{"id":320690,"date":"2024-01-16T16:36:07","date_gmt":"2024-01-16T19:36:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=320690"},"modified":"2024-01-16T17:23:18","modified_gmt":"2024-01-16T20:23:18","slug":"imperialismo-sionista-e-fascismo-acendem-o-barril-de-polvora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/imperialismo-sionista-e-fascismo-acendem-o-barril-de-polvora\/","title":{"rendered":"&#8216;Imperialismo sionista e fascismo acendem o barril de p\u00f3lvora&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>A ofensiva militar da resist\u00eancia palestina ao Estado sionista no dia 7 de outubro, liderada pelo Hamas e apoiada por todas as suas organiza\u00e7\u00f5es, marca um ponto de viragem decisivo para os povos \u00e1rabes e para o mundo inteiro. A demonstra\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de como a determina\u00e7\u00e3o de um povo incomparavelmente mais fraco militarmente \u2013 fato verificado em todas as revolu\u00e7\u00f5es \u2013 \u00e9 capaz de derrubar o mito da invencibilidade de um dos ex\u00e9rcitos mais poderosos do mundo, derrubou de uma s\u00f3 vez um dos mitos mais enraizados nas organiza\u00e7\u00f5es de esquerda ocidentais: a impossibilidade absoluta de enfrentar o inimigo todo-poderoso.<\/p>\n<p>Manifesta\u00e7\u00f5es gigantescas percorreram todos os pa\u00edses do mundo quando a luta internacionalista parecia estar a definhar. Trouxeram para o primeiro plano a defesa da legitimidade da luta do povo palestino, e portanto da sua luta armada, contra o ocupante sionista. O cancro que alimentou a impot\u00eancia da esquerda durante d\u00e9cadas \u2013 o pacifismo como princ\u00edpio inamov\u00edvel \u2013 come\u00e7a tamb\u00e9m a desfazer-se.<\/p>\n<p>Este pacifismo foi criado pela social-democracia e pelos Verdes e penetrou profundamente nos grandes partidos eurocomunistas que aceitaram a pol\u00edtica das \u00faltimas d\u00e9cadas da URSS de coexist\u00eancia pac\u00edfica com o capitalismo. Todos eles se tornaram hoje, tal como o governo do PSOE e os seus comparsas de Sumar e Unidas Podemos, pe\u00f5es da OTAN, apoiando o envio de armas para os fascistas na Ucr\u00e2nia e vendendo armas ao Estado sionista para massacrar o povo palestino.<\/p>\n<p>Perante o horror dos milhares de palestinos mortos, na sua maioria mulheres e crian\u00e7as, o internacionalismo prolet\u00e1rio ressurgiu nos EUA e em muitos pa\u00edses europeus, tamb\u00e9m no Estado espanhol. A classe oper\u00e1ria, sem a qual as garras do imperialismo s\u00e3o absolutamente impotentes, demonstrou, ao recusar-se a colaborar no envio de armas para Israel, que a solidariedade internacionalista continua viva.<\/p>\n<p>Canal Ben Gurion<br \/>\nA luta do povo palestino, a das suas organiza\u00e7\u00f5es armadas e a de todo o seu povo que resiste defendendo casa a casa as ruas de Gaza, com imagens de um hero\u00edsmo irredut\u00edvel que faz lembrar a batalha de Stalingrado, trouxe de novo \u00e0 mem\u00f3ria a alian\u00e7a do nazismo com o sionismo, desde o fim da Segunda Guerra Mundial at\u00e9 agora. A resist\u00eancia do povo palestino e o gigantesco massacre sionista recordaram-nos uma vez mais que s\u00f3 a luta dos oprimidos \u00e9 capaz de romper os muros da desinforma\u00e7\u00e3o, de chegar \u00e0 consci\u00eancia das massas e de escrever a hist\u00f3ria com o seu pr\u00f3prio sangue.