{"id":321317,"date":"2024-01-29T06:42:46","date_gmt":"2024-01-29T09:42:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=321317"},"modified":"2024-01-29T06:46:02","modified_gmt":"2024-01-29T09:46:02","slug":"que-pais-e-esse-que-cobra-i-r-de-professor-e-isenta-pastor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/que-pais-e-esse-que-cobra-i-r-de-professor-e-isenta-pastor\/","title":{"rendered":"Que pa\u00eds \u00e9 esse, que cobra I.R. de professor e isenta pastor?"},"content":{"rendered":"<p>Lionel Balout, arque\u00f3logo, etn\u00f3logo, professor e diretor do Museu Nacional de Hist\u00f3ria Natural, em Paris, define que, para o pr\u00e9-historiador, existe um limiar t\u00e9cnico que abre o caminho do humano. \u00c9 quando a manufatura n\u00e3o se deveu a qualquer causa natural, n\u00e3o foi, por exemplo, a lasca de uma pedra que desabou, e que esta a\u00e7\u00e3o ocorreu cronologicamente primeiro, n\u00e3o se aponta a mais remota evid\u00eancia de outra similar, anterior. Tratam-se do \u201ccomo\u201d e do \u201cquando\u201d.<\/p>\n<p>Balout est\u00e1 precisando o momento da hist\u00f3ria do homem em que, com seguran\u00e7a, o antrop\u00f3logo est\u00e1 diante do homem, um ser capaz de sobreviver, se defender e progredir.<\/p>\n<p>Lembremos que este homem surgiu na parte oriental da \u00c1frica, por volta de tr\u00eas milh\u00f5es de anos, como animal de postura ereta e fabricante de utens\u00edlios. E ir\u00e1 ocupando a \u00c1frica, migrar para o Oriente M\u00e9dio, a \u00c1sia Menor, a Europa, lutar\u00e1 com a \u00faltima glacia\u00e7\u00e3o, W\u00fcrn, h\u00e1 150 mil anos, e se espalhar\u00e1 por toda Terra.<\/p>\n<p>Mircea Eliade, cientista das religi\u00f5es, mit\u00f3logo e romancista romeno, escreve em sua famosa obra \u201cHistoire des Croyances et des Id\u00e9es Religieuses\u201d (1976): \u201cmesmo antes da linguagem articulada, a voz humana era n\u00e3o s\u00f3 capaz de transmitir informa\u00e7\u00f5es, ordens ou desejos, mas de criar todo um universo imagin\u00e1rio por suas explos\u00f5es sonoras e inova\u00e7\u00f5es f\u00f4nicas\u201d e transfere do mundo sonoro para o pict\u00f3rico para \u201cvisualiza\u00e7\u00e3o das s\u00edlabas m\u00edsticas\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 verdadeiramente que se fazer um grande esfor\u00e7o para descobrir algo al\u00e9m da luta pela vida, contra a natureza, a fauna que tamb\u00e9m se renova e evolui, as condi\u00e7\u00f5es nem sempre f\u00e1ceis de prover alimento e abrigo, esta \u201cs\u00edlaba m\u00edstica\u201d.<\/p>\n<p>Existe, ainda, outra quest\u00e3o levantada pelos arque\u00f3logos e antrop\u00f3logos. O homem ereto, que produziu ferramenta, n\u00e3o surgiu de uma linha evolutiva que se aprimorou constantemente. Muitos seres animais e vegetais, terrestres e marinhos, no correr de milh\u00f5es de ano, surgiram e desapareceram, em imensa maioria sem deixar vest\u00edgios maiores do que a forma\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo. Deus inundaria a Terra de seres apenas para que tiv\u00e9ssemos petr\u00f3leo, e somente a pouco menos de dois s\u00e9culos?