{"id":326716,"date":"2024-04-15T00:00:54","date_gmt":"2024-04-15T03:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=326716"},"modified":"2024-04-15T04:44:49","modified_gmt":"2024-04-15T07:44:49","slug":"brasil-integra-rede-da-oms-para-monitoramento-de-coronavirus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-integra-rede-da-oms-para-monitoramento-de-coronavirus\/","title":{"rendered":"Brasil integra rede da OMS para monitoramento de coronav\u00edrus"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil passa a fazer parte de um grupo internacional para monitorar os diferentes tipos de coronav\u00edrus e identificar novas cepas que possam representar riscos para a sa\u00fade p\u00fablica al\u00e9m de buscar se antecipar a uma nova pandemia. A chamada CoViNet \u00e9 um desdobramento da rede de laborat\u00f3rios de refer\u00eancia estabelecida pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) no in\u00edcio da pandemia de covid-19. O pa\u00eds \u00e9 representado pelo Laborat\u00f3rio de V\u00edrus Respirat\u00f3rios, Exantem\u00e1ticos, Enterov\u00edrus e Emerg\u00eancias Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz).<\/p>\n<p>A rede re\u00fane 36 laborat\u00f3rios de 21 pa\u00edses com expertises em vigil\u00e2ncia de coronav\u00edrus em humanos, animais e ambiente. \u201cN\u00f3s temos que ter uma rede que tenha pessoas capacitadas, com bastante expertise, n\u00e3o s\u00f3 na sa\u00fade humana, mas tamb\u00e9m animal e ambiental de coronav\u00edrus. E essa rede, ent\u00e3o, foi desenvolvida, justamente para dar apoio, n\u00e3o s\u00f3 ao seu pa\u00eds de origem, mas globalmente. O que a gente quer \u00e9 se antecipar a uma nova pandemia. Isso \u00e9 um grande desafio no momento no qual os governos, junto com a OMS, est\u00e3o trabalhando\u201d, diz a chefe do Laborat\u00f3rio , Marilda Siqueira.<\/p>\n<p>Este n\u00e3o \u00e9 o primeiro grupo do qual o Laborat\u00f3rio de V\u00edrus Respirat\u00f3rios, Exantem\u00e1ticos, Enterov\u00edrus e Emerg\u00eancias Virais participa. Desde 1951, segundo Siqueira, o laborat\u00f3rio \u00e9 refer\u00eancia para o v\u00edrus influenza, que \u00e9 o v\u00edrus da gripe, para a OMS. Em 2020, com a pandemia, o laborat\u00f3rio foi convidado a participar tamb\u00e9m do grupo voltado para o SARS-CoV-2, v\u00edrus causador da covid-19. A inten\u00e7\u00e3o inicial era a capacita\u00e7\u00e3o para o diagn\u00f3stico por meio do exame PCR em tempo real, que foi a metodologia escolhida para a detec\u00e7\u00e3o laboratorial do v\u00edrus. O laborat\u00f3rio torna-se, ent\u00e3o, refer\u00eancia na Am\u00e9rica do Sul e Caribe.<\/p>\n<p>No final de 2023, a OMS decide ampliar e consolidar a rede formada durante a pandemia e lan\u00e7a uma chamada para laborat\u00f3rios de todo o mundo. O laborat\u00f3rio do IOC\/Fiocruz foi um dos selecionados para compor a CoViNet. \u201cN\u00f3s temos que continuar fazendo esse trabalho, agora j\u00e1 com uma rede global estruturada dentro de determinados procedimentos para que a gente possa, por exemplo, entender como esse v\u00edrus vai evoluindo e o que isso pode ou n\u00e3o influenciar na composi\u00e7\u00e3o da cepa vacinal\u201d, explica Siqueira.<\/p>\n<p><strong>Monitoramento constante<\/strong><br \/>\nO trabalho do grupo, como explica Siqueira, \u00e9 principalmente monitorar n\u00e3o apenas o SARS-CoV-2, mas outros coronav\u00edrus, buscando identificar qualquer muta\u00e7\u00e3o que ofere\u00e7a risco para a sa\u00fade p\u00fablica. Isso inclui monitorar tamb\u00e9m animais que possam transmitir esses v\u00edrus e outras mudan\u00e7as na natureza, principalmente do avan\u00e7o do ser humano na natureza, que possam favorecer a contamina\u00e7\u00e3o por novos v\u00edrus. \u201cQuando a gente fala de uma nova pandemia, pergunta-se, quando isso vai acontecer? N\u00e3o sei, pode ser amanh\u00e3, pode ser daqui a um ano, pode ser daqui a 50 anos. \u00c9 imprevis\u00edvel. Mas, a gente tem que estar preparado, certo?