<\/p>\n<p>A luta do povo palestino interrompeu, por agora, dois grandes projetos do imperialismo sionista baseados na \u201cnormaliza\u00e7\u00e3o\u201d das rela\u00e7\u00f5es entre Israel e alguns pa\u00edses \u00e1rabes. Um deles, a constru\u00e7\u00e3o do Canal Ben Gurion (nome do l\u00edder sionista que dirigiu o massacre e a expropria\u00e7\u00e3o do povo palestino em 1948), acordado entre o Estado sionista e a Ar\u00e1bia Saudita; iria do Mar Vermelho a Gaza, seria uma alternativa ao Canal de Suez e canalizaria 30% do com\u00e9rcio mundial de recursos energ\u00e9ticos. O outro \u00e9 a apropria\u00e7\u00e3o por Israel do campo de g\u00e1s do offshore de Gaza, ao largo da costa, estimado em 30 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos, e dos campos de g\u00e1s e petr\u00f3leo no continente entre Gaza e a Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia palestina, que enfrenta todo o poderio militar do sionismo imperialista, s\u00f3 recebeu at\u00e9 agora o apoio militar do Hezbollah no L\u00edbano, do I\u00e9men, um dos pa\u00edses mais pobres do mundo e que acaba de enfrentar uma guerra contra as mesmas pot\u00eancias, e das organiza\u00e7\u00f5es iraquianas. Face a esta batalha desigual da resist\u00eancia palestina, que enfrenta objetivamente o imperialismo ocidental, o mesmo imperialismo que a R\u00fassia e a China enfrentam, os BRICS n\u00e3o fizeram mais do que declara\u00e7\u00f5es. Nem romperam rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, muito menos cortaram rela\u00e7\u00f5es comerciais com o Estado sionista.<\/p>\n<p>Os BRICS, perante a luta heroica do povo palestino, mostraram ser uma alian\u00e7a puramente econ\u00f4mica, em que os valores da \u201csoberania e independ\u00eancia nacional\u201d foram postos de lado. Destacamos esta avalia\u00e7\u00e3o como um alerta para aqueles que, ing\u00e9nua ou desinformadamente, tendem a identificar o papel dos BRICS, de forma avulsa, como a salva\u00e7\u00e3o da luta anti-imperialista.<\/p>\n<p>Os recentes e tr\u00e1gicos acontecimentos despertaram a necessidade de compreender a sua origem. Para o fazer, \u00e9 necess\u00e1rio recordar alguns fatos hist\u00f3ricos:<\/p>\n<p>&#8211; O Acordo Sykes-Pikot, assinado secretamente em 1916 pela Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a e R\u00fassia czarista, atrav\u00e9s do qual estas pot\u00eancias, perante a derrota do Imp\u00e9rio Otomano, dividiram o territ\u00f3rio do Oriente M\u00e9dio, traindo os povos \u00e1rabes que as tinham apoiado na guerra em troca da sua independ\u00eancia. Conceberam os pa\u00edses que hoje conhecemos \u00e0 sua medida, instalando governantes fantoches que lhes garantiram o acesso ao g\u00e1s e ao petr\u00f3leo. Esse Acordo foi publicado no Izvestia e no Pravda pelos bolcheviques que o encontraram no Pal\u00e1cio de inverno ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o Sovi\u00e9tica. A longa luta dos povos \u00e1rabes contra o neocolonialismo e pela sua independ\u00eancia e soberania marcou todos os conflitos no Oriente M\u00e9dio desde ent\u00e3o, conflitos que se agravaram com a cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel em solo palestino, instrumento decisivo para o controlo da regi\u00e3o por estas pot\u00eancias e pelos EUA.<\/p>\n<p>&#8211; O papel preponderante da fam\u00edlia banc\u00e1ria Rothschild e da Gr\u00e3-Bretanha na cria\u00e7\u00e3o do Estado sionista. Em 1917, tamb\u00e9m em plena I Guerra Mundial, o Ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros brit\u00e2nico dirigiu uma carta p\u00fablica, conhecida como Declara\u00e7\u00e3o Balfour [3], ao Bar\u00e3o Rothchild, l\u00edder da comunidade sionista na Gr\u00e3-Bretanha, manifestando o apoio da Coroa \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de \u201cum lar nacional para o povo judeu na Palestina\u201d.