{"id":319846,"date":"2023-12-28T00:00:31","date_gmt":"2023-12-28T03:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=319846"},"modified":"2023-12-28T10:33:42","modified_gmt":"2023-12-28T13:33:42","slug":"brasil-domina-parapan-e-brilha-rumo-aos-jogos-de-paris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-domina-parapan-e-brilha-rumo-aos-jogos-de-paris\/","title":{"rendered":"Brasil domina Parapan e brilha rumo aos Jogos de Paris"},"content":{"rendered":"<p>O ano do esporte paral\u00edmpico brasileiro foi marcado, principalmente, pelo desempenho hist\u00f3rico do pa\u00eds nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago. A meta de superar a campanha de Lima, em 2019, foi atingida com louvor. Na capital chilena, o Brasil alcan\u00e7ou 343 medalhas, sendo 156 douradas. Quatro anos antes, no Peru, foram 308 p\u00f3dios, 124 deles no topo.<\/p>\n<p>A nata\u00e7\u00e3o foi a modalidade que mais rendeu medalhas douradas ao Brasil na capital chilena: 67. Oito delas conquistadas por Douglas Matera, da classe S12 (baixa vis\u00e3o). Destaque tamb\u00e9m para Victor Almeida, o Vitinho, e Alessandra Oliveira. Nadadores mais jovens da sele\u00e7\u00e3o brasileira, com 15 anos, eles retornaram de Santiago como campe\u00f5es parapan-americanos. Vitinho \u00e9 da classe S9, enquanto Alessandra compete na S5, ambas categorias voltadas a atletas com defici\u00eancias f\u00edsico-motoras (quanto maior o n\u00famero, menor o grau de comprometimento).<\/p>\n<p>Em alguns esportes o Parapan serviu de classificat\u00f3rio \u00e0 Paris. No t\u00eanis de mesa, o Brasil garantiu seis vagas nominais aos Jogos, destinadas aos campe\u00f5es individuais: Marliane Santos (classe 3), Paulo Salmin (7), Luiz Manara (8), Danielle Rauen (9), Cl\u00e1udio Massad (10) e Thiago Gomes (11). As categorias de 1 a 5 envolvem atletas cadeirantes, enquanto as de 6 a 10 s\u00e3o disputadas por mesatenistas andantes. A 11, por sua vez, \u00e9 para jogadores com defici\u00eancia intelectual.<\/p>\n<p>Na bocha, a medalha de ouro do trio formado por Andreza Oliveira, Iuri Tauan e Maciel Santos assegurou lugar em Paris \u00e0 equipe brasileira das classes BC1 e BC2 (atletas com grau elevado de comprometimento f\u00edsico-motor e que utilizam m\u00e3os ou p\u00e9s para jogar). No rugby em cadeira de rodas, o bronze in\u00e9dito levou o Brasil \u00e0 repescagem mundial, que ser\u00e1 disputada em mar\u00e7o, na Nova Zel\u00e2ndia, valendo tr\u00eas vagas \u00e0 Paralimp\u00edada.<\/p>\n<p>No tiro com arco, Eug\u00eanio Franco, 63 anos, membro mais velho da delega\u00e7\u00e3o brasileira, venceu a disputa da classe W1 (defici\u00eancias graves em tr\u00eas ou quatro membros) e j\u00e1 se garantiu em 2024. Assim como Alexandre Galgani, ao ganhar a prova da carabina de ar mista em p\u00e9 da classe SH2 (atiradores que n\u00e3o conseguem suportar o peso da arma e necessitam de suporte).<\/p>\n<p>O Brasil encerrou o ano tendo 103 lugares confirmados em Paris, sendo que 85 deles foram assegurados ao longo de 2023. O pa\u00eds iniciou a temporada j\u00e1 classificado no goalball masculino e no v\u00f4lei sentado feminino. A equipe masculina de v\u00f4lei (12 vagas, uma por atleta) se credenciou aos Jogos ao ser campe\u00e3 do Campeonato Pan-Americano, disputado no Canad\u00e1.<\/p>\n<p>Em duas modalidades, as vagas foram asseguradas pelo ranking mundial. No ciclismo, o Brasil garantiu um lugar na disputa masculina e outro na feminina. No parataekwondo, seis lutadores classificaram o pa\u00eds nas categorias at\u00e9 52 quilos (kg), at\u00e9 57 kg, at\u00e9 58 kg, at\u00e9 63 kg, at\u00e9 65 kg e acima de 65 kg. Destaque para Silvana Fernandes, ouro no Parapan e bicampe\u00e3 do mundo no M\u00e9xico.