{"id":32923,"date":"2015-01-04T23:26:22","date_gmt":"2015-01-05T02:26:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=32923"},"modified":"2015-01-05T12:05:16","modified_gmt":"2015-01-05T15:05:16","slug":"orrupcao-uma-doenlca-sem-cura-que-abusa-ate-dos-doentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/orrupcao-uma-doenlca-sem-cura-que-abusa-ate-dos-doentes\/","title":{"rendered":"Corrup\u00e7\u00e3o pisa com for\u00e7a no SUS e rouba com as pr\u00f3teses"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto milh\u00f5es de brasileiros sofrem com a precariedade da sa\u00fade no Brasil, profissionais e empresas da \u00e1rea desafiam a lei e a \u00e9tica, e engordam a pr\u00f3pria conta banc\u00e1ria\u00a0 com a dor alheia. Uma reportagem veiculada no programa Fant\u00e1stico deste domingo 4 mostra a\u00e7\u00f5es criminosas entre m\u00e9dicos e hospitais particulares que movimentam cerca de 12 bilh\u00f5es de reais por ano. \u00c9 a M\u00e1fia das Pr\u00f3teses.<\/p>\n<p>O esquema funciona da seguinte forma: uma empresa que fabrica um determinado material cir\u00fargico oferece ao m\u00e9dico uma porcentagem que pode chegar a 35%, caso ele indique para um procedimento equipamentos dessa fabricante. Contrariando o C\u00f3digo de \u00c9tica da categoria, os m\u00e9dicos se sujeitam ao crime. Pior. Viram c\u00famplices. E ganham bem por isso. Segundo o Fant\u00e1stico, um profissional pode lucrar at\u00e9 meio milh\u00e3o de reais em apenas seis meses com a fraude.<\/p>\n<p>Para viabilizar o esquema, os m\u00e9dicos chegam a fraudar documentos. Um desses profissionais corruptos forjou assinaturas de outros colegas, que se recusavam a entrar no esquema.<\/p>\n<blockquote><p>Uma das pessoas entrevistadas, sob a condi\u00e7\u00e3o de anonimato, afirmou que as especialidades mais vantajosas s\u00e3o de Ortopedia, Neurologia e Cardiologia. \u201cParecia uma quadrilha\u201d, comparou. Parecia n\u00e3o. \u00c9 um grupo criminoso que se aproveita da fragilidade de pacientes.<\/p><\/blockquote>\n<p>Outro participante da quadrilha, dessa vez um representante de empresa fabricante, ao ser questionado sobre a legalidade do neg\u00f3cio deu um soco no est\u00f4mago da sociedade. Disse que no esquema n\u00e3o se discutia \u00e9tica, mas \u201cgrana\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o faltam alternativas para lucrar ilegalmente. Muitos aparelhos e material m\u00e9dico eram pedidos apenas para acrescer valores, que escorriam para os bolsos dos profissionais e das empresas.<\/p>\n<blockquote><p>Mas o processo fraudulento n\u00e3o ocorria apenas com clinicas e hospitais particulares. Essas empresas conseguiam implementar direcionamentos de licita\u00e7\u00f5es para unidades p\u00fablicas de sa\u00fade. Por meios n\u00e3o explicados na mat\u00e9ria, fabricantes de pe\u00e7as hospitalares conseguiam que o Edital pedisse pe\u00e7as espec\u00edficas que s\u00f3 ela produz.<\/p><\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m desse caso, existiam outras formas que lesavam os cofres p\u00fablicos. Pacientes que estavam nas filas do SUS por muito tempo para determinadas cirurgias iam a cl\u00ednicas particulares. Ao serem consultados, os m\u00e9dicos lhe davam laudos, muitas vezes falsos. De posse desses documentos, os doentes iam at\u00e9 a justi\u00e7a. Por sua vez, verificando a autenticidade do pedido, o Judici\u00e1rio determinava o governo realizar os procedimentos cir\u00fargicos. Entretanto, quando a fraude era descoberta, o paciente\u00a0 voltava novamente para a fila do SUS.<\/p>\n<p>Em algumas das an\u00e1lises de laudos, a justi\u00e7a descobria valores de tratamentos 20 vezes mais caros que o de mercado. Em Porto Alegre, por exemplo, 65 pedidos de liminares tinham esse problema. A pr\u00e1tica desses m\u00e9dicos revela a exist\u00eancia de uma doen\u00e7a no Brasil que provavelmente est\u00e1 longe de se achar a cura: a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Elton Santos<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto milh\u00f5es de brasileiros sofrem com a precariedade da sa\u00fade no Brasil, profissionais e empresas da \u00e1rea desafiam a lei e a \u00e9tica, e engordam a pr\u00f3pria conta banc\u00e1ria\u00a0 com a dor alheia. 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