<\/p>\n<p>A alian\u00e7a entre o sionismo e o Terceiro Reich, que, ao mesmo tempo que enviava milh\u00f5es de judeus pobres para as c\u00e2maras de g\u00e1s em troca de um generoso apoio econ\u00f4mico, favoreceu a sa\u00edda da Alemanha dos grandes oligarcas sionistas para os EUA, outros pa\u00edses europeus e a Palestina. Lideradas pelos Rothschilds, poderosas fam\u00edlias sionistas como os Goldmans, Sachs, Guggenheim, Loeb, Lazard, Openheim, Wargburg e outras deixaram o gueto de Frankfurt com o apoio nazi para fundar os imp\u00e9rios que hoje conhecemos.<\/p>\n<p>Estes fatos hist\u00f3ricos sobre o Oriente M\u00e9dio explicam os interesses estrat\u00e9gicos das grandes pot\u00eancias ocidentais na regi\u00e3o. Ao mesmo tempo, permitem-nos compreender, por um lado, o papel do Estado sionista como seu instrumento privilegiado de domina\u00e7\u00e3o e, por outro lado, a luta geral dos povos \u00e1rabes, e em primeiro lugar a do povo palestino, para se libertarem do jugo imperialista, cuja pedra angular \u00e9 o Estado de Israel.<\/p>\n<p><strong>Sionismo no poder econ\u00f4mico<\/strong><br \/>\nO apoio incondicional dos EUA, tanto dos democratas \u2013 Biden definiu-se como sionista \u2013 como dos republicanos, bem como dos governos vassalos da UE, ao massacre do povo palestino pelo Estado de Israel, que dura h\u00e1 75 anos, exige que se tomem em considera\u00e7\u00e3o outros fatos que, para al\u00e9m do Oriente M\u00e9dio, explicam a estrutura de poder do imperialismo e a sua rela\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica com o sionismo e o fascismo.<\/p>\n<p>O sionismo, que n\u00e3o deve ser confundido com o povo hebreu ou a religi\u00e3o judaica, \u00e9 uma ideologia pol\u00edtica supremacista, de extrema direita, que funciona como uma sociedade secreta. Esta estrutura de domina\u00e7\u00e3o, especialmente ap\u00f3s a compra em 2012 pelo fundo de investimento RIT Capital Partners \u2013 presidido pelo Bar\u00e3o Rothschild \u2013 de 37% da Rockefeller Financial Services, controla uma grande parte das estruturas do poder financeiro internacional.<\/p>\n<p>Na pir\u00e2mide de poder dos doze bancos da Reserva Federal, de uma grande parte dos grandes bancos mundiais \u2013 incluindo o Banco Central Europeu \u2013, das multinacionais farmac\u00eauticas como a Pfizer liderada por Albert Bourla, da Blackrock, o maior fundo de investimento do mundo, presidida por Larry Fink, dos grandes emp\u00f3rios de expans\u00e3o cultural e de engenharia social como Hollywood ou dos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o social, nessa pir\u00e2mide est\u00e3o pessoas que pertencem \u00e0 elite do poder sionista.<\/p>\n<p>A fortuna pessoal de Klaus Schwab, fundador e presidente do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial de Davos, promotor da doutrina do \u201cGreat Reset\u201d e membro do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do Clube Bildeberg, est\u00e1 diretamente ligada ao nazismo. O seu pai, Eugen Wilhelm Schwab, deixou Frankfurt, juntamente com outras fam\u00edlias judias ricas, com a ajuda de Hitler, para dirigir a empresa su\u00ed\u00e7a Escher-Wyss, que fabricava armas para os nazis utilizando m\u00e3o-de-obra escrava.