<\/p>\n<p><strong>Top-5 mundial<\/strong><br \/>\nPor falar em Mundial, o Brasil conquistou vagas paral\u00edmpicas em cinco dos que foram realizados em 2023. No de futebol de cegos, a medalha de bronze na Gr\u00e3-Bretanha assegurou a sele\u00e7\u00e3o em Paris, onde buscar\u00e1 o hexa. No de tiro com arco, na Rep\u00fablica Tcheca, Jane Karla e Reinaldo Char\u00e3o chegaram \u00e0 final por equipes mistas do arco composto e garantiram lugar a dois atletas do pa\u00eds (um por g\u00eanero) na Paralimp\u00edada.<\/p>\n<p>No Mundial de paracanoagem, na Alemanha, vieram quatro vagas, sendo tr\u00eas nas provas de canoa (VL) e uma no caiaque (KL), gra\u00e7as ao ouro de Fernando Rufino na classe VL2 (atletas que utilizam tronco e bra\u00e7os) masculina, \u00e0 prata de Lu\u00eds Carlos Cardoso na KL1 (somente bra\u00e7os), ao bronze de Mari Santilli na VL3 (bra\u00e7os, tronco e pernas) e ao quinto lugar de D\u00e9bora Benevides na VL2 feminina. J\u00e1 no de remo, realizado na S\u00e9rvia, a classifica\u00e7\u00e3o veio com a s\u00e9tima coloca\u00e7\u00e3o de Claudia Santos na classe PR1xW (remadores com fun\u00e7\u00e3o m\u00ednima &#8211; ou nenhuma &#8211; de tronco).<\/p>\n<p>O Mundial de atletismo, em Paris, foi o que mais assegurou vagas ao Brasil \u00e0 Paralimp\u00edada do ano que vem: 37 (25 masculinas e 12 femininas). O pa\u00eds foi o que mais medalhas conquistou (47) e o segundo com mais ouros (14, dois a menos que a China). Foi o melhor desempenho da hist\u00f3ria brasileira no evento.<\/p>\n<p>No Mundial de nata\u00e7\u00e3o, disputado na Gr\u00e3-Bretanha, foram 46 p\u00f3dios, sendo 16 ouros. Tr\u00eas deles conquistados por Gabriel Ara\u00fajo, da classe S2. N\u00e3o \u00e0 toa, o nadador foi eleito o melhor atleta masculino de 2023 no Pr\u00eamio Paral\u00edmpicos. Entre as mulheres, a vencedora foi Bruna Alexandre, do t\u00eanis de mesa, que brilhou, tamb\u00e9m, entre as jogadoras sem defici\u00eancia, ajudando a sele\u00e7\u00e3o feminina do Brasil a se classificar a Paris. Ela pode se tornar a primeira brasileira a disputar a Olimp\u00edada e a Paralimp\u00edada.<\/p>\n<p>J\u00e1 no paradesporto de inverno, Aline Rocha fez hist\u00f3ria ao conquistar o primeiro ouro do pa\u00eds em um Mundial na neve. Ela venceu a prova de sprint (1 km) do esqui cross-country na competi\u00e7\u00e3o realizada na Su\u00e9cia. Na mesma prova, mas no naipe masculino, Cristian Ribera foi bronze. Antes a brasileira j\u00e1 havia obtido um terceiro lugar na disputa de 18 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Considerando as modalidades do programa da Paralimp\u00edada de ver\u00e3o, o Brasil disputou 15 Mundiais em 2023, com 118 p\u00f3dios (34 ouros, 30 pratas, 54 bronzes). O desempenho colocaria o pa\u00eds no quinto lugar de um virtual quadro de medalhas, atr\u00e1s somente de China (70 ouros), Gr\u00e3-Bretanha (62), It\u00e1lia (47) e Ucr\u00e2nia (39) e \u00e0 frente dos Estados Unidos (26).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano do esporte paral\u00edmpico brasileiro foi marcado, principalmente, pelo desempenho hist\u00f3rico do pa\u00eds nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago. A meta de superar a campanha de Lima, em 2019, foi atingida com louvor. Na capital chilena, o Brasil alcan\u00e7ou 343 medalhas, sendo 156 douradas. 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