{"id":328144,"date":"2024-05-07T03:10:39","date_gmt":"2024-05-07T06:10:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=328144"},"modified":"2024-05-07T03:12:32","modified_gmt":"2024-05-07T06:12:32","slug":"povo-deve-defender-o-brasil-contra-fingidos-que-propagam-o-caos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/povo-deve-defender-o-brasil-contra-fingidos-que-propagam-o-caos\/","title":{"rendered":"Povo deve defender o Brasil contra fingidos que propagam o caos"},"content":{"rendered":"<p>A silenciosa, por\u00e9m, devastadora mensagem da natureza \u00e0s autoridades e ao povo do Rio Grande do Sul deveria servir de exemplo para todos aqueles que fazem do meio ambiente a latrina do mundo. \u00c9 o cidad\u00e3o que esquece que a natureza \u00e9 vida e que s\u00f3 \u00e9 comandada se \u00e9 obedecida. E n\u00e3o adianta fantasias de \u201cpatriotas\u201d, mitos ou generais. Al\u00e9m de carapu\u00e7a para todos, a advert\u00eancia \u00e9 a prova de que o mundo, particularmente o Brasil, carece de pessoas de primeira, que falem de amor e que tenham atitudes. Mais do que isso, necessita urgentemente de seres que cuidem melhor do que sai da boca. Por enquanto, de c\u00e1 ou de l\u00e1, o que dizem e fazem \u00e9 de tirar do s\u00e9rio um monge de pedra.<\/p>\n<p>Poderia parar por aqui, pois, suponho, para bom entendedor, meia palavra basta. Parafraseando Stanislaw Ponte Preta, vou mais al\u00e9m: \u201cQuando estamos fora, o Brasil d\u00f3i na alma; quando estamos dentro, d\u00f3i na pele\u201d. Infelizmente, \u00e9 o pa\u00eds que nem Freud explica. Talvez a fraude. N\u00e3o basta ser solid\u00e1rio somente no c\u00e2ncer. O sentimento ou ato de compreens\u00e3o com o pr\u00f3ximo \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o da vida. Ela soa mal, rende poucos votos, mas n\u00e3o pode ser ocasional e fugaz. Como n\u00e3o \u00e9 produto perec\u00edvel, a solidariedade, a exemplo da vida, tem de ser tentada e testada diariamente.<\/p>\n<p>Como diria o poeta contempor\u00e2neo, viver \u00e9 o ato de amar e ser feliz. Em um mundo em que diariamente somos massacrados por movimentos de faz de conta, a vida \u00e9 um eco. Se voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 gostando do que est\u00e1 recebendo, observe o que est\u00e1 emitindo. Est\u00e1 escrito em qualquer livro de autoajuda que a vida se encolhe ou se expande na mesma propor\u00e7\u00e3o de nossa coragem. A olho nu, o Planeta Terra est\u00e1 \u201cderretendo\u201d, esgotando sua capacidade de regenera\u00e7\u00e3o, o que, a m\u00e9dio e longo prazos, colocar\u00e1 em risco latente a magia e o poder de prover as necessidades da humanidade.<\/p>\n<p>Partindo do pressuposto de que a vida tamb\u00e9m deve ser entendida como uma festa, ou pensamos efetivamente na divers\u00e3o ou nossos netos e os filhos deles ser\u00e3o obrigados a desistir de viver. Traum\u00e1tico? Talvez, mas \u00e9 a realidade. Sem idealismo, ideologia ou simpatia partid\u00e1ria, temos de pensar r\u00e1pido em solu\u00e7\u00f5es simples e eficazes em defesa da vida como bem maior, em defesa da dignidade das pessoas, da prote\u00e7\u00e3o dos ecossistemas e, naturalmente, da M\u00e3e Terra, aquela que \u00e9 a nossa potencial geradora. Poetizando um pouco mais, podemos dizer que a vida \u00e9 cheia de decis\u00f5es dif\u00edceis.<\/p>\n<p>Os vencedores s\u00e3o aqueles capazes de tom\u00e1-las a tempo. N\u00e3o esperemos promessas ou garantias, mas sim possibilidades e oportunidades. N\u00e3o \u00e0 toa, o direito \u00e0 vida \u00e9 o mais primordial dos direitos humanos. Por isso, ele constitui cl\u00e1usula p\u00e9trea. De acordo com o ordenamento jur\u00eddico brasileiro, o direito \u00e0 vida come\u00e7a com a fecunda\u00e7\u00e3o e termina quando o corpo naturalmente para de emitir sinais vitais. Se cada um de n\u00f3s tomasse o que lhe fosse necess\u00e1rio, n\u00e3o haveria pobreza no Planeta e ningu\u00e9m morreria de fome. A responsabilidade social e o resguardo ambiental significam um compromisso com a vida. Ter consci\u00eancia ambiental \u00e9, ao mesmo tempo, compreender que fazemos parte de todo o meio e perceber que as agress\u00f5es \u00e0 natureza refletem em nossas pr\u00f3prias vidas.<\/p>\n<p>N\u00e3o quero, e n\u00e3o devo ser o arauto do apocalipse, mas \u00e9 fundamental alertar para o caminho sem volta em que o homem se embrenhou. N\u00e3o podemos esperar por milagres. Ou contribu\u00edmos agora ou enfrentaremos um cen\u00e1rio global inimagin\u00e1vel. Ou mudamos rapidamente o modus vivendi ou tamb\u00e9m rapidamente colocaremos em risco a biodiversidade, a seguran\u00e7a alimentar, a sa\u00fade humana e animal, al\u00e9m da pr\u00f3pria vida. \u00c9 o caso, portanto, de nos perguntarmos: Valeu a pena termos vivido? A reflex\u00e3o final \u00e9 simples: a vida \u00e9 como um livro. \u00c0s vezes, precisamos encerrar um cap\u00edtulo e come\u00e7ar o seguinte. A Terra \u00e9 a \u00fanica coisa que todo ser humano tem em comum. A pol\u00edtica, os pol\u00edticos, os mitos e os ladr\u00f5es passam. Passam, mas antes se unem aos fingidos, hip\u00f3critas e dissimulados para acabar com o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1 e, se poss\u00edvel, com o Brasil.<\/p>\n<p><strong>*Mathuzal\u00e9m J\u00fanior \u00e9 jornalista profissional desde 1978<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A silenciosa, por\u00e9m, devastadora mensagem da natureza \u00e0s autoridades e ao povo do Rio Grande do Sul deveria servir de exemplo para todos aqueles que fazem do meio ambiente a latrina do mundo. \u00c9 o cidad\u00e3o que esquece que a natureza \u00e9 vida e que s\u00f3 \u00e9 comandada se \u00e9 obedecida. 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