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o do imperialismo com o nazismo desenvolveu-se ao longo da Segunda Guerra Mundial. O papel das empresas americanas e alem\u00e3s que colaboraram diretamente com a Alemanha de Hitler \u00e9 longo e foi bem documentado por Jacques R. Pauwels no seu livro \u201cThe Myth of the Good War. Os EUA na Segunda Guerra Mundial\u201d. Destacamos alguns: A Coca Cola, que criou a Fanta para os nazis, a IBM, que facilitou a elabora\u00e7\u00e3o do recenseamento dos judeus a assassinar nas c\u00e2maras de g\u00e1s, a Porsche-Volkswagen, a Kodak, a Bayer (IG Farben) que fabricou o g\u00e1s Zyklon para as c\u00e2maras de g\u00e1s, a Hugo Boss fabricante dos uniformes nazis, a Ford, a Siemens ou a General Motors.<\/p>\n<p>Esta alian\u00e7a das grandes empresas com o fascismo, colaborando no exterm\u00ednio de judeus, ciganos, comunistas e todos os que se opunham ao fascismo e explorando o trabalho escravo nos campos de concentra\u00e7\u00e3o, explica perfeitamente porque \u00e9 que continuaram a ser, sem grandes problemas, grandes empresas multinacionais e foram a pedra angular do confronto do imperialismo com a URSS.<\/p>\n<p>No rescaldo da II Guerra Mundial, ocorreram acontecimentos que documentam a alian\u00e7a intr\u00ednseca do imperialismo com o nazismo e que ajudam a explicar o atual apoio da OTAN, incluindo os governos vassalos da UE, ao regime fascista da Ucr\u00e2nia. Destacamos as seguintes:<\/p>\n<p>&#8211; A Opera\u00e7\u00e3o Paperclip, atrav\u00e9s da qual os EUA impediram que 1600 criminosos nazis \u2013 cientistas e altos chefes militares \u2013 fossem julgados em Nuremberga, para coloc\u00e1-los depois no comando da OTAN na Europa ou \u00e0 frente de laborat\u00f3rios de armas biol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>&#8211; A Organiza\u00e7\u00e3o Gehlen, dirigida pelo general nazi com o mesmo nome, que transferia para os EUA todas as informa\u00e7\u00f5es dos servi\u00e7os secretos alem\u00e3es sobre a URSS e os pa\u00edses de Leste, e que constitu\u00eda a base do Servi\u00e7o Federal de Informa\u00e7\u00f5es da RFA. Esta organiza\u00e7\u00e3o foi tamb\u00e9m a pedra angular sobre a qual os Stay Behind \u2013 os ex\u00e9rcitos secretos da OTAN \u2013 em colabora\u00e7\u00e3o com os servi\u00e7os secretos militares e as organiza\u00e7\u00f5es fascistas de cada pa\u00eds, criaram a Rede Gladio e outras para levar a cabo a\u00e7\u00f5es terroristas ao servi\u00e7o do imperialismo[5]. A rede Stay Behind, como veremos, continua a existir.<\/p>\n<p>Embora a lista de nomes que levaram a cabo as pol\u00edticas imperialistas seja longa, lembramos Victoria Nuland. Esta mulher, destacada representante do lobby sionista, de origem judaica e ucraniana, e representante dos poderosos fabricantes de armas dos EUA, ocupou altos cargos em todas as administra\u00e7\u00f5es norte-americanas desde Obama at\u00e9 agora, exceto na de Trump. Desempenhou um papel de lideran\u00e7a no Afeganist\u00e3o, na invas\u00e3o do Iraque e impulsionou, em nome dos EUA e da UE, o golpe fascista na Ucr\u00e2nia em 2014 que colocou Petro Poroschenko (2014-2019) e, posteriormente, o tamb\u00e9m judeu Zelenski no governo.<\/p>\n<p>Em 2007, enquanto embaixadora dos EUA na OTAN, promoveu, juntamente com o l\u00edder nazi da organiza\u00e7\u00e3o Setor de Direita, Dimitro Yarosh, ele pr\u00f3prio um agente de uma das redes Stay Behind, promoveu uma reuni\u00e3o de neonazis de toda a Europa e islamistas do Oriente M\u00e9dio para lutarem juntos contra a R\u00fassia na Chech\u00e9nia. Victoria Nuland confirmou a exist\u00eancia de laborat\u00f3rios de armas biol\u00f3gicas dos EUA na Ucr\u00e2nia, nos quais, a par do Pent\u00e1gono e da CIA, se encontram grandes empresas farmac\u00eauticas como a Pfizer e a Glaxo Smith Kline.