{"id":323950,"date":"2024-03-06T00:00:28","date_gmt":"2024-03-06T03:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=323950"},"modified":"2024-03-06T05:18:28","modified_gmt":"2024-03-06T08:18:28","slug":"mulheres-paulistas-sofrem-cada-vez-mais-com-assedio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mulheres-paulistas-sofrem-cada-vez-mais-com-assedio\/","title":{"rendered":"Mulheres paulistas sofrem cada vez mais com ass\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<p>Duas em cada tr\u00eas mulheres j\u00e1 sofreram algum tipo de ass\u00e9dio na capital paulista, n\u00famero que representa cerca de 3,4 milh\u00f5es de pessoas. O local em que elas percebem maior risco de serem assediadas \u00e9 o transporte p\u00fablico. Os dados s\u00e3o da pesquisa Viver em S\u00e3o Paulo: Mulheres, realizada pela Rede Nossa S\u00e3o Paulo em parceria com o instituto Intelig\u00eancia em Pesquisa e Consultoria Estrat\u00e9gica (Ipec).<\/p>\n<p>Lan\u00e7ado na ter\u00e7a-feira (5), o levantamento apresenta a percep\u00e7\u00e3o dos moradores e moradoras de S\u00e3o Paulo sobre temas como divis\u00e3o de tarefas dom\u00e9sticas, viol\u00eancia e ass\u00e9dio contra as mulheres.<\/p>\n<p>Questionadas sobre os tipos de ass\u00e9dio que j\u00e1 sofreram, 53% das entrevistadas apontaram gestos, olhares inc\u00f4modos ou coment\u00e1rios invasivos; 44% j\u00e1 sofreram ass\u00e9dio no transporte p\u00fablico e 29% dentro do ambiente de trabalho. Entre as entrevistadas, 25% disseram que j\u00e1 foram agarradas, beijadas ou desrespeitadas em outra situa\u00e7\u00e3o sem o seu consentimento; 15% sofreram ass\u00e9dio dentro do transporte particular; e 13% das mulheres dizem que j\u00e1 sofreram ass\u00e9dio no ambiente familiar.<\/p>\n<p>A maior parte das mulheres acredita que corre mais risco de sofrer ass\u00e9dio no transporte p\u00fablico (37%), seguido da rua (24%), bares e casas noturnas (10%) e pontos de \u00f4nibus (8%).<\/p>\n<p>Para 49% do total de entrevistados (homens e mulheres), o aumento da pena dos agressores \u00e9 a medida priorit\u00e1ria para combater o ass\u00e9dio e a viol\u00eancia contra a mulher. A segunda medida mais mencionada \u00e9 a amplia\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o (37%). Em seguida, vem a cria\u00e7\u00e3o de novas leis (35%) e agilizar o andamento da investiga\u00e7\u00e3o (30%).<\/p>\n<p><strong>Tarefas dom\u00e9sticas<\/strong><br \/>\nAs mulheres s\u00e3o totalmente respons\u00e1veis ou assumem a maior parte das tarefas dom\u00e9sticas em 41% dos lares do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo. Tamb\u00e9m em uma parcela de 41% das resid\u00eancias as tarefas s\u00e3o divididas igualmente entre homens e mulheres.<\/p>\n<p>A pesquisa concluiu que a diferen\u00e7a de percep\u00e7\u00e3o sobre a divis\u00e3o de tarefas dom\u00e9sticas entre homens e mulheres \u00e9 latente. Para 32% das mulheres, esse tipo de servi\u00e7o \u00e9 dividido igualmente; entre os homens, o percentual sobe para 50%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 4% dos homens e 13% das mulheres dizem que a realiza\u00e7\u00e3o de tarefas dom\u00e9sticas \u00e9 responsabilidade apenas das mulheres; na pesquisa do ano passado, esse percentual era de 12% e 19%, respectivamente.<\/p>\n<p>As tarefas dom\u00e9sticas mais realizadas pelas mulheres s\u00e3o limpar a casa, preparar as refei\u00e7\u00f5es e lavar a lou\u00e7a. Entre os homens, as tarefas mais realizadas s\u00e3o a manuten\u00e7\u00e3o da casa, tirar o lixo e organizar a casa.<\/p>\n<p>De acordo com a Rede Nossa S\u00e3o Paulo, o estudo mostrou que as mulheres se responsabilizam mais pelas tarefas do cotidiano, incluindo o cuidados com os filhos, e os homens se dedicam mais aos afazeres complementares, como consertos em geral e organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA percep\u00e7\u00e3o captada pela s\u00e9rie hist\u00f3rica confirma a sobrecarga do cotidiano feminino e n\u00e3o mostra sinais de mudan\u00e7as significativas em rela\u00e7\u00e3o ao estere\u00f3tipo do papel de cada g\u00eanero no dia a dia do lar\u201d, diz a entidade, em nota.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas em cada tr\u00eas mulheres j\u00e1 sofreram algum tipo de ass\u00e9dio na capital paulista, n\u00famero que representa cerca de 3,4 milh\u00f5es de pessoas. 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