<\/p>\n<p>Examinemos, um pouco mais a hist\u00f3ria dos homens e da sua dispers\u00e3o pelo planeta. Os modos de vida fornecem o fundamento de qualquer interpreta\u00e7\u00e3o que se fa\u00e7a da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Tomem-se os \u201chan\u201d; a etnia mais numerosa e dispersa na Rep\u00fablica Popular da China (China). A geografia favorece e imp\u00f5e limites ao desenvolvimento da vida. As possibilidades da evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, ampliando os espa\u00e7os de ocupa\u00e7\u00e3o humana, n\u00e3o est\u00e3o em contradi\u00e7\u00e3o com aquelas habilidades que conduziram as primeiras migra\u00e7\u00f5es pelo Planeta. Por\u00e9m a primeira e mais premente necessidade humana \u00e9, sempre foi, a alimenta\u00e7\u00e3o. As possibilidades de coleta, ca\u00e7a e pesca constitu\u00edram impulsos vitais para a ocupa\u00e7\u00e3o dos continentes.<\/p>\n<p>No entanto, quando se buscam as \u201cs\u00edlabas m\u00edsticas\u201d, podemos cair na fal\u00e1cia do pr\u00eamio Nobel de literatura (1927), judeu franc\u00eas, reverenciado pelo catolicismo, Henri Bergson, para quem o verdadeiro conhecimento n\u00e3o adv\u00e9m de conceitos abstratos, do intelecto, racionalmente, mas na apreens\u00e3o imediata, da intui\u00e7\u00e3o, evidenciada pela experi\u00eancia interior.<\/p>\n<p>De sua obra de 1932, \u201cAs Duas Fontes da Moral e da Religi\u00e3o\u201d, l\u00ea-se, logo no in\u00edcio: \u201cA recorda\u00e7\u00e3o do fruto proibido \u00e9 o que h\u00e1 de mais antigo na mem\u00f3ria de cada um de n\u00f3s, como na da humanidade\u201d (sic).<\/p>\n<p>Jacques Gernet, eminente sin\u00f3logo franc\u00eas, membro do Coll\u00e8ge de France, escreve: \u201ccomo noutras partes do mundo, na China foram as formas mais evolu\u00eddas da agricultura que permitiram os maiores crescimentos demogr\u00e1ficos, a constitui\u00e7\u00e3o de reservas importantes e a forma\u00e7\u00e3o de Estados organizados\u201d (\u201cO Mundo Chin\u00eas\u201d, tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Manuel da Silveira Lopes para Edi\u00e7\u00f5es Cosmos, Lisboa, 1974).<\/p>\n<p>Tendo surgido na \u00c1frica, \u00e9 bastante natural que a primeira civiliza\u00e7\u00e3o humana, no sentido de corpo de dirigentes e popula\u00e7\u00e3o, se tenha constitu\u00eddo nesse continente. Por\u00e9m muitos s\u00e9culos se passaram antes que houvesse a necessidade desta coexist\u00eancia. Houve migra\u00e7\u00f5es mal sucedidas pelas glacia\u00e7\u00f5es, houve tamb\u00e9m ocupa\u00e7\u00f5es prejudicadas por secas e inunda\u00e7\u00f5es, at\u00e9 que a sequ\u00eancia de fontes de \u00e1gua, no sentido sul-norte, conduziu os humanos para o entorno do rio Nilo.<\/p>\n<p>Se o prezado leitor observar o mapa f\u00edsico da \u00c1frica, ficar\u00e1 evidente que o mais longo curso d\u2019\u00e1gua, e \u00fanico a cortar mais da metade do Continente, no sentido sul-norte, tem in\u00edcio no Lago Vit\u00f3ria e conclui no Mar Mediterr\u00e2neo. \u00c9 o rio Nilo. Quase todos demais e maiores cursos d\u2019\u00e1gua correm de leste para oeste ou vice-versa: o Orange, o Limpopo, o Cubango, o Zambeze, o Congo e o N\u00edger.<\/p>\n<p>Portanto, como enfatiza Jacques Gernet, mais uma vez a geografia conduz a humanidade. E o prosseguir\u00e1 fazendo na rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica que o ser humano e seu redor, o meio ambiente, desenvolvem, formando culturas \u00fanicas, pois as naturezas s\u00e3o diversificadas e orientam a pesquisa dos homens.<\/p>\n<p>Alberto Malet (1864-1915), professor de hist\u00f3ria franc\u00eas, observa que os primeiros povos buscaram os rios que lhes asseguravam alimento e material para habita\u00e7\u00f5es: Eufrates, Tigre, Ganges, Yang-Tse e Huang-He, Mekong, Dan\u00fabio, Reno, Mara\u00f1\u00f3n-Amazonas, em todos continentes.