{"id":323872,"date":"2024-03-05T00:00:23","date_gmt":"2024-03-05T03:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=323872"},"modified":"2024-03-05T07:17:54","modified_gmt":"2024-03-05T10:17:54","slug":"lider-pataxo-ha-ha-hae-e-assassinado-em-brumadinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/lider-pataxo-ha-ha-hae-e-assassinado-em-brumadinho\/","title":{"rendered":"L\u00edder Patax\u00f3 H\u00e3-H\u00e3-H\u00e3e \u00e9 assassinado em Brumadinho"},"content":{"rendered":"<p>Reconhecido como um dos articuladores do movimento ind\u00edgena, o cacique Merong Kamak\u00e3 Mongoi\u00f3, do povo Patax\u00f3 H\u00e3-H\u00e3-H\u00e3e, foi assassinado na segunda-feira (4), em Brumadinho (MG). De acordo com membro da equipe da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) que atua no estado, Merong havia manifestado a inten\u00e7\u00e3o de &#8220;ampliar as lutas&#8221; em conversa recente, ocorrida no dia 25 de fevereiro.<\/p>\n<p>Merong era uma das figuras \u00e0 frente da Retomada Kamak\u00e3 Mong\u00f3io, no Vale do C\u00f3rrego de Areias, munic\u00edpio de Brumadinho. Conforme esclareceu a Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (Funai) em nota, o l\u00edder havia se engajado tanto na defesa de seu pr\u00f3prio povo como na de outros, como os kaingang, os xokleng e os guarani.<\/p>\n<p>Merong nasceu em Contagem (MG) e foi viver na Bahia ainda crian\u00e7a. Como lideran\u00e7a, tamb\u00e9m exerceu atividades no Rio Grande do Sul e participou da Ocupa\u00e7\u00e3o Lanceiros Negros, iniciativa que contribuiu com as retomadas xokleng konglui, no munic\u00edpio ga\u00facho de S\u00e3o Francisco de Paula, e guarani mbya em Maquin\u00e9.<\/p>\n<p>&#8220;A Funai lamenta profundamente a perda e se solidariza com familiares e amigos neste momento de tristeza&#8221;, escreveu a autarquia.<\/p>\n<p><strong>Defesa do territ\u00f3rio<\/strong><br \/>\nOs Patax\u00f3 H\u00e3-H\u00e3-H\u00e3e t\u00eam comunidades na Reserva Ind\u00edgena Caramuru-Paraguassu, nos munic\u00edpios de Itaj\u00fa do Col\u00f4nia, Camac\u00e3 e Pau-Brasil, e tamb\u00e9m na Terra Ind\u00edgena Fazenda Baiana, no munic\u00edpio de Camamu. Os territ\u00f3rios ficam, respectivamente, no sul e no baixo-sul da Bahia.<\/p>\n<p>Em dezembro do ano passado, como noticiou a Ag\u00eancia Brasil, outro cacique, Lucas Kariri-Sapuy\u00e1, de 31 anos, foi executado. O jovem foi surpreendido em uma tocaia, por dois homens encapuzados, quando retornava \u00e0 sua comunidade, com o filho na garupa da motocicleta.<\/p>\n<p>A Reserva Ind\u00edgena Caramuru-Paraguassu \u00e9 marcada por uma s\u00e9rie de invas\u00f5es e conflitos, sendo alvo de fazendeiros e posseiros. A estrada em que o cacique sofreu a emboscada tamb\u00e9m ficou conhecida por ser a morada do l\u00edder patax\u00f3 Jo\u00e3o Cravim, que, aos 29 anos de idade, foi executado, no dia 16 de dezembro de 1988, fazendo o mesmo trajeto de Lucas. Cravim era irm\u00e3o de Galdino Jesus dos Santos, que foi queimado vivo em Bras\u00edlia, por cinco jovens, enquanto dormia em um ponto de \u00f4nibus, na madrugada de 20 de abril de 1997.<\/p>\n<p>Em 21 de janeiro deste ano, outra lideran\u00e7a, paj\u00e9, foi assassinada no mesmo contexto. A v\u00edtima foi a Patax\u00f3 H\u00e3-H\u00e3-H\u00e3e Maria de F\u00e1tima Muniz de Andrade, mais conhecida como Nega Patax\u00f3, morta durante um ataque de fazendeiros integrantes do grupo Invas\u00e3o Zero, na retomada do territ\u00f3rio Caramuru, munic\u00edpio de Potiragu\u00e1, no sul da Bahia. Al\u00e9m do assassinato, ind\u00edgenas ficaram feridos ap\u00f3s a investida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhecido como um dos articuladores do movimento ind\u00edgena, o cacique Merong Kamak\u00e3 Mongoi\u00f3, do povo Patax\u00f3 H\u00e3-H\u00e3-H\u00e3e, foi assassinado na segunda-feira (4), em Brumadinho (MG). 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