{"id":329961,"date":"2024-05-31T11:31:48","date_gmt":"2024-05-31T14:31:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=329961"},"modified":"2024-05-31T11:31:48","modified_gmt":"2024-05-31T14:31:48","slug":"revisao-de-dados-indica-recuo-entre-jovens-nem-nem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/revisao-de-dados-indica-recuo-entre-jovens-nem-nem\/","title":{"rendered":"Revis\u00e3o de dados indica recuo entre jovens nem-nem"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego divulgou nota corrigindo estimativa divulgada esta semana sobre jovens que n\u00e3o estudam, nem trabalham, mais conhecidos como jovens nem-nem.<\/p>\n<p>De acordo com a pasta, no primeiro trimestre de 2024, o n\u00famero de jovens entre 14 e 24 anos nessa condi\u00e7\u00e3o ficou em 4,6 milh\u00f5es. Um recuo de 0,95% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2023, quando 4,8 milh\u00f5es de jovens n\u00e3o estavam estudando, trabalhando e nem procurando trabalho.<\/p>\n<p>O balan\u00e7o inicial indicava aumento nesse indicador, o que agora foi corrigido.<\/p>\n<p>A subsecret\u00e1ria de Estat\u00edsticas e Estudos do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, Paula Montagner, disse que as mulheres jovens s\u00e3o as que mais enfrentam obst\u00e1culos. O trabalho dom\u00e9stico e a sobrecarga do cuidado familiar contribuem para que muitas delas entrem mais tarde no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Para tentar diminuir o universo de jovens que deixam o ensino m\u00e9dio, o governo federal lan\u00e7ou recentemente o programa P\u00e9-de-Meia, que oferece incentivo financeiro para jovens de baixa renda permanecerem matriculados e conclu\u00edrem essa etapa do ensino.<\/p>\n<p>O programa prev\u00ea o pagamento de incentivos anuais de R$ 3 mil por benefici\u00e1rio, chegando a at\u00e9 R$ 9,2 mil nos tr\u00eas anos do ensino m\u00e9dio, com o adicional de R$ 200 pela participa\u00e7\u00e3o no Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem) na \u00faltima s\u00e9rie. Mas, segundo Paula Montagner, os efeitos mais significativos desse programa entre os jovens s\u00f3 poder\u00e3o ser sentidos nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p><strong>Ocupa\u00e7\u00e3o e desocupa\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nCerca de 17% da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 formada por jovens entre 14 e 24 anos, que somam 34 milh\u00f5es de pessoas. Desse total, 14 milh\u00f5es de jovens tinham uma ocupa\u00e7\u00e3o no primeiro trimestre deste ano.<\/p>\n<p>Dentre os jovens ocupados, 45% estavam na informalidade, o que corresponde a 6,3 milh\u00f5es de indiv\u00edduos. Essa porcentagem, segundo Paula Montagner, \u00e9 maior do que a m\u00e9dia nacional, atualmente em 40%.<\/p>\n<p>\u201cA informalidade tem a ver com o fato dos jovens trabalharem predominantemente em micro e pequenas empresas. Jovens que v\u00e3o muito cedo para o mercado de trabalho e n\u00e3o v\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o de aprendizes; na maioria das vezes n\u00e3o t\u00eam uma situa\u00e7\u00e3o de contrata\u00e7\u00e3o formalizada. Quase sempre eles est\u00e3o trabalhando como assalariados, sem carteira de trabalho assinada, porque o empregador, por vezes, fica na d\u00favida se o jovem vai, de fato, desempenhar corretamente as fun\u00e7\u00f5es, se ele vai gostar do emprego ou n\u00e3o. Ent\u00e3o, eles esperam um tempo um pouquinho maior para formaliz\u00e1-los\u201d, explicou.<\/p>\n<p>J\u00e1 os jovens que s\u00f3 estudam somam 11,6 milh\u00f5es de pessoas e o n\u00famero de desocupados nessa faixa et\u00e1ria chegou a 3,2 milh\u00f5es em 2024.<\/p>\n<p><strong>Aprendizes e estagi\u00e1rios<\/strong><br \/>\nO levantamento tamb\u00e9m apontou que houve, recentemente, um crescimento no n\u00famero de aprendizes e de estagi\u00e1rios no pa\u00eds. No caso dos aprendizes, s\u00f3 entre os anos de 2022 e 2024 houve um acr\u00e9scimo de 100 mil jovens que passaram para a condi\u00e7\u00e3o de aprendizado. Em abril deste ano eles j\u00e1 somavam 602 mil, o dobro do que havia em 2011.<\/p>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o aos est\u00e1gios, o crescimento foi 37% entre 2023 e 2024, passando de 642 mil adolescentes e jovens nessa condi\u00e7\u00e3o para 877 mil neste ano.<\/p>\n<p>Para Rodrigo Dib, da superintend\u00eancia institucional do CIEE, os resultados dessa pesquisa &#8220;mostram que a empregabilidade jovem \u00e9 um desafio urgente para o Brasil&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos incluir essa faixa et\u00e1ria no mundo do trabalho de maneira segura e de olho no desenvolvimento desses jovens a m\u00e9dio e longo prazo&#8221;, disse. &#8220;S\u00e3o jovens que n\u00e3o tem oportunidades e est\u00e3o t\u00e3o desesperan\u00e7osos que n\u00e3o est\u00e3o buscando uma oportunidade para dar o primeiro passo na carreira profissional&#8221;.<\/p>\n<p>Paula Montagner entende que, para aumentar a inser\u00e7\u00e3o produtiva do jovem no mercado de trabalho, \u00e9 preciso, primeiramente, elevar a escolaridade desse p\u00fablico. \u201cEle precisa estudar, elevar a escolaridade e ampliar sua forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e tecnol\u00f3gica\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>\u201cA gente precisa tamb\u00e9m refor\u00e7ar as situa\u00e7\u00f5es de est\u00e1gio e aprendizado conectado ao ensino t\u00e9cnico e aos cursos profissionalizantes n\u00e3o s\u00f3 para o jovem buscar uma inser\u00e7\u00e3o para sobreviver, mas para ele criar um ac\u00famulo de conhecimento que permita que ele desenvolva uma carreira, para que ele encontre \u00e1reas de conhecimento que s\u00e3o do seu interesse\u201d, acrescentou a subsecret\u00e1ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego divulgou nota corrigindo estimativa divulgada esta semana sobre jovens que n\u00e3o estudam, nem trabalham, mais conhecidos como jovens nem-nem. 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