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico do rio Nilo, Malet afirma que a inunda\u00e7\u00e3o e sua regularidade provocavam a admira\u00e7\u00e3o dos eg\u00edpcios, que desconheciam as fontes do rio, os lagos equatoriais Vit\u00f3ria e Albert, os fen\u00f4menos pluviais, mas aproveitavam para cultivar e defender os territ\u00f3rios ribeirinhos.<\/p>\n<p>Os eg\u00edpcios eram polite\u00edstas. Tinham muitos deuses, com formas diferentes, que acreditavam proteger locais, popula\u00e7\u00f5es e fen\u00f4menos que eles n\u00e3o compreendiam. Uma das forma\u00e7\u00f5es das divindades tem origem na ignor\u00e2ncia. Isso n\u00e3o ocorrer\u00e1 somente nas religi\u00f5es polite\u00edstas, por\u00e9m com religi\u00f5es monote\u00edstas.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso separar o que constitui a cren\u00e7a em divindades do que significa respeito \u00e0 ancestralidade ou seguir uma \u00e9tica de vida. Na China de hoje, conforme levantamento de 2010, 52,2% se declaram \u201csem religi\u00e3o\u201d. Vem do realismo lavrador, que conhece as manifesta\u00e7\u00f5es da natureza, sabe ler o tempo de seca e de chuva, e n\u00e3o se deixa influenciar por pensamentos m\u00e1gicos.<\/p>\n<p>Em segundo, v\u00eam 21,9% que cultuam seus ancestrais. Por terceiro, os budistas, 18,2%, que seguem o pensador nepal\u00eas Sidarta Gautama. Portanto, antes de se computar os 5,1% de cat\u00f3licos, 92,3% da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o acredita em deuses ou Deus.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da ignor\u00e2ncia, o poder \u00e9 outra fonte m\u00edstica. Os fara\u00f3s eg\u00edpcios eram deuses, para quem se constru\u00edam moradas monumentais, pois viveriam em outra realidade e voltariam para Terra, este mundo.<\/p>\n<p>Temos, assim, genericamente, as duas vertentes formadoras da religi\u00e3o: o desconhecimento, que leva a imputar a ser superior a produ\u00e7\u00e3o, em todos sentidos, do que acontece fora da possibilidade humana, e a dist\u00e2ncia dos demais que o poder necessita para n\u00e3o ser incomodado, substitu\u00eddo.<\/p>\n<p>Pode-se tamb\u00e9m concluir que, se o homem surgiu, no processo evolutivo das esp\u00e9cies, na \u00c1frica, as religi\u00f5es tiveram igualmente origem africana.<\/p>\n<p>Se, ao ocupar o mundo, os homens foram criando deuses, era previs\u00edvel que, em algum instante do processo de forma\u00e7\u00e3o de suas civiliza\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m se unificassem n\u00e3o s\u00f3 pelas origens mas pelos deuses. O que teve Roma de not\u00e1vel nesta constru\u00e7\u00e3o civilizat\u00f3ria foi a lei \u2013 a cidadania romana que extrapolava a ra\u00e7a e o local de nascimento.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de 4.000 anos, um grupo semita, os hebreus, criaram um Deus s\u00f3 para eles. Havia uma raz\u00e3o. Examinemos o mundo h\u00e1 2.000 anos antes da Era Crist\u00e3. A quase totalidade era ocupada por coletores-ca\u00e7adores n\u00f4mades e por incipientes agricultores.<\/p>\n<p>Exceto pela prov\u00edncia de Zhejiang, no extremo oriental da \u00c1sia, voltada para o Mar da China, no Oceano Pac\u00edfico, apenas no curso do rio Nilo e no Oriente M\u00e9dio, avan\u00e7ando pela atual Turquia, se desenvolviam reinos ou estados-cidades.