{"id":323498,"date":"2024-03-01T07:09:12","date_gmt":"2024-03-01T10:09:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=323498"},"modified":"2024-03-01T07:11:31","modified_gmt":"2024-03-01T10:11:31","slug":"mudamos-o-mundo-ou-ficamos-a-merce-de-golpes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mudamos-o-mundo-ou-ficamos-a-merce-de-golpes\/","title":{"rendered":"Mudamos o mundo ou ficamos \u00e0 merc\u00ea de golpes"},"content":{"rendered":"<p>Como diria o poeta contempor\u00e2neo, viver \u00e9 o ato de amar e ser feliz. Em um mundo em que diariamente somos massacrados por movimentos efetivamente do faz de conta, a vida \u00e9 um eco. Se voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 gostando do que est\u00e1 recebendo, observe o que est\u00e1 emitindo. Em qualquer livro de autoajuda est\u00e1 escrito que a vida se encolhe ou se expande na mesma propor\u00e7\u00e3o de nossa coragem. A olho nu, o Planeta Terra est\u00e1 \u201cderretendo\u201d, esgotando sua capacidade de regenera\u00e7\u00e3o, o que, a m\u00e9dio e longo prazos, colocar\u00e1 em risco latente a magia e o poder de prover as necessidades da humanidade. Partindo do pressuposto de que a vida tamb\u00e9m deve ser entendida como uma festa, ou pensamos na uni\u00e3o de for\u00e7as ou nossos netos e os filhos destes ser\u00e3o obrigados a desistir de viver.<\/p>\n<p>Traum\u00e1tico? Talvez, mas \u00e9 a nossa realidade. Sem idealismo, ideologia ou simpatia partid\u00e1ria, temos de pensar r\u00e1pido em solu\u00e7\u00f5es simples e eficazes em defesa da vida como bem maior, em defesa da dignidade das pessoas, da prote\u00e7\u00e3o dos ecossistemas e, naturalmente, da M\u00e3e Terra, aquela que \u00e9 a nossa potencial geradora. Poetizando um pouco mais, podemos dizer que a vida \u00e9 cheia de decis\u00f5es dif\u00edceis. Os vencedores s\u00e3o aqueles capazes de tom\u00e1-las a tempo. Os perdedores torcem pelo caos. N\u00e3o esperemos promessas ou garantias, mas sim possibilidades e oportunidades. N\u00e3o \u00e0 toa, o direito \u00e0 vida \u00e9 o mais primordial dos direitos humanos. Por isso, ele constitui cl\u00e1usula p\u00e9trea. De acordo com o ordenamento jur\u00eddico brasileiro, o direito \u00e0 vida come\u00e7a com a fecunda\u00e7\u00e3o e termina quando o corpo naturalmente para de emitir sinais vitais.<\/p>\n<p>Est\u00e1 escrito na lei divina e nos artigos 5\u00ba. e 6\u00ba. da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que as normas protetivas do direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 dignidade e \u00e0 felicidade abrangem os direitos de nascer, de permanecer vivo, de alcan\u00e7ar uma dura\u00e7\u00e3o de vida compar\u00e1vel com os demais cidad\u00e3os, de n\u00e3o ser privado da vida por meio de pena de morte e, principalmente, de ter uma exist\u00eancia digna, promovendo sua subsist\u00eancia. Todo homem p\u00fablico preocupado com as mazelas do Brasil e do mundo deveria ter entre suas principais bandeiras a constante defesa do meio ambiente e a prote\u00e7\u00e3o dos mananciais de \u00e1gua, o principal alimento para o ser humano. Observamos que, sem a participa\u00e7\u00e3o do Poder P\u00fablico, dia ap\u00f3s dia a natureza produz apenas o suficiente para nossa car\u00eancia.<\/p>\n<p>Se cada um de n\u00f3s tomasse o que lhe fosse necess\u00e1rio, n\u00e3o haveria pobreza no Planeta e ningu\u00e9m morreria de fome. A responsabilidade social e o resguardo ambiental significam um compromisso com a vida. Ter consci\u00eancia ambiental \u00e9, ao mesmo tempo, compreender que fazemos parte de todo o meio e perceber que as agress\u00f5es \u00e0 natureza se refletem em nossas pr\u00f3prias vidas. F\u00edsica, espiritual ou religiosamente, somos chamados diariamente a respeitar, defender e servir \u00e0 vida, especialmente a dos humanos, cujo valor \u00e9 sabidamente \u00fanico. Talvez, como em nenhum outro momento da hist\u00f3ria, h\u00e1 uma demanda reprimida em defesa da vida, pois em um passado muito recente ela esteve amea\u00e7ada por quem deveria proteg\u00ea-la: o Estado.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s quatro anos de desespero, o Brasil est\u00e1 em fase de recupera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, econ\u00f4mica, social e, sobretudo, ambiental. O momento \u00e9 de uni\u00e3o em torno da obrigat\u00f3ria necessidade de recupera\u00e7\u00e3o da \u201cterra arrasada\u201d. Em lugar de incentivar a polariza\u00e7\u00e3o, o patriotismo exagerado e a desenfreada ca\u00e7a ao tesouro do Er\u00e1rio, os representantes do Congresso Nacional poderiam se reunir para propor solu\u00e7\u00f5es capazes de evitar uma situa\u00e7\u00e3o ainda mais catastr\u00f3fica. N\u00e3o quero &#8211; e n\u00e3o devo &#8211; ser o arauto do apocalipse, mas \u00e9 fundamental alertar para o caminho sem volta em que o homem se embrenhou. N\u00e3o podemos esperar por milagres. Ou contribu\u00edmos agora ou enfrentaremos um cen\u00e1rio nacional e global inimagin\u00e1vel.<\/p>\n<p>A regra \u00e9 clara: ou mudamos rapidamente o modus vivendi ou tamb\u00e9m rapidamente colocaremos em risco a biodiversidade, a seguran\u00e7a alimentar, a sa\u00fade humana e animal, al\u00e9m da pr\u00f3pria vida. Ou mudamos a forma de fazer e de viver a pol\u00edtica ou estaremos sempre sob a amea\u00e7a de golpes. \u00c9 o caso, portanto, de nos perguntarmos: Valeu a pena termos vivido? A reflex\u00e3o final \u00e9 simples: a vida \u00e9 como um livro. \u00c0s vezes, precisamos encerrar um cap\u00edtulo e come\u00e7ar o seguinte. A Terra \u00e9 a \u00fanica coisa que todo ser humano tem em comum.<\/p>\n<p><strong>*Mathuzal\u00e9m J\u00fanior \u00e9 jornalista profissional desde 1978<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como diria o poeta contempor\u00e2neo, viver \u00e9 o ato de amar e ser feliz. Em um mundo em que diariamente somos massacrados por movimentos efetivamente do faz de conta, a vida \u00e9 um eco. Se voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 gostando do que est\u00e1 recebendo, observe o que est\u00e1 emitindo. Em qualquer livro de autoajuda est\u00e1 escrito [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":147807,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-323498","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/323498","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=323498"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/323498\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":323501,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/323498\/revisions\/323501"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/147807"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=323498"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=323498"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=323498"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}