<\/p>\n<p>Compreender a estrutura de poder do capitalismo imperialista, cada vez mais centralizado e concentrado, e a sua capacidade de estabelecer pol\u00edticas econ\u00f4micas, financeiras, sanit\u00e1rias, ambientais ou medi\u00e1ticas que os governos seguem sem questionar, e a sua rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com o nazismo e o sionismo, \u00e9 indispens\u00e1vel para as organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p>Esta teia de poder pol\u00edtico e militar est\u00e1 ao servi\u00e7o da oligarquia que lidera a maior crise do capitalismo no Ocidente. Tanto a centraliza\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o do capital como as pol\u00edticas de destrui\u00e7\u00e3o, controlo social e guerra s\u00e3o a sua \u201csolu\u00e7\u00e3o\u201d para a crise.<\/p>\n<p>Os grandes fundos de investimento como a BlackRock est\u00e3o a aumentar o seu controlo sobre o poder financeiro e econ\u00f4mico nos EUA, na UE e em muitos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. Em Espanha, ocupam posi\u00e7\u00f5es-chave nos principais bancos e grandes empresas, ao mesmo tempo que, atrav\u00e9s de gigantes multinacionais como a Monsanto-Bayer, levam a cabo uma estrat\u00e9gia de compra de terras em grande escala, destruindo pequenas e m\u00e9dias empresas agr\u00edcolas e pecu\u00e1rias.<\/p>\n<p>Estes grandes fundos de investimento, na sua maioria dirigidos por banqueiros sionistas como os Rothschilds ou a BlackRock, levam a cabo a sua estrat\u00e9gia de controlo e dom\u00ednio com a colabora\u00e7\u00e3o dos governos. O F\u00f3rum Econ\u00f4mico de Davos, express\u00e3o concentrada do imperialismo sionista, \u00e9 o principal \u00f3rg\u00e3o a partir do qual se planeja o controlo pol\u00edtico, econ\u00f4mico, militar e ideol\u00f3gico das popula\u00e7\u00f5es. Nunca antes a concentra\u00e7\u00e3o de poder do capitalismo lhe permitiu subordinar t\u00e3o completamente o poder pol\u00edtico e medi\u00e1tico para realizar os seus objetivos, pelo menos \u00e0 escala do \u201cOcidente\u201d.<\/p>\n<p>A crise capitalista que, mais do que nunca, mostra a sua incapacidade de responder \u00e0s necessidades sociais, \u00e9 utilizada pela oligarquia para p\u00f4r em pr\u00e1tica a sua \u00fanica sa\u00edda poss\u00edvel: a prepara\u00e7\u00e3o da destrui\u00e7\u00e3o e da guerra em grande escala.<\/p>\n<p>O colapso econ\u00f4mico das grandes pot\u00eancias da UE no quadro da crise foi acelerado e planeado por todas as medidas tomadas pela UE e pelos governos submetidos aos interesses dos EUA, em nome de san\u00e7\u00f5es bumerangue \u201ccontra a R\u00fassia\u201d, e pelas decis\u00f5es tomadas sob o pretexto de combater a infla\u00e7\u00e3o. A Espanha, juntamente com a Alemanha e a It\u00e1lia, est\u00e1 no topo da lista dos pa\u00edses da UE com maior destrui\u00e7\u00e3o de empresas, enquanto o consumo est\u00e1 a afundar-se como express\u00e3o do empobrecimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A desindustrializa\u00e7\u00e3o e a destrui\u00e7\u00e3o da agricultura e da pecu\u00e1ria, com a consequente ru\u00edna das pequenas e m\u00e9dias empresas, est\u00e3o a ser sistematicamente aceleradas atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas estatais. A ideologia das \u201caltera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\u201d, patrocinada pela UE, pelo F\u00f3rum de Davos e pela ONU, est\u00e1 a ser utilizada para canalizar fundos p\u00fablicos, como os chamados fundos \u201cNext Generation\u201d da UE, para empresas multinacionais. Estes fundos financiam mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas que servem precisamente as pol\u00edticas de destrui\u00e7\u00e3o das pequenas e m\u00e9dias empresas incapazes de as realizar e favorecem a centraliza\u00e7\u00e3o do capital.