<\/p>\n<p>Eram os sum\u00e9rios, com civiliza\u00e7\u00e3o compar\u00e1vel \u00e0 eg\u00edpcia, na Mesopot\u00e2mia, os fen\u00edcios, caracterizados por navegantes e comerciantes, e aqueles espremidos entre estes poderosos: os hebreus, povo semita.<\/p>\n<p>Estes \u00faltimos tiveram a criatividade de criar um Deus s\u00f3 para eles: Jeov\u00e1, o Deus do povo escolhido, que, se n\u00e3o lhes dava for\u00e7a b\u00e9lica, n\u00e3o os colocava inferiores aos vizinhos. E trataram de construir sua hist\u00f3ria em cinco livros, o pentateuco, a que denominaram Tor\u00e1, a Lei.<\/p>\n<p>Esta arrog\u00e2ncia n\u00e3o constituiu ex\u00e9rcitos, ou fabricou armas mais possantes, por\u00e9m deu aos judeus a unidade, que ainda hoje existe, para constituir o povo que n\u00e3o se miscigena, se excluiu da comunh\u00e3o com os demais.<br \/>\nE esta religi\u00e3o, por eles criadas, veio a se desenvolver naquelas que maior n\u00famero de mortes provocou na esp\u00e9cie humana: a crist\u00e3 e a isl\u00e2mica.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do cristianismo, antes e depois da Reforma Protestante, liderada pelo padre alem\u00e3o Martinho Lutero, \u00e9 de guerras pelos mais diferentes motivos, mas, sempre, em nome de Deus: as cruzadas, as inquisi\u00e7\u00f5es, o massacre dos astecas e povos amer\u00edndios, al\u00e9m das excomunh\u00f5es, que exclu\u00edam parcelas da intelig\u00eancia do conv\u00edvio das sociedades.<\/p>\n<p>Os protestantes direcionaram-se para as novas condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas advindas com a inicial coloniza\u00e7\u00e3o da Europa nas Am\u00e9ricas e, da\u00ed, pelo restante do mundo. Poder-se-ia conceituar que o protestantismo \u00e9 a religi\u00e3o do capitalismo, sendo os neopentecostais, seu bra\u00e7o mais recente, o segmento neoliberal, que domina o mundo ocidental e se infiltra pelo planeta a partir de 1980.<\/p>\n<p>Deve-se, no entanto, n\u00e3o cair na identidade da religi\u00e3o e filosofia. John Hick, da Universidade de Birminghan, professor nos EUA e na Gr\u00e3-Bretanha, em palestra em 2005, tratando da diversidade religiosa, perguntava por que isso constituiria um problema filos\u00f3fico. E ao enumerar as verdades, que as religi\u00f5es sempre pensam ser apenas as suas, misturava judeus, crist\u00e3os com budistas e tao\u00edstas.<\/p>\n<p>Ora, caros leitores, o \u201cTao\u201d, de Lao Zi, logo na primeira senten\u00e7a estabelece a diferen\u00e7a conceitual. Ele trata do corpo, de uma subst\u00e2ncia, n\u00e3o de uma fun\u00e7\u00e3o ou uso. O caminho \u2013 Tao \u2013 \u00e9 a imagem do conhecimento, que o corpo percorre para apreender, entender a realidade. Tao \u00e9 tamb\u00e9m por palavras, pelo falar, um modo de como o caminho pode tamb\u00e9m ser compreendido: como (dis)correr.<\/p>\n<p>Onde est\u00e1 o sobrenatural, o m\u00edstico na frase, em nossa tradu\u00e7\u00e3o imperfeita: \u201cos caminhos sobre que se pode discorrer\u201d? Apenas na linguagem difere da usual no ocidente.<\/p>\n<p>O budismo tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 religi\u00e3o, \u00e9 filosofia de vida.<\/p>\n<p>Mas por que a Igreja Cat\u00f3lica, riqu\u00edssima, construiu monumentos arquitet\u00f4nicos, verdadeiras obras de arte, pelo mundo? Chegou a ter o Banco do Vaticano, agora fora das manchetes, ap\u00f3s o esc\u00e2ndalo da associa\u00e7\u00e3o com a m\u00e1fia e neg\u00f3cios imobili\u00e1rios e pela a\u00e7\u00e3o en\u00e9rgica e discreta do atual Papa Francisco.