Gilad Erdan, disse que a resolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 &#8220;desvinculada da realidade&#8221;. &#8220;A estrat\u00e9gia do Hamas \u00e9 deteriorar deliberadamente a situa\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria na Faixa de Gaza e aumentar o n\u00famero de v\u00edtimas palestinas para fazer com que a ONU e o Conselho de Seguran\u00e7a detenham Israel. Isso n\u00e3o acontecer\u00e1. Israel continuar\u00e1 a agir at\u00e9 que o Hamas seja destru\u00eddo e os ref\u00e9ns sejam devolvidos&#8221;, disse.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o Conselho de Seguran\u00e7a rejeitou a proposta apresentada pelo governo brasileiro que pedia pausas humanit\u00e1rias aos ataques entre Israel e o Hamas para permitir o acesso de ajuda \u00e0 Faixa de Gaza.<\/p>\n<p>O resultado da vota\u00e7\u00e3o foi 12 votos a favor, duas absten\u00e7\u00f5es, sendo uma da R\u00fassia, e um voto contr\u00e1rio, por parte dos Estados Unidos. Por se tratar de um membro permanente, o voto norte-americano resultou na rejei\u00e7\u00e3o da proposta brasileira.<\/p>\n<p>O Conselho de Seguran\u00e7a da ONU \u00e9 o respons\u00e1vel por zelar pela paz internacional. S\u00e3o cinco os membros permanentes: China, Fran\u00e7a, R\u00fassia, Reino Unido e Estados Unidos. Fazem parte do conselho rotativo Alb\u00e2nia, Brasil, Equador, Gab\u00e3o, Gana, Jap\u00e3o, Malta, Mo\u00e7ambique, Su\u00ed\u00e7a e Emirados \u00c1rabes.<\/p>\n<p>Para que uma resolu\u00e7\u00e3o seja aprovada, \u00e9 preciso o apoio de nove do total de 15 membros, sendo que nenhum dos membros permanentes pode vetar o texto.<\/p>\n<p><strong>O conflito<\/strong><br \/>\nNo dia 7 de outubro, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lan\u00e7ou um ataque surpresa de m\u00edsseis contra Israel, com incurs\u00e3o de combatentes armados por terra, matando civis e militares e fazendo centenas de ref\u00e9ns israelenses e estrangeiros. Em resposta, Israel bombardeou v\u00e1rias infraestruturas do Hamas, em Gaza, e imp\u00f4s cerco total ao territ\u00f3rio, com o corte do abastecimento de \u00e1gua, combust\u00edvel e energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Os ataques j\u00e1 deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados nos dois territ\u00f3rios. A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territ\u00f3rios que j\u00e1 foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos.<\/p>\n<p><strong>*Colaborou Ant\u00f4nio Albuquerque\/Notibras<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Rela\u00e7\u00f5es Exteriores informou, nesta quarta-feira (15), que o governo brasileiro recebeu \u201ccom satisfa\u00e7\u00e3o\u201d a not\u00edcia da aprova\u00e7\u00e3o, pelo Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), da primeira resolu\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 atual crise humanit\u00e1ria na Faixa de Gaza, resultante do conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas. 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