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia intr\u00ednseca que implicam \u00e9 bem oleada por mecanismos de suborno e de censura. Os grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o social, controlados pelos mesmos grandes fundos de investimento, asseguram a penetra\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica destinada a legitimar aos olhos da opini\u00e3o p\u00fablica estas pol\u00edticas que servem os objetivos de destrui\u00e7\u00e3o e de concentra\u00e7\u00e3o do capital, para \u201cprevenir uma suposta cat\u00e1strofe ambiental de origem clim\u00e1tica\u201d, quando a maior polui\u00e7\u00e3o \u00e9 gerada pelos grandes grupos industriais.<\/p>\n<p>A gest\u00e3o da pandemia de Covid tem sido uma gigantesca experi\u00eancia de controlo social das popula\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s da implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de terrorismo de Estado, que tentar\u00e3o repetir na tentativa de desativar as revoltas populares. Por outro lado, institui\u00e7\u00f5es como a ONU, a OMS ou outras ag\u00eancias das Na\u00e7\u00f5es Unidas, criadas ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, quando existia a URSS, s\u00e3o hoje instrumentos da oligarquia mundial ao servi\u00e7o das suas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>A previs\u00edvel derrota da OTAN na guerra da Ucr\u00e2nia contra a R\u00fassia, bem como a participa\u00e7\u00e3o direta dos EUA, e a participa\u00e7\u00e3o encoberta das pot\u00eancias da UE na guerra do Estado sionista contra a Palestina, configuram um futuro de guerra em grande escala. Este cen\u00e1rio de guerra aberta ter\u00e1 o seu campo de batalha fundamental em solo europeu.<\/p>\n<p>A escalada das despesas militares, que faz com que os complexos militares dos EUA e da UE operem em plena capacidade, financiados pelos or\u00e7amentos p\u00fablicos do Estado em detrimento das despesas sociais, configura economias de guerra. A isto juntam-se os apelos cada vez mais expl\u00edcitos \u00e0 reintrodu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio nos pa\u00edses da UE. Para al\u00e9m do que acontece na Ucr\u00e2nia, \u00e9 evidente que o imperialismo euro-americano est\u00e1 a preparar uma guerra da OTAN, primeiro contra a R\u00fassia e depois contra a China, e que, tal como na Primeira e na Segunda Guerras Mundiais, utilizar\u00e1 a juventude trabalhadora dos povos da Europa como carne para canh\u00e3o.<\/p>\n<p>O fascismo, bem oleado durante d\u00e9cadas pelo imperialismo, reaparece agora no horizonte mostrando a sua ess\u00eancia. \u00c9 o instrumento do capital destinado a dominar a resist\u00eancia oper\u00e1ria e popular quando a burguesia, no quadro da crise capitalista, liquida como sucata velha as suas \u201cliberdades democr\u00e1ticas\u201d, as mais elementares condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia da classe oper\u00e1ria; e precisa de carne para canh\u00e3o para as suas guerras.