<\/p>\n<p>O que dizer ent\u00e3o das designa\u00e7\u00f5es protestantes, com muito mais facilidade de surgir e desaparecer, como um com\u00e9rcio de bairro.<\/p>\n<p>H\u00e1 10 anos, a revista Isto\u00c9, mostrava que \u201cA Igreja Bola de Neve Church se inseriu no mercado das igrejas evang\u00e9licas brasileiras sob a aura de uma institui\u00e7\u00e3o religiosa amparada por uma embalagem contempor\u00e2nea e liberal. \u00c9 assim desde 1999, quando o surfista Rinaldo Luiz de Seixas, 41 anos, o ap\u00f3stolo Rina, transformou em p\u00falpito a prancha de surfe e abriu as portas de suas unidades, que hoje somam cerca de 200 e t\u00eam 60 mil fi\u00e9is\u201d. E, adiante, descreve a plateia: \u201ccomposta majoritariamente por jovens de classe m\u00e9dia e alta, em sua maioria internautas e f\u00e3s de g\u00eaneros musicais como reggae, rock, rap e hip-hop, ganhou evid\u00eancia a filosofia de conduta conservadora com que a denomina\u00e7\u00e3o tenta controlar o cotidiano de seus fi\u00e9is. Os pastores interferem nas escolhas dos parceiros amorosos e chegam a sugerir uma cartilha \u2018informal\u2019 sobre posi\u00e7\u00f5es sexuais permitidas\u201d.<\/p>\n<p>Ao entrar no ramo de neg\u00f3cios, a igreja tamb\u00e9m entrou na \u00e1rea do lucro e das falsidades. Afinal n\u00e3o s\u00e3o apenas necess\u00e1rios os fi\u00e9is, mas o ganho financeiro e o poder pol\u00edtico. Ao lado das bancadas legislativas da bola (esporte), do boi (ruralista), da bala (armamentista), surge a da b\u00edblia (religiosa), todas de car\u00e1ter conservador e reivindicando privil\u00e9gios ao Poder Executivo.<\/p>\n<p>As religi\u00f5es foram instrumentos de aprisionamento dos pobres e mantiveram a escravid\u00e3o por s\u00e9culos. Expandiram-se pelo mundo aliando-se aos poderes locais. Responderam, ainda respondem, veja Gaza, pela morte e sofrimento humano. E querem que o trabalhador, que contribui para o progresso da na\u00e7\u00e3o pague impostos, mas os bilion\u00e1rios bispos Macedo e seus colegas de profiss\u00e3o estejam isentos dos ganhos milion\u00e1rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lionel Balout, arque\u00f3logo, etn\u00f3logo, professor e diretor do Museu Nacional de Hist\u00f3ria Natural, em Paris, define que, para o pr\u00e9-historiador, existe um limiar t\u00e9cnico que abre o caminho do humano. \u00c9 quando a manufatura n\u00e3o se deveu a qualquer causa natural, n\u00e3o foi, por exemplo, a lasca de uma pedra que desabou, e que esta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":277695,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[95],"class_list":["post-321317","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","tag-capa"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/321317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=321317"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/321317\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":321321,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/321317\/revisions\/321321"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/277695"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=321317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=321317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=321317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}