{"id":327848,"date":"2024-05-02T00:00:22","date_gmt":"2024-05-02T03:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=327848"},"modified":"2024-05-02T09:30:26","modified_gmt":"2024-05-02T12:30:26","slug":"maio-roxo-alerta-sobre-doencas-inflamatorias-intestinais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/maio-roxo-alerta-sobre-doencas-inflamatorias-intestinais\/","title":{"rendered":"Maio Roxo alerta sobre doen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais"},"content":{"rendered":"<p>A Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) realiza neste m\u00eas mais uma edi\u00e7\u00e3o da campanha Maio Roxo, para alertar a popula\u00e7\u00e3o sobre as doen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais (DIIs), que se caracterizam pela inflama\u00e7\u00e3o do trato gastrointestinal e podem atingir da boca ao \u00e2nus. Ao longo do m\u00eas, a SBCP divulgar\u00e1 textos e v\u00eddeos no Portal da Coloproctologia para esclarecer as principais d\u00favidas que envolvem as DIIs. A campanha destaca o Dia Mundial das Doen\u00e7as Inflamat\u00f3rias Intestinais, no pr\u00f3ximo dia 19.<\/p>\n<p>O diretor de Comunica\u00e7\u00e3o da SBCP, Helio Antonio Silva, disse que as doen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais, muitas vezes subdiagnosticadas, t\u00eam aumentado muito no Brasil. A campanha visa alertar a popula\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m os m\u00e9dicos sobre essas doen\u00e7as, cuja preval\u00eancia aumentou 15% entre 2012 e 2020, conforme estudo feito por pesquisadores da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 com 212 mil pacientes do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>A preval\u00eancia das doen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais alcan\u00e7ou 100 casos para cada 100,1 mil habitantes. Em 2012, era de 30 por 100 mil habitantes. A maior concentra\u00e7\u00e3o foi registrada nas regi\u00f5es Sudeste e Sul do pa\u00eds. O estudo foi publicado na revista internacional Lancet. No mundo, as DIIs acometem mais de 5 milh\u00f5es de pessoas. Mas no Nordeste, se os cuidados continuarem, n\u00e3o haver\u00e1 muitos problemas.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico Paulo Gustavo Kotze, membro titular da SBCP e um dos autores do estudo, destacou que os dados apurados n\u00e3o incluem casos do sistema de sa\u00fade suplementar, mas apenas casos da rede p\u00fablica. Kotze disse que o aumento do n\u00famero de casos pode ter rela\u00e7\u00e3o com o estilo de vida ocidentalizado, a dieta e o perfil gen\u00e9tico dos pacientes.<\/p>\n<p><strong>Sociedade industrializada<\/strong><br \/>\nNo Sul e no Sudeste, a incid\u00eancia j\u00e1 \u00e9 parecida com a de pa\u00edses europeus. Segundo o m\u00e9dico, a doen\u00e7a \u00e9 t\u00edpica de sociedades mais industrializadas. \u201cUma alimenta\u00e7\u00e3o mais natural protege. O Brasil sempre foi considerado um lugar de incid\u00eancia baixa de DIIs, mas, no s\u00e9culo 21, tem aumentado muito, assumindo caracter\u00edsticas de pa\u00edses mais ao norte da Europa, onde a incid\u00eancia \u00e9 maior ainda\u201d, disse Silva.<\/p>\n<p>Segundo o diretor da SBCP, ainda n\u00e3o se sabe qual a causa das DIIs. \u201cParece que \u00e9 multifatorial.\u201d O aparecimento dessas doen\u00e7as pode estar ligado a fatores como hist\u00f3rico familiar, altera\u00e7\u00f5es no sistema imune, mudan\u00e7as na flora intestinal, alimenta\u00e7\u00e3o e influ\u00eancia do meio ambiente. O tabagismo, por exemplo, \u00e9 fator de risco comprovado para agravamento da doen\u00e7a de Crohn.<\/p>\n<p>H\u00e9lio Silva salientou que o objetivo da campanha \u00e9 conscientizar as pessoas de que a doen\u00e7a existe, para que os pacientes procurem ajuda especializada e para que os m\u00e9dicos n\u00e3o especialistas lembrem que o tratamento tem de ser feito de forma correta, com a realiza\u00e7\u00e3o de exames como a colonoscopia.<\/p>\n<p><strong>Sem cura<\/strong><br \/>\nAs doen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais n\u00e3o t\u00eam cura. As mais comuns s\u00e3o a doen\u00e7a de Crohn e a retocolite ulcerativa. Adolescentes e jovens adultos s\u00e3o os mais afetados pelas DIIs. \u201cS\u00e3o doen\u00e7as cr\u00f4nicas em que se consegue um bom controle, mas o paciente n\u00e3o pode ficar sem o medicamento. O tratamento n\u00e3o \u00e9 uma cura definitiva. O tratamento \u00e9 para controle\u201d.<\/p>\n<p>Os principais sintomas s\u00e3o diarreias que duram mais de 15 dias, diarreias recorrentes com c\u00f3licas, sangue, muco ou pus nas fezes, perda de peso, urg\u00eancia evacuat\u00f3ria, falta de apetite, cansa\u00e7o. \u201cS\u00e3o os sinais mais comuns das duas doen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais. Acendem o alerta para que o paciente procure um especialista, que pode ser um m\u00e9dico gastroenterologista ou proctologista.\u201d<\/p>\n<p>Em casos mais graves, observam-se ainda anemia, febre, desnutri\u00e7\u00e3o e distens\u00e3o abdominal. Cerca de 15 a 30% dos pacientes podem apresentar ainda manifesta\u00e7\u00f5es extraintestinais como dor nas articula\u00e7\u00f5es, les\u00f5es de pele ou nos olhos, diz a Sociedade Brasileira de Coloproctologia.<\/p>\n<p>A dieta \u00e9 fundamental no tratamento das DIIs, porque bons h\u00e1bitos alimentares podem evitar crises, prevenir o desenvolvimento da doen\u00e7a e manter a remiss\u00e3o, diz a SBCP. A dieta deve ser individualizada, conforme o estado do paciente e fase em que se encontra, e orientada por equipe multidisciplinar que inclui m\u00e9dicos e nutricionistas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) realiza neste m\u00eas mais uma edi\u00e7\u00e3o da campanha Maio Roxo, para alertar a popula\u00e7\u00e3o sobre as doen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais (DIIs), que se caracterizam pela inflama\u00e7\u00e3o do trato gastrointestinal e podem atingir da boca ao \u00e2nus. 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