{"id":325562,"date":"2024-03-28T07:12:15","date_gmt":"2024-03-28T10:12:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=325562"},"modified":"2024-03-28T08:36:54","modified_gmt":"2024-03-28T11:36:54","slug":"historia-boa-de-politica-e-contada-de-outra-maneira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/historia-boa-de-politica-e-contada-de-outra-maneira\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria boa de politica \u00e9 contada de outra maneira"},"content":{"rendered":"<p>Apesar de celeiro de \u00f3timos, bons e p\u00e9ssimos contadores de anedotas, o Brasil ainda \u00e9 o pa\u00eds das piadas prontas. Gra\u00e7as \u00e0s chacotas que produzem at\u00e9 durante o sono, nossos pol\u00edticos s\u00e3o os maiores exemplos da bufonaria nativa. Que o digam aquele juiz e o procurador da Lava Jato que trabalharam para eleger \u2013 e elegeram \u2013 um humorista raso, provinciano e com lorotas sem gra\u00e7a alguma. Eu mesmo tentei, em v\u00e3o, criar uma piada sobre o v\u00e1cuo chamado mito. Parei antes de concluir, pois, mesmo com a testosterona em alta, rapidamente percebi que o gajo \u00e9 vazio demais. Meu Deus! Terr\u00edvel. Podia ter tentado algo melhor. O problema \u00e9 o mote, isto \u00e9, o protagonista.<\/p>\n<p>Pior s\u00f3 quando o \u201ccavalo\u201d do Pal\u00e1cio do Planalto ligou para aquele ajudante de ordem baba ovo e, antes que o militar atendesse, disse: Foi s\u00f3 um trote. Tamb\u00e9m p\u00e9ssima. Pulem essa p\u00e1gina. Vamos \u00e0 p\u00e1gina 2. O melhor das historietas do tipo conversa mole s\u00e3o as r\u00e9plicas e, \u00e0s vezes, as tr\u00e9plicas. Como sempre fa\u00e7o, conto o milagre, mas n\u00e3o digo o nome do santo. Perco o amigo, mas replico a gracinha. A de hoje tem a ver com o presidente que os lacaios adoram dizer que amam, amam odiar os que dele se afastaram e amea\u00e7am de morte aqueles que idolatram o mandat\u00e1rio que est\u00e1 governando para todos.<\/p>\n<p>Passada a ef\u00eamera fase das manchetes maquiadas de pol\u00edtica, ele retomou o espa\u00e7o que tinha desde o in\u00edcio da vida p\u00fablica: as p\u00e1ginas policiais. Esta semana, dias ap\u00f3s a noite em que o grande Vasco comeu grama e perdeu a classifica\u00e7\u00e3o para o min\u00fasculo Nova Igua\u00e7u, Luiz In\u00e1cio, Emannuel Macron e Jos\u00e9 Dirceu jantavam em um simpl\u00f3rio restaurante da 5\u00aa Avenida do Par\u00e1. Um cliente se aproxima deles e pergunta: \u201cSobre o que est\u00e3o conversando de forma t\u00e3o animada?\u201d. \u00c9 claro que n\u00e3o era a respeito da bestialidade de Vladimir Putin, tampouco da refrega entre Benjamin Netanyahu e o Hamas.<\/p>\n<p>\u201cEstamos fazendo planos para resolver o problema do Brasil de forma r\u00e1pida e super discreta\u201d, respondeu Lula l\u00e1. \u201cUau!\u201d, exclamou o entusiasmado e certamente rubro-negro cliente. \u201cE quais s\u00e3o esses planos?\u201d \u201cQuando eu retornar ao Planalto Central, vamos matar 58,2 milh\u00f5es de bolsonaristas, um vasca\u00edno e um flamenguista&#8221;, acrescentou o reaparecido Dirceu. Parecendo confuso e diante do olhar de incredulidade de Macron, o intrometido indagou: \u201cUm&#8230;vasca\u00edno e um flamenguista? Por que querem matar justamente um vasca\u00edno e um flamenguista num pa\u00eds de 203.8 milh\u00f5es de pessoas?&#8221;<\/p>\n<p>Sorrindo meio amarelo entre os dentes, o presidente que destronou o mito d\u00e1 uma palmada nas costas de Jos\u00e9 Dirceu, faz o gesto de papo firme para Emmanuel Macron e sapeca: &#8220;Est\u00e1 vendo Dirceu, n\u00e3o lhe disse que ningu\u00e9m perguntaria pelos 58 milh\u00f5es de bolsominions?!&#8221;. \u00c9 fato e n\u00e3o piada que s\u00f3 os loucos varridos aplaudem e idolatram os be\u00f3cios. Como a vida est\u00e1 a\u00ed para que gargalhemos quando as mentiras s\u00e3o deslavadas e disseminadas ap\u00f3s farta distribui\u00e7\u00e3o de d\u00edzimos, lembro de uma visita hipot\u00e9tica daquele presidente ensimesmado como mito a uma casa de recupera\u00e7\u00e3o de alienados.<\/p>\n<p>Recepcionado por uma comiss\u00e3o de pacientes, o deslumbrado mandat\u00e1rio ouve em alto e bom som: \u201cViva o presidente! Viva o presidente\u201d. Depois de algumas repeti\u00e7\u00f5es da ensaiada recep\u00e7\u00e3o, um dos assessores presidenciais aborda o \u00fanico componente silencioso da turma. \u201cE voc\u00ea, por que n\u00e3o est\u00e1 gritando Viva o presidente?\u201d \u201cPorque eu n\u00e3o sou alienado. Sou o m\u00e9dico!\u201d. Pior foi aquele letrista contratado para reescrever a frase de apresenta\u00e7\u00e3o do governo de Luiz In\u00e1cio. Ao avaliar o texto que se referia ao antecessor, resolveu mant\u00ea-la abaixo da de Lula, mas com uma espetacular redu\u00e7\u00e3o de palavras. \u00c0 porta do gabinete do ex estava escrito: \u201cMe elegi, nada fiz, nada criei, nada obrei. Portanto, deixo a Presid\u00eancia como entrei\u201d. Apol\u00edtico, mas antenado, o letrista resolveu sintetizar: \u201cDevolu\u00e7\u00e3o sem uso\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de celeiro de \u00f3timos, bons e p\u00e9ssimos contadores de anedotas, o Brasil ainda \u00e9 o pa\u00eds das piadas prontas. Gra\u00e7as \u00e0s chacotas que produzem at\u00e9 durante o sono, nossos pol\u00edticos s\u00e3o os maiores exemplos da bufonaria nativa. 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