{"id":329002,"date":"2024-05-19T08:08:21","date_gmt":"2024-05-19T11:08:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=329002"},"modified":"2024-05-19T08:08:21","modified_gmt":"2024-05-19T11:08:21","slug":"bahia-e-pernambuco-tem-2-mi-em-area-de-risco-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/bahia-e-pernambuco-tem-2-mi-em-area-de-risco-ambiental\/","title":{"rendered":"Bahia e Pernambuco t\u00eam 2 mi em \u00e1rea de risco ambiental"},"content":{"rendered":"<p>Com a intensifica\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas provocadas pela a\u00e7\u00e3o humana no meio ambiente, t\u00eam aumentado os desastres ambientais e clim\u00e1ticos em todo o mundo, a exemplo do que ocorre no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>No Brasil, o governo federal mapeou 1.942 munic\u00edpios suscet\u00edveis a desastres associados a deslizamentos de terras, alagamentos, enxurradas e inunda\u00e7\u00f5es, o que representa quase 35% do total dos munic\u00edpios brasileiros.<\/p>\n<p>\u201cO aumento na frequ\u00eancia e na intensidade dos eventos extremos de chuvas v\u00eam criando um cen\u00e1rio desafiador para todos os pa\u00edses, em especial para aqueles em desenvolvimento e de grande extens\u00e3o territorial, como o Brasil\u201d, diz o estudo do governo federal.<\/p>\n<p>As \u00e1reas dentro dessas 1,9 mil cidades consideradas em risco concentram mais de 8,9 milh\u00f5es de brasileiros, o que representa 6% da popula\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>O levantamento publicado em abril deste ano refez a metodologia at\u00e9 ent\u00e3o adotada, adicionando mais crit\u00e9rios e novas bases de dados, o que ampliou em 136% o n\u00famero dos munic\u00edpios considerados suscet\u00edveis a desastres. Em 2012, o governo havia mapeado 821 cidades em risco desse tipo.<\/p>\n<p>Com os novos dados, sistematizados at\u00e9 2022, os estados com a maior propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de risco s\u00e3o Bahia (17,3%), Esp\u00edrito Santo (13,8%), Pernambuco (11,6%), Minas Gerais (10,6%) e Acre (9,7%). J\u00e1 as unidades da federa\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o mais protegida contra desastres s\u00e3o Distrito Federal (0,1%); Goi\u00e1s (0,2%), Mato Grosso (0,3%) e Paran\u00e1 (1%).<\/p>\n<p>O estudo foi coordenado pela Secretaria Especial de Articula\u00e7\u00e3o e Monitoramento, ligada \u00e0 Casa Civil da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. O levantamento foi solicitado pelo governo em raz\u00e3o das obras previstas para o Novo PAC (Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento), que prev\u00ea investimentos em infraestrutura em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00f5es pobres<\/strong><br \/>\nAs popula\u00e7\u00f5es pobres s\u00e3o as mais prov\u00e1veis de sofrerem com os desastres ambientais no Brasil, de acordo com a nota t\u00e9cnica do estudo.<\/p>\n<p>\u201cA urbaniza\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e muitas vezes desordenada, assim como a segrega\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-territorial, t\u00eam levado as popula\u00e7\u00f5es mais carentes a ocuparem locais inadequados, sujeitos a inunda\u00e7\u00f5es, deslizamentos de terra e outras amea\u00e7as correlatas. Essas \u00e1reas s\u00e3o habitadas, de forma geral, por comunidades de baixa renda e que t\u00eam poucos recursos para se adaptarem ou se recuperarem dos impactos desses eventos, tornando-as mais vulner\u00e1veis a tais processos\u201d, aponta o documento.<\/p>\n<p>O levantamento ainda identificou os desastres ambientais no Brasil entre 1991 e 2022, quando foram registrados 23.611 eventos, 3.890 \u00f3bitos e 8,2 milh\u00f5es de desalojados ou desabrigados decorrentes de inunda\u00e7\u00f5es, enxurradas e deslizamentos de terra.<\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nA nota t\u00e9cnica do estudo faz uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es ao Poder P\u00fablico para minimizar os danos dos desastres futuros, como a amplia\u00e7\u00e3o do monitoramento e sistemas de alertas para risco relativos a inunda\u00e7\u00f5es, a atualiza\u00e7\u00e3o anual desses dados e a divulga\u00e7\u00e3o dessas informa\u00e7\u00f5es para todas as institui\u00e7\u00f5es e \u00f3rg\u00e3os que podem lidar com o tema.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 fundamental promover a\u00e7\u00f5es governamentais coordenadas voltadas \u00e0 gest\u00e3o de riscos e preven\u00e7\u00e3o de desastres\u201d, diz o estudo, acrescentando que o Novo PAC pode ser uma oportunidade para melhorar a gest\u00e3o de riscos e desastres no Brasil.<\/p>\n<p>\u201c[A nota t\u00e9cnica deve] subsidiar as listas dos munic\u00edpios eleg\u00edveis para as sele\u00e7\u00f5es do Novo PAC em preven\u00e7\u00e3o de risco: conten\u00e7\u00e3o de encostas, macrodrenagem, barragens de regulariza\u00e7\u00e3o de vaz\u00f5es e controle de cheias, e interven\u00e7\u00f5es em cursos d\u2019\u00e1gua\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a intensifica\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas provocadas pela a\u00e7\u00e3o humana no meio ambiente, t\u00eam aumentado os desastres ambientais e clim\u00e1ticos em todo o mundo, a exemplo do que ocorre no Rio Grande do Sul. 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