{"id":325100,"date":"2024-03-21T03:37:25","date_gmt":"2024-03-21T06:37:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=325100"},"modified":"2024-03-21T03:39:47","modified_gmt":"2024-03-21T06:39:47","slug":"homens-da-lei-precisam-agir-e-exorcizar-fantasma-do-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/homens-da-lei-precisam-agir-e-exorcizar-fantasma-do-cerrado\/","title":{"rendered":"Homens da lei precisam agir r\u00e1pido e exorcizar o fantasma do Cerrado"},"content":{"rendered":"<p>Depois do calor infernal e das chuvas assustadoras do ver\u00e3o, o outono despontou com boas perspectivas. A tend\u00eancia \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o gradativa das temperaturas di\u00e1rias, que passam de mais elevadas a mais amenas, antecipando o per\u00edodo de frio que vem na sequ\u00eancia. Que traga bons ventos, melhores do que os do ver\u00e3o de 2022, quando um cad\u00e1ver insepulto se aboletou entre n\u00f3s como um incontrol\u00e1vel e idiotizado fantasma do Cerrado. Antes de prosseguir, vale registrar que um fantasma pode ser muitas coisas: uma mem\u00f3ria, uma fantasia, um segredo, luto, raiva ou culpa. Entretanto, quase sempre ele \u00e9 algo que n\u00f3s n\u00e3o queremos ver e, por isso, precisa ser exorcizado.<\/p>\n<p>A assombra\u00e7\u00e3o \u00e0 qual me refiro n\u00e3o me assusta, mas incomoda como sarna e como o bicho de p\u00e9. Criado por muitos milh\u00f5es de brasileiros preocupados com a mudan\u00e7a de governo, consequentemente com a perda da boquinha, o espectro de um passado recente tem nome, sobrenome e apelido. \u00c9 como se fosse um encosto, daqueles que deixam marcas mais lesivas do que as do mosquito da dengue e at\u00e9 mesmo do v\u00edrus da covid 19. Independentemente da necessidade de se seguir o devido processo legal, j\u00e1 passou da hora do enfrentamento da tal inven\u00e7\u00e3o da elite enfadonha e med\u00edocre.<\/p>\n<p>Ou os homens da lei criam coragem para enfrent\u00e1-lo com o m\u00e1ximo rigor e rapidez ou passar\u00e3o o resto de suas vidas assombrados por essa fantasmagoria despreparada at\u00e9 para provar que ele n\u00e3o \u00e9 ele. Se o cad\u00e1ver est\u00e1 insepulto, encontrem meios para enterr\u00e1-lo. \u00c9 demais deixar que algo como uma ilus\u00e3o de \u00f3tica continue amea\u00e7ando bens inalien\u00e1veis para a sociedade ordeira e trabalhadora. Tardiamente, o povo descobriu que o novo sempre chega e n\u00e3o pede licen\u00e7a. Desde o ver\u00e3o passado, os brasileiros abriram os olhos da alma para as mudan\u00e7as que se apresentam na vida.<\/p>\n<p>Perceberam a tempo que a mis\u00e9ria humana que ele defendia \u2013 e defende \u2013 deve ser autoaplicada. Acostumado a provocar trag\u00e9dias e a rir da desgra\u00e7a alheia, \u00e9 chegada a hora dessa apari\u00e7\u00e3o ut\u00f3pica experimentar do pr\u00f3prio veneno. E que seja aplicado em doses cavalares. N\u00e3o h\u00e1 mais tempo para quimeras. Os devaneios do esp\u00edrito do mal precisam ser engarrafados ad aeternum. Que ele continue aparecendo somente para os incapazes de reagir ao espanto. O que n\u00e3o pode ocorrer \u00e9 estarmos sujeitos a f\u00e1bulas de outras \u00e9pocas. Que nossas autoridades competentes sejam realmente competentes e agilizem a ca\u00e7ada e o engaiolamento do mito de argila. Aproveitem a mudan\u00e7a de esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Do contr\u00e1rio, ele continuar\u00e1 presente, assombrando nosso futuro, furtando nossas alegrias, sabotando novos horizontes e aprisionando as mentes ocas dos que t\u00eam certeza de que vivem no mundo da lua. Capacitismo \u00e0 parte, o sujeito da fic\u00e7\u00e3o j\u00e1 passou da conta. Seu prazo de validade para a liberdade est\u00e1 vencido desde a revoga\u00e7\u00e3o de sua expuls\u00e3o do Ex\u00e9rcito. N\u00e3o h\u00e1 mais possibilidade alguma de chance para quem j\u00e1 mostrou desatinos acima da m\u00e9dia. Simulacro de cidad\u00e3o, s\u00f3 lhe resta come\u00e7ar a tratar da escritura\u00e7\u00e3o de seu futuro aposento. Simples, mas merecidos, o mobili\u00e1rio lhe ser\u00e1 suficiente para acomodar seus rancores, \u00f3dios, vilanias e blasf\u00eamias.<\/p>\n<p>Meu povo e minha pova, n\u00e3o h\u00e1 mais o que dizer a respeito do mito sem fermento de padaria suburbana. Poucos ainda t\u00eam o desprazer de enaltecer a pocilga que foi seu governo. Menos ainda s\u00e3o aqueles que insistem em enumerar seus malfeitos. Apesar de insepulto, o cad\u00e1ver cheira mal. Passamos da missa de ano com o corpo presente, mas, se o Deus acima de todos permitir, o pr\u00f3ximo Halloween ser\u00e1 sem arrepios, inclusive os da lei. Oxal\u00e1, a assombra\u00e7\u00e3o de nossos dias reapare\u00e7a somente nas chamadas das unidades prisionais. E que tenha cuidado com o canibalismo, com os ataques de c\u00e3es e com os estupros coletivos. Com milh\u00f5es na conta banc\u00e1ria, Robinho dan\u00e7ou e agora ter\u00e1 de pedalar dentro de quatro min\u00fasculas paredes. Ser\u00e1 um bom parceiro para futuras peladas \u00e0 luz do luar.<\/p>\n<p><strong>*Mathuzal\u00e9m J\u00fanior \u00e9 jornalista profissional desde 1978<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois do calor infernal e das chuvas assustadoras do ver\u00e3o, o outono despontou com boas perspectivas. A tend\u00eancia \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o gradativa das temperaturas di\u00e1rias, que passam de mais elevadas a mais amenas, antecipando o per\u00edodo de frio que vem na sequ\u00eancia. 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