<\/p>\n<p>No Estado espanhol o \u201cnovo\u201d governo, tal como o anterior e os que o precederam, desempenhar\u00e1 o papel de vassalo da UE e da OTAN e tentar\u00e1 levar a cabo as suas pol\u00edticas, com a colabora\u00e7\u00e3o dos grandes sindicatos, dividindo e corrompendo as lutas oper\u00e1rias e populares. Mas as contradi\u00e7\u00f5es agudizam-se e a oligarquia mundial sabe bem que os seus objetivos encontrar\u00e3o a resist\u00eancia da classe oper\u00e1ria e dos povos. Todo o seu aparelho ideol\u00f3gico destinado a dominar as popula\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s do medo das pandemias, das crises clim\u00e1ticas, energ\u00e9ticas ou alimentares, ou de supostos inimigos, pode sucumbir \u00e0 mais elementar luta pela sobreviv\u00eancia e pela vida.<\/p>\n<p>S\u00f3 a classe trabalhadora pode derrotar a barb\u00e1rie capitalista. As nossas tarefas. Neste combate de vida ou morte, que a maioria das pessoas ainda n\u00e3o se apercebeu, \u00e9 essencial antecipar o que est\u00e1 para vir. A luta ideol\u00f3gica e a constru\u00e7\u00e3o organizativa que sustenta tanto a possibilidade como a necessidade inadi\u00e1vel de derrotar a barb\u00e1rie capitalista e imperialista, tendo o socialismo como \u00fanica alternativa real, \u00e9 a tarefa inadi\u00e1vel das organiza\u00e7\u00f5es comunistas revolucion\u00e1rias e dos setores mais conscientes da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Neste caminho h\u00e1 duas tarefas priorit\u00e1rias. A primeira e fundamental \u00e9 refor\u00e7ar a unidade e a independ\u00eancia da classe oper\u00e1ria. O movimento oper\u00e1rio constru\u00eddo sobre a independ\u00eancia de classe \u2013 o que exige identificar as burocracias sindicais como agentes da burguesia imperialista \u2013 e sobre a necessidade inelut\u00e1vel de conquistar o poder pol\u00edtico, \u00e9 o \u00fanico capaz de construir a alternativa \u00e0 barb\u00e1rie capitalista. Para isso \u00e9 tamb\u00e9m indispens\u00e1vel que o proletariado incorpore no seu c\u00f3digo gen\u00e9tico o internacionalismo, o que implica reconhecer o imperialismo sionista como o inimigo comum de todas as lutas oper\u00e1rias e populares, bem como das lutas de liberta\u00e7\u00e3o nacional dos povos subjugados. O Encontro do Movimento Oper\u00e1rio em que estamos a trabalhar tem como objetivo servir de canal para p\u00f4r fim \u00e0 impot\u00eancia e desarticula\u00e7\u00e3o em que se encontra o proletariado.<\/p>\n<p>A segunda \u00e9 desenvolver uma frente anti-imperialista que, com base no Comit\u00e9 Coordenador Estatal contra a OTAN e as Bases (CECOB), assuma a luta contra a OTAN e as Bases Militares em Espanha, e que coordene \u00e0 escala internacional a luta contra o imperialismo.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia heroica do povo palestino, que nas condi\u00e7\u00f5es mais dif\u00edceis est\u00e1 a demonstrar que \u00e9 capaz de enfrentar em conjunto o que se supunha ser um ex\u00e9rcito invulner\u00e1vel, mostra o caminho. Da mesma forma, a luta da classe trabalhadora que, em diferentes lugares, incluindo o Estado espanhol, se recusou a colaborar no envio de armas ao Estado sionista para massacrar o povo palestino, mostrou que o internacionalismo prolet\u00e1rio ainda est\u00e1 vivo e, o mais importante, que sem a classe trabalhadora, o imperialismo tem p\u00e9s de barro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ofensiva militar da resist\u00eancia palestina ao Estado sionista no dia 7 de outubro, liderada pelo Hamas e apoiada por todas as suas organiza\u00e7\u00f5es, marca um ponto de viragem decisivo para os povos \u00e1rabes e para o mundo inteiro. 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