{"id":329263,"date":"2024-05-22T00:01:07","date_gmt":"2024-05-22T03:01:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=329263"},"modified":"2024-05-22T08:15:54","modified_gmt":"2024-05-22T11:15:54","slug":"brasil-vai-bater-na-tecla-de-menos-burocracia-nos-fundos-verdes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-vai-bater-na-tecla-de-menos-burocracia-nos-fundos-verdes\/","title":{"rendered":"Brasil vai bater na tecla de menos burocracia nos fundos verdes"},"content":{"rendered":"<p>A desburocratiza\u00e7\u00e3o do acesso aos quatro principais fundos internacionais voltados para o financiamento de projetos ambientais se tornou uma das pautas priorit\u00e1rias do Brasil em sua passagem pela presid\u00eancia do G20. Com o objetivo de identificar os principais n\u00f3s a serem desatados, um grupo de especialistas v\u00eam estudando cada um deles: Green Climate Fund (GCF), Climate Investment Funds (CIF), Adaptation Fund e Global Environment Facility (GEF).<\/p>\n<p>&#8220;Parte dos recursos alocados nesses fundos n\u00e3o t\u00eam chegado na ponta&#8221;, afirmou o subsecret\u00e1rio de Financiamento ao Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Minist\u00e9rio da Fazenda, Ivan Oliveira. O tema foi discutido nesta ter\u00e7a-feira (21) durante reuni\u00e3o sobre financiamento clim\u00e1tico, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O evento integrou a agenda de esfor\u00e7os da presid\u00eancia brasileira do G20. Participaram representantes do BNDES, do Minist\u00e9rio da Fazenda, da organiza\u00e7\u00e3o filantr\u00f3pica Instituto Clima e Sociedade (iCS) e da Finance in Common (FiCS), uma rede global de bancos p\u00fablicos de desenvolvimento que visa alinhar os fluxos financeiros em conson\u00e2ncia com o Acordo de Paris para as Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Segundo Oliveira, a dificuldade de acessar recursos dos fundos verdes afetam todos os pa\u00edses em desenvolvimento, mesmo aqueles que, como o Brasil, possuem institui\u00e7\u00f5es com grande experi\u00eancia e capacitadas para realizar opera\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>&#8220;O BNDES \u00e9 uma das institui\u00e7\u00f5es acreditadas no GCF, por exemplo, e n\u00e3o tem conseguido acess\u00e1-lo a contento por conta da burocracia. H\u00e1 um excesso de crit\u00e9rios que acabam dificultando que o projeto aconte\u00e7a&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O G20 \u00e9 formado pelas 19 maiores economias do mundo, al\u00e9m da Uni\u00e3o Europeia e da Uni\u00e3o Africana. O grupo se consolidou como foro global de di\u00e1logo e coordena\u00e7\u00e3o sobre temas econ\u00f4micos, sociais, de desenvolvimento e de coopera\u00e7\u00e3o internacional. Em 1\u00ba de dezembro de 2023, o Brasil substituiu a \u00cdndia e assumiu a presid\u00eancia. O mandato \u00e9 de um ano. \u00c9 a primeira vez que o pa\u00eds assume essa posi\u00e7\u00e3o no atual formato do G20, estabelecido em 2008. Em novembro de 2024, est\u00e1 prevista a realiza\u00e7\u00e3o da C\u00fapula do G20 no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Outro tema que tamb\u00e9m est\u00e1 na pauta da agenda brasileira \u00e9 a reforma de bancos multilaterais de desenvolvimento, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Internacional de Reconstru\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (Bird), tamb\u00e9m conhecido como Banco Mundial. Apesar de reconhecer que o G20 n\u00e3o tem poder decis\u00f3rio, Oliveira considerou que o grupo pode ser protagonista das mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>&#8220;Esperamos que G20 d\u00ea um impulso pol\u00edtico para que os conselhos diretivos iniciem um processo de reforma tanto na \u00e1rea de acredita\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m na \u00e1rea de desembolsos&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo ele, o grupo de especialistas dedicado ao tema \u00e9 coordenado por Josu\u00e9 Tanaka, especialista com vasta experi\u00eancia em finan\u00e7as ambientais. &#8220;Eles t\u00eam feito contato tanto com as institui\u00e7\u00f5es que conseguiram acessar os fundos como com aquelas que n\u00e3o conseguiram. A ideia \u00e9 mapear cada caso e assim chegar com recomenda\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para cada um dos fundos, que t\u00eam sistema de governan\u00e7a muito diferentes&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>O primeiro relat\u00f3rio com recomenda\u00e7\u00f5es deve ser entregue no pr\u00f3ximo m\u00eas, em Bel\u00e9m, onde ocorrer\u00e1 um evento do G20 dedicado \u00e0s finan\u00e7as sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Sert\u00e3o Vivo<\/strong><br \/>\nSegundo Oliveira, por conta da burocracia excessiva, o projeto Sert\u00e3o Vivo demorou a sair do papel. Lan\u00e7ado no ano passado, ele visa mitigar efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, fortalecer a agricultura familiar, aumentar a produtividade e combater a fome no Nordeste. A iniciativa foi elaborada junto ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agr\u00edcola (Fida) da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) e contou tamb\u00e9m com recursos do GCF e do BNDES.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um excelente modelo de como voc\u00ea pode usar diferentes fontes de dinheiro p\u00fablico para gerar impacto em um tema absolutamente importante que \u00e9 a pobreza rural e a agricultura familiar no Brasil. E ao mesmo tempo tendo foco na adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. Ou seja, conecta perfeitamente dois temas que o governo t\u00eam tentado impulsionar. Mas esse projeto levou sete a oito anos para acontecer. E parte desse atraso tem a ver com acesso aos servi\u00e7os do GCF. O Sert\u00e3o Vivo \u00e9 um projeto relevante que agora est\u00e1 acontecendo no Brasil, mas que demorou tempo demais para ser implementado e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas exigem que os fundos fa\u00e7am entregas com mais agilidade para gerar impacto nas nossas economias&#8221;.<\/p>\n<p>O franc\u00eas R\u00e9my Rioux, presidente da FiCS, disse concordar que os procedimentos para acessar os recursos do GCF t\u00eam sido excessivamente longos, mas apontou duas raz\u00f5es para consider\u00e1-lo um fundo especial. Segundo ele, sua governan\u00e7a \u00e9 provavelmente a mais equilibrada entre o Norte global e o Sul global. Al\u00e9m disso, o acesso ao GCF n\u00e3o seria restrito a um n\u00famero pequeno de institui\u00e7\u00f5es. Rioux destacou que muitos bancos p\u00fablicos se adaptaram para ser capazes de captar recursos e financiar projetos verdes. &#8220;\u00c9 o mais aberto. Se voc\u00ea quiser ter acesso, voc\u00ea tem uma chance&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Criado em 2020, o FiCS surgiu da necessidade de produzir conhecimento e de fomentar a troca de informa\u00e7\u00f5es entre os bancos p\u00fablicos de desenvolvimento, sejam eles nacionais, internacionais ou multilaterais. Nesse processo, foram identificadas 530 institui\u00e7\u00f5es. De acordo com Rioux, elas somam US$ 23 trilh\u00f5es em ativos e, anualmente, s\u00e3o investidos US$ 2,5 trilh\u00f5es. Desse total, 90% s\u00e3o disponibilizados por bancos nacionais e 10% pelos internacionais. &#8220;Isso n\u00e3o \u00e9 uma promessa. \u00c9 o que j\u00e1 estamos entregando anualmente&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A desburocratiza\u00e7\u00e3o do acesso aos quatro principais fundos internacionais voltados para o financiamento de projetos ambientais se tornou uma das pautas priorit\u00e1rias do Brasil em sua passagem pela presid\u00eancia do G20. 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