\u201d, diz a chefe do laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a rede est\u00e1 atenta a muta\u00e7\u00f5es que possam surgir e ao avan\u00e7o das que j\u00e1 est\u00e3o em circula\u00e7\u00e3o, com a inten\u00e7\u00e3o de saber, por exemplo, o impacto disso nas vacinas, isto \u00e9, a necessidade de produ\u00e7\u00e3o de novas vacinas, assim como as necessidades do sistema de sa\u00fade se adaptar para atender a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO que n\u00f3s sabemos \u00e9 que n\u00f3s temos que estar melhor preparados do que n\u00f3s estivemos para a \u00faltima. Ent\u00e3o, para isso, a gente tem que trabalhar em rede, trabalhar trocando informa\u00e7\u00f5es com frequ\u00eancia\u201d, diz Siqueira. No \u00e2mbito da CoViNet, ela conta que participa de reuni\u00f5es regulares. \u201cN\u00f3s temos uma reuni\u00e3o online a cada tr\u00eas semanas em que n\u00f3s discutimos como \u00e9 que est\u00e1 a evolu\u00e7\u00e3o viral do SARS-CoV, porque isso pode impactar em ter novas epidemias de SARS-CoV, em ter um aumento do n\u00famero de casos, o que impacta o n\u00famero de leitos hospitalares, certo? Impacta na vacina que \u00e9 disponibilizada, dessa vacina ser ou n\u00e3o mais a vacina que deve ser dada para a popula\u00e7\u00e3o, porque o v\u00edrus pode mudar muito. Se essa vacina n\u00e3o adianta, tem que rapidamente fazer uma nova\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Preparo brasileiro<\/strong><br \/>\nSegundo a pesquisadora, a pandemia por um coronav\u00edrus foi algo que pegou o mundo de surpresa. O monitoramento constante que era feito era com o v\u00edrus da gripe, o influenza. \u201cPorque influenza j\u00e1 causou v\u00e1rias pandemias no s\u00e9culo passado, inclusive aquela gripe espanhola, ent\u00e3o isso fica na mem\u00f3ria. O coronav\u00edrus, na verdade, foi meio uma surpresa, porque a gente estava todo mundo se preparando para a influenza, e veio o coronav\u00edrus\u201d, diz.<\/p>\n<p>O Brasil, inclusive conta com manuais e guias para o caso de uma pandemia por influenza. Ent\u00e3o, de acordo com Siqueira, nesse momento, o pa\u00eds est\u00e1 tamb\u00e9m revisando os manuais e guias. \u201cCom a pandemia de covid-19, n\u00f3s tivemos muitas li\u00e7\u00f5es aprendidas, certo? Ent\u00e3o, foram muitas estrat\u00e9gias que deram certo e muitas que n\u00e3o deram certo. Ningu\u00e9m pode sofrer o que todo mundo sofreu, o impacto em sa\u00fade humana, o impacto social, o impacto emocional, o impacto financeiro, sem tirar nenhuma li\u00e7\u00e3o disso\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Ela explica que a chave para se combater uma pr\u00f3xima pandemia \u00e9 detect\u00e1-la o mais rapidamente poss\u00edvel. \u201c\u00c9 uma preocupa\u00e7\u00e3o pelo que n\u00f3s chamamos de sa\u00fade \u00fanica, que \u00e9 uma sa\u00fade que envolve n\u00e3o s\u00f3 a sa\u00fade humana, mas tamb\u00e9m a sa\u00fade animal e a sa\u00fade ambiental, porque n\u00f3s somos interdependentes\u201d, diz e acrescenta: \u201cExiste uma prepara\u00e7\u00e3o tanto a n\u00edvel nacional quanto a n\u00edvel internacional\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o IOC\/Fiocruz, os dados gerados pelo CoViNet ir\u00e3o orientar o trabalho dos Grupos T\u00e9cnicos Consultivos sobre Evolu\u00e7\u00e3o Viral (TAG-VE) e de Composi\u00e7\u00e3o de Vacinas (TAG-CO-VAC) da Organiza\u00e7\u00e3o, garantindo que as pol\u00edticas e ferramentas de sa\u00fade global estejam embasadas nas informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas mais recentes e precisas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil passa a fazer parte de um grupo internacional para monitorar os diferentes tipos de coronav\u00edrus e identificar novas cepas que possam representar riscos para a sa\u00fade p\u00fablica al\u00e9m de buscar se antecipar a uma nova pandemia. 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