{"id":317904,"date":"2023-11-27T00:00:12","date_gmt":"2023-11-27T03:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=317904"},"modified":"2023-11-27T09:54:16","modified_gmt":"2023-11-27T12:54:16","slug":"encontrada-bacteria-em-golfinhos-e-lobos-marinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/encontrada-bacteria-em-golfinhos-e-lobos-marinhos\/","title":{"rendered":"Encontrada bact\u00e9ria em golfinhos e lobos-marinhos"},"content":{"rendered":"<p>Dois estudos realizados por cientistas de diferentes centros de pesquisa brasileiros constataram, pela primeira vez, a presen\u00e7a da bact\u00e9ria Leptospira sp. em golfinhos e lobos-marinhos na costa do pa\u00eds. O microorganismo \u00e9 o pat\u00f3geno causador da leptospirose, doen\u00e7a que matou mais de 2,8 mil pessoas no Brasil nos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n<p>As pesquisas analisaram o DNA dos rins de mam\u00edferos marinhos encontrados mortos. No estudo realizado com 142 golfinhos, os cientistas encontraram a bact\u00e9ria em 21 indiv\u00edduos de cinco esp\u00e9cies: Stenella clymene, Sotalia guianensis, Pontoporia blainvillei, Steno bredanensis e Tursiops truncatus.<\/p>\n<p>Os pesquisadores constataram que a preval\u00eancia da bact\u00e9ria nas esp\u00e9cies costeiras (25%, ou seja, 17 em 68 indiv\u00edduos estudados) \u00e9 maior do que nas oce\u00e2nicas, ou seja, aquelas que vivem mais afastadas do litoral (7,5%, ou quatro em 53 indiv\u00edduos).<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie com mais casos positivos para a bact\u00e9ria foi o boto-cinza (Sotalia guianensis), encontrado em v\u00e1rios pontos das costas caribenha e brasileira, como a Ba\u00eda de Guanabara, no Rio de Janeiro. O pat\u00f3geno foi detectado em dez dos 21 indiv\u00edduos pesquisados (47,6%).<\/p>\n<p>Entre os golfinhos-do-Rio-da-Prata (Pontoporia blainvillei), encontrado entre a Argentina e o Sudeste do Brasil), a preval\u00eancia chegou a 33,4%, ou sete dos 21 animais estudados.<\/p>\n<p>Essa foi a primeira vez que a bact\u00e9ria foi detectada nessas duas esp\u00e9cies costeiras e tamb\u00e9m no golfinho-Cl\u00edmene (Stenella clymene), uma esp\u00e9cie oce\u00e2nica.<\/p>\n<p>A fonte da contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 desconhecida e demanda novos estudos para ser confirmada, mas acredita-se que os animais sejam infectados por efluentes contaminados com urina de rato em \u00e1reas litor\u00e2neas pr\u00f3ximas a grandes cidades, \u00e1reas portu\u00e1rias e locais com saneamento b\u00e1sico prec\u00e1rio.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre os 47 lobos-marinhos de das esp\u00e9cies Arctocephalus australis e A. tropicalis foi encontrada a Leptospira sp em 15 indiv\u00edduos O pat\u00f3geno foi mais comumente encontrado em indiv\u00edduos que habitam \u00e1reas com maior popula\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Os pesquisadores consideram ser necess\u00e1rio continuar os estudos para entender o impacto que a Leptospira sp. tem no organismo dos animais marinhos brasileiros. Nos Estados Unidos, onde se estuda a rela\u00e7\u00e3o do pat\u00f3geno com le\u00f5es-marinhos h\u00e1 mais de 50 anos, constatou-se que a leptospirose pode causar inflama\u00e7\u00e3o aguda nos rins dos animais, levando-os a encalhar com dores, desidrata\u00e7\u00e3o, magreza e podendo ocasionar mortes.<\/p>\n<p>\u201cAinda n\u00e3o foram encontradas evid\u00eancias de les\u00f5es renais nos animais estudados [no Brasil], pois \u00e9 necess\u00e1rio continuar avaliando outros par\u00e2metros para confirmar se h\u00e1 manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica da doen\u00e7a em animais marinhos no Brasil\u201d, afirma Felipe Torres, pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois estudos realizados por cientistas de diferentes centros de pesquisa brasileiros constataram, pela primeira vez, a presen\u00e7a da bact\u00e9ria Leptospira sp. em golfinhos e lobos-marinhos na costa do pa\u00eds. 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