{"id":323664,"date":"2024-03-03T06:15:22","date_gmt":"2024-03-03T09:15:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=323664"},"modified":"2024-03-03T06:55:03","modified_gmt":"2024-03-03T09:55:03","slug":"marco-deve-ser-marcado-como-mes-da-justica-para-marielle","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/marco-deve-ser-marcado-como-mes-da-justica-para-marielle\/","title":{"rendered":"Mar\u00e7o deve ser marcado como m\u00eas da justi\u00e7a para Marielle"},"content":{"rendered":"<p>O combate ao racismo, a luta contra desigualdades raciais, a busca por titula\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios quilombolas e o clamor por justi\u00e7a s\u00e3o oportunidades para aquilombamento. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 da advogada Marinete da Silva, m\u00e3e da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada h\u00e1 quase seis anos, no Rio de Janeiro, ao lado do motorista Anderson Gomes.<\/p>\n<p>Marinete participou de um encontro de representantes de comunidades quilombolas, promovido pela Defensoria P\u00fablica do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Para uma plateia de centenas de ativistas, de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es \u2013 alguns tendo percorrido centenas de quil\u00f4metros para participar do evento \u2013 a m\u00e3e da vereadora convocou as pessoas para se unirem, ao longo do m\u00eas de mar\u00e7o, em uma s\u00e9rie de atividades que v\u00e3o homenagear a mem\u00f3ria de Marielle e Anderson e pedir, mais uma vez, justi\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cA gente est\u00e1 iniciando o \u2018Mar\u00e7o com Marielle e Anderson\u2019 com v\u00e1rias atividades no Brasil todo, nas capitais e no interior. [O marco de] seis anos do assassinato \u00e9 bem doloroso, mas um encontro para a gente se aquilombar cada vez mais\u201d, disse.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia de comunidades quilombolas faz parte do conjunto de a\u00e7\u00f5es antirracistas que permeava a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da vereadora, nascida no complexo de favelas da Mar\u00e9. De acordo com o Censo 2022, o Brasil tem cerca de 1,33 milh\u00e3o de quilombolas. Desse universo, 87% (1,07 milh\u00e3o) vivem fora de territ\u00f3rios oficialmente reconhecidos.<\/p>\n<p>Marinete da Silva explica como sofrimentos vivenciados pela popula\u00e7\u00e3o negra agem como combust\u00edvel para o que chama de aquilombamento.<\/p>\n<p>\u201cEu acho que esse aquilombamento \u00e9 o que temos vivido hoje, enquanto instituto [Instituto Marielle Franco], enquanto mulheres negras se aquilombando cada vez mais, se reinventando nesse estado que a gente vive, de racismo, falta de estrutura, de falta de incentivo para a mulher, principalmente para a comunidade quilombola, de modo geral\u201d, comentou.<\/p>\n<p>\u201cEsse aquilombamento \u00e9 juntar, unir, agregar. \u00c9 isso que a gente tem feito por esse Brasil afora, tanto nas a\u00e7\u00f5es do instituto como do Minist\u00e9rio [da Igualdade Racial]. A gente vive no Rio de Janeiro com tantos quilombos n\u00e3o sendo reconhecidos, e essas mulheres est\u00e3o aqui, s\u00e3o as mulheres que est\u00e3o na ponta\u201d, completou, citando o minist\u00e9rio comandado pela filha Anielle Franco.<\/p>\n<p><strong>Mar\u00e7o por justi\u00e7a<\/strong><br \/>\nO Instituto Marielle organiza e divulga diversas a\u00e7\u00f5es (inclusive organizadas por terceiros) previstas para mar\u00e7o para marcar os seis anos do crime. No dia 14, data do assassinato, j\u00e1 est\u00e1 confirmada uma missa \u00e0s 10h na Igreja Nossa Senhora do Parto, no centro do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o \u00e9 emblem\u00e1tica para a trajet\u00f3ria pol\u00edtica de Marielle, uma vez que fica a poucos metros do Buraco do Lume, uma pra\u00e7a p\u00fablica em que ela costumava fazer discursos abertos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Hoje, o centro do Lume d\u00e1 espa\u00e7o para uma est\u00e1tua da vereadora, com o bra\u00e7o erguido.<\/p>\n<p>\u201cIndependentemente de qualquer coisa, Marielle estava l\u00e1 toda sexta-feira, com um turbante\u201d, lembra a m\u00e3e.<\/p>\n<p><strong>O crime<\/strong><br \/>\nMarielle Franco e Anderson Gomes foram mortos em uma noite de ter\u00e7a-feira. Ela tinha sa\u00eddo de um encontro no Instituto Casa das Pretas, no centro do Rio. O carro dela foi perseguido pelos criminosos at\u00e9 o bairro do Est\u00e1cio, que faz liga\u00e7\u00e3o com a zona norte carioca. Investiga\u00e7\u00f5es e uma dela\u00e7\u00e3o premiada apontam o ex-policial militar (PM) Ronnie Lessa como autor dos disparos.<\/p>\n<p>Lessa est\u00e1 preso, inclusive tendo j\u00e1 sido condenado por contrabando de pe\u00e7as e acess\u00f3rios de armas de fogo. O autor da dela\u00e7\u00e3o premiada \u00e9 o tamb\u00e9m ex-PM \u00c9lcio Queiroz, que dirigia o Cobalt usado no crime.<\/p>\n<p>Outro suspeito de envolvimento preso \u00e9 o ex-bombeiro Maxwell Sim\u00f5es Correia, conhecido como Suel. Seria dele a responsabilidade de entregar o Cobalt usado por Lessa para desmanche. Segundo investiga\u00e7\u00f5es, todos t\u00eam envolvimento com mil\u00edcias.<\/p>\n<p>Desde 2023, a Pol\u00edcia Federal est\u00e1 \u00e0 frente do caso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O combate ao racismo, a luta contra desigualdades raciais, a busca por titula\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios quilombolas e o clamor por justi\u00e7a s\u00e3o oportunidades para aquilombamento. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 da advogada Marinete da Silva, m\u00e3e da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada h\u00e1 quase seis anos, no Rio de Janeiro, ao lado do motorista Anderson Gomes. 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