{"id":318684,"date":"2023-12-07T00:16:49","date_gmt":"2023-12-07T03:16:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=318684"},"modified":"2023-12-07T03:18:34","modified_gmt":"2023-12-07T06:18:34","slug":"quase-130-mil-filhos-de-imigrantes-nasceram-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/quase-130-mil-filhos-de-imigrantes-nasceram-no-brasil\/","title":{"rendered":"Quase 130 mil filhos de imigrantes nasceram no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O fluxo de migra\u00e7\u00f5es internacionais para o Brasil, entre 2013 e 2022, resultou no nascimento de 129,8 mil crian\u00e7as de m\u00e3es imigrantes que chegaram ao pa\u00eds. O balan\u00e7o foi apresentado nesta quarta-feira (6), durante semin\u00e1rio promovido pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica (MJSP), que marca os 10 anos de cria\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es Internacionais (OBMigra), vinculado \u00e0 pasta.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, a evolu\u00e7\u00e3o dos nascimentos de filhos de m\u00e3es imigrantes se deslocou de na\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o do Cone Sul, como Bol\u00edvia e Paraguai, para pa\u00edses que viveram uma crise migrat\u00f3ria nos \u00faltimos anos, especialmente Venezuela e Haiti. Em 2013, foram registradas mais de 8,5 mil crian\u00e7as nascidas de m\u00e3es imigrantes, a maioria bolivianas e paraguaias, seguidas por mulheres chinesas, que ficaram na terceira posi\u00e7\u00e3o. J\u00e1 em 2016, as m\u00e3es haitianas superam as chinesas, situa\u00e7\u00e3o que permanece at\u00e9 2018. No ano seguinte, as venezuelanas passam a ocupar o primeiro posto, seguidas por haitianas e bolivianas.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio aponta uma mudan\u00e7a significativa no perfil dos imigrantes que se dirigiram ao Brasil no per\u00edodo analisado, que passaram de pa\u00edses do Norte para o Sul Global, ao mesmo tempo que se intensificaram. Em 2022, a Pol\u00edcia Federal (PF) registrou 1,2 milh\u00e3o de registros de resid\u00eancia de longo termo e tempor\u00e1rias, dez vezes mais ao observado no in\u00edcio do per\u00edodo. Venezuelanos, haitianos, argentinos e colombianos se tornaram as principais nacionalidades a solicitarem resid\u00eancia, em detrimento de portugueses, espanh\u00f3is, alem\u00e3es e italianos.<\/p>\n<p>&#8220;Em 2013, a Pol\u00edcia Federal registrou 105.094 solicita\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia, sendo 67.535 de logo termo e 37.559 tempor\u00e1rias. Passados dez anos, o volume de registros de resid\u00eancia passou a 1,2 milh\u00e3o, mais de dez vezes o observado no in\u00edcio do per\u00edodo analisado, sendo que a participa\u00e7\u00e3o dos migrantes de longo termo passou de 64,2% para 80,8%, sugerindo que no projeto migrat\u00f3rio dessas pessoas o Brasil figure como lugar escolhido para sua moradia&#8221;, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Casamentos<\/strong><br \/>\nUm dos dados do balan\u00e7o \u00e9 o n\u00famero de casamentos envolvendo imigrantes. Ao todo, foram 66,3 mil casamentos, nos quais um dos c\u00f4njuges era imigrante. A uni\u00e3o entre o homem imigrante e mulher brasileira respondeu por 59% do total de casos, enquanto entre um homem brasileiro com mulher imigrante somou 28,1% dos matrim\u00f4nios registrados. J\u00e1 o casamento em que ambos os c\u00f4njuges eram imigrantes somou 12,9%.<\/p>\n<p>Mercado de trabalho<br \/>\nO n\u00famero de imigrantes no mercado formal de trabalho passou de cerca de 90 mil, em 2013, para 200 mil em 2022, segundo o relat\u00f3rio. As principais nacionalidades s\u00e3o venezuelanas, haitianas e paraguaias.<\/p>\n<p>As principais \u00e1reas de inser\u00e7\u00e3o s\u00e3o o setor agroneg\u00f3cios, em linhas de produ\u00e7\u00e3o de frigor\u00edficos, seguidas por constru\u00e7\u00e3o civil e setor de alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ref\u00fagio<\/strong><br \/>\nO relat\u00f3rio do OBMigra tamb\u00e9m traz um balan\u00e7o sobre as solicita\u00e7\u00f5es de reconhecimento da condi\u00e7\u00e3o de refugiado apresentado \u00e0 Pol\u00edcia Federal, que evoluiu tanto em n\u00fameros, quanto no perfil dos solicitantes. Em 2013, o n\u00famero de solicita\u00e7\u00f5es foi um pouco inferior a 6 mil pedidos, destacando-se, pela ordem, as nacionalidades bengali, haitiana e senegalesa. Nos dois anos seguintes, os s\u00edrios surgiram com alguma relev\u00e2ncia e, em 2016, a crise humanit\u00e1ria na Venezuela fez explodir o fluxo migrat\u00f3rio para o Brasil.<\/p>\n<p>No mesmo ano, cubanos e angolanos tamb\u00e9m apareceram na lista das principais nacionalidades em pedidos de ref\u00fagio. Na s\u00e9rie hist\u00f3rica analisada, foram 210.052 solicita\u00e7\u00f5es de ref\u00fagio de venezuelanos, 38.884 de haitianos, 17.855 de cubanos e 11.238 de angolanos.<\/p>\n<p>Em 2013, as mulheres contribu\u00edam com somente 10,5% das solicita\u00e7\u00f5es. J\u00e1 em 2022, no total da s\u00e9rie hist\u00f3rica, a participa\u00e7\u00e3o feminina alcan\u00e7ou 40% dos pedidos, sendo que entre venezuelanas e cubanas os percentuais ficaram acima da m\u00e9dia, 45,9% e 46,8%, respectivamente, segundo o relat\u00f3rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fluxo de migra\u00e7\u00f5es internacionais para o Brasil, entre 2013 e 2022, resultou no nascimento de 129,8 mil crian\u00e7as de m\u00e3es imigrantes que chegaram ao pa\u00eds. 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