{"id":327780,"date":"2024-05-01T00:00:16","date_gmt":"2024-05-01T03:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=327780"},"modified":"2024-05-01T07:02:39","modified_gmt":"2024-05-01T10:02:39","slug":"plataforma-especial-vai-monitorar-desmatamento-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/plataforma-especial-vai-monitorar-desmatamento-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Plataforma especial vai monitorar desmatamento na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam) lan\u00e7aram uma plataforma que faz previs\u00f5es sobre o risco de desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal e pode servir para nortear pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s florestas. O projeto resulta de uma parceria com o Banco Mundial.<\/p>\n<p>A equipe de especialistas possibilita que se visualize um conjunto de cen\u00e1rios que pode se consolidar ou n\u00e3o a partir de determinados fatores econ\u00f4micos ou de decis\u00f5es de autoridades governamentais. Para se gerar uma m\u00e9dia do n\u00edvel de desmatamento, o ponto de partida de an\u00e1lise foram dados de 1999 a 2022. Desse modo, conseguiu-se fazer uma previs\u00e3o do que se pode esperar para os anos de 2023, 2024 e 2025.<\/p>\n<p>Conforme detalha nota t\u00e9cnica, ao se considerar o ritmo de desmatamento como foi ao longo dos \u00faltimos anos, sem se adicionar \u00e0 estimativa outros dados relevantes, o que se constata \u00e9 um ac\u00famulo de 35% a mais de desmatamento. A perspectiva j\u00e1 muda quando se leva em conta condi\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas, como os pre\u00e7os das commodities, a exemplo da soja e da carne, e as taxas de c\u00e2mbio, mas sem que se ponha na equa\u00e7\u00e3o a interfer\u00eancia pol\u00edtica no \u00e2mbito da prote\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>De forma did\u00e1tica, o economista s\u00eanior do Banco Mundial Cornelius Fleischhaker simplifica o que fizeram os pesquisadores do Ipam. &#8220;O primeiro modelo \u00e9, digamos, ignorante, porque \u00e9 ignorante, s\u00f3 conhece o passado, s\u00f3 leva em conta a m\u00e9dia de desmatamento do passado. No segundo, a econometria inclui o desmatamento dos anos anteriores e adiciona a previs\u00e3o de indicadores econ\u00f4micos dos pr\u00f3ximos anos. Coloca em cima uma camada informada pela economia, que d\u00e1 complexidade e tamb\u00e9m fornece mais informa\u00e7\u00e3o, de certa forma, no sentido de indicar se a press\u00e3o econ\u00f4mica est\u00e1 crescendo&#8221;, diz.<\/p>\n<p>A pesquisadora Rafaella Silvestrini, uma das coautoras do estudo, destaca um recrudescimento em certas regi\u00f5es, em rela\u00e7\u00e3o ao desmatamento. Uma delas \u00e9 o sul do Amazonas e a outra, a Amacro (acr\u00f4nimo que faz refer\u00eancia aos estados do Amazonas, Acre e Rond\u00f4nia). &#8220;Desde 2017, 2018, percebe-se um aumento do desmatamento&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Para Fleischhaker, uma das sa\u00eddas para haver crescimento de setores econ\u00f4micos sem que isso signifique a desprote\u00e7\u00e3o florestal \u00e9 o aproveitamento de &#8220;terras em uso ineficiente, improdutivo&#8221;. &#8220;A floresta n\u00e3o tem muito impacto sobre a macroeconomia, mas o inverso, sim. As coisas que acontecem longe da floresta ainda t\u00eam impacto na floresta&#8221;, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam) lan\u00e7aram uma plataforma que faz previs\u00f5es sobre o risco de desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal e pode servir para nortear pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s florestas. O projeto resulta de uma parceria com o Banco Mundial. 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