{"id":321487,"date":"2024-01-31T10:49:20","date_gmt":"2024-01-31T13:49:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=321487"},"modified":"2024-01-31T11:53:47","modified_gmt":"2024-01-31T14:53:47","slug":"taxa-de-desemprego-no-brasil-e-a-menor-dos-ultimos-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/taxa-de-desemprego-no-brasil-e-a-menor-dos-ultimos-10-anos\/","title":{"rendered":"Taxa de desemprego no Brasil \u00e9 a menor dos \u00faltimos 10 anos"},"content":{"rendered":"<p>A taxa m\u00e9dia de desocupa\u00e7\u00e3o em 2023 ficou em 7,8%. Esse resultado anual \u00e9 o menor desde 2014, quando o indicador marcou 7%. O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad), divulgada nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>O desemprego m\u00e9dio do ano passado foi 1,8 ponto percentual (pp) menor que o n\u00edvel de 2022, com 9,6%. O resultado confirma tend\u00eancia j\u00e1 apresentada em 2022 de recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho ap\u00f3s o impacto da pandemia da covid-19.<\/p>\n<p>O levantamento revela que a popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia ocupada atingiu um recorde, subindo para 100,7 milh\u00f5es de pessoas em 2023, com crescimento de 3,8% na compara\u00e7\u00e3o com 2022. Na outra ponta, houve redu\u00e7\u00e3o de 17,6% no n\u00famero m\u00e9dio de pessoas desocupadas entre 2022 e 2023, chegando a 8,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Trajet\u00f3ria<\/strong><br \/>\nA s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE come\u00e7a em 2012, quando a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o m\u00e9dia ficou em 7,4%. O menor \u00edndice j\u00e1 registrado foi em 2014 (7%). Em 2019, \u00faltimo ano antes de come\u00e7ar a pandemia, o desemprego era de 11,8%, e chegou a alcan\u00e7ar 14% em 2021, pico da s\u00e9rie.<\/p>\n<p><strong>Tipo de contrata\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nO ano de 2023 terminou com recorde do n\u00famero de empregados com carteira de trabalho assinada, 37,7 milh\u00f5es, alta de 5,8% na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior.<\/p>\n<p>O contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado tamb\u00e9m mostrou aumento (5,9%), chegando a 13,4 milh\u00f5es de pessoas, configurando o pico da s\u00e9rie.<\/p>\n<p>A quantidade de trabalhadores por conta pr\u00f3pria somou 25,6 milh\u00f5es no ano passado, subindo 0,9% em 12 meses. A taxa anual de informalidade passou de 39,4% para 39,2% entre 2022 e 2023.<\/p>\n<p>O n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho brasileiro &#8211; percentual de pessoas ocupadas na popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar &#8211; foi estimado em 57,6% em 2023. Isso representa alta de 1,6 ponto percentual na compara\u00e7\u00e3o com 2022. O maior n\u00edvel j\u00e1 apontado ocorreu em 2013, com 58,3%.<\/p>\n<p>Rendimento<br \/>\nO rendimento real de 2023 foi estimado pelo IBGE em R$ 2.979, alta de R$ 199 na compara\u00e7\u00e3o com 2022. Esse crescimento de 7,2% supera a infla\u00e7\u00e3o oficial acumulada no ano passado, de 4,62%. O valor se aproxima do maior registrado na s\u00e9rie hist\u00f3rica, R$ 2.989, em 2014.<\/p>\n<p><strong>4\u00ba trimestre<\/strong><br \/>\nConsiderando apenas os dados trimestrais de emprego, que oferecem uma an\u00e1lise mais recente do comportamento do mercado de trabalho brasileiro, o \u00faltimo trimestre de 2023 teve taxa de desocupa\u00e7\u00e3o de 7,4%. A popula\u00e7\u00e3o ocupada chegou a 101 milh\u00f5es. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, no terceiro trimestre, o n\u00edvel de desemprego foi 7,7%.<\/p>\n<p>O per\u00edodo de tr\u00eas meses encerrado em dezembro de 2023 apresentou a menor taxa desde o trimestre encerrado em janeiro de 2015. Observando apenas os trimestres encerrados em dezembro, o n\u00famero \u00e9 o mais baixo desde 2014.<\/p>\n<p>De acordo com a coordenadora da Pnad, Adriana Beringuy, os \u00faltimos meses do ano terminaram com mais vagas de trabalho de forma disseminada pela economia.<\/p>\n<p>\u201cHouve expans\u00e3o em diversos segmentos. Nos \u00faltimos resultados, not\u00e1vamos um movimento mais concentrado no setor de servi\u00e7os. Para este trimestre encerrado em dezembro, ind\u00fastria e constru\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contribu\u00edram significativamente.\u201d<\/p>\n<p>No trimestre, o rendimento do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.032, sem varia\u00e7\u00e3o significativa na compara\u00e7\u00e3o trimestral e aumento de 3,1% no ano.<\/p>\n<p><strong>Setores<\/strong><br \/>\nConfrontando o terceiro e quarto trimestres de 2023, o grupamento ind\u00fastria geral cresceu 2,5%, acrescentando 322 mil vagas. A constru\u00e7\u00e3o teve expans\u00e3o de 2,7%, o que representou 198 mil novos postos de trabalho. O grupo transporte, armazenagem e correio adicionou 237 mil empregos (+4,3%). O segmento outros servi\u00e7os apresentou evolu\u00e7\u00e3o de 5,8% no quantitativo de m\u00e3o de obra, somando 302 mil vagas. J\u00e1 os servi\u00e7os dom\u00e9sticos ocuparam mais 228 mil pessoas (+3,9%).<\/p>\n<p>Apenas o grupo de agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura teve redu\u00e7\u00e3o na compara\u00e7\u00e3o (-4,8%), menos 403 mil pessoas.<\/p>\n<p><strong>Caged<\/strong><br \/>\nNesta ter\u00e7a-feira (30) o Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego divulgou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que avalia apenas o comportamento dos postos de trabalho formal, ou seja, com carteira assinada. Em 2023, o Brasil registrou saldo positivo de 1.483.598 vagas. O sal\u00e1rio m\u00e9dio de admiss\u00e3o foi R$ 2.037,94.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa m\u00e9dia de desocupa\u00e7\u00e3o em 2023 ficou em 7,8%. Esse resultado anual \u00e9 o menor desde 2014, quando o indicador marcou 7%. 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