{"id":328629,"date":"2024-05-13T12:10:16","date_gmt":"2024-05-13T15:10:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=328629"},"modified":"2024-05-13T12:10:16","modified_gmt":"2024-05-13T15:10:16","slug":"na-paz-e-na-guerra-a-forca-sempre-dita-o-dominio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/na-paz-e-na-guerra-a-forca-sempre-dita-o-dominio\/","title":{"rendered":"&#8216;Na paz e na guerra, a for\u00e7a sempre dita o dom\u00ednio&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>Advertindo-nos sobre o desfecho previs\u00edvel, embora indesej\u00e1vel, da crise pol\u00edtico-estrat\u00e9gica que divide o mundo &#8211; de forma mais aguda do que aquela dos anos da Guerra-fria -, o historiador e cientista pol\u00edtico Manuel Domingos Neto (O que fazer com o militar) lembrava, recentemente, em palestra no Instituto Brasileiro de Estudos Pol\u00edticos-IBEP, a inexist\u00eancia de registro hist\u00f3rico de desfecho de conflito hegem\u00f4nico, como o que vivemos presentemente, fora do duelo militar. \u00c9 suficiente percorrer o curr\u00edculo do Ocidente, nosso espa\u00e7o cultural, desde quando se fez conhecer como civiliza\u00e7\u00e3o em busca do mando.<\/p>\n<p>A \u00faltima li\u00e7\u00e3o vem das duas disputas do s\u00e9culo passado, determinando duas guerras que se prorrogaram, chegando aos dias presentes mediante formas as mais variadas, mantida, por\u00e9m, a ess\u00eancia: o embate pela hegemonia. Porque, desde sempre, \u00e9 a for\u00e7a que dita o dom\u00ednio. Na paz e na guerra.<\/p>\n<p>Em 1945, vencida a chamada segunda guerra mundial pelos &#8220;Aliados&#8221;, as bombas jogadas contra o Jap\u00e3o (170 mil civis mortos) eram, do ponto de vista exclusivamente militar, absolutamente desnecess\u00e1rias e, do ponto de vista humano &#8211; portanto do ponto de vista \u00e9tico, segundo uma suposta \u00e9tica ocidental, pr\u00f3pria, nossa -, uma imoralidade, ademais de um crime monstruoso. Politicamente, por\u00e9m, o genoc\u00eddio pareceu necess\u00e1rio aos EUA, empenhados em demarcar o territ\u00f3rio sobre o qual passaria a exercer seu projeto de senhor do mundo, na busca de realiza\u00e7\u00e3o de seu alegado &#8220;destino manifesto&#8221;, impondo seus valores espec\u00edficos a todo o mundo, por variados instrumentos, com realce para o fuzil.<\/p>\n<p>Os cruzados da contemporaneidade estavam voltados ao desafio (visto como imperativo) de estabelecer limites pol\u00edticos e espaciais ao inimigo que sua vis\u00e3o de mundo elegera. Little Boy e Fat Man, as bombas de 6 e 9 de agosto de 1945, antes de Hiroshima e Nagasaki, miravam Moscou, ao tempo em que estabeleciam um novo conceito de guerra, ao qual o restante do mundo, inclusive a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, a arqui-inimiga, haveriam de se adaptar.<\/p>\n<p>As bombas sobre as popula\u00e7\u00f5es civis do Jap\u00e3o n\u00e3o apenas apressaram por uns poucos dias a rendi\u00e7\u00e3o de um Imp\u00e9rio de joelhos (as tropas sovi\u00e9ticas j\u00e1 se haviam instalado em Berlim), como alteraram substancialmente a estrat\u00e9gia da guerra, ao tempo em que, igualmente, determinavam a log\u00edstica de seu advers\u00e1rio: a URSS de ent\u00e3o, acossada, ingressou na corrida pela bomba at\u00f4mica. Era a alternativa, para sobreviver diante do inimigo luciferino.<\/p>\n<p>Para muitos analistas de hoje a expectativa do armagedon, anunciada pela amea\u00e7a at\u00f4mica, evitou, ou mais precisamente adiou, a terceira guerra mundial, esta que j\u00e1 se trava, como as que se sucederam \u00e0 vit\u00f3ria dos aliados: mediante terceiras for\u00e7as, subsidiadas, assistidas, financiadas.<\/p>\n<p>As guerras contra os palestinos e a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia, p\u00f5em nas mesmas posi\u00e7\u00f5es t\u00e1tico-pol\u00edticas os ex\u00e9rcitos que lutaram na Cor\u00e9ia e no Vietnam, como na China, cuja revolu\u00e7\u00e3o mao\u00edsta foi decisivamente apoiada pela URSS. Este apoio, por\u00e9m, n\u00e3o seria suficiente para evitar as dif\u00edceis rela\u00e7\u00f5es entre a China de Mao e a URSS, acusada de imperialismo pela vizinha, o que valeu a associa\u00e7\u00e3o dos chineses ao Pent\u00e1gono em projeto de desestabiliza\u00e7\u00e3o da URSS (v. Sobre a China, Henry Kissinger).<\/p>\n<p>Os blocos pol\u00edticos eram, assim, necessariamente blocos de guerra, e jamais politica e guerra estiveram t\u00e3o atadas. A Confer\u00eancia de Ialta (1945), quando Churchill, Roosevelt e St\u00e1lin, nessa altura j\u00e1 n\u00e3o t\u00e3o aliados, redesenharam o mundo seguindo as rotas tra\u00e7adas pelas suas tropas, teria atr\u00e1s de si a inaugura\u00e7\u00e3o, pelos EUA, da era nuclear.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o haviam se dissipado os cogumelos at\u00f4micos, e ao mundo era apresentada uma nova realidade geopol\u00edtica, imperativa. Para al\u00e9m dos conflitantes not\u00f3rios, os l\u00edderes dos dois polos administravam em cons\u00f3rcio o projeto estrat\u00e9gico, que ficou mais claro com o ingresso da URSS no clube at\u00f4mico (1949), quebrando o monop\u00f3lio dos EUA.<\/p>\n<p>Os dois pa\u00edses se fazem por muito tempo os xerifes da nova ordem, na qual deveriam ser respeitados os respectivos projetos de expans\u00e3o, condicionados por um pacto: as duas pot\u00eancias, sem renunciarem \u00e0 disputa acirrada, evitariam o conflito direto e reconheceriam as \u00e1reas de controle de cada um. Esse entendimento foi posto \u00e0s claras quando da invas\u00e3o, da Hungria (1956) pela URSS da Thecoslov\u00e1quia (1968). Entramos na fase da guerra fria sob condi\u00e7\u00f5es ditadas pela corrida nuclear, presente ainda hoje, apesar da autodissolu\u00e7\u00e3o da URSS e sua ren\u00fancia ao experimento comunista.<\/p>\n<p>O advers\u00e1rio dos EUA, hoje, e talvez definitivo, \u00e9 a Eur\u00e1sia, onde pontificam a pot\u00eancia chinesa e o arsenal nuclear da R\u00fassia.<\/p>\n<p>Mas essas n\u00e3o foram as \u00fanicas guerras, digamos guerras regionais ou localizadas ou terceirizadas, nas quais os interesses dos EUA e da URSS eram defendidos por outras formas. O confronto era a op\u00e7\u00e3o mais radical, a que se valeu seguidamente o Pent\u00e1gono, complementando a interven\u00e7\u00e3o nos embates puramente pol\u00edticos que assolaram &#8212; com ditaduras pr\u00f3-americanas e golpes de Estado contra governos esquerdistas ou simplesmente democr\u00e1ticos todo o mundo &#8211;, mas especialmente na \u00c1sia, no continente africano, e na Am\u00e9rica Latina. No Brasil, principalmente ap\u00f3s 1945 com o retorno dos oficiais que estagiaram com as tropas americanas no final da segunda guerra mundial.<\/p>\n<p>A caracter\u00edstica nodal da segunda metade do s\u00e9culo \u00e9 essa: o intervencionismo acompanhando as guerras por procura\u00e7\u00e3o. Ainda \u00e9 a fase de hoje, embora cada vez mais se distanciando do conceito estrito de Guerra Fria.<\/p>\n<p>Onde houvesse qualquer sinal de emerg\u00eancia de algo que sugerisse um movimento comunista, seja nos limites do processo pol\u00edtico institucional, seja j\u00e1 no campo do conflito armado, os EUA se faziam presentes, para seu combate, e essa era, ipsis litteris, a l\u00f3gica de enfrentamento da URSS, o apoio \u00e0s insurg\u00eancias de esquerda e aos movimentos de liberta\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>Assim seguia a hist\u00f3ria, repetindo quase sempre o mesmo enredo com os EUA frequentando com suas tropas o teatro da guerra, que a URSS, at\u00e9 o desastre do Afeganist\u00e3o, procurava evitar. Exemplar \u00e9 o permanente choque entre os povos \u00e1rabes, apoiados pela URSS e agora pela R\u00fassia, e o governo sionista de Tel Aviv, com poderosas for\u00e7as armadas e avan\u00e7ada ind\u00fastria b\u00e9lica e armamentos fornecidos pelos EUA e a OTAN, fez-se, a um tempo, protetorado dos EUA e seu posto avan\u00e7ado no Oriente M\u00e9dio, onde prossegue o conflito que vem da segunda metade do s\u00e9culo passado, na sequ\u00eancia do esquartejamento imposto pela Inglaterra, nas pegadas da primeira guerra mundial e do colapso do Imp\u00e9rio Otomano.<\/p>\n<p>Certamente era a tudo isso que se referia o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ant\u00f3nio Guterres, ao lembrar, no Conselho de Seguran\u00e7a, que o ataque do Hamas a Israel deveria ser considerado numa vis\u00e3o hist\u00f3rica, irritando como vimos o sionismo.<\/p>\n<p>O conflito segue no Oriente, de onde jamais se afastou, e se instala na Europa, emprestando sua marca ao novo s\u00e9culo.<\/p>\n<p>A delimita\u00e7\u00e3o dos campos prossegue. \u00c9 assim que se preparam as grandes guerras, pois nenhuma \u00e9 improvisada. O mundo assistiu, sem dar-se conta do que via, ou fingindo n\u00e3o ver a realidade para melhor conviver com ela, o rearmamentismo da Alemanha, como estamos vendo, hoje, a arquitetura de um amanh\u00e3 que n\u00e3o nos pode atrair. Para a humanidade seria de bom proveito conhecer a altera\u00e7\u00e3o de objeto e sujeito da guerra fria contempor\u00e2nea, desde o suic\u00eddio da URSS, a ascens\u00e3o da China e a crise do capitalismo de nossos dias, posta a nu principalmente com a crise sist\u00eamica deflagrada em 2008 com a debacle financeira dos EUA que atingiu todo o mundo.<\/p>\n<p>Esses movimentos se conjugam, pois correm, em paralelo \u00e0s dificuldades dos EUA, com o crescimento continuado da China. Os novos tempos impuseram uma nova guerra fria, esta de hoje. N\u00e3o h\u00e1 mais por que falar em defesa da democracia, nem em amea\u00e7as do comunismo, posto que o conflito, a rigor, \u00e9 intercapitalista e seu objeto vem das calendas gregas: a disputa da hegemonia econ\u00f4mica e politica que depende da hegemonia militar.<\/p>\n<p>Como toda grande guerra, a que se aproxima n\u00e3o chega pronta. Sua infantaria \u00e9, como sempre, a batalha ideol\u00f3gica abrindo a trilha para os primeiros choques de interesses, os bloqueios de toda a ordem, at\u00e9 os primeiros conflitos, que s\u00e3o sempre operados por outras for\u00e7as. Refiro-me \u00e0s guerras ou conflitos por procura\u00e7\u00e3o. Nas estepes russas e ucranianas n\u00e3o h\u00e1 hoje combatentes nem chineses nem norte-americanos, embora os EUA, liderando a OTAN, participem intensamente do conflito, tanto quanto est\u00e3o decisivamente presentes em Israel, e, portanto, em Gaza.<\/p>\n<p>A segunda guerra mundial tem-se como iniciada em setembro de 1939, com a falsa surpresa da Inglaterra diante da invas\u00e3o da Pol\u00f4nia, escancaradamente anunciada pela Alemanha, com reiteradas a\u00e7\u00f5es de beliger\u00e2ncia, al\u00e9m de discursos grandiloquentes diante de massas hipnotizadas: em1936 a remilitariza\u00e7\u00e3o da Ren\u00e2nia; em 1938 a anexa\u00e7\u00e3o da \u00c1ustria; ainda em 1938 a anexa\u00e7\u00e3o dos Sudetos da Tchecoslov\u00e1quia e, em mar\u00e7o, a ocupa\u00e7\u00e3o do que sobrara daquele pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nada obstante tanta clareza, o primeiro ministro ingl\u00eas, Arthur Neville Chamberlain, em setembro desse assustador 1938, regressa da &#8220;Confer\u00eancia de Munique&#8221;, onde negocia com Mussolini e Hitler, proclamando que havia alcan\u00e7ado &#8220;a paz para o nosso tempo&#8221;. E \u00e9 mantido no cargo at\u00e9 1940! Os EUA &#8211; acossados pelo ataque nip\u00f4nico a Pearl Hambourg (1941) &#8211; s\u00f3 entrariam no teatro da guerra em abril de 1942, com um bombardeio de efeito psicol\u00f3gico e poucos danos materiais sobre T\u00f3quio.<\/p>\n<p>Hoje, o que desponta no horizonte a olho nu \u00e9 o conflito entre um Ocidente em crise cont\u00ednua (crise pol\u00edtica com o avan\u00e7o da direita e a extrema-direita, e crise econ\u00f4mica cr\u00f4nica, mas ainda fort\u00edssimo no plano militar, pois sua cabe\u00e7a est\u00e1 em Washington) e uma Eur\u00e1sia liderada por uma China em permanente crescimento, tendo \u00e0 sua ilharga o paiol at\u00f4mico da R\u00fassia. Por sem d\u00favida, a realidade n\u00e3o se conforma com o congelamento e todos sabemos que o processo hist\u00f3rico \u00e9 um composto de vari\u00e1veis, muitas imprevis\u00edveis. Mas consideremos o que os n\u00fameros podem sugerir.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 10 anos, o crescimento m\u00e9dio do PIB dos EUA ficou em torno de 1,5% e 2,5% ao ano. No mesmo per\u00edodo, a China apresentou um crescimento m\u00e9dio do PIB entre 6% e 7% ao ano. A tradu\u00e7\u00e3o dominante desses n\u00fameros \u00e9 que que a China vem, h\u00e1 anos, apresentando indicadores de crescimento cont\u00ednuo, candidatando-se a, na margem de 10 a 20 anos, superar os EUA como a maior economia do mundo. O imasse est\u00e1 exposto e muito depende de como se encaminhar\u00e1 o Pent\u00e1gono: esperar\u00e1 o maior crescimento do advers\u00e1rio para ent\u00e3o enfrenta-lo?<\/p>\n<p>De uma forma ou de outra estar\u00e1 pressente a quest\u00e3o crucial da hegemonia, da qual nenhum l\u00edder, ou candidato a l\u00edder, pode abrir m\u00e3o.<\/p>\n<p>O que temos com isso? Tudo, porque, independentemente de nossa vontade, seremos afetados. O que nos resta, nas circunst\u00e2ncias, \u00e9 ter careza sobre nossos interesses, e nos prepararmos para sua defesa.<\/p>\n<p>Somos o maior pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul, a noma economia e a s\u00e9tima popula\u00e7\u00e3o do mundo, a maior da AL. Somos grandes importadores de manufaturados, e produtores e exportardes de alimentos e commodities. Precisamos ter consc\u00eancia de que n\u00e3o somos parte na disputa hegem\u00f4nica, e zelar pela nossa autonomia.<\/p>\n<p>Para tanto, por\u00e9m, carecemos de uma politica nacional de soberania, um projeto claro de pa\u00eds que fale \u00e0 sua popula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 Faria Lima, e, principalmente, carecemos de for\u00e7as armadas bem treinadas, bem aparelhadas, com o m\u00e1ximo de nacionaliza\u00e7\u00e3o de seus equipamentos, e, mais do que tudo, apartadas dos interesses hegem\u00f4nicos em jogo.<\/p>\n<p>Precisamos, pois, discutir de que for\u00e7as precisamos para assegurar nossa soberania \u00e0 margem do jogo das grandes pot\u00eancias e blocos. Um sistema no qual o poder civil n\u00e3o seja, como hoje e em toda a historia republicana, manietado pelo fuzil. Como conditio sine qua non para a afirma\u00e7\u00e3o de nossa soberania &#8211; e retorno ao professor Manuel Domingos &#8211;, precisamos &#8220;de uma nova Defesa, que revise o papel, a organiza\u00e7\u00e3o e a cultura das For\u00e7as Armadas&#8221;.<\/p>\n<p>Finalmente, precisamos, passado mais de um s\u00e9culo, dar uma resposta repubicana \u00e0 den\u00fancia de Rui Barbosa, tristemente atual: &#8220;<i>No Brasil n\u00e3o se organiza ex\u00e9rcito contra o estrangeiro; desenvolvem-se as institui\u00e7\u00f5es militares contra a ordem civil&#8221;.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Advertindo-nos sobre o desfecho previs\u00edvel, embora indesej\u00e1vel, da crise pol\u00edtico-estrat\u00e9gica que divide o mundo &#8211; de forma mais aguda do que aquela dos anos da Guerra-fria -, o historiador e cientista pol\u00edtico Manuel Domingos Neto (O que fazer com o militar) lembrava, recentemente, em palestra no Instituto Brasileiro de Estudos Pol\u00edticos-IBEP, a inexist\u00eancia de registro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":207850,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-328629","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/328629","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=328629"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/328629\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":328630,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/328629\/revisions\/328630"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/207850"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=328629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=328629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=328629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}