{"id":318994,"date":"2023-12-11T10:09:09","date_gmt":"2023-12-11T13:09:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=318994"},"modified":"2023-12-11T10:09:09","modified_gmt":"2023-12-11T13:09:09","slug":"crescimento-do-pib-em-2023-avanca-e-bate-na-casa-dos-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/crescimento-do-pib-em-2023-avanca-e-bate-na-casa-dos-3\/","title":{"rendered":"Crescimento do PIB em 2023 avan\u00e7a e bate na casa dos 3%"},"content":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu, passando de 2,84% para 2,92%. A estimativa est\u00e1 no boletim Focus desta segunda-feira (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Bras\u00edlia, com a proje\u00e7\u00e3o para os principais indicadores econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Para o pr\u00f3ximo ano, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB &#8211; a soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) &#8211; \u00e9 de crescimento de 1,51%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expans\u00e3o do PIB em 2% para os dois anos.<\/p>\n<p>Superando as proje\u00e7\u00f5es, no terceiro trimestre do ano a economia brasileira cresceu 0,1%, na compara\u00e7\u00e3o com o segundo trimestre de 2023, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). No ano, a alta acumulada foi de 3,2%.<\/p>\n<p>Com o resultado, o PIB est\u00e1 novamente no maior patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica, ficando 7,2% acima do n\u00edvel pr\u00e9-pandemia, registrado nos tr\u00eas \u00faltimos meses de 2019.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nNesta edi\u00e7\u00e3o do Focus, a previs\u00e3o para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) &#8211; considerada a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds \u2013 para 2023 foi reduzida de 4,54% para 4,51%. Para 2024, a estimativa de infla\u00e7\u00e3o ficou em 3,93%. Para 2025 e 2026, as previs\u00f5es s\u00e3o de 3,5% para os dois anos.<\/p>\n<p>A estimativa para 2023 est\u00e1 acima do centro da meta de infla\u00e7\u00e3o que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), a meta \u00e9 de 3,25% para 2023, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,75% e o superior 4,75%.<\/p>\n<p>Segundo o BC, no \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, a chance de o \u00edndice oficial superar o teto da meta em 2023 \u00e9 67%. A proje\u00e7\u00e3o do mercado para a infla\u00e7\u00e3o de 2024 tamb\u00e9m est\u00e1 acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda se situa dentro do intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual.<\/p>\n<p>Em outubro, o aumento de pre\u00e7os das passagens a\u00e9reas pressionou o resultado da infla\u00e7\u00e3o. O IPCA ficou em 0,24%, segundo o IBGE. O percentual foi abaixo da taxa de setembro, que teve alta de 0,26%.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o acumulada este ano atingiu 3,75%. Nos \u00faltimos 12 meses, o \u00edndice est\u00e1 em 4,82%.<\/p>\n<p><strong>Taxa de juros<\/strong><br \/>\nPara alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa b\u00e1sica de juros &#8211; a Selic &#8211; definida em 12,25% ao ano pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom). Ap\u00f3s sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a infla\u00e7\u00e3o voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.<\/p>\n<p>O comportamento dos pre\u00e7os j\u00e1 fez o BC cortar os juros pela terceira vez no semestre. O clico de cortes deve ser mantido na reuni\u00e3o dessa semana do Copom, que ocorre nesta ter\u00e7a (12) e quarta-feira (13). A expectativa do mercado \u00e9 de um corte de 0,5 ponto percentual, para que a Selic encerre 2023 em 11,75% ao ano.<\/p>\n<p>De mar\u00e7o de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monet\u00e1rio que come\u00e7ou em meio \u00e0 alta dos pre\u00e7os de alimentos, energia e combust\u00edveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.<\/p>\n<p>Antes do in\u00edcio do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no n\u00edvel mais baixo da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1986. Por causa da contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da hist\u00f3ria de agosto de 2020 a mar\u00e7o de 2021.<\/p>\n<p><strong>Analistas<\/strong><br \/>\nPara o fim de 2024, a estimativa dos analistas \u00e9 de que a taxa b\u00e1sica caia para 9,25% ao ano. Para o fim de 2025 e de 2026, a previs\u00e3o \u00e9 de Selic em 8,5% ao ano, para os dois anos.<\/p>\n<p>Quando o Copom aumenta a taxa b\u00e1sica de juros, a finalidade \u00e9 conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos pre\u00e7os porque os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Mas, al\u00e9m da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimpl\u00eancia, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas tamb\u00e9m podem dificultar a expans\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>Quando o Copom diminui a Selic, a tend\u00eancia \u00e9 que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo, reduzindo o controle sobre a infla\u00e7\u00e3o e estimulando a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Por fim, a previs\u00e3o do mercado financeiro para a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar est\u00e1 em R$ 4,95 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previs\u00e3o \u00e9 de que a moeda americana fique em R$ 5.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A previs\u00e3o do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu, passando de 2,84% para 2,92%. A estimativa est\u00e1 no boletim Focus desta segunda-feira (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Bras\u00edlia, com a proje\u00e7\u00e3o para os principais indicadores econ\u00f4micos. 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