{"id":323046,"date":"2024-02-23T10:02:08","date_gmt":"2024-02-23T13:02:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=323046"},"modified":"2024-02-23T10:13:44","modified_gmt":"2024-02-23T13:13:44","slug":"servico-de-coleta-de-lixo-chega-a-mais-de-90-dos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/servico-de-coleta-de-lixo-chega-a-mais-de-90-dos-brasileiros\/","title":{"rendered":"Servi\u00e7o de coleta de lixo chega a mais de 90% dos brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>Os servi\u00e7os de coleta de lixo, direta ou indireta, beneficiavam 90,9% dos brasileiros em 2022, segundo dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A pesquisa mostra que 82,5% dos moradores t\u00eam seus res\u00edduos s\u00f3lidos coletados diretamente no domic\u00edlio por servi\u00e7os de limpeza.<\/p>\n<p>O censo aponta que 8,4% dos brasileiros precisam depositar seu lixo em uma ca\u00e7amba, para que seja coletado pelas equipes de limpeza. A propor\u00e7\u00e3o de coleta de lixo, direta e indireta, no Censo de 2000, subiu de 76,4% para 85,8% em 2010, chegando aos 90,9% em 2022.<\/p>\n<p>\u201cAs unidades da federa\u00e7\u00e3o que t\u00eam menor propor\u00e7\u00e3o de coleta em 2022, como Piau\u00ed, Acre e Maranh\u00e3o, tiveram bastante eleva\u00e7\u00e3o de 2010 para 2022. O Maranh\u00e3o, por exemplo, foi o estado que mais elevou a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o atendida por coleta de lixo\u201d, disse o pesquisador do IBGE Bruno Perez.<\/p>\n<p>Os percentuais de cobertura subiram de 53,5% para 69,8% no Maranh\u00e3o, de 60,1% para 73,4% no Piau\u00ed e de 71,2% para 75,9% no Acre. S\u00e3o Paulo \u00e9 o estado com maior cobertura (99%). Em 2010, eram 98,2%.<\/p>\n<p>Entre os 9,1% que n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 coleta de lixo, 7,9% precisam recorrer \u00e0 queima dos res\u00edduos em sua propriedade, 0,3% enterram em sua propriedade, 0,6% jogam em terrenos baldios ou \u00e1reas p\u00fablicas e 0,3% d\u00e3o outro destino.<\/p>\n<p><strong>\u00c1gua<\/strong><br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o ao acesso \u00e0 \u00e1gua para consumo, 82,9% dos brasileiros s\u00e3o abastecidos por redes gerais de distribui\u00e7\u00e3o, 9% por po\u00e7os profundos ou artesianos, 3,2% por po\u00e7os rasos ou cacimbas e 1,9% por fontes, nascentes ou minas. Essas quatro modalidades s\u00e3o, segundo o IBGE, consideradas adequadas pelo Plano Nacional de Saneamento B\u00e1sico, e totalizam 96,9%.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 claro que o Plano Nacional de Saneamento estabelece essas formas como adequadas desde que a \u00e1gua seja pot\u00e1vel e n\u00e3o falte \u00e1gua. Essas caracter\u00edsticas, de potabilidade e intermit\u00eancia, a gente n\u00e3o investiga no censo. Ent\u00e3o, a gente n\u00e3o consegue dizer se, de fato, essa popula\u00e7\u00e3o fornecimento de \u00e1gua que seria adequado\u201d, ressalta Perez.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel comparar o abastecimento de \u00e1gua por rede geral com 2010 porque houve mudan\u00e7a conceitual na pesquisa. Em 2010, o censo perguntou apenas qual era a \u201cmelhor forma\u201d de abastecimento da resid\u00eancia, mas n\u00e3o questionou se a principal fonte de uso era a \u00e1gua canalizada.<\/p>\n<p>O Censo 2010 detectou que 81,5% das pessoas tinham acesso ao abastecimento pela rede geral.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 2022, o censo perguntou se tinha acesso \u00e0 rede geral e qual era a principal forma de abastecimento de \u00e1gua. Naquele ano, 86,6% dos brasileiros eram abastecidos pela rede geral, mas 3,7% recorriam principalmente a outras fontes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das quatro fontes consideradas adequadas, outras modalidades de acesso \u00e0 \u00e1gua no pa\u00eds s\u00e3o carro-pipa (1,1%), \u00e1gua da chuva armazenada (0,6%), rios, a\u00e7udes, c\u00f3rregos, lagos e igarap\u00e9s (0,9%) e outras (0,6%).<\/p>\n<p>Apesar da baixa relev\u00e2ncia nacional, o abastecimento por carro-pipa \u00e9 a principal forma em 68 munic\u00edpios do pa\u00eds, todos eles no Nordeste. A \u00e1gua de chuva \u00e9 predominante em 21 munic\u00edpios nordestinos. J\u00e1 os rios s\u00e3o a principal fonte para 18 munic\u00edpios, sendo 17 no Norte.<\/p>\n<p>Em 2022, 95,1% dos moradores tinham canaliza\u00e7\u00e3o interna em suas resid\u00eancias e 2,5% s\u00f3 tinham canos no terreno e 2,4% n\u00e3o tinham canaliza\u00e7\u00e3o. Em 2010, os percentuais eram de 89,3%, 4% e 6,8%, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Tipos de moradia<\/strong><br \/>\nAs casas s\u00e3o o principal tipo de domic\u00edlio no Brasil. S\u00e3o 84,8% dos brasileiros vivendo nesse tipo de moradia. Em segundo lugar, aparecem os apartamentos (12,5%), seguidos por casas em vilas ou em condom\u00ednios (2,4%).<\/p>\n<p>Outros tipos de resid\u00eancia registrados s\u00e3o casa de c\u00f4modos ou corti\u00e7os (0,2%), habita\u00e7\u00e3o ind\u00edgenas sem parede\/malocas (0,03%) e estruturas residenciais permanentes degradadas ou inacabadas (0,04%).<\/p>\n<p>Os \u00fanicos tr\u00eas munic\u00edpios em que os apartamentos superam as casas s\u00e3o Santos e S\u00e3o Caetano do Sul, ambos em S\u00e3o Paulo, e Balne\u00e1rio Cambori\u00fa, em Santa Catarina. Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, a maior propor\u00e7\u00e3o de pessoas vivendo em apartamentos \u00e9 encontrada no Distrito Federal (28,7%), enquanto o Piau\u00ed tem a maior parcela de moradores vivendo em casas (95,6%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os servi\u00e7os de coleta de lixo, direta ou indireta, beneficiavam 90,9% dos brasileiros em 2022, segundo dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A pesquisa mostra que 82,5% dos moradores t\u00eam seus res\u00edduos s\u00f3lidos coletados diretamente no domic\u00edlio por servi\u00e7os de limpeza. 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