{"id":318062,"date":"2023-11-29T08:17:13","date_gmt":"2023-11-29T11:17:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=318062"},"modified":"2023-11-29T09:40:05","modified_gmt":"2023-11-29T12:40:05","slug":"mundo-celebra-dia-de-solidariedade-ao-povo-palestino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mundo-celebra-dia-de-solidariedade-ao-povo-palestino\/","title":{"rendered":"Mundo celebra dia de solidariedade ao povo palestino"},"content":{"rendered":"<p>Em 1977, dias ap\u00f3s condenar a manuten\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o militar de Israel nos territ\u00f3rios palestinos, a Assembleia-Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) aprovou a resolu\u00e7\u00e3o 32\/40 B, criando o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, a ser comemorado todo 29 de novembro. Devido a atual escalada do conflito no Oriente M\u00e9dio, o dia ser\u00e1 lembrado em diversas cidades brasileiras e do mundo.<\/p>\n<p>O dia 29 de novembro \u00e9 o mesmo dia da aprova\u00e7\u00e3o da resolu\u00e7\u00e3o 181 da ONU, de 1947, que recomendou a partilha da Palestina entre judeus e \u00e1rabes. Ap\u00f3s 30 anos dessa resolu\u00e7\u00e3o, em 1977, os palestinos continuavam sem Estado e acumulavam 10 anos sob ocupa\u00e7\u00e3o militar de Israel. Foi nesse contexto que a ONU criou o dia para prestar solidariedade ao povo palestino.<\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o afirma que a data \u00e9 necess\u00e1ria para dar \u201cmaior divulga\u00e7\u00e3o poss\u00edvel de informa\u00e7\u00f5es sobre os direitos inalien\u00e1veis do povo palestino e sobre os esfor\u00e7os das Na\u00e7\u00f5es Unidas para promover a realiza\u00e7\u00e3o desses direitos\u201d.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da data ocorreu, na avalia\u00e7\u00e3o do professor de Hist\u00f3ria da Universidade Federal Fluminense (UFF) Bernardo Kocher, por causa do apagamento que a quest\u00e3o palestina sofreu ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel. Estima-se que 750 mil palestinos precisaram deixar suas terras e mais de 500 aldeias palestinas foram destru\u00eddas em consequ\u00eancia dos conflitos decorrentes da cria\u00e7\u00e3o de Israel.<\/p>\n<p>\u201cEssa hist\u00f3ria foi surpreendentemente apagada porque na m\u00eddia ocidental, principalmente, essa hist\u00f3ria foi contada como uma compensa\u00e7\u00e3o ao Holocausto. No entanto, o problema n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o se resolveu, como se agravou e a ONU foi a respons\u00e1vel por dar in\u00edcio a partilha [do territ\u00f3rio]\u201d, explicou o professor de Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>Para Kocher, contribu\u00edram para aumentar a visibilidade da causa palestina a entrada na ONU de pa\u00edses rec\u00e9m-independentes da \u00c1frica e do mundo \u00e1rabe, o contexto da Guerra Fria e a crise do capitalismo da d\u00e9cada de 1970. \u201cA ONU come\u00e7ou a sofrer press\u00f5es que levavam em conta a causa Palestina, e ela foi obrigada a se sensibilizar. Houve uma brecha para que a quest\u00e3o palestina viesse a luz\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es da ONU<\/strong><br \/>\nEntre as a\u00e7\u00f5es da ONU em favor da causa palestina, destaca-se a Resolu\u00e7\u00e3o 194, de 1948, que autorizou o retorno dos palestinos \u00e0s suas terras, mas que nunca foi cumprida. Outra resolu\u00e7\u00e3o que segue sem ser atendida \u00e9 a 242, de 1967, que determinou \u201ca retirada das for\u00e7as armadas israelitas dos territ\u00f3rios que ocuparam\u201d.<\/p>\n<p>Apesar dessa resolu\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de assentamentos israelenses na Cisjord\u00e2nia continuou e hoje s\u00e3o 300 col\u00f4nias consideradas ilegais, segundo a ONU, dentro da Cisjord\u00e2nia ocupada, onde vivem cerca de 700 mil colonos israelenses.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o palestina, a ONU criou, ainda em 1949, a Ag\u00eancia para Refugiados Palestinos (UNRWA), e mant\u00e9m, desde 1993, um relator especial sobre direitos humanos nos territ\u00f3rios palestinos ocupados, como forma de dar visibilidade a causa do povo palestino.<\/p>\n<p>No \u00faltimo informe publicado em outubro deste ano, a relatora especial da ONU para os territ\u00f3rios palestinos ocupados, Francesca Albanese, citou uma s\u00e9rie de supostas viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos sofridas pelas crian\u00e7as palestinas, em especial devido \u00e0s pris\u00f5es. \u201cOs julgamentos duram, em m\u00e9dia, 3 minutos, durante os quais as crian\u00e7as podem ver a sua fam\u00edlia e o advogado pela primeira vez desde a pris\u00e3o, ap\u00f3s longos per\u00edodos separados\u201d, relatou.<\/p>\n<p>Desde 2000, cerca de 13 mil crian\u00e7as palestinas foram detidas, interrogadas, processadas e presas pelas for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o israelenses, com uma m\u00e9dia de 500 a 700 crian\u00e7as detidas anualmente. \u201cA maioria das crian\u00e7as \u00e9 acusada de atirar pedras contra ve\u00edculos blindados das for\u00e7as israelitas, o que pode resultar em penas de 10 a 20 anos\u201d, informou o relat\u00f3rio da ONU.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1977, dias ap\u00f3s condenar a manuten\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o militar de Israel nos territ\u00f3rios palestinos, a Assembleia-Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) aprovou a resolu\u00e7\u00e3o 32\/40 B, criando o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, a ser comemorado